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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

E Fabricou-se...

Último dia do mês. Último post do mês. Perceberam como mês passou rápido? (sim, sim, eu gostei da palavra 'mês').

Discutimos na sala sobe juízo, pré-julgamento, e nos foi pedido para contar uma história que tivesse acontecido (ou podia inventar também). Aqui vai minha criação em sala de aula.

O menino e a Preconceituosa

Parecia um dia como outro qualquer, me arrumei e me encaminhei à faculdade. no entanto, no caminho me deparei com a situação: um garoto indo ao colégio.

Mas e daí? O que tem de diferente em um garoto ir ao colégio, pela manhã, em época de aula? Bem, nada demais. Mas o que me chamou a atenção não foi só isso. Meu preconceito foi mais insurgente do que considerar a situação comum. O preconceito veio do que considerei o menino, em primeiro momento, estranho. O achei muito crescido, digamos assim, para ainda estar no colégio e também achei que tinha algo mais estranho ainda. Tentei me desligar da situação e assistir minha aula normalmente.

O que eu não contava era ver esse mesmo menino todos os dias. Foi aí que o observando melhor, pude levantar hipóteses e a mais plausível foi que ele tinha algum problema mental, retardo talvez. Fabriquei um indivíduo.

E me assustei em quanta coisa preconceituosa e mesquinha passou pela minha cabeça. O que tem de extraordinário em uma pessoa freqüentar colégio? É normal!E deve fazer muito bem a ele, assim como faria a qualquer outra pessoa. Por que uma pessoa deficiente não poderia ir ao colégio? Puro preconceito meu!

Aí me veio à mente outra idéia: Não seria perigoso ele ir sozinho ao colégio? Seria ele capaz? Os colegas de classe, como reagiriam a presença dele? Fui tentando responder cada pergunta, mentalmente. E cheguei a conclusão (uma outra hipótese, na verdade) que os colegas de classe devem tratá-lo e olhá-lo de forma diferenciada. Pelos menos diferenciada do conceito que fiz dele, ele deve ser tratado igual aos outros coleguinhas e igualmente amado.

Passados mais alguns meses eu o encontrei em uma loja, trabalhando. E, por mais uma vez, confirmei o quanto fui boba questionando a capacidade dele. E eu, que me considero "normal", não trabalho. Quanto preconceito de minha parte! No fim desses pensamentos fiquei feliz por ele conseguir se sobressair mesmo um uma sociedade tão preconceituosa e que limita as pessoas, quiçá um deficiente. E, então, mudei meu conceito a seu respeito.

Fabriquei um novo indivíduo.


"Sempre penso em conseguir
Nunca penso em desistir
Deixo a vida rolar
Hoje eu tenho que esperar
Mas meu dia vai chegar... "

Bom fim-de-semana para vocês!
O meu promete! Uhuuuuul \o/

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E é isso!

Candy sentada, estudando. A cabeça começou a vagar e ela resolve parar uns minutinhos e relaxar. Se deita e liga o som. A primeira música que toca a faz voltar ao passado e recordar. Recordar muito.

(Texto que nem devia existir, mas fluiu lá de dentro mesmo. Das lembranças e sentimentos mais profundos).

Passou um filme na minha cabeça com essa música. Me lembra meu ex-namorado. Não, eu não sou apaixonada por ele. Não, eu não penso nem de longe em voltar.
Mas isso não me impede de sentir uma saudade dessa época. Dos filmes ruins que eu escolhia para assistirmos, dos lanches gordurosos, a primeira vez que o vi dirigindo, as risadas, as cócegas que ele fazia em mim, dos beliscões que eu dava nele, do seu cheiro, da sua pele, da sua voz, das suas piadas que eu só entendia muito tempo depois, dos trocadilhos que eu fazia e ele se acabava de rir, de nossas conversas intermináveis, de nossas brincadeiras, da inteligência e perspicácia dele, dos nossos gostos musicais (parecidos e diferentes), ele dizendo que a gente ia casar e eu dizendo que “Deus me livre casar com você kkkkkk”, do quanto ele sabia do que eu gostava, do quanto ele sabia do que eu não gostava, dele tentando fazer tudo que eu queria, ele dizendo que ficava horrí
vel de óculos escuro, ele pegando no meu pneuzinho (e eu ficando com raiva), querendo cheirar meu sovaco (¬¬), das crises que eu tinha de espirro por causa do desodorante dele, dos meus carões, dos carões dele, dos amigos que não conseguiam mais pensar em nós dois separados, ele me chamando da “chatinha mais linda do mundo”, “minha branca linda”.
Momentos que vão ficar para sempre guardados na minha memória. Uma pessoa que, sinceramente, eu não consigo falar mal, ter raiva e que JAMAIS eu vou esquecer.
Uma saudade grande dessa época, saudade que até dói fisicamente e me arranca tantas lágrimas. Impossível falar dele e não terminar a frase com: “O bichinho... tão bonzinho...”.
(Ele hoje não responde e-mails nem ligações minhas. Não é raiva nem rancor. É uma tentativa de deixar o passado no passado. Mas isso é uma longa história que talvez um dia eu conte. Hoje eu só quero pensar em tudo que foi vivido).
Marcado para sempre e é isso!

