Quando ele chegou em minha casa, eu logo estranhei. Olhei de cara feia.
“Não, eu não quero você”, apenas pensei e resmunguei para mim mesma. Talvez tenha rolado até algumas lágrimas.
Ele era muito grande e não era ele que eu queria.
Tive que me acostumar com sua presença. E que presença!
Ele estava sempre lá! Eu não conseguia me ver livre dele. Só estávamos longe no tempo que eu estava na escola ou passeando com minha família.
Muitos anos se passaram e ele passou a ser meu companheiro de todas as horas.
Era ele quem eu procurava quando estava com asma, era com ajuda dele que eu escrevia minhas poesias. Era para ele que eu falava mal dos meus pais. Ele era cúmplice das travessuras que Erica e eu fazíamos.
Foi ele que disse para eu não sentir vergonha das vezes que fiz xixi na cama.
Mais alguns anos se passaram e ele virou meu confidente de amores mal amados. Foi em sua companhia que derramei minhas doces mágoas, ele foi o primeiro para quem eu procurei para contar que estava amando. Quando eu estava irritada, era nele que eu descontava e ele jamais reclamou.
Era ele que me repreendia quando eu estava errada.
Ele, sempre ele.
Mais que especial.
E quem se lembrava que eu não o queria na minha vida?
Até que chegou o dia da nossa despedida...
Depois de 15 anos convivendo absolutamente todos os dias, chegou a hora dele partir para outro lugar que não sei qual é.
Chorei.
“Sentirei saudades”, disse eu.
Pedi aos meus pais para que me dessem alguns minutinhos de privacidade, para que pudéssemos conversar a sós, ele e eu.
Dei o último abraço e prometi jamais esquecê-lo.
“Vai com Deus, meu colchão Ortobom”.
“Não, eu não quero você”, apenas pensei e resmunguei para mim mesma. Talvez tenha rolado até algumas lágrimas.
Ele era muito grande e não era ele que eu queria.
Tive que me acostumar com sua presença. E que presença!
Ele estava sempre lá! Eu não conseguia me ver livre dele. Só estávamos longe no tempo que eu estava na escola ou passeando com minha família.
Muitos anos se passaram e ele passou a ser meu companheiro de todas as horas.
Era ele quem eu procurava quando estava com asma, era com ajuda dele que eu escrevia minhas poesias. Era para ele que eu falava mal dos meus pais. Ele era cúmplice das travessuras que Erica e eu fazíamos.
Foi ele que disse para eu não sentir vergonha das vezes que fiz xixi na cama.
Mais alguns anos se passaram e ele virou meu confidente de amores mal amados. Foi em sua companhia que derramei minhas doces mágoas, ele foi o primeiro para quem eu procurei para contar que estava amando. Quando eu estava irritada, era nele que eu descontava e ele jamais reclamou.
Era ele que me repreendia quando eu estava errada.
Ele, sempre ele.
Mais que especial.
E quem se lembrava que eu não o queria na minha vida?
Até que chegou o dia da nossa despedida...
Depois de 15 anos convivendo absolutamente todos os dias, chegou a hora dele partir para outro lugar que não sei qual é.
Chorei.
“Sentirei saudades”, disse eu.
Pedi aos meus pais para que me dessem alguns minutinhos de privacidade, para que pudéssemos conversar a sós, ele e eu.
Dei o último abraço e prometi jamais esquecê-lo.
“Vai com Deus, meu colchão Ortobom”.
_________________
Cara, esse post parece piada ou ironia . Mas foi verdade! Tudinho foi verdade mesmo!
Chorei muito ao me despedir do meu colchão Ortobom. Mas ele já estava muito velhinho e eu precisava de um novo.
Eu o tinha como algo realmente especial.
Afinal, de louco todos nós temos um pouco.
Ele se foi há quase quatro anos...
Cara, esse post parece piada ou ironia . Mas foi verdade! Tudinho foi verdade mesmo!
Chorei muito ao me despedir do meu colchão Ortobom. Mas ele já estava muito velhinho e eu precisava de um novo.
Eu o tinha como algo realmente especial.
Afinal, de louco todos nós temos um pouco.
Ele se foi há quase quatro anos...

