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terça-feira, 29 de abril de 2008

R I S C O S . . .

R I S C O S . . .

Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não
arriscar nada.
A pessoa que não corre nenhum risco não faz nada, não tem nada e não é nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não
conseguem nada, não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre.
Corra Riscos... aí é que está o barato da vida!!!

(Autor Desconhecido)

*Parece loucura, mas eu estou disposta a correr esse risco de novo. Não sei se é loucura, burrice ou vontade de tentar. Mas isso é assunto para outro dia quando as 'coisas' se ajeitarem.

**Mais um mês vem aí. Está voando!

sábado, 26 de abril de 2008

O tempo



Interessante como tudo que acontece tem um porquê e não acontece por acaso, assim como o tempo que você espera sempre tem uma causa.


Eu andava meio impaciente com o tempo, achando tudo lento e acelerado.


Acelerado porque parece que meu dia não rende.


Lento porque tem muita coisa que eu espero incessantemente acontecer e parece que a cada dia que passa fica mais distante. Não sei como isso acontece, mas é assim que tenho me sentido.


Brigo, reclamo, faço cara feia, biquinho, fico triste. Algo que não acontece é eu me conformar (ainda bem, diga-se de passagem).



Mas enquanto eu estava aqui no computador, sem ter o que fazer (sim, tirei uns dias de férias do estudo – lê-se um dia), sem saber o que postar no meu blog e com a cabeça a mil, minha playlist começa com uma música (que eu nem gosto e provavelmente eu não baixei) que fez ter mais um estalo sobre o assunto.


Sim, eu penso muito sobre o tempo e já escrevi sobre isso. No entanto, parece que só nos conformamos com ele quando temos um insight e foi exatamente o que aconteceu comigo.



Não sei quanto tempo vai durar essa fase, mas tenho tentado ficar mais tranqüila e pensar que se for para acontecer, vai acontecer. E o mais importante: quando eu estiver pronta.



“Não se afobe não

que nada é para já”.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

As 8 coisas

Recebi um meme, da Intense. Então, vamos lá às respostas, mas antes, as regras do jogo:
- A pessoa selecionada deve fazer uma lista com 8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
- É necessário que se faça uma postagem relacionando estas 8 coisas, não importando o que seja, é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.

- Ao finalizar devemos convidar 8 parceiros de blogs amig
os.
- Deixar um comentário no blog de quem nos convidou e nos nossos convidados, para que saibam da intimação.

Eu como sou metida, vou modificar um pouco e dividir em duas metades: A primeira que eu quero fazer num prazo curto de cinco anos e a outra, à longo prazo.
Levando em conta que eu tenho a idéia que vou morrer cedo, mas isso é assunto para outro dia.

Primeira metade:
- Ser independente financeiramente

- Sair de casa
- Solidificar minha base profissional
- Ser uma pessoa melhor

Segunda metade:
- Casar
- Ter filhinhos lindos e cabeludos
- Ser voluntária
- Conhecer cada cantinho do nosso país.


Viram só como às vezes posso parecer tão ambiciosa, mas na verdade tenho sonhos e vontades singelos?
Bem, indico o meme à Rosangela, Jessica, Laura e Aprendiz

Ah, agora vem o selinho que recebi do Branquelo:


Indico à Lile, Marina e Mi.
\o/
Obrigada, Branqueeeelo!
:D

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Tuntz, tuntz, tuntz...

Chega de post depressivo e falando apenas de conflitos.
Vocês vão ficar livres desses temas por um tempo (pelo menos é o que pretendo).
Os comentários sobre minha mãe (post passado) são esperados e bem vindos.

Queria falar como foi meu feriadão, mas para isso é preciso voltar à quinta-feira. Como eu disse, ando muito cansada, então, tudo que eu queria era dormir o feriadão INTEIRO, não fazer nada, não sair... enfim, só descansar e repor energias.
Mas minha supervisora do estágio fez o favor de passar uma super atividade para entregar na próxima quinta, o que me fez dedicar boa parte dos meus dias de folga à isso.

