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terça-feira, 15 de julho de 2008

Meus Amores II

Continuando...

Nesse meio tempo, em dezembro de 2002, eu conheci Vinicius...

Estava eu, serelepe, em plena micareta quando um moreno, baixinho, do corpo lindo, dos olhinhos apertados, sorriso doce, me puxa. Eu não queria ficar com ninguém (essa foi minha fase pegadora, mas não estava com vontade de beijar mais ninguém naquela noite), mas ao olhar o naipe do cidadão eu pensei “Ah... um beijinho a mais nao mata ninguém”.

Não imaginava eu tudo que iria acontecer.


Depois que beijei o baixinho gostosinho, eu fui saindo, mas ele não me deixou ir embora. Me segurou pelo braço, perguntou meu nome e continuamos juntos. Ficamos o resto do percurso todo juntos (isso é raridade em micareta!).

Marcamos de nos ver no domingo, mas eu passei por todos os lugares possíveis, menos onde eu tinha marcado. Apesar de ter sido tudo muitíssimo bom, não queria encontrá-lo.

Micareta ninguém é de ninguém!


Adivinha o que aconteceu...

Ele me procurou feito doido até que achou. Saímos do bloco e ficamos do lado de fora, conversando e ficando.

Morava no RJ (sotaque...), 19 anos (eu tinha 16), cadete do exército, família de Salvador onde ele passava as férias, bonito, inteligentíssimo, divertido, carinhoso, com atitude, pegada (hahahaha) e um amor de pessoa.

Quando tivemos que nos despedir (os dois com cara de cachorro molhado), ele tomou a iniciativa de procurar por lá caneta e papel. Trocamos telefone e e-mail.

(até hoje eu tenho esse papel guardado, mesmo depois de tudo o que aconteceu...).


Ele me fez prometer que eu mandaria o primeiro e-mail.

Mas para a minha surpresa (!) ele não aguentou a espera e mandou o primeiro. O primeiro de muitos.

Ficamos trocando e-mails não necessariamente melosos, mas e-mails bonitos e com muito sentimento (eu também tenho TODOS os e-mails guardados).

Um trechinho de um dos e-mails:

“É claro que eu lembro do dia que o trio quebrou e a gente ficou tanto tempo fora que o Caju foi embora e a gente ficou, mas tudo bem porque foi o melhor momento do carnatal”.


*eu estava LOUCA pra colocar uma foto dele aqui pra vocês verem que não é exagero meu, mas quero preservar a intimidade do baixinho.

**ele tirou um pouco do foco de Tiago e me fez um bem danado.

***Adoro contar essa história de Vini. Todo mundo que me conhece já a ouviu, mesmo que eu não cite nomes. Se me deixar ficar falando dele, eu falo por horas sem parar. Tem muitos detalhes e muitas coincidências (e elas existem?) que não vai dar pra colocar aqui... quem quiser saber, me pergunta porque eu vou ADORAR contar.


Quando fomos nos ver novamente, dois anos depois, tudo havia mudado. Eu estava diferente, ele também.

Eu, entre outras coisas, não era aquela menina tão doce e boa que ele tinha conhecido. Sofrer por Tiago fez com que eu me fechasse para o mundo. Eu, então, só queria brincar com os sentimentos alheios, era uma forma de eu garantir a mim mesma que não passaria por tudo aquilo de novo.

Entre esses dois anos que demoramos para nos rever, eu namorei e me marcou também. Mas nao vou me ater porque já falei a respeito aqui.

Assim que ele chegou na minha cidade, ele me ligou. Como era bom escutar de novo aquela vozinha cansada e meio rouca que ele tem. *.*


Não sei por que eu fiz certas coisas (quem não vêm ao caso) e ele como era (é) muito ligado, percebeu o que eu estava fazendo e se distanciou.

Ainda tentei voltar atrás, mas não deu muito certo. Eu havia encontrado uma pessoa mais orgulhosa que eu.



"Me deixa voltar eu preciso te amar
Errei, mas hoje eu aprendi 
Prometo não te magoar (...)"


Nessa época ele já era Tenente e estava morando em Maceió.

Pedi desculpas mil vezes, liguei pro seu celular, pra sua casa, falei no MSN, e-mails, SMS, scraps... mas nada! Ele não aceitava nada disso e fingia que não o afetava em nada. Eu já estava quase acreditando quando uma vez eu liguei de madrugada pra ele, chorando (¬¬), bêbada (claro...) e escutei o que eu tanto esperava, apesar dos pesares.


“Faz tanto tempo que te conheço,

Mas você mudou comigo (...)”


Nessa ligação ele me disse com a voz tremida que gostava de mim, sim. Mas que não dava certo investir, que era melhor ficarmos como estávamos.

Então, pouco depois ele veio me contar que estava namorando. Quis sumir, matar e morrer. Mas fui levando, tentando me convencer a deixar tudo isso nos meus anais. Só que eu queria vê-lo feliz e bem, seja comigo ou não.

E sempre que eu ia à Igreja rezava por ele, por sua família, por esse namoro, ou seja, por sua felicidade, mesmo eu não estando inclusa nela.


"Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say (...)"


Ainda chorei e me lamentei aos montes, mas em meados de 2006 (antes tarde do que nunca) eu decidi dar um rumo nisso: apaguei todos os números de telefone que eu tinha dele (dois celulares de AL, um fixo de AL, um cel do RJ e o fixo da casa da família dele na BA), excluí do meu MSN e resolvi seguir em frente, cada vez mais dura e brincando com os sentimentos dos outros e não deixando os meus fluirem.


Em meados de 2006...

(continua)

domingo, 13 de julho de 2008

Meus amores

Quem me conhece sabe que adoro ficar viajando nas idéias, filosofando e me perdendo em meu próprio mundo.

E hoje enquanto eu pedalava um pouquinho fiquei pensando no quanto algumas pessoas contribuiram para eu ser quem sou hoje. Poderia ficar aqui e citar um milhão de pessoas, mas não era nesse sentido que eu pensava. Ative-me apenas ao campo amoroso.


“Ah, lá vem ela falar de amor...”.

Não necessariamente. Na verdade pensei no contrário: na falta dele, na não reciprocidade. E por mais que na época que tudo aconteceu eu quisesse sumir, mudar de galáxia, hoje eu vejo que cada lágrima me moldou, cada decepção me fez mais forte e cada momento feliz reacendeu meu brilho que eu julgava apagado para sempre.

Então