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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Os presentinhos...

Melancolia pós-compulsão alimentar.

Enquanto eu arrumava meus CD´s, dei de cara com um de RHCP. Dei uma risadinha e fiquei me lembrando que o pedi emprestado à uma amiga e até hoje não devolvi. É impossível olhar para ele e não lembrar de Ré (“minha miuga”).

Assim fui vendo o quanto de ‘coisinhas’ tenho em casa que me fazem lembrar pessoas que já passaram pela minha vida. Umas continuam, outras não. E todas deixaram um pedacinho de si, não me refiro à coisas caras, de valor financeiro, não mesmo.

Comecei a refletir e até procurar por essas ‘coisinhas’. Dei de cara com outro CD, dessa vez de Jorge Aragão (“O” cara) que peguei do meu primo e também nunca devolvi.

Abri a carteira e vi um papelzinho que recebi de Gabriel quando o conheci, que fazia propaganda do site dele.

Então, resolvi fazer uma listinha rápida do que eu lembro:
- CD de Ré
- CD de Allan (primo)

- Papelzinho de Gabriel
- Bandana de festa de Bonzão
- Correntinha de praia (aquelas de caroço de num sei o que) de um amigo especial
- Pulseirinha de Dieguinho (um brasiliense absurdamente especial que conheci ano passado e nunca mais vi)
- Um chaveiro de metal em forma de coração, com meu apelido escrito no meio. De uma amiga de infância
- Outro chaveiro em forma de coração, mas de pelúcia e vermelhão com a letra do meu ex-namorado bordado no meio
- Um chaveiro com o nome e símbolo do meu curso (do meu ex também)
- Um cartão feito de papel ofício, todo enfeitado com hidrocor e canetinhas coloridas. Recebido em um dia que estava muito triste e meus amigos de colégio me deram
- Bilhetinho que dizia: “Candy, você entrou na minha vida de repente e me fez voltar a acreditar em amizade verdadeira. Te amo”, de uma amiga de tempo de colégio
- Um porta-retrato com uma foto minha e de Mallu que dizia “Feliz Aniversário, Lili. Você já está na minha vida para sempre. Te amo muito!”.
- Algumas fotos de amigos muito especiais (sabe aquela foto que você adora e não quer dar pra ninguém? Pois é, todos eles me deram...).
- Uma foto que meu professor tirou minha desprevenida e no verso tem escrito “Uma foto de uma gênia”.
- Um bilhetinho super-ultra-mega-especial que tem dizendo nome, número de tel e e-mail de um menino que marcou

Enfim, esses foram alguns presentinhos que lembrei. À vezes nem me dou conta do quanto essas pessoas têm participação na minha vida, mesmo que tenham ficado no passado. Mesmo no passado, estão presentes de alguma forma.

E um fato que me emocionou muito foi que há uns dois anos uma amiga de infância especialíssima me disse que tentou suicídio. Eu, muito tocada, dei uma pulseirinha que usava direto (aquelas que a gente não tira NUNCA do braço, sabem?) para ela e disse que “quando você pensar ou se sentir sozinha, olhe para ela e lembre que tem alguém no mundo que a ama de verdade e que, para ela, o mundo não é o mesmo sem você”.
E esse fim-de-semana quando a vi, por acaso na rua, ela estava usando essa pulseira.
Significa que não somente as pessoas me marcam, como eu também as marco.

*Deve ser por isso que eu peço, com um sorriso encantador estampado no rosto, tanto presentinho às pessoas queridas!

Duas fotinhas para vocês verem. A primeira sou eu com 10 anos, competindo GR (Ginástica Rítmica). Sou a Branquela que está quase de frente para o fotógrafo.

A outra é a pulseirinha que tenho de Dieguinho.

terça-feira, 3 de junho de 2008

O fim é sempre certo?

Lembram que eu falei sobre inspiração em um post passado? Pois é, ela hoje veio de onde eu menos esperava.

