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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Perdeu-se no caminho

Você leu o título e ficou se perguntando "quem perdeu-se no caminho"?
Pois eu vos digo: Meus textos.
Mas quando eu digo 'meus textos', eu digo T-O-D-O-S os meus textos.
Os que já postei, os que ainda ia postar, os que provavelmente nunca ninguém (além de mim) iria ler...
enfim, TODOS mesmo!
Muitos dos meus sentimentos expostos ali, descritos, entregues...

Eu estou de computador novo e fiquei passando por pen drive os arquivos do velho pra esse. Nesse meio do caminho, essa pasta megaaa importante se perdeu. Lá também estavam todos os selinhos que recebi até hoje, assim como alguns textos de outros blogs que me chamaram atenção.
Essa pasta era como meu refúgio, meu reduto. Um lugar só meu, entendem?

Não quero mais explicar como isso tudo ficou perdido, não quero mais falar sobre isso.
Pra muita gente pode parecer bobice, mas pra mim tem um valor sem igual.
=/
:(

Sei que por causa disso perdi a vontade de postar por uns tempos... vou deixar isso entregue ao pó.
Depois eu volto.
Não sei quando.
Não tenho mais inspiração nem vontade de escrever.

Boa semana e Bom São João!

*aliás, acabei de ter uma idéia de post...
**tenhos dois lindos selinhos pra repassar, mas agora não tenho ânimo :(

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ser mãe...

Estou há aproximadamente 5h tentando pensar em algo para postar...
o.k., não faz nem 15 minutos...
e não sei o que escrever.
Mas como sou uma blogueira chata que posta mesmo sem ter nada interessante, vamos tentar escrever alguma coisa aqui.

Hoje foi o chá de fralda de uma colega de sala. Imaginem uma sala cheia de mulher, falando ao mesmo tempo, fofocando, gargalhando bem alto, comendo brigadeiro (mulheres = doces) e conversando baixaria da mais baixa possível.
Só que como era "coisa infantil" (chá de bebê), teve muita brincadeira (lê-se prendas), que levava à mais baixaria, mas não é isso que quero falar.

Duas delas já têm filhos e levaram para confraternizar conosco (eles não estavam perto na hora que conversamos 'assuntos de adulto' hahaha).
A menina tem 6 meses e o menininho, 1 ano e 8 meses.
Vitória é a coisinha mais linda e tranquila que se possa imaginar! Toda de rosa, babando, sorrindo (ok, eu sei que é reflexo apenas) e apertando nossos dedinhos (reflexo 2).
Toda mulher que chegava na sala ficava com os olhinhos brilhando de ver uma bebezinha tão linda e doce. Já chegava pegando no colo, brincando, sorrindo feito boba e dizendo
"ai, eu quero ter uma filhinha também",
frase repetida 348724897789 vezes.

Depois que desmanchavam a cara de besta, olhavam pra mim (eu estava sentada do lado do carrinho) e perguntavam
Amiga: "Candy, não quer segurá-la também não?"
E eu sempre respondia a mesma coisa
Eu: "Não, não... sou meio sem jeito, tenho medo de machucar Vitória"
Amiga: "Ah, Candy, que pena... ela é um doce"
Eu: "umhum..."
Amiga: "Você não quer ter filho?"
Eu: "Sim... mas é um dia... está muitooo longe ainda..."
Amiga: "Você que pensa" (risos das meninas)
Eu: ¬¬

E eu sempre achando Vitória e Luís Filipe uns amores, umas graças, uns encantos. Mas eu apenas olhava de longe, mexia um pouquinho e saía de fininho.
Até que a mãe de Luís Filipe me vem com essa:
Mãe: "Candyyyy, segura aqui um pouquinho ele porque eu preciso ir correndo lá fora"
Eu: "Eu?!?!?!?!" (cara de assombro)
Mãe: "Éééé... segura logo!"