Jota Quest - Só Hoje


Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar da casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar na boca de um jeito que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar
Sentir seu cheiro de roupa limpa
Para esquecer os meus anseios
E dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café
Ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre
Sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor
Com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz,
Só hoje


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Bonzão

Caso você tenha algo contra textos longos, que falem de homem e com palavras de baixo calão, favor retirar-se e voltar no próximo post. Candy agradece.

--Texto escrito em novembro de 2007 --

Começo de 2005. Início da moda Orkut. Depois daqueles joguinhos de comunidade adicionei um menino. Trocamos e-mails durante um tempo e depois nos falamos por MSN. Bonito, divertido, inteligente, esforçado, trabalhador, sem frescura, etc. Não, ele não era gay. Tem alguma coisa estranha num menino com tantas qualidades né? Também achei e minha intuição também me ajudou.

Nessa época ele morava no RJ, apesar de ser de Recife e a família, idem. Nas férias de julho de 2005 ele veio à uma festa na minha cidade e me ligou para nos encontrarmos antes. Eu, logicamente, não fui. Eu não o conhecia e não iria me arriscar. Olha o mundo no qual vivemos. Como a festa era grande e aberta não vi problemas em encontrá-lo lá. Assim que cheguei ele foi a primeira pessoa que vi.

Conversamos horrores e depois ficamos. Além de tudo ele ainda beija bem! Definitivamente tinha algo estranho nessa história. Durante a festa eu fui me divertir com as amigas e só nos encontramos novamente no meio da festa. Ficamos juntos daí até o fim (e olha que demorou para acabar!). E ele super atencioso e carinhoso. No outro dia no começo da manhã ele me ligou e ficamos juntos até a hora do almoço. Já perceberam que há algo muito estranho nisso né?! Nada nem ninguém pode ser tão perfeitamente perfeito.

Ele: Eu to é comportado com você. Não tentei nada demais.
Eu: É... se tivesse tentado eu não estaria aqui com você agora....

Depois disso ele começou a forçar um pouco mais a barra e eu irredutível. Resumindo: ele perguntou se era porque eu não queria nada com ele ou se era por princípios. Eu respondi que eram valores, princípios, minha educação tinha sido assim e blá, blá, blá. Ele perguntou se ele ficasse mais um dia na cidade comigo eu me sentiria mais segura e rolaria algo.

Como assim?! Ele me chamou de insegura porque eu não queria ir além?! Calma, Candy, se controla! Eu respondi que não faria a menor diferença e já comecei a pegar abuso dele e daquela cara dele.

Algum tempo se passou e toda vez que eu ia falar no MSN com ele, o Bonzão (não, não é um elogio. É uma ironia, se não perceberam ¬¬ ) era frio e respondia o básico. Eu fiquei p. da vida e deixei para lá. Eu não disse que estava muito “lindo” para ser verdade?!

Passado algum tempo ele veio falar comigo e conversamos na boa, até que chegamos no assunto da época que nos conhecemos. Ele disse que foi muito bom, mas poderia ter sido melhor (¬¬). Depois emendou com a idéia (quase um desabafo do mais calculado possível ¬¬) de que não tem graça sair “para a noite” para dar apenas uns beijinhos e ficar só nisso.