Xande colou uma comunidade do orkut que quando eu vi, fiquei pensando na forma que eu levo minha vida. Meus medos, meus receios, minha insegurança, minha forma tão superficial de ser às vezes, minha recusa em fincar raízes por tantas vezes.

Eu sempre penso “e quando acabar?”. Não me refiro somente a relacionamentos, me refiro a tudo. À relacionamentos amorosos, amizades, projetos, sonhos... sei lá, tudo mesmo! Por mais que eu pense que algumas ‘coisas’ eu quero para sempre, eu tenho em mente que tudo sempre acaba.

“Sem saber...
que ‘pra sempre’
sempre acaba (...)”

E por causa dessa minha neurose de pensar que tudo é passageiro e que, em algum momento, vai embora, termino me privando de viver alguns momentos.

Para quem não entendeu, explico: Como eu sei que vai acabar e quando isso acontecer, eu e a outra pessoa (se houver outra pessoa na história) vamos sofrer, então, eu evito me apegar excessivamente e fazer muitos planos porque quero evitar um futuro sofrimento.

Vou contar rapidamente um fato que aconteceu. Minha amiga estava fazendo 4 anos de namoro e resolveu montar um álbum lindo com fotos do casal. Ficou lindo mesmo. E nisso ela colocou quase todas as fotos que ela tinha (sem falar que gastou mais de 500 reais para montá-lo). Sabe o que me passou pela cabeça ao acompanhar todo o processo de ‘montagem’ do presente? “E quando eles acabarem, com quem vai ficar o álbum?”.

Ora, será que não é possível que eles se casem e o álbum vá para a casa que eles irão morar?!

Eu não estava agourando o namoro deles de forma alguma, estava super feliz porque eu sei tudo que eles passaram para chegar à esses quatro anos de namoro, só estava reproduzindo o modelo que estou acostumada.

Foi nesse dia que essa minha forma de ser ficou bem clara para mim.
Claro que eu poderia fazer uma análise psi de tudo isso, mas não vem ao caso por que eu penso e ajo (não sempre, fique bem claro!) dessa forma.

Algumas pessoas devem estar se perguntando: “Como ela pode ser assim, se ela já demonstrou tantas vezes que é tão intensa?”.
E eu respondo: Sei lá!

Mas sabem como estou pensando ultimamente: Não me interessa como vai ser amanhã, se vai ter fim ou não. O que importa é que no momento atual não acabou e eu aproveito para viver!
O amanhã só vem amanhã. O hoje está correndo e passando!

Pois é... os últimos meses têm me ensinado um bocado! Eu sei que tenho uma longa jornada pela frente e que não precisa necessariamente ter fim, pelo menos não o fim da forma que eu penso sempre...

*A comunidade do orkut não vem ao caso. Hehehe

domingo, 1 de junho de 2008

Meme

Recebi um meme da Letícia que me fez ficar pensando um pouco no que eu realmente quero. A proposta é responder a 15 questões, sendo 3 alegrias, 3 medos, 3 objetivos, 3 obsessões atuais/coleções e 3 fatos surpreendentes. Ao final, deve-se indicar para 5 pessoas. Vamos lá:

Três alegrias:

- Ver minha família e amigos felizes (o que, claro, me faz imensamente feliz também);
- Perceber que meu esforço vale muito a pena;
- MSN, principalmente à noite (assim como alguns e-mails ao longo do dia).

Três medos:

- Meu futuro não ser nada daquilo que sonho e planejo;
- Perder minha família
- Morrer e não ter feito o que quero.

Três objetivos:

- Ser independente e sair de casa (morar no sul do país, futuramente, está nos meus planos também);
- Conhecer muitos lugares e pessoas;
- Resolver alguns conflitos (o que envolve um milhão de variáveis).

Três obsessões atuais/coleções:

- Sem dúúúúvida fazer viagem específica
- Sair de casa (não que aqui seja ruim, mas preciso de um lugar meu)
- Ler e saber cada vez mais sobre cada vez mais coisas.

