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sábado, 27 de junho de 2009

Invisibilidade?!

Fui ao cinema assistir A Mulher Invisível. Acredito que todos já tenham lido a sinopse ou visto o trailer, então não vou falar dele em sim. Quem quiser informações clica aqui.

O filme é engraçado e interessante, pra mim, que adoro ficar filosofando sobre a vida. Quantas vezes não criamos uma pessoa invisível? Loucura? Talvez.
Que tal pensar naquela vez que você fantasiou que seu namorado era mais sincero do que realmente ele era? Ou que sua amiga atenderia sua chamada a qualquer hora do dia e da noite?
Quando, enfim, você deixou de criar uma pessoa que era totalmente irreal, conseguiu ver que seu namorado nem sempre te fala a verdade, mas que ele não deixa de ser uma pessoa especial por causa disso. Ou ainda conseguiu perceber que sua amiga te ama, por mais que não atenda suas ligações às 3:30 de uma terça-feira.

Temos o costume de fantasiar e imaginar que as pessoas são como gostaríamos que elas fossem. Não é assim, ninguém é perfeito e, se for pensar assim, ninguém nunca se encaixará nos seus padrões.
Há de se entender que as pessoas têm rosto, não são meras criações nossas.
O que é melhor: iludir-se e criar uma pessoa que atende a todas as exigências, mas não existe; ou conhecer e se relacionar com pessoas reais, mesmo sabendo que elas te magoarão em algum momento?
É uma escolha de cada um, sem dúvida.

Por que eu falo com tanto conhecimento de causa?
Bem, isso eu conto depois de uma conversa que eu pretendo ter em breve. Aguardem.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Seu perfeito encaixe

Quando paramos para olharmos para nós mesmos é interessante o que podemos ver. Caso juntemos as peças, as histórias, os momentos, as lembranças e tudo mais que passamos, tudo se encaixa.
É como um espetáculo de dança: se virmos as partes separadas, pode até ser bonito, mas nada faz sentido. Mas, se entrarmos de corpo e espírito no que estamos tendo o privilégio de ver e perceber, podemos apreciar nossa vida, nossos caminhos e o que nos tornamos dia após dia.

É até gostoso parar e olhar para dentro, tão para dentro que às vezes nem sabemos o que existe lá. Buscar aquele sentimento altruísta, aquele amor guardado, aquela compaixão esquecida, aquela fé adormecida.
Olhar para sua família e, numa tacada só, admirá-los e agradecer a Deus por tê-los. Sentir como é gostoso colocar o casaco e o frio diminuir. Olhar para o céu, ao final de um longo dia de trabalho, e ver que a lua está crescendo e ficando mais bonita.
Atender o celular às 6:00 e dizer com bom humor “Bom dia!”.

Falando assim, pareço ser uma pessoa idealista e com os pés longe do chão. Não é bem assim. Sou idealista, sim. E acho maravilhoso ser assim.
Mas não é apenas um simples idealismo, é gostar de acreditar que todos têm algo bom a oferecer, que todos temos sentimentos positivos, por mais que sejamos tão ruins e negativos em algum momento.
Ok, foi outro idealismo.

Olhar o lado positivo da vida, ao menos às vezes, não é fácil. Olhar pra dentro e procurar ofertar o que temos de melhor, também não.
Mas isso pode, sim, acontecer!
Olhe para si, lembre das suas boas ações e de seu bom coração, tente colocar para fora o que de melhor você tiver.
Você vai ver que não é a toa que sua vida vai indo bem (por mais que nem tudo seja perfeito. Há doenças, desemprego, falta de dinheiro, falta de namorado, etc, etc, etc). VOCÊ É UMA PESSOA BOA!
E tudo que você tem de melhor na sua vida, você ajudou a atrair, nada veio por acaso.

Respeite ao outro e a si.
E...
Tudo se encaixa, acredite.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu volto!

Definitivamente viver sem computador, nos dias de hoje, é um absurdo!
Me senti uma excluída digitalmente.
Calma, calma, meu pc já voltou e logo consigo atualizar tudo, visitar todo mundo, dar o ar da minha graça.
E, ah, acho que volto com algumas novidades!
:D

Bom fim-de-semana, queridos!
;)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Síndrome dos vinte e tantos.. trinta e poucos...

"A chamam de 'crise do quarto de vida'.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.

As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.

Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.

Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.

Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.

Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a).

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.

Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele.

Todos nós que temos 'vinte e tantos' ou 'trinta e poucos' gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...

Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16...Então, amanhã teremos 40?!?! Assim tão rápido?!?! FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE!".

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Li esse texto aqui na internet e não sei quem escreveu. Sei que terminou falando muito do que tenho pensado há vários e vários meses... Não concordo com tudo, inclusive, a melhor fase da minha vida foi na faculdade, com cerca de 18 anos.

Eu não poderia mesmo imaginar, há 6 ou 7 anos, que cair na farra todo fds, beber e não saber o que estava fazendo, ficar no meio da multidão ou que minha melhor-amiga-do-ano, seria tão sem sentido. Que eu mudei, que é muito mais gostoso sair com os amigos mais chegados, apenas uma cervejinha mais de leve, festança só de vez em quando, um menino que eu nutra ao menos um sentimentozinho é bem mais interessante que o mais bonito do colégio que nem me vê.

Algumas amigas, as mais farristas, têm me chamado de "velha". Eu sorrio e concordo que envelheci. Porém, não é a questão de envelhecer que me vem mais à mente, eu mudei e é isso. Não dizem que a mudança é a lei natural da vida? Pois é, eu mudei e continuarei mudando até o fim dos meus dias.