Foi aí que eu tive que segurar o garotinho para ele não cair da mesa. Ele olhou pra mim e começou a sorrir. Eu sorri meio desconfiada. Ele mexeu no meu brinco e gargalhou. Eu fiquei meio aperriada e sorri de novo. Eis que ele puxa meu braço pra perto de si e fica abraçado comigo. Retribuí o abraço ainda meio desajeitada.
Mas ele não desistia do contato e ficou aconchegado no meu colo.
Aí eu fiquei toda boba, né?
Dizem que é o espírito materno.

As meninas não perdoaram e já foram dizendo "eu não disse?! Tá mais perto do que você imagina".
Eu me recompus e olhei com o canto do olho.

Um segundo depois Luís Felipe (povo pra gostar de nome composto...) já estava no chão brincando de bola.
Mas sabia ele que me fez pensar o resto do dia...


(continuo dizendo que falta muito tempo...)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tinha esse trecho de Fernando Pessoa (que dizer, eu acho que é dele...) guardado aqui no meu computador e ao lê-lo hoje percebi que tem tudo a ver com o momento que estou passando.
A vida vai ser sempre a mesma, afinal ela é sua. A forma que você vai viver e olhá-la é que pode ser absurdamente diferente.
Eu decidi mudar e você, vai ficar aí parado?

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...

Fernando Pessoa


*estou devendo comentários, eu sei. Mas ando meio sem tempo. Prometo voltar logo! \o/


segunda-feira, 16 de junho de 2008

E lá se foi...

Era uma vez uma menininha de vestido rosa. Todos os dias ela ia à escolinha e no caminho tinha uma senhora, vestida de azul, sentada em uma cadeira na calçada.

A senhora parecia acompanhar a menininha andando.

Isso se repetia dia após dia.

Carolina, a garotinha, começou a achar engraçada aquela senhora na cadeira. Primeiro reparou no seu rosto tão encolhido. “Parece um maracujá, mamãe”. A mãe envergonhava-se do comentário inocente da filha, mas não parecia ter um papel ativo em toda aquela situação.

E nem poderia. A relação da senhora e de Carolina ia muito além do que ela poderia imaginar.

Às vezes a velhinha dava um sorriso para a menina, às vezes fingia não perceber que ela passava com seu vestido cor-de-rosa.
A menina ia achando aquela senhora cada dia mais engraçada: sempre vestida de azul, com a pele enrugada, óculos velhos e os cabelos grisalhos. Mas já gostava daquela presença marcante e do seu doce sorriso.

À medida que Carolina ia crescendo e tinha que passar pelo mesmo caminho para ir à aula de música, se incomodava com os olhares seguidores daquela pobre senhora.
“Eu me sinto seguida por aquela velha bisbilhoteira. Ela não tem o que fazer não?”.
Porém Carolina, que agora se chamava Cacá, não tinha outra opção, esse era o único caminho que a levava ao seu destino.

Aquela senhora de sorriso bondoso, outrora, não passava agora de uma velha, chata e metida.
E assim foram se passando os anos. Cacá agora só usava preto e tinha abuso das cores rosa e azul.
A senhora continuava no seu lugar de sempre, na calçada, sentada em uma velha cadeira e com sua roupa azul.

Em um dia chuvoso, enquanto Cacá estava indo ao ensaio da sua banda, reparou na ausência daquela senhora que tinha virado a pedra do seu sapato.
Apenas por curiosidade resolveu perguntar à um vendedor de calçado que em época de baixa venda, vivia na porta da loja.

“Oi... você sabe por que aquela senhora de azul não está aqui hoje?”

“Ah, minha filha, eu ouvi dizer que ela teve um enfarte fulminante e morreu nessa madrugada”.

Cacá saiu desnorteada, nem agradeceu ao vendedor pela informação.
Ela não tinha se dado conta do quanto a pobre velhinha já fazia parte da sua vida, do quanto ela esperava durante todos esses anos por aquele sorriso que era o mais bondoso que já viu na vida.

Só então ela percebeu que a senhora de azul era como uma avó para ela, uma avó que ela não tinha. E como ela foi boba em não ter aceitado o amor da vovó postiça.

