Quem me conhece sabe que adoro ficar viajando nas idéias, filosofando e me perdendo em meu próprio mundo.
E hoje enquanto eu pedalava um pouquinho fiquei pensando no quanto algumas pessoas contribuiram para eu ser quem sou hoje. Poderia ficar aqui e citar um milhão de pessoas, mas não era nesse sentido que eu pensava. Ative-me apenas ao campo amoroso.
“Ah, lá vem ela falar de amor...”.
Não necessariamente. Na verdade pensei no contrário: na falta dele, na não reciprocidade. E por mais que na época que tudo aconteceu eu quisesse sumir, mudar de galáxia, hoje eu vejo que cada lágrima me moldou, cada decepção me fez mais forte e cada momento feliz reacendeu meu brilho que eu julgava apagado para sempre.
Então, vou citar alguns cidadãos que foram importantes (à sua maneira, diga-se de passagem) na minha vida.
*Isso vai levar mais de um post... alguém, além de mim, está disposto a ler tanto sobre um assunto sem interesse para o futuro do planeta?
Depois das férias do meio do ano de 2001 eu só escutava os burburinhos de um aluno novato. Claro que os comentários viam da ala feminina. Não dei cabimento e já imaginava que estavam assim só pelo fato dele ser ‘carne nova no pedaço’.
Passaram-se boas semanas sem que eu avistasse o famoso novato, afinal, no intervalo era aluno demais para que eu encontrasse uma formiga no formigueiro.
Certo dia estava eu sentada, no intervalo, conversando alegremente com as meninas. Foi quando o mundo de repente parou! Parou mesmo! Parecia que as pessoas ao redor nao se mexiam, estavam congeladas, as vozes da multidão viraram um silêncio apreciador. E eu somente conseguia sentir meu coração querendo sair pela boca.
Enfim, eu tinha visto o tal do novato.
Amiga: Candyyyy, escutou o que eu falei?!?!
O mundo, então, começou a se mexer lentamente e eu tinha saído do meu estado de letargia.
Eu: Han?! Desculpe, voei um pouco na conversa... repete aí.
Amiga: Eita, tá apaixonada é? (risada)
Eu: Apaixonada?! Eu?! (ai meu Deus, me descobriram...) Eu não! Continua a história, menina.
E assim foram passando os dias: eu seguia aquele novato por onde quer que ele fosse. Novato não. Tiago. Era esse o nome dele: Tiago. Sem “h”.
Fui atrás de saber sobre a vida dele. Brasiliense, a família inteira se mudou para a cidade, sagitariano, 14 anos (mesma idade que eu), uma série a menos, entrou pro time de futsal do colégio e... e era da mesma roda de amigo de uma amiga minha!
Em dois dias eu já estava infiltrada no mesmo grande grupo.
Conversei algumas vezes com ele no MIRC no Canal do nosso colégio. Fingia que nao sabia quem era ele, mas prometi que procuraria saber quem ele era e iria lá falar.
Eu não sabia quem ele era?! Quase nada né... ¬¬
Apresentei-me alguns dias depois e fomos ficando amigos.
Eu era uma das poucas do colégio que tinham intimidade suficiente para todos os dias dar um beijo e um abraço no menino do sotaque gostoso.
Ele começou a ficar com a menina mais bonita do colégio, formavam um casal bonito, pois ele realmente era lindo. Mas não era o que eu achava. Chorei e chorei.
Em 2002 continuamos do mesmo jeito: sendo amigos.
Eu tinha paciência para conseguir o que eu queria, mas não sei se tinha coragem suficiente.
Fazia cada coisa que vocês não imaginam.
Fui eu quem o salvou da reprovação
Assistia todos os seus jogos (mesmo que fossem do outro lado da cidade), o seguia pelo colégio, já sabia quase tudo sobre sua vida, ia às mesmas festas...
Até que eu resolvi dizer que gostava dele, eu me tremia da cabeça as pés, estava gelada e quase tendo um ataque.
Ele: Ow, Candy, a gente é amigo... é esse o interesse que tenho em você...
Preciso dizer que me cortou o coração?
Preciso dizer que me declarei mais um milhão de vezes?
Preciso dizer que não deu em nada, além de muito (MUITO mesmo) choro e sofrimento?
Preciso dizer que essa foi a época que eu mais sofri em termos de sentimentos amorosos?
Aconteceu muita história ainda... Descobri que ele não era tão verdadeiro e maduro quanto eu imaginava, que meu nome estava em várias piadinhas das rodinhas masculinas e quando eu mais precisei dele (como amiga mesmo) em 2003, ele foi um dos primeiros a falar mal de mim...
“Quem te ver passar assim por mim,
não sabe o que é sofrer
Ter que ver você assim, sempre tão lindo...”
Mas isso é assunto pro próximo post...