Gastei muito tempo da sexta nesta atividade (sem fim, diga-se de passagem) e não saí para canto nenhum. No sábado continuei a estudar, mas passei quando estava muito bem no MSN espairecendo com Gabriel (o paulista mais mais de todos os tempos) só que comecei a sentir enjôos e resolvi ir me deitar um pouco. Daí pra frente só fez piorar. Passei realmente mal, não dormi nadinha de um dia para o outro. Coloquei para fora toda a comida existente em meu corpo (sim, meu blog também pode ser nojento), a pressão despencou, tive febre, quase desmaiei e em alguns momentos achei que estivesse alucinando.

No domingo resolvi não comer nadica de nada. Até água eu evitei, afinal, não sabia o que tinha me feito tanto mal.
Uma amiga liga e diz que tem senhas para uma super festa na melhor boate da cidade. Eu nem estava com muita vontade de farrear (até porque ainda estava mole, mole do dia anterior), mas sabe como é... festa de graça?! Tô dentro!
Caprichei na roupa, no salto, na maquiagem e naquele sorriso encantador (esqueçamos a modéstia). Ainda passei no shopping correndo porque tava fechando, para Erica comprar num sei o quê. Depois pegamos minha amiga e fomos.

Lá fora estava LOTADO já! E o melhor: era festa de encerramento de algum Congresso aí da vida e só tinha gente de fora. (huhuhu! Não gosto das pessoas daqui).
Comecei meio tímida, achando que tava no lugar errado, afinal, já faziam bons meses que eu não ia para este tipo de festa. Mas passados poucos minutos, fiz o que toda solteira que se preze faz: Caí na pista. Dancei MUITO, me diverti horrores!
Era quadril prum lado, cintura pro outro. Braço pra cima, braço para baixo. Olhos fechados e a música invadindo meu corpo.
Sabe aquela pessoa empolgada, toda suada, se acabando de dançar, que não dá a menor atenção para os marmanjos que se aproximam porque está ali só para dançar? Era eu!

Só parei em dois momentos: Quando tocou o “Créu” porque já é demais para mim e quando começou o danado do forró. Não, eu não mereço forró.
Do nada me aparece um cidadão mexendo comigo que era nada mais nada menos que o filho de Evo Morales!
Vocês não imaginam como ele parecia com Evo Morales! E eu com vontade de dizer isso a ele, mas meu bom senso falou mais alto. Hehehehe
Resumindo: foi muito divertido, engraçado, dancei muito, tirei onda com Deus e o mundo e ainda foi um programa quase 0800. Para que mais?!
hehehehhe

Essa sim é minha essência!

Boa semana!!!!!!!!!

domingo, 20 de abril de 2008

Duplicidade

21 de abril, aniversário da minha mãe.

Uma figura ímpar na minha vida, de uma importância desmedida. A mãe. Minha mãe.
Pois é... praticamente desde que comecei na vida de blog (há quase um ano) que tento criar forças para escrever sobre ela, mas sempre terminando tirando o foco. Talvez medo, vergonha, raiva, não estar preparada ou porque simplesmente não era o momento.

Mas agora sinto que devo escrever sobre ela, por mais que me doa bastante. E como dói, gente.


Os sentimentos em relação a ela são os mais diversos. Bons e ruins. Costumo dizer que são sentimentos ambivalentes e por ela ser uma figura tão importante na minha vida, eu não posso deixá-la simplesmente de lado e fingir que ela não é importante. (a relação com meu pai é, à vezes, conturbada porque somos muito sinceros, transparentes e parecidos, então batemos de frente - vide post anterior. Mas entre nós dois há verdade. Com minha mãe não sei. Por mais que eu reclame dele, tenho CERTEZA que ele SEMPRE quer meu bem, coisa que não tenho tanta certeza com relação à minha mãe).

Mas deixa-me começar do começo. Do pouco que lembro da minha infância, eu era muito ligada à ela, ela sempre fazia minhas vontades e eu era a “bonequinha” dela. Sempre me defendia e procurava meu bem. Até que em algum momento, provavelmente eu também sendo responsável por isso, ela mudou. E como mudou. Passou a sempre dar razão à minha irmã (o que acontece até hoje), a brigar muito comigo e me dizer coisas horríveis.

Não esqueço NUNCA de quando eu era adolescente e ela disse “não queria ser sua mãe. Preferia que você tivesse morrido”.

Acho que nunca chorei tanto na minha vida. Foi horrível mesmo. Claro que ela estava muito nervosa, pois estávamos no meio de uma briga feia, mas nada justifica uma mãe dizer isso à filha.