Três fatos surpreendentes:

- Eu sou absurdamente chata, compulsiva, obsessiva, neurótica e autopunitiva (pra quem me conhece um pouco mais isso não é nada surpreendente);
- Eu escuto música brega de vez em quando (confesso, confesso! Hahaha... Só digo uma coisa: essas músicas são muito engraçadas!)
- Não calculo minha vida para depois dos 40 anos porque acho que não chego lá.


As cinco pessoas para fazer (se quiserem, naturalmente) são:

Lili
Intense
Talvez eu conte... um dia
Camila
Kya

__________________________

Ah, e para terminar o post, tem selinho!

Obrigadaaaa, Mi e Antônio.

Meu Blog é escrito com Amor. Ah, isso é!

Outros três (e muitooos outros também) que são feitos igualmente com Amor são:

Laura
Kya
Marina

Boa semana, queridos!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Minha Terra do Nunca

Antes de qualquer coisa, queria agradecer imensamente cada comentário do post passado. Obrigada de coração. Agora já estou bem, podem deixar!

Depois de assistir o filme “Em busca da terra do nunca”, fiquei me perguntando por que eu envelheci e amadureci tão rápido. Por que eu virei uma pessoa tão séria e responsável desde tenra idade?

Sem dúvida ser assim me trouxe diversos ganhos que não vêm ao caso no momento. Mas eu vejo o quanto eu perdi, o quanto de inocência e brilho eu deixei perdidos no caminho.

Hoje eu me vejo como uma semi-adulta. Tão adulta em alguns pontos e em outros, tão menina. É, então, que eu vejo que parte de mim está na Terra do Nunca, eu consegui achar essa terra tão sonhada.

É na Terra do Nunca que coloco para fora aquele sorriso mais espontâneo e bonito; que realizo minhas fantasias e sonhos por completos; que faço brincadeiras sem me sentir boba; que imagino que tudo o que eu quero irá acontecer; que posso ser princesa, bruxa, o peixinho do Nemo ou o gato-de-botas do Shrek; que eu abro a janela, sigo meu arco-íris e encontro um pote de ouro; que eu posso fazer cara de danada, olhar para os dois lados, dizer “sim-sa-lá-bimmmm” e fazer o que eu quiser; que eu posso pintar o céu de cor-de-rosa e colocar as estrelas de dia e o sol à noite; que imagino meu príncipe chegando num cavalo bran...

PLUFFFFTTT!

Acordo do sonho e volto à vida ‘normal’, porque príncipe encantado é demais!

(hahahaha)


* Era para ser um post reflexivo, mas não resisti à tentação de fazê-lo irônico-cômico. Hauhauahuha

**Eu indico o filme. Bem legal mesmo.

domingo, 25 de maio de 2008

E o motivo do sumiço foi...

Quem não gosta de texto depressivo e dramático eu aconselho a parar por aqui, ta?

A minha proposta era falar sobre o que me inspira e contar uma experiência excitante/estimulante que tive, mas não apenas contar e sim tentar fazer com que vocês sentissem junto.

O que aconteceu foi que eu não tive tempo de escrever e a criatividade motivada pelo momento inspirador vivido esvaiu-se. Logo após, senti uma forte dor (inclusive física) e pude facilmente perceber que ele tinha voltado; que durante todos esses meses que estive bem, ele apenas estava adormecido e não extinto. Ele já havia dado mostras de que esta voltando, eu é que não levei a sério.

Ele está na minha vida há tanto tempo que nem me recordo desde quando com exatidão, nem o que o fez bater na minha porta e eu aceitá-lo em meu pensamento.