Foi aí que ela percebeu o quanto ela tinha evitado a velhinha e isso apenas por ter medo de perdê-la, como já havia perdido tantas pessoas na sua vida.

Por medo da perda ela não percebeu que havia perdido a oportunidade de viver com mais felicidade.

E agora já era tarde demais...


*Inspirado em um post mais meu comentário no blog da Bárbara .
**Não me perguntem o sentido desse texto porque eu também não sei O.o

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Viva Santo Antônio!

Depois de uma conversa com um amigo que tem o mesmo nome do santo (aliás, segundo o nick dele no MSN: "Três vivas para o Santo com o nome mais bonito que existe"), me lembrei de uma história sem futuro, mas que achei legal contar aqui pra fazer vocês lerem algo sem importância.
auhuahauhaha

Então...
todo mundo já deve ter ouvido falar na simpatia de colocar o Santo de cabeça para baixo (ou enterrar, ou dentro do copo de água, etc) para arrumar um casamento, né?
Pois bem, um belo dia (há treeeelas de anos) eu ganhei um Santo Antônio em miniatura (nem lembro em que ocasião) e como eu estava com uma lembrancinha de aniversário, coloquei o Santo de cabeça pra baixo para brincar com as meninas, dentro dessa caixinha, trouxe para casa e esqueci dele lá.

Aí quando foi ano passado que eu estava em Recife, resolvi comprar um de verdade(...)
*abre parêntese*
Não é que eu esteja com pressa de me casar, não me entendam mal. Mas é que, raciocinem comigo, se eu conhecer alguém hoje (eu tenho 21), fico ficando com ele por um ano mais ou menos, namoro mais uns 4 (aí já teria 26, estão acompanhando?), ficaria noiva por mais uns 3 (29) e que eu me casasse, eu já teria cerca de 30. Aí eu quero ter filho, mas antes quero curtir a vida de casado né? hehehhe
Ou seja, adiaria meu baby... Estaria já ficando com muitas pregas (lê-se: rugas ) e dificuldade de emagrecer depois e levando em consideração que eu imagino que vá morrer aos 40 anos, meu filhinho cabeludo ia virar órfão muito cedo.
Então, as coisas podiam ser um pouco menos demoradas... uahuahuhaha
*fecha parêntese*
(...) mas eu não queria ir à loja comprar porque tenho vergonha (kkkkkkkkkk).
Então, resolvi pedir ajuda da minha mamis que não tem esse tipo de vergonha, eis que ela disse que comprava, mas eu tinha que ir junto pra escolher o tamanho, o tipo (?!) etc, etc, etc.

Tá bom, resolvi ir... coloquei um óculos do tamanho do mundo e os cabelos no rosto pra ficar mais disfarçada e minha mãe dizendo "Ai, Candy, deixa de ser boba" e sorrindo da minha cara.
¬¬
Eis que estou na loja, toda disfarçada e mamãe pegava os vários modelos de Santo e me mostrava pra ver se eu me agradava.
Quando eu tossia ela já sabia que eu não tinha gostado, caso eu gostasse piscaria disfarçadamente o olho. (alguém aí sabe como ela ia ver minha piscadela se eu estava de óculos?!)
(hahahaha que ridículo!)
Depois de muitos modelos de santos e muitas tossidas, encontrei um que muito me agradou.
Só que minha belíssima irmã estava sem um pingo de paciência e já foi berrando:
"Ah, Candy, deixa de frescura! Escolhe logo esse santo pra a gente ir embora!".

Gente, é uma bobice e eu sei, mas eu senti tanta vergonha, mas tanta vergonha que queria desaparecer...
Minha reação? Ter uma crise de riso e ficar falando em voz alta: "Mas não é pra mim não, mas não é pra mim não. Será que ela vai gostar?!"
O.K... todo mundo na loja a essa altura já estava morrendo de rir, minha mãe se encostou na bancada e gargalhava, minha irmã também já tinha começado a gargalhar e eu com cara de idiota com os óculos escuros enormes no rosto e o cabelo cobrindo minha face branquela.
Simplesmente eu olho para um lado e para o outro, morrendo de vergonha, e puxo minha mãe e minha irmã da loja e fomos embora dali!