Nesse dia, resolvi passar o dia no colégio, o lugar que eu menos queria estar era em casa. Ela percebeu que tinha errado e veio, à noite, me pedir desculpas chorando. Não, eu não desculpo. Não, eu não esqueço. Está além de minhas possibilidades.

À partir desse dia as coisas mudaram para mim. Eu sempre fui quieta, fechada e calada em casa, mas isso tudo se intensificou e agora, escrevendo, vou me dando conta que também levei essa armadura para fora de casa, nos meus relacionamentos.


Mas não fica por aí. Há certas características nela que eu simplesmente repudio totalmente (não só nela, mas nas pessoas no geral). Características essas que eu tenho um monte e provavelmente por isso repudio (não adianta me perguntar quais são porque não estou pronta ainda para assumir tudo isso para terceiros). E tem ficado cada dia pior conviver com uma pessoa assim. Ela mente muito, manipula, dramatiza, é dominadora disfarçada (para as pessoas acharem que ela é submissa), egoísta, joga as pessoas umas contra as outras. Enfim, tudo que não gosto nas pessoas.

Se ela faz isso de propósito ou se foi a forma que ela aprender a viver para se defender das decepções da vida, eu não sei. Sei que não gosto e isso mexe comigo.


Por outro lado ela é uma mãe excelente, daquela que faz de tudo para agradar. Faz tudo que pode por mim, me agrada, me elogia, faz minhas vontades, cuida de mim, se preocupa. Perceberam a confusão que habita na minha pobre cabeça? Como uma pessoa tão maquiavélica pode ser tão boa? Será que ela faz isso de caso pensado, manipulando novamente? Será que ela nem percebe que é assim? Será que sou paranóica e louca?

Não sei. Sei que do jeito que está não dá mais. Não confio nela e não a quero por perto, às vezes até sua voz me tira do sério, sua forma de contar mentiras deslavadas (e eu percebendo que ela está mentindo) me enlouquecem, a forma como ela quer comandar minha vida me faz ser ainda mais agressiva.

Ela me faz sofrer, chorar, desejar viver longe daqui, me sentir culpada por sentir tanta coisa ruim pela minha própria mãe.

Por outro lado, não imagino minha vida sem ela. Não mesmo. Ela é uma parte de mim. Alguém que eu não aprendi a viver sem, uma ligação meio simbiôntica mesmo.


Parabéns para uma das pessoas mais importantes da minha vida e uma das que eu mais amo.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Assim não dá!

Não sou uma pessoa calma, nem altruísta e nem compreensiva. Venho tentado melhorar de uns tempos para cá porque considero três importantes características em uma boa pessoa.

O rumo muda quando as pessoas agem com falta dessas características conosco. Se fosse uma pessoa qualquer na rua, eu nem levava isso em consideração. Mas quando alguém que gostamos faz isso a situação muda. E como muda.
Magoa. Entristece. Revolta.

“Sobre o que será que ela está falando?”.
Bem, eu explico.

Eu tenho uma séria dificuldade em pedir algo à alguém, seja quem for e seja o que for. Não gosto mesmo. Só peço quando estou, de fato, precisando.
Pois há quase dois anos venho pedindo à meu pai para fazer terapia e ele sempre dizendo que “você não precisa. Deixe de procurar problema onde não existe”.
Eu sempre deixando passar porque não queria pedir mais e porque estava cansada de bater de frente com meu pai, de querer mostrar que sou eu que entendo da minha vida e posso tomar minhas decisões, de tentar mostrar a ele que há coisas importantes para os outros que para ele não é.
Eu não obtive êxito (aliás, como sempre acontece quando tentamos conversar).

Esse ano, não sei como, consegui fazer com que ele pagasse minha psicoterapia. Eu estou gostando muito e tem me feito um bem que nem consigo dizer.
Mas ele não cansava de reclamar do preço, do gasto e blá, blá, blá.
Até que hoje ele veio, em outras palavras, me dizer que meus problemas eu poderia resolver sozinha, que não precisava de psicóloga.
Tive vontade de mandá-lo pegar a droga do dinheiro dele e engolir, mas tenho respeito pela figura paterna e tenho tentado ser uma pessoa mais calma. Sem falar que sei que quem iria se prejudicar nisso seria eu.