Candy: O.K.... mas eu não vou ser mais uma para ninguém não.
Bonzão: Foi exatamente por isso que foi só mais uma.
*Calma, Candy, se controla! Mantém a calma querida*

Passei quase dois anos sem conversar direito com ele. Se ele falasse eu respondia, se cruzasse nas ruas da minha cidade, falava também. Mas não do mesmo jeito que antes. Eu não fiquei com abuso da cara dele por eu “ter sido só mais uma”, mas pelo pensamento grosseiro dele e por outras coisas que não vêm ao caso agora.

Vem cá, posso baixar o nível agora? Posso! O blog é meu e eu vou falar! É errado eu não querer sexo com qualquer um? Sai daí! E para mim esse falso desabafo dele teve o intuito de colocar na minha cabeça (ou tentar) que ele me daria mais valor se eu tivesse transado com ele.
Primeiro: eu não faço questão que ele me dê esse valor.
Segundo: eu não acredito nessa teoria dele de jeito nenhum. Prefiro estar em paz com minha consciência, do que fazer algo que eu vá me culpabilizar depois!

Eu me dou o respeito! Eu me dou o valor! Já pensou se eu saísse por aí dando (é, meu caro, eu disse que ia baixar o nível) para qualquer pessoa que eu conhecesse? E não me venham com a teoria do “viver a vida intensamente”, “aproveitar o hoje”, “mundo moderno e liberdade sexual”. O mundo inteiro pode viver freneticamente desta maneira. Mas eu não!

Vocês acham que essa história acabou aí? Que nada! Uns meses atrás Bonzão veio todo amiguinho pro meu lado e da minha irmã. O que ele queria?! Sexo? É... talvez. Mas o intuito principal era que comprássemos o abadá dele e dos amigos para o carnaval fora de época da minha cidade porque ele estava fora e não dava para comprar pelo site. Fizemos esse favor à ele, mas sem intimidade.
Esses dias eu estive em Recife, ele foi lá no prédio e pegou o vale-abadá. Apenas minha irmã desceu e eu fiquei no apartamento, lendo. Ele perguntou de mim e quando Erica disse que eu estava lá (em Recife) ele pediu para ela me dizer que ele estava com raiva de mim (porque não desci para falar com ele) e só me desculparia se eu ligasse para pedir desculpas e chamá-lo para sair.
Peraí! Como é?!?!?!
Eu posso com isso?!?!?! ¬¬

Olha o naipe de cidadão que eu atraio! Preciso nem dizer que não ligue, não fiz questão de saber da raivinha fajuta dele e não o quero perto de mim nem pintado de ouro e cravejado de diamantes.

UPDATE: eu o encontrei no carnaval fora de época (foi em dezembro, lembram?). Cumprimentei, dei um sorriso amarelo e fui embora! ¬¬

sábado, 23 de fevereiro de 2008

As formas de nos revelar

Estou pagando uma disciplina na faculdade sobre Dinâmica de Grupo. Como é fazer, o que observar, como fazer e observar, os objetivos, etc. Nada melhor do que aprender na prática! Participamos de todas as atividades propostas.

Eu, particularmente, me sinto a pessoa mais ridícula do mundo participando disso e geralmente só participo porque faz parte de minhas atividades acadêmicas. Mas eu sempre que participo termino satisfeita e com muitas lições aprendidas. Não vou me ater às conclusões da área psi e sim às conclusões pessoais.

A dinâmica dessa semana era assim (se liguem na presepada hahaha): Nós estávamos no mar e existiam ilhas (que eram cartolinas colados no chão) e tubarões (esses, imaginários). Quando a música parasse e a professora gritasse “T-U-U-U-U-B-A-R-Ã-O”, era hora de procurar a ilha mais próxima e se refugiar. Nas primeiras paradas percebemos que a quantidade de ilhas era suficiente para abrigar todo mundo. A medida que ia correndo a dinâmica, a professora ia retirando as ilhas. Quem ficasse de fora, era comido (uiii! hahaha) pelo tubarão e saía da “brincadeira”.

Eu no começo levei tudo na brincadeira. Mas a medida que fui vendo que o “bicho tava pegando”, fiquei mais alerta porque não queria sair. E aí um traço de minha personalidade falou mais alto: a competitividade. E aí eu só vi as pessoas sendo comidas e eu firme e forte.