Sim, sim, eu sou a pessoa mais boba de todos os tempos!
¬¬

E terminou que não comprei o Santo e larguei de mão de simpatia.
Afinal, como me perguntou uma amiga:
Amiga: Candy, tu quer casar né?
Eu: é... um dia, né? hoje não...
Amiga: Mas como você quer casar se você da fora em todo menino que aparece?
Eu: Ah, sei lá... (sorrindo) Um dia eu me encanto, por enquanto aproveito minha vida de solteira...
Amiga: Era o que eu imaginava... ¬¬
(não entendi o sentido dessa última frase dela ¬¬)


Ah, e só pra terminar, vocês perceberam que o Santo passou anos e anos de cabeça para baixo (sem que eu me lembrasse dele, diga-se de passagem) e eu continuo encalhada?!
hahahahahahaha
Ou seja, essa simpatia é furada, amigammmm!


Outro dia eu conto sobre a aliança na canjica na época de São João!
=X
uahuahuahauhauuaha

Bom fim de semana!
\o/

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A decepção

Algumas pessoas já devem saber, mas para quem não sabe eu conto: esse sábado irei tirar as fotos para o convite da minha formatura.
Eu estava super feliz, empolgada, emocionada, sensível por estar perto do fim do curso.
Opa! Como assim “estava” ?!
Não está mais, Candy?

Não, não estou.
Muito pelo contrário. Só vou tirar essas malditas fotos porque é o jeito, porque quero meus convites e porque meu pai já pagou.
Sinceramente?! Brochei com elas. Vou por pura obrigação e de cara amarrada.

Calma, calma, eu explico o que aconteceu para haver uma mudança tão repentina.
Meu grupo é composto por oito pessoas inseparáveis. Pelo menos era o que eu achava.
Então foi feita uma votação com a turma psi toda para saber se as fotos em grupo seriam por grupo de estágio ou por grupo de amizade.
Fiz a velha e boa boca-de-urna para convencer as pessoas a votarem por grupo de amizade, afinal, eu gostaria muito de tirar foto com as meninas que estão comigo desde o começo. Ou melhor, o grupo que está junto desde o primeiro ano de curso.

Aquele tipo de grupo que está unido na felicidade e na tristeza, nas provas, nas colas, nas risadas, nos choros, nas canas da vida, nas dúvidas, nas certezas, nas milhares de brigas passadas, no crescimento, na queda...
Enfim, sempre unido!

O.k., continuando a história...

Foi decidido, então, que as fotos seriam por grupo de amizade. Mas nosso grupo era muito grande para caber em uma única página de convite.
Tínhamos algumas opções:
1. Sair duas pessoas e irem para outro grupo;
2. Dividir o grupo em dois e aceitar pessoas de outros grupos para fechar o número limite (6 integrantes)
3. Sair todo mundo bem pequenino na foto, mas estaríamos todas juntas!

Logicamente eu votei pela terceira opção porque, na minha cabeça, era muito mais importante estarmos juntas, mesmo que pequeninas nas fotos, do que em grupos separados.
Seis integrantes do grupo concordaram e duas não.

Pra resumir a história, decidiram dividir em dois: Um grupo com cinco (porque entrou um menino) e um com quatro (pessoas).
Não tive reação nenhuma na hora.
Eu fiquei péssima porque realmente queria todas juntas.

Mas o ápice para mim foi quando uma das meninas mais chegadas, que eu considerava muito (muito mesmo), decidiu ir pro outro grupo e não ficou no que eu estava (no grupo que estou está todas as pessoas mais chegadas dela). Ela foi pro outro porque o horário das fotos é mais tarde e daria para ela se arrumar mais.
Porra, bicho, ela decidiu com quem tirar as fotos por causa disso?!
Será que a amizade e a foto que vai estar no convite pro resto de nossas vidas não são mais importantes?