O que eu tenho certeza é que ele está vivo e sádico, sedento de dor e sofrimento, procurando o que ele mais gosta: a escuridão. E é nessa escuridão que eu me encontro neste momento, sendo cada vez mais sugada para ele, para o meu buraco-negro interior. E ele vai sugando tudo o que vê por perto e, assim, já foram minhas forças para lutar e minhas esperanças de um dia me ver livre dele, assim como também já foram embora meus melhores sentimentos e hoje eu só vejo e sinto dor.

O que me dói também é perceber que eu não estou preparada para encará-lo, que ele ainda é infinitamente mais forte que eu; que eu não mulher suficiente para bater no peito e dizer olhando em seus olhos, com um sorriso desafiador: “Pode vir quente (por)que eu estou fervendo”.

Ele já é um pedaço de mim e me dói assumir isso. Eu falo e abaixo a cabeça porque não consigo encarar os olhares de decepção, espanto, incredulidade, dó e inquisição das pessoas. Dói, dói.

Nem na psicoterapia eu consegui falar abertamente dele, parece que eu e ele fizemos um pacto de silêncio. Foi lá na terapia que eu assumi, com muita vergonha, que eu ainda não sou párea para ele.

E o que as “férias de Internet” têm a ver com tudo isso? Por que deixar de lado o que eu tanto gosto e me faz bem? Depois de muito pensar no motivo, cheguei a conclusão que isso foi apenas um pedido desesperado de socorro. Largar a net é algo inexeqüível e se eu fiz isso (ou tentei), foi uma forma semi-inconsciente (ou semi-consciente) de dizer que algo muito ruim estava agarrado à mim, que eu deixei algo muito ruim agarrar-se à mim, e que eu precisava de ajuda.

Uma das minhas fugas foi não parar minhas atividades e estudos por nada, aliás, intensifiquei. Outra foi a farra e o álcool. Nenhuma opção é satisfatória, desnecessário dizer isso. Mas pelo menos serviu para eu não entrar em contato com ele, o terrível e temível buraco-negro.

E consegui fazer um pouco diferente dessa vez. Nas outras vezes eu resumia tudo em um dia de farra enorme, no qual eu bebia absurdamente, dançava, ficava e no final ainda ligava pra Shrek, que sempre me acolhia. Dessa vez fiz diferente por dois motivos: O primeiro foi porque, certa vez, Shrek me disse com um olhar de tristeza que eu só o procurava quando estava em crise, então, preferi nos poupar dessa vez; o segundo motivo é que no outro dia além de o vazio estar maior, ainda estava com um forte sentimento de culpa.

Neste momento, ele está indo embora. Sua presença foi devastadora... e já estou com medo de sua nova vinda. Enquanto ela não vem, eu volto aos poucos à minha vida ‘normal’, claro que não sem muitas marcas indeléveis.

"Guarda os pulsos pro final
saída de emergência (...)"



*Vou demorar um pouco a responder todos os comentários, mas eu apareço aos poucos.

domingo, 18 de maio de 2008

...

Férias de internet.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Inspiração... de onde vem?

Interessante que me perguntaram semana passada: “Candy, há momentos e lugares que são inspiradores, não há?”. Eu respondi que sim, que eu também penso dessa forma. Aquela pergunta ficou martelando um tempo na minha cabeça.

E ontem a noite eu fiquei pensando o que me inspira... eis que hoje pela manhã eu comecei a me responder: bem, o que me inspira...

Pode ser uma música, um momento, lembranças, vontades, desejos, tristezas etc.

Tudo, absolutamente tudo, pode me inspirar. Basta apenas que o que aconteça (o que eu pense, imagine...) vá de encontro comigo. Ou seja, basta que ‘aquilo’ me toque em algum sentido. Basta isso acontecer para minha inspiração ir longe e me proporcionar uma das sensações que mais gosto: escrever e saber que tudo que escrevi vem de dentro.

Agora tentem fazer o seguinte: fechem os olhos, respirem fundo e soltem devagar, tentem se desligar dos estímulos externos e entrem em contato um pouco com seu interior...
Mais conectados consigo, tentem responder:
O que te inspira?

(continua...)