Percebi que algumas pessoas estavam tentando trapacear (andando somente perto das ilhas e não todo o “mar”). Quando havia ilha suficiente eu nem liguei porque sabia que teria meu lugar ao sol. Mas quando os “abrigos” foram diminuindo eu logo fiz questão de reclamar com os que estavam trapaceando e puxá-los pelo braço para saírem de perto das ilhas. E assim eu faço no dia-a-dia: se o que o meu vizinho faz não me atinge, o.k.! Eu não estou nem aí, cada um tem sua vida. Mas se esse comportamento começar a me prejudicar... aí já viram né?!

Eu vou confessar meu lado negro: algumas pessoas ajudavam as outras, mas eu não fazia isso de jeito nenhum! Eu arrumava meu cantinho e os outros que ficassem de fora. Era até melhor porque a dinâmica acaba mais rápido (afinal, eu tava de língua de fora de tanto correr).

Quando fui reparar todas as meninas do meu grupo (que tem 10 pessoas) já haviam sido comidas (uuuui) e eu nem tinha reparado! Só me preocupei com meu próprio umbigo. (vou levar isso para terapia hahaha).

Todas as minhas amigas ficaram torcendo por mim (me senti em um programa d auditório... até música ensaiada tinha! Hehehe). Aquilo virou uma zona! Haha... A mais engraçadinha ainda gritou:
- "Nem na brincadeira Candy se deixa comer!"
Eu: ¬¬ (depois caí na gargalhada. Povo maldoso hehehe)

Só sei que no fim das contas três pessoas “venceram”. E eu estava no meio, claro. Sei que não fui a pessoa mais altruísta do mundo, mas também não puxei o tapete de ninguém. Assim como eu faço na vida! Eu gosto (e muito!) de ajudar os outros, contanto que isso não vá me ameaçar de alguma forma. Levo a sério tudo que faço, batalho para chegar até o fim, me concentro, planejo estratégias, etc.

Viram como uma simples dinâmica pode revelar tantos traços de personalidade? Cuidado com a próxima que vocês forem participar... hehehe
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*Ah, agora deixa eu ir pro selinho. Recebi de Antônio, de Gi e de Rosângela.
Liiiindo, né?!
Adorei! :D
Agora deixa eu indicar os cinco:
--> Kari (botandopra-fora.blogspot.com)
--> Xande (motoserra.weblogger.net)
--> Marquinhos (masahh.blogspot.com)
--> Kya (kyaya.blogspot.com)
--> Angel (angelheaven.blogger.com.br)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Amo que só!


A manhã começou com um “Bom dia” muito bom e com a promessa de uma surpresa que eu só entendi algumas horas depois.
Mesmo assim esse dia tinha tudo para ser ruim.

Acordei cedo mesmo sem precisar cair da cama tão cedo. Tomei banho, café da manhã e me arrumei sem emitir uma palavra sequer. Saí bem mais cedo que o necessário e fui à faculdade. Como cheguei antes do horário, fiquei estudando até começar a supervisão do meu estágio.

Estava morrendo de sono por ter ficado na Internet até tarde na noite anterior e me levantado tão cedo. No entanto, a supervisão foi muito proveitosa, falei pelos cotovelos, discuti (no sentido positivo da palavra), articulei teoria e prática, tirei dúvidas, etc. Eu estava empolgada, até que a supervisão acabou e eu me lembrei que teria que voltar pra casa. Bateu um desânimo daqueles! Ainda enrolei um pouco antes de voltar, mas sabia que a minha seria o caminho inevitável. Fui e agradeci por ter almoçado sozinha.

“Quero colo...
vou fugir de casa...”

Apesar do silêncio e calmaria que eu tanto almejava, dava para sentir o clima ainda tenso. Antes que acontecesse novamente, fui tomar banho, coloquei uma roupa limpa e cheirosa (lavada por mim, hein?!) e saí para resolver assuntos que nem demandavam tanta pressa. Passei a tarde toda fora, junto com minha irmã. Estudei horrores de novo. (Ah, e ainda teve gente querendo me fazer ciúme ¬¬ ). Quando já estava chegando a hora de retornar à caverna e o desânimo foi dando sinais de igual retorno, meu celular toca e o que estava ficando cinzento, ficou amarelo, verde, laranja, rosa. \o/

Adoro ligações inesperadas (ou não) de pessoas queridas que moram longe! O bom era eu pensando “Não é possível!”. Hehehe.
Voltei para casa mais saltitante e nem liguei para o que podia vir do externo. Fechei a porta do escritório, estudei por algumas horas, fui à net, conversei com algumas pessoas, sorri, troquei SMS com uma amiga querida (isso ainda foi no final da tarde)!