Fiquei arrasada.
Ainda mais por essa amiga ter trocado de grupo.
Foi um misto de decepção, tristeza, raiva, mágoa... me senti abandonada, trocada, sei lá.
É como seu visse que tivesse dado valor às pessoas e elas não estivessem nem aí.
E é nisso que eu fico me perguntando: do que me adiantou tentar ser uma pessoa melhor se no fim das contas, sempre (eu disse SEMPRE), as ‘coisas’ terminam da mesma forma?

Hoje (quarta-feira), passei o dia inteiro chorando, das 10:30 até agora (23:15).
Pra quê? Pra nada, pra nada.

E pra quê as fotos agora?

Perdeu todo o sentido pra mim. E eu percebo que só perdeu o sentido pra mim (e pra outra amiga que também ficou mal, assim como eu).
Será esse o sentido da amizade?
Amizade é isso?

(nem eu imaginava que eu pudesse ficar tão mal, mas como diria Mario Quintana:

"... umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca...
Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade").

* Não se preocupem. Já estou bem... esse texto foi de ontem. Hoje adotei a postura: Foda-se!
** Alguém aí assistiu o jogo do Sport ontem? Eita time que me mata de orgulho, meu Deus!


UPDATE: Algum menino aí que quer ser meu namorado por um dia?
Ow, gente, é só por um dia!!!
uahuahuahauahuahuaha

UPDATE 2: Já arrumei o namorado por um dia!
Ueeeba! \o/
Mas ele já foi dizendo que presentinhos só em pensamento porque algo físico que é bom...
Amarrado! ¬¬
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

terça-feira, 10 de junho de 2008

Música da Semana

Hoje tirei a tarde livre. Aproveitei pra rever uma amiga e ir ao cinema, mas como cheguei mais cedo um pouco, passei o tempo fazendo uma das coisas que mais me agradam, enchem de satisfação, inspiração e felicidade: fui até o mar, o admirei, senti o cheiro de maresia, coloquei os pés na areia, pensei sobre a vida e voltei renovada e nostálgica.
Uma delícia.

Musiquinha recebida pelo MSN, escutada, aprovada e mil vezes repetida ao longo do dia.
Sim, sim... estou melosa e manhosa!
Mas e daí, né?
\o/
E já que eu gosto de falar sobre "o fim", quem o faz somos nós e ele pode ser belo sim. Quem disse que não?!
O anjo mais velho
(O Teatro Mágico)
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora
eu deixei de acreditar

tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra
chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você

domingo, 8 de junho de 2008

Mudar e buscar a recompensa...

Quem acompanha o blog há mais tempo deve lembrar das milhares de reclamações que eu fazia, do quanto era esquentadinha (e ainda sou) e, principalmente, que eu decidi mudar e ser uma pessoa melhor.
Eu percebi que estava espantando as pessoas do meu meio com meu jeito explosivo, então, era hora de mudar. Antes tarde que nunca.
Vocês não imaginam o esforço que fiz e faço para ser mais paciente, compreensiva, amiga, doce... E não faço isso com falsidade, fingindo ser assim. Faço com muito esforço (já pensei em desistir, mas isso ficou no passado), com vontade de mudar mesmo e, principalmente, para me sentir melhor.

Um ano e pouco após as primeiras tentativas de mudança, posso dizer que valeu muitoooo a pena! Cada vez que respirei fundo e evitei dar um grito em alguém, as vezes que pensei antes de dar minha real e bruta opinião, que deixei a vida fazer seu curso sem acelerá-la, eu vejo que agi da maneira correta! Fico muito feliz em saber que já consegui muita coisa e ainda vou conseguir muito mais!!!
E hoje, vou colhendo os benefícios disso. Tenho mais amigos (não em termo de quantidade e sim de qualidade), as pessoas já perceberam que podem falar comigo sem medo de serem rechaçadas... Mas além de tudo, sinto-me uma pessoa melhor, estou vivendo com mais gosto e menos rugas, sorrio mais das mazelas diárias (hehehe), me sinto mais humana e imensamente mais feliz.