Pior de tudo que sei que daqui a pouco tempo ele vai dizer para eu sair porque não vai mais pagar. Quando eu estiver como todas as feridas abertas?
Por que será que é tão difícil para ele ver um pouco mais além? Por que às vezes ele é tão limitado? Será que ele não percebe que se eu sair, vai me fazer mal?

E eu tenho que me submeter à toda essa humilhação. Sim, eu considero humilhação.
E não adianta me dizer “Ah, Candy, tenta conversar de novo com ele”.
Não adianta. Pessoas autoritárias não ouvem ninguém
(apesar de parecer, não estou falando de mim, o.k.?).

D-R-O-G-A!

__________________

*Cheguei a conclusão que cansaço não mata...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Não é mais um simples hábito...

O costume leva ao hábito.

Costume
S. m.
1. Uso, hábito ou prática ger. observada: &
2. Particularidade, característica: 2

Hábito
S. m.
1. Disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato, uso, costume

Me acostumei a falar todo dia, de manter contato o dia todo, de brincar, mexer, encher o saco, tirar onda, rir, fazer rir, trocar informações, confidências, chamar por apelidos, mandar músicas boas e ruins, receber músicas boas e ruins.
Ah a reciprocidade...

O costume leva ao hábito.
Me habituei à ter próximo (mesmo que esse ‘próximo’ não seja tão próximo assim) de mim, à sempre que eu precisar ter alguém pra mim, à escutar, à trocar.
Foi quando percebi que não era mais um simples hábito.
Era sentimento.
Era?! Não, não. Ainda é e como é!
Ah a reciprocidade...

Eita que esses três dias parece que não passam não! Arrastam-se.
Mas sei que daqui a pouco o tenho de volta.
\o/

Amo!

domingo, 13 de abril de 2008

Cadê o sentido?

Sinceramente há ‘coisas’ que eu não entendo para que existem. Há situações sem um pingo de bom senso que acontecem e que eu tenho plena consciência que eu não mereço.
Não sou santa, não sou perfeita, mas sei que sou uma boa pessoa e mereço sempre o melhor.

Mas por que isso cisma em acontecer justo comigo?
Tento repetir algo para mim o tempo todo: “Calma, paciência”. Mas não sou só eu que preciso de calma...
Tudo tem seu tempo e às vezes o que queremos demora a acontecer e por agirmos sem paciência, atropelando o tempo, terminamos atropelando a nós mesmos, aos outros e à momentos que poderiam ser positivos.

E vou além: é preciso tempo para reconquistar as pessoas. O problema é que mesmo tendo muita paciência possa ser que você não consiga isso nunca mais, tem vezes que a chance é única e não se deve desperdiçá-la. Mas uma vez que já o fez, o que resta a fazer é dar tempo para a pessoa se recuperar e ver o que vai acontecer no futuro.
Afobação e pressa desmedida nunca levaram ninguém para canto nenhum.

Então, paciência e cautela.
Vamos ver como vai ser daqui pra frente, afinal o que foi feito já passou.
Não sei se consigo, juro que não sei. Mas vou me esforçar e torcer para que o rio volte ao seu curso normal.


"Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez".


Boa semana!!!!!!

sábado, 12 de abril de 2008

Agora adiantou bastante

O que aconteceu? O que mudou? Ganhei na mega-sena? Consegui um emprego com um super-salário? Estou grávida?
Não, meus caros. Nenhuma mudança tão séria, mas algo muito bom e que muda muita coisa ao meu redor.
Minha pretensão não é escrever muito porque vem uma música que vai falar mais do que eu mesma conseguiria me assumir aqui.
Então, qual foi a mudança?