Enfim, terminei o dia super cansada (estudei demais! Credo! "Meu conhecimento é minha distração"), mas com sorriso bobo no rosto! :D

Ah, respondendo a pergunta: Sim, sim, gostei (e muito hahaha) da surpresa!
\o/

Ótimo fim de semana pra vocês! \o/


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Quando

Ela tinha um caminho linear a seguir e, de repente, a vida a colocou diante de uma escolha: agora ela tem dois caminhos e precisa decidir-se entre um deles.

Ela fechou os ouvidos para as vozes externas, mas de vez em quando ainda escuta um ruído. Às vezes isso a influencia. Às vezes não. Ela tenta volta-se a si, escutar o que seu coração diz, mas quanto mais introspectiva fica, mais a dúvida aumenta.

Ela se questiona em que momento da vida ela deixou de ser aquela menina decidida e virou uma pessoa indecisa. Mas tenta o tempo todo convencer-se que esta é apenas uma situação nova em sua vida (embora não seja, de fato) e que ela ainda tem tempo para tomar sua decisão.

Mais difícil do que se decidir é saber esperar. Ela pode até se decidir agora, talvez, mas não vai mudar muito o panorama, pois ela ainda tem que esperar as ‘coisas’ acontecerem. Essa decisão pode ser para hoje, mas o resultado não vai vir agora.

Na verdade não pode viver o que ela sente é muito mais angustiante do que fazer sua real escolha. E aí ela tira o foco da escolha entre os dois caminhos e direciona sua mente para a seguinte questão: Quando isso vai acontecer?

"(...) Não te quero assim tão longe

tanto quanto o céu do mar.
Quero ter você mais perto, certo (...)"

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Um Banho no Baldo

Depois de muito prometer, criei vergonha e vim contar um causo meu.

Setembro de 2005,eu tinha tirado a carteira de motorista (a provisória) há dois meses. Eu era podre de cangueira, mas me achava a motorista né?! Peguei o carro e fui dirigindo à casa de uma amiga assistir um filminho. Ar-condicionado e som ligados. Conversas com minha irmã. Isso eu dirigindo a 60 km/h mais ou menos. Quando eu estava passando pelo sinal (muito perto de casa ainda) ele ficou amarelo, mas mesmo assim eu passei porque se freasse pararia em cima da faixa e também porque, afinal, o sinal não estava vermelho. Mesmo assim acelerei para passar a tempo.

Quando passo o sinal e chego à outra esquina, inesperadamente (!!!), surge um menino na frente do carro correndo.

Tive que desviar para não atropelá-lo. Como o carro era direção hidráulica eu terminei perdendo o controle do carro (para resumir a história).
Quando perdi o controle, só escutei minha irmã gritando e o carro subindo o meio-fio, descendo o barranco, batendo de frente em uma árvore e caindo de ré em um canal (!).
Calculo que tenha batido a 80 km/h.

O acidente foi realmente feio!

Poucos (poucos mesmo) metros a frente tem um viaduto, se tivesse andando mais um pouco, teria despencado de uma altura de sei lá quantos metros. Quem nos ajudou a sair do carro foram as pessoas que moram na rua.
Fiquei meio aperriada, mas em momento algum pensei que fosse morrer (nem passou o filme da minha vida, como as pessoas dizem) e eu estava muito mais preocupada com minha irmã que comigo. Mas ela só teve um hematoma na canela e eu fiquei com a marca do cinto de segurança (porque estava de blusa de alça), depois o machucado virou casquinha (hahaha o blog de Candy também tem nojeiras), mas estávamos bem.

Não sei dar notícias ruins! Hahaha
Eis que eu ligo para casa e começa o diálogo:

Candy
: Alô?! Mãe?!

Mãe
: Oi, filha.

Candy
: É porque a gente sofreu um acidente e caímos no Canal do Baldo.

