Passei pra contar alguns dos últimos acontecimentos, alguns esclarecimentos, um pouco de satisfação mesmo. Escrevi aquele post de terça (que deve ter deixado muita gente puta e com os olhos arregalados, como eu) e depois sumi.
Mas voltei. \o/
Escrevi aquilo ali praticamente no momento que aconteceu, quando tudo ainda era uma mistureba de sentimentos, lembranças e dúvidas (dúvidas que vão sempre existir porque não vou tirar a história a limpo de jeito nenhum!).
Fiquei revoltada durante algum tempo, chorei, esmurrei a cama, comi chocolate (santo chocolate!), desabafei no blog e para minha irmã e a vida continuou. Eu não podia simplesmente me dar ao luxo de parar minha vida por causa disso.
Fui pro telefone resolver algumas questões pendentes, mesmo que as lágrimas ainda insistissem em cair. Depois dormi um pouco e quando acordei, já era outra Candy.
Parece brincadeira misturada com mentira e orgulho ferido, mas estou bem. Muito bem. Aliás, na própria terça a noite eu já estava bem.
Uma salva de palmas pra minha terapia!
Claro que ainda magoa falar sobre isso, ainda fico confusa, mas a vida continua e eu não somente sei disso (racionalmente falando) como também sinto isso.
Ainda é muito estranho perceber o quanto eu tenho mudado em tão pouco tempo. Até assustador, como eu disse em algum outro post.
Eu e minha vida temos mudado tanto e em tão pouco tempo que, às vezes, me sinto nua por tudo que está ficando pra trás.
Se fosse a Candy antiga, teria morrido de chorar na terça, não teria conseguido sair da cama, teria ficado sem comer nada (ou comendo tudo) durante um bom tempo. Era tudo muito exagerado, muito intenso, muito louco, muito frenético.
Tudo ou nada. Sempre foi assim pra mim. Mas estou conseguindo (não me perguntem a fórmula porque eu JURO que não sei) achar um meio termo, uma coisa menos aloprada e mais consistente.
Pensar nesse assunto de ser menos intensa, de estar mudando e assustada com tanta mudança, me fez passar horas filosofando e outro dia eu coloco essa filosofia fajuta aqui no blog.
Inclusive, fiquei com medo de estar ficando sem sentimentos, vazia, oca, sem emoções. Mas não! É somente a forma de sentir que está sendo modificada e pelo que tenho visto, modificada pra uma forma na qual eu sofro bem menos.
Em outros tempos, eu faria uma dessas duas coisas:
- Resolveria passar um longo período sem farras. Ficaria meses em casa sem ir à uma festa, não ficaria com ninguém e não teria vontade de me relacionar com mais ninguém.
- Cairia na farra com força total. Iria à todas as festas, beberia muito, ficaria com vários meninos, me divertiria com os sentimentos de todos eles.
Dessa vez eu não fiz nada disso. Senti vontade de ir ver uma amiga cantar em uma boate bem legal daqui e fui. Bebi só um pouco (2 latinhas de cerveja), dancei, cantei, sorri, mexi com algumas pessoas e me diverti. Cheguei em casa quase de manhã.
Claro que é impossível não lembrar e fingir que nada aconteceu. Eu sei que aconteceu, algumas músicas ainda mexem comigo, mas a vida é isso mesmo.
Ontem, por exemplo, quando eu estava no meu auge e minha amiga disse no microfone que ia cantar Los Hermanos, me empolguei mais ainda (aqui as bandas raramente tocam Los que eu adooooro). Só que a música não poderia ter sido pior pro meu momento.
“E até quem me vê...
Lendo jornal,
Na fila do pão...
Sabe que eu te encontrei (...)”.
Alguns meninos mexeram comigo, se apresentaram (teve um que me arrancou boas gargalhadas), pediram pra dançar, mas eu sei que ainda está cedo e eu não estava no clima de paquera, ficada, pegação.
Cada coisa no seu tempo, mas pelo que estou sentindo esse período do luto, não irá demorar.
Cantei Los com um pouco de angústia, mas logo veio a última música do show que não poderia ser melhor e que me arrancou um sorriso verdadeiro e gostoso:
“Eu vejo a vida melhor no futuro,
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia
(...)
Eu vejo um novo começo de Era
De gente fina, elegante e sincera (!)
(...)
Vamos viver tudo que há pra viver,
Vamos nos permitir”.
Eu vivi, tentei, me permiti. E não acaba aqui. Vou continuar vivendo, tentando e me permitindo.
E é assim que termino esse post. Existe forma melhor?!
Não, né?
\o/
*Subloquei uma sala para fazer meus atendimentos. Faltam só os clientes agora. Hehe
**Muito obrigada a TODOS vocês, de coração mesmo, pelos comentários. Na verdade quando escrevi, não estava somente querendo expurgar uma dor, estava querendo compartilhar, dividir esse momento com cada um de vocês. E o principal, ‘escutar’ vocês. Confesso que contei, desde que escrevi, com o comentário/apoio/opinião de algumas pessoas. Duas simplesmente sumiram, não sei se leram ou não. Mas três (sei que vou ser injusta em citar só três) não só apareceram, mas como deixaram um pedacinho MUITO verdadeiro de si (assim como eu estava precisando). Obrigada a Kari, Marquinhos e Intense.
Realmente muito obrigada!