Por que eu resolvi falar sobre isso hoje? Porque hoje assim que acordei (aliás, me lembrem de contar sobre a festa de ontem hahaha), recebi um depoimento de uma amiga que me fez refletir...
Vou colar alguns pra vocês perceberem sobre o que estou falando.

Themys: A qualidade de todo extremista é quando está Feliz. Demonstra em dose dupla.
Amiga Candy, não sei se no seu caso é melhor por ser dose ou por ser dupla ou por serem as duas juntas. kkkkkkkkkkkkkkkkk
AMO!

Sarah: Candy!! Garota espontânea e muito sincera!! Ás vezes até demais né amiga? Mas mesmo assim, te adoro do jeitinho que vc é...
Nos conhecemos há tão pouco tempo e já conquisrtou minha confiança e amizade!
Um beijo enorme! :))

Alenuska : Se Candy fosse feita em verso, ela seria assim:

Lua Adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
(Cecília Meireles)

Em prosa, me arrisco a dizer que ela é MARA! É difícil sim, mas quem não é? Uma amiga que só me dá alegria e até hoje sinto imensa saudade das caronas que dava à ela na saída da facul, pelas nossas infinitas gargalhadas né? :(
Gosto de muito de você bixa linda! :***

Juju: Alguém que notoriamente está tentando ser cada vez melhor!
Admiro essa mudança. Não é qualquer um que topa passar por isso!
Além de guerreira, de personalidade forte e muito determinada, essa mocinha sabe surpreender muito bem!

* vamos nos permitir

Amo tá?


;********

E aí, alguém já entendeu o motivo de tanta felicidade?
O título do post eu coloquei com a seguinte imagem na cabeça: a pessoa ganhou o palito premiado e foi buscar o prêmio. O que tem a ver? sei lá, sei que foi isso que pensei.
Dizer que em primeiro lugar está querer fazer o bem e não saber da recompensa é dispensável. Eu sei disso e concordo. Mas quando somos reconhecidos é bemmm melhor, não?!

E só para terminar deixem-me dizer com a mais absoluta sinceridade que cada um de vocês que passa por aqui contribui e muito para minha mudança. Podem acreditar! Obrigada à vocês também!
E quero agradecer em especial à uma pessoa (sei que vou ser injusta em citar apenas uma pessoa): Antônio. Branquelo, obrigada por cada palavrinha que você me disse, ou por "apenas" me escutar e também por ser, por muitas vezes, minha fonte de inspiração.

_____________________________________
Poderia terminar esse texto sem um selinho?!
E esse tem um gostinho muito especial porque fala sobre amizade e tem tudo a ver com o que escrevi aqui hoje.
Sei que vou ser injusta novamente, mas esse foi um dos selinhos mais especiais que recebi na minha vida blog.
Obrigada, Intense!!!!
Todo mundo que tá linkado aqui merece o selinho. De verdade mesmo.
Mas vou indicar as pessoas mais chegadas (e ser injusta pela terceira vez no mesmo post uahuahuha):
Antônio
Xande
Kari
Kyaya
Patty





Boa semana!!!!
\o/\o/

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Os presentinhos...

Melancolia pós-compulsão alimentar.

Enquanto eu arrumava meus CD´s, dei de cara com um de RHCP. Dei uma risadinha e fiquei me lembrando que o pedi emprestado à uma amiga e até hoje não devolvi. É impossível olhar para ele e não lembrar de Ré (“minha miuga”).

Assim fui vendo o quanto de ‘coisinhas’ tenho em casa que me fazem lembrar pessoas que já passaram pela minha vida. Umas continuam, outras não. E todas deixaram um pedacinho de si, não me refiro à coisas caras, de valor financeiro, não mesmo.

Comecei a refletir e até procurar por essas ‘coisinhas’. Dei de cara com outro CD, dessa vez de Jorge Aragão (“O” cara) que peguei do meu primo e também nunca devolvi.