Ela
(já chorando): O quê?!?! Caíram onde?!?!?!?!

Candy
: Ah, mãe... caímos no canal, oras!

(eu falando como se fosse a coisa mais normal do mundo
)

El
a começou a chorar em prantos e disse que tava indo para lá e citou todos os Santos possíveis! Kkkkkkk

Meu pais chegaram e minha mãe chegou correndo, aos prantos, agarrando à Erica e à mim. Depois parou um carro de um senhor que tinha idade para ser meu pai e ele começou a me gritar. Isso mesmo, a me gritar! Dizendo que os jovens são irresponsáveis e num sei o que. Acho que ele ficou nervoso por imaginar os filhos naquela situação, mas mesmo assim não contei conversa e dei aquele berro básico dizendo para ele parar de me gritar. Afinal, quem ele acha que é?! ¬¬


Aproveitei para ligar para a minha amiga (a que eu ia assistir o filme).

Candy: Amiga, vou mais assistir filme não.
Ela
: Por quê?! Eu sabia que você ia furar! Furona!

Candy
: Não, é porque eu sofri um acidente e caí no canal.
Ela: O quê?!
Candy
: É... mas to bem, depois te ligo e conto melhor...

Ela
(desnorteada): ta certo...

Tirando o susto, estava tudo bem mesmo!
Aí chega a ambulância, descem os para-médicos correndo e perguntam à mim:
Equipe
: As vítimas estão presas às ferragens?
(eu com cara de paisagem)
Candy: Não, não.
Equipe
: Há sobreviventes?
Candy: Sim, sim.
Equipe
: E onde estão????
Candy: Eu aqui e minha irmã aquela ali, rindo ao celular.
Equipe abismada.

Aí perguntaram se eu estava sentindo alguma coisa e eu neguei.

Equipe
desapontada. ¬¬
Candy
: Ah, mas aquela senhora ali (aponto pra minha mãe) está tão nervosa... vão lá dar uma olhadinha nela...

E a equipe sai correndo, feliz da vida porque iam ajudar alguém! ¬¬

Resumindo tudo (porque estou com preguiça de repetir a história pela milésima vez...hehehe): O carro ficou acabado! O seguro deu perda total. =/ Foi sorte Erica e eu terminarmos bem. Eu ainda passei mal nos dias subseqüentes, acharam que poderia ser pancada na cabeça, fiz mil exames, mas na verdade era apenas porque eu não consegui esboçar muita reação e guardei tudo para mim, então acabei somatizando.

De lá para cá peguei no carro poucas vezes, tenho receio de fazer besteira de novo (nem de acabar com o bem material, mas de machucar alguém). Meus pais insistem para eu voltar a dirigir, mas realmente não quero. Pelo menos não por enquanto.


E minha vida de andante de ônibus continua, sem data para ter fim! E continuo sendo a mais cangueira das criaturas que habitam a terra! E todos viveram felizes para sempre! hahaha
Mas tem gente que é bem pior:

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

É preciso coragem

Hoje eu estava em uma reunião sobre meu Estágio Final do curso e minha orientadora falou algo que ficou ecoando em minha mente durante todo o dia: “É preciso coragem para sofrer”.

Fiquei bastante tempo indo e voltando à esse pensamento. Sofrimento no sentido não de ficar se lamentando pelos cantos, achando que a vida não tem sentido e ponto final.

E sim aquele sofrimento que faz você perceber que sua vida está indo por um caminho que você não quer, que algo está te incomodando. O mais importante disso tudo é entrar em contato consigo e, principalmente, o sofrimento servir de mola propulsora para a mudança.


E não só isso!


Essa frase passou o dia na minha cabeça, pois sofrer todos nós sofremos por algum motivo (seja lá qual for) e nós da área psi lidamos diretamente com o sofrimento alheio (claro que com o nosso também, mas não é isso que vem ao caso) e quem chega com essa demanda percebeu que algo não vai bem e que quer melhorar esse panorama.


Sim, é preciso ser corajoso para sofrer.

Seria tão mais simples fingir para os outros e para si (e aí entra a questão de você ‘mentir’ tanto para você, que nem você mesmo sabe quem é e como está) que está tudo tão lindo, que sua vida é só felicidade.