Bem, desde 2006 tenho como um dos pequenos projetos do ano (aquele pequeno que ao longo do tempo traz grandes benefícios) ser uma pessoa mais calma, menos agressiva nas palavras e atitudes. Em 2007 tive, de novo, esse objetivo. A diferença foi que realmente do ano passado para esse ano muita coisa melhorou (MUITA mesmo). Consigo ser mais calma, respirar antes de me estressar com alguém, ter palavras menos ácidas e cortantes, etc. Devo muito à muitas pessoas, mas esse post não vem com esse objetivo.
Essa semana uma amiga do grupo de estágio agiu com total irresponsabilidade, falta de consideração, respeito, espírito de grupo. Enfim, motivos suficientes para me tirar do sério com extrema facilidade. O que eu fiz? Respirei fundo, contei até um milhão, meditei, invoquei o mantra “sou uma pessoa calma”. Confesso que não foi fácil não explodir, precisei de muita força de vontade, tanto ao longo de 2007, quanto nesse caso dessa semana. Mas sei que tem valido muito a pena.
Saldo: Uma briga a menos, uma amiga que continua na minha vida e eu não a expulsei. Satisfatório para mim saber que meu esforço tem valido a pena.
Sem mais o que falar, a música:

Perdendo Dentes
(Pato Fu)

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Bom fim-de-semana!

Beijooos

=******

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uva, menta... chupar, sentar...

Eu já falei exaustivamente sobre o nível musical da minha cidade, mas sabe como é... não vou aturar coisa ruim sozinha, vou dividir com vocês!
Hehehehe
Porque desgraça compartilhada é muito melhor!

Tem uma música (?!), de forró claro, que ouvi pela primeira vez em janeiro. A primeira vez que escutei achei o fim, o cúmulo da baixaria. Naturalmente, virou febre na minha cidade. E era inevitável não escutar porque toca em todo canto e todo mundo canta junto, terminei aprendendo a música e até me divertindo com ela (mas isso é resenha interna).

Trechinho da tosqueira para vocês:
“Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva”.

Perceberam o nível de baixaria né?
Mas claro que não é tudo! Quando a gente acha que já ouviu de tudo, se depara com outras coisas piores. E como eu sou muito altruísta vou dividir essa pérola musical com vocês

Música dois (tem basicamente o mesmo ritmo da outra, é como se fosse a resposta):
“Mas e o outro jogo adiado eu não quero mais
Por que só a pré-eliminar não me satisfaz
Chupei sua uva e gostei só que não rolou
E eu na vontade fiquei sem fazer amor

Já que você me provocou, agora experimenta
Senta que é de menta, Senta que é de menta
Tchaca-Tchaca, Vuco-Vuco será que você aguenta?
Senta que é de menta, Senta que é de menta”

Por isso que eu digo: Nada é tão ruim que não possa piorar!

*Desculpa, gente, mas não resisti em mostrar isso pra vocês. Hehehe
**Pra vocês não acharem que eu inventei essas tranqueiras, aí vai:
http://letras.terra.com.br/avioes-do-forro-musicas/1186715/
http://letras.terra.com.br/cavaleiros-do-forro/1227071/

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A estranha

Eu venho há um tempo pensando no quanto eu sou estranha. Pelo menos aos olhos alheios. Não é essa a definição que tenho de mim, mas sei que sou diferente da maioria.
Calma, eu explico.

Acho que já falei um pouco sobre minha cidade e do gosto e manias das pessoas daqui. Definitivamente eu não me encaixo aqui, meu lugar é outro. Ainda não descobri onde, mas sei que aqui não é, com certeza.

Enumerando:
1. Pessoas daqui gostam de “forró, cachaça e gaia” (lê-se chifre). Eu sou muito mais da linha “sexo, drogas e rock and roll”, claro que não ao pé da letra.
2. Preocupam-se com nome, sobrenome, dinheiro, posição social. Acho tudo isso um tédio e ao mesmo tempo, absurdamente irritante!
3. Apesar de a cidade ter 800 mil habitantes, parece cidade provinciana. Todo mundo sabe da vida de todo mundo, as pessoas julgam o que você faz, a hora que chega, com quem sai e com quem volta. E como toda cidade metida a moralista, tem muita hipocrisia e mentira.
4. Não assisto BBB, nem novela, nem seriado. Na verdade, mal assisto televisão e mesmo assim, só reportagens.
5. Leio, leio um bocado. Gosto de ler. As pessoas não.
6. Escrevo. As pessoas não.
7. Troco facilmente um fim de semana de farra por um em casa, lendo um livro e escutando música.