Abri a carteira e vi um papelzinho que recebi de Gabriel quando o conheci, que fazia propaganda do site dele.

Então, resolvi fazer uma listinha rápida do que eu lembro:
- CD de Ré
- CD de Allan (primo)

- Papelzinho de Gabriel
- Bandana de festa de Bonzão
- Correntinha de praia (aquelas de caroço de num sei o que) de um amigo especial
- Pulseirinha de Dieguinho (um brasiliense absurdamente especial que conheci ano passado e nunca mais vi)
- Um chaveiro de metal em forma de coração, com meu apelido escrito no meio. De uma amiga de infância
- Outro chaveiro em forma de coração, mas de pelúcia e vermelhão com a letra do meu ex-namorado bordado no meio
- Um chaveiro com o nome e símbolo do meu curso (do meu ex também)
- Um cartão feito de papel ofício, todo enfeitado com hidrocor e canetinhas coloridas. Recebido em um dia que estava muito triste e meus amigos de colégio me deram
- Bilhetinho que dizia: “Candy, você entrou na minha vida de repente e me fez voltar a acreditar em amizade verdadeira. Te amo”, de uma amiga de tempo de colégio
- Um porta-retrato com uma foto minha e de Mallu que dizia “Feliz Aniversário, Lili. Você já está na minha vida para sempre. Te amo muito!”.
- Algumas fotos de amigos muito especiais (sabe aquela foto que você adora e não quer dar pra ninguém? Pois é, todos eles me deram...).
- Uma foto que meu professor tirou minha desprevenida e no verso tem escrito “Uma foto de uma gênia”.
- Um bilhetinho super-ultra-mega-especial que tem dizendo nome, número de tel e e-mail de um menino que marcou

Enfim, esses foram alguns presentinhos que lembrei. À vezes nem me dou conta do quanto essas pessoas têm participação na minha vida, mesmo que tenham ficado no passado. Mesmo no passado, estão presentes de alguma forma.

E um fato que me emocionou muito foi que há uns dois anos uma amiga de infância especialíssima me disse que tentou suicídio. Eu, muito tocada, dei uma pulseirinha que usava direto (aquelas que a gente não tira NUNCA do braço, sabem?) para ela e disse que “quando você pensar ou se sentir sozinha, olhe para ela e lembre que tem alguém no mundo que a ama de verdade e que, para ela, o mundo não é o mesmo sem você”.
E esse fim-de-semana quando a vi, por acaso na rua, ela estava usando essa pulseira.
Significa que não somente as pessoas me marcam, como eu também as marco.

*Deve ser por isso que eu peço, com um sorriso encantador estampado no rosto, tanto presentinho às pessoas queridas!

Duas fotinhas para vocês verem. A primeira sou eu com 10 anos, competindo GR (Ginástica Rítmica). Sou a Branquela que está quase de frente para o fotógrafo.

A outra é a pulseirinha que tenho de Dieguinho.

terça-feira, 3 de junho de 2008

O fim é sempre certo?

Lembram que eu falei sobre inspiração em um post passado? Pois é, ela hoje veio de onde eu menos esperava.

Xande colou uma comunidade do orkut que quando eu vi, fiquei pensando na forma que eu levo minha vida. Meus medos, meus receios, minha insegurança, minha forma tão superficial de ser às vezes, minha recusa em fincar raízes por tantas vezes.

Eu sempre penso “e quando acabar?”. Não me refiro somente a relacionamentos, me refiro a tudo. À relacionamentos amorosos, amizades, projetos, sonhos... sei lá, tudo mesmo! Por mais que eu pense que algumas ‘coisas’ eu quero para sempre, eu tenho em mente que tudo sempre acaba.

“Sem saber...
que ‘pra sempre’
sempre acaba (...)”

E por causa dessa minha neurose de pensar que tudo é passageiro e que, em algum momento, vai embora, termino me privando de viver alguns momentos.