Mas eu penso que assim a vida perderia muito do seu encanto, do cair e levantar, da tempestade e da bonança.


E tudo que peço é para que eu sempre seja corajosa. Não só para sofrer, mas para buscar o melhor e que sempre me traga mais felicidade.


Acho que escrevi, escrevi e não disse nada no fim das contas. O.o

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tomara que pague!

Eu não tinha nada para escrever hoje e viria contar apenas o que tem acontecido, que não é muita coisa, mas tem movimentando a minha vida. Entre as novidades estão volta às aulas (derradeiro ano. Oh no!) e minha ida à psicóloga. Muito legal mesmo poder começar minha terapia e, a medida que for passando, eu vou contando como estão sendo as sessões.

No entanto, surgiu um assunto que me fez refletir um pouco. Uma meia-prima mora no interior (daqueles bem pequenos mesmo), tem 15 anos.
A notícia da cidade tem sido ela, unicamente ela, nos últimos dias. Por quê? Bem, ela fez sexo com o namorado (não sei quem é, nem o que faz da vida, nem idade) e eles tiraram fotos. Já imaginaram o que aconteceu né?! Pois é, as fotos vazaram e a cidade todinha já viu.
Está sendo um escândalo lá. Não se sabe ainda se foi o namorado dela ou se na hora de revelar/imprimir as fotos foram “desviadas”.
O que se sabe é que ela está falada na cidade.

“Ah, Candy, que bobice isso de estar falada na cidade. É só não ligar para os outros”.
'Vamo combinar' que não é bem assim que as coisas funcionam!
Mas não é bem sobre isso que eu quero falar.

Tudo bem que é um vacilo dos grandes tirar fotos desse tipo (até por tudo que temos visto que tem acontecido com as pessoas que fizeram isso) e ela ainda é muito novinha, blá blá blá.
Mas é o cúmulo da maldade a pessoa espalhar fotos assim!
Ainda mais que quem fez isso, fez realmente com esse intuito: de fazer o mal. Sabe que a cidade é pequena, que isso ia se espalhar com extrema facilidade e que estaria atrapalhando, e muito, a vida de alguém.
O que será que uma pessoa dessa tem na cabeça? O que ele ganha fazendo isso? O que ele ganha vendo a desgraça alheia?
Cadê os sentimentos das pessoas?

Se a pessoa que teve acesso as fotos acha que é errado, que é um absurdo, que a garota não deveria ter feito isso, o.k. Mas isso não dá o direito de fazer isso!
Sinceramente há coisas que me tiram do sério! E a crueldade de algumas pessoas é uma delas.
O que ele perderia se deixasse essas fotos quietas? Perderia de ver o sofrimento de alguém, é isso que penso!
Podem dizer o que quiserem, mas sempre que vejo pessoas desse tipo não vejo a hora que o mal volte, e que volte em dobro.
Aqui se faz, aqui se paga.
E não estou falando isso porque ela é minha meia-prima e quero defendê-la, até porque nem temos proximidade. Falo porque é algo que realmente me deixa indignada!

E é assim que espero que aconteça: que esse infeliz passe por uma situação bem pior e aprenda a respeitar as pessoas.

*Niver da minha irmã! Parabéns, Erica! Muitas felicidades porque sei que você merece, e muito, ser feliz e continuar sendo essa pessoa iluminada e humana que você sempre foi.
**Ao som de Jack Johson.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Música da Semana

Música da Semana! Eu ouvi pela primeira vez esse fim de semana com outra banda, que não sei qual, tocando. Vim na net procurar e achei com Zélia. Adorei!

Uma semana bem linda pra vocês! \o/

Zélia Duncan - Coração Na Boca
Lucina/Zélia Duncan


Adoro cortinas
que se abrem
adoro o silencio
antes do grito
adoro o infinito
de um momento rápido
o instrumento gasto
o ator aflito
o coracao na boca
antes da palavra louca
que eu não digo
adoro te imaginar
mesmo sem ter
te visto
adoro os detalhes
olhares,atalhos
botões
adoro as pausas
entre as canções
soluções da natureza
riquezas da criação.

"Sempre que eu fujo,
te levo aqui.
Aqui comigo.
Porque te amo
".


Visitem: www.motoserra.weblogger.net

Eu garanto!