8. Acredito que as mulheres podem tudo que os homens podem. Isso inclui, sim, eu tomar a iniciativa com um garoto.
9. Por outro lado, não sou uma qualquer que fica por aí com qualquer um. Me dou o respeito. E como dou. É saber dosar, coisa que as pessoas, no geral, não sabem.
10. Não gosto de falar da minha vida, minha vida não é um livro aberto. E sou muito criticada por isso. Eu penso que a vida é minha e dela cuido eu.
11. Não ando na moda. Eu vou à loja, olho o que gostei, provo. Caso fique boa e estiver com um bom preço, compro. Usar qualquer coisa só porque está na moda não faz meu estilo.
12. Personalidade forte e não volúvel.

13. Sempre exponho minha opinião por mais polêmica que possa causar. Isso inclui ser a favor de aborto, pena de morte, pesquisa com célula tronco. Contra a maioria das idéias da Igreja Católica.
14. Não digo “sim” só para agradar terceiros.
15. Não leio revistas como Caras, Quem, Marie Claire etc. Não adianta me mostrar isso.
16. Não levo a minha vida como alguém que tem por único objetivo ser rica; ou mesmo casar e ter filhos.
17. Não acho o fim do mundo pegar ônibus. Quase todo mundo que conheço se recusa a subir em um.
18. Como e gosto de legumes, frutas e verduras. As pessoas dizem que é comida de pinto. ¬¬
19. Não tomo refrigerante. Sou a ET.


Eu sou melhor que a maioria? Não, sou diferente.
O ruim é que essa diferença assusta as pessoas que estão acostumadas com a homogeneidade.

sábado, 5 de abril de 2008

Onde tenho andado?


Ao ficar falando do show do Nando Reis na minha cidade, fiquei cantarolando uma música para irritar minhas amigas, brincando com elas. Mas aí fiquei pensando no que significa esse trecho para mim.

“Por onde andei enquanto você

me procurava...
e o que eu te dei
foi muito pouco ou quase nada (...)”.

Será que eu andei por onde eu achei que andava? Ou fiquei, mais uma vez, vagando por aí, sem rumo, como quem quer encontrar o pote de ouro, mas eu passo por ele sem ver?

Eu acho que dei muito de mim, por outro lado termino achando que não dei nada de mim, eu não permito que as pessoas entrem verdadeiramente na minha vida
e nem me permito entra na de ninguém.
Engana-se quem acha que falo de relacionamento (ou a falta dele) com o sexo oposto. Falo sobre todo tipo de interação.

Sentimento de vazio.
E ele eu vou tentar, em vão, preencher essa noite na farra.


terça-feira, 1 de abril de 2008

A bailarina e o soldado de chumbo


Era uma vez uma bailarina e um soldadinho de chumbo. Por incrível que possa parecer foi ele quem a mostrou como a vida podia ser graciosa, leve, cor-de-rosa. Pois a pobre bailariana “permanecia tão rígida quanto de costume, sobre a ponta de um pé e com os braços estendidos”. Ela meio que sem entender o que acontecia, foi-se deixando embalar pela nova música que ecoava em seus ouvidos e então, voltou a dançar e espalhar seu brilho por aí.

Aos poucos ela foi aprendendo a sorrir para o soldado e não podia entender como alguém tão cheio de luz podia ser apenas um duro, desengonçado e sem graça soldado de chumbo. Então, ela passou a desconfiar que ele fosse diferente e quando viu-se encantada por ele, soube que ele era de um reino distante. A vida para ela, quando deparad
a com o real, tinha ficado acinzentada, mas conseguiu sentir o arco-íris no seu caminho.

Ela, sem opção e já feliz com seu novo jeito de ser, continuou a espalhar sua felicidade por aí e junto com sua Companhia levava graça e ternura para outras terras, mas não a do seu soldadinho. Talvez ela passe pela terra dele, talvez não. Mas a bailarina no auge de seu mundo encantado acredita que a mágica não acabou e que suas preces ainda não chegaram ao céu.

Para a bailarina o balé continua...

“Ele lembrou a bonita bailarina a quem não veria mais, e em seus ouvidos ressoou um antigo estribilho:
Adiante, adiante, soldado, que não podes à morte te entregar”.

Caso queiram entender melhor minha viagem:

http://members.fortunecity.com/gafanhota/chumbo.htm

http://muuzik.net/letras/o-teatro-magico/bailarina-e-o-soldado-de-chumbo/