Para quem não entendeu, explico: Como eu sei que vai acabar e quando isso acontecer, eu e a outra pessoa (se houver outra pessoa na história) vamos sofrer, então, eu evito me apegar excessivamente e fazer muitos planos porque quero evitar um futuro sofrimento.

Vou contar rapidamente um fato que aconteceu. Minha amiga estava fazendo 4 anos de namoro e resolveu montar um álbum lindo com fotos do casal. Ficou lindo mesmo. E nisso ela colocou quase todas as fotos que ela tinha (sem falar que gastou mais de 500 reais para montá-lo). Sabe o que me passou pela cabeça ao acompanhar todo o processo de ‘montagem’ do presente? “E quando eles acabarem, com quem vai ficar o álbum?”.

Ora, será que não é possível que eles se casem e o álbum vá para a casa que eles irão morar?!

Eu não estava agourando o namoro deles de forma alguma, estava super feliz porque eu sei tudo que eles passaram para chegar à esses quatro anos de namoro, só estava reproduzindo o modelo que estou acostumada.

Foi nesse dia que essa minha forma de ser ficou bem clara para mim.
Claro que eu poderia fazer uma análise psi de tudo isso, mas não vem ao caso por que eu penso e ajo (não sempre, fique bem claro!) dessa forma.

Algumas pessoas devem estar se perguntando: “Como ela pode ser assim, se ela já demonstrou tantas vezes que é tão intensa?”.
E eu respondo: Sei lá!

Mas sabem como estou pensando ultimamente: Não me interessa como vai ser amanhã, se vai ter fim ou não. O que importa é que no momento atual não acabou e eu aproveito para viver!
O amanhã só vem amanhã. O hoje está correndo e passando!

Pois é... os últimos meses têm me ensinado um bocado! Eu sei que tenho uma longa jornada pela frente e que não precisa necessariamente ter fim, pelo menos não o fim da forma que eu penso sempre...

*A comunidade do orkut não vem ao caso. Hehehe

domingo, 1 de junho de 2008

Meme

Recebi um meme da Letícia que me fez ficar pensando um pouco no que eu realmente quero. A proposta é responder a 15 questões, sendo 3 alegrias, 3 medos, 3 objetivos, 3 obsessões atuais/coleções e 3 fatos surpreendentes. Ao final, deve-se indicar para 5 pessoas. Vamos lá:

Três alegrias:

- Ver minha família e amigos felizes (o que, claro, me faz imensamente feliz também);
- Perceber que meu esforço vale muito a pena;
- MSN, principalmente à noite (assim como alguns e-mails ao longo do dia).

Três medos:

- Meu futuro não ser nada daquilo que sonho e planejo;
- Perder minha família
- Morrer e não ter feito o que quero.

Três objetivos:

- Ser independente e sair de casa (morar no sul do país, futuramente, está nos meus planos também);
- Conhecer muitos lugares e pessoas;
- Resolver alguns conflitos (o que envolve um milhão de variáveis).

Três obsessões atuais/coleções:

- Sem dúúúúvida fazer viagem específica
- Sair de casa (não que aqui seja ruim, mas preciso de um lugar meu)
- Ler e saber cada vez mais sobre cada vez mais coisas.

Três fatos surpreendentes:

- Eu sou absurdamente chata, compulsiva, obsessiva, neurótica e autopunitiva (pra quem me conhece um pouco mais isso não é nada surpreendente);
- Eu escuto música brega de vez em quando (confesso, confesso! Hahaha... Só digo uma coisa: essas músicas são muito engraçadas!)
- Não calculo minha vida para depois dos 40 anos porque acho que não chego lá.


As cinco pessoas para fazer (se quiserem, naturalmente) são:

Lili
Intense
Talvez eu conte... um dia
Camila
Kya

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Ah, e para terminar o post, tem selinho!

Obrigadaaaa, Mi e Antônio.

Meu Blog é escrito com Amor. Ah, isso é!

Outros três (e muitooos outros também) que são feitos igualmente com Amor são:

Laura
Kya
Marina

Boa semana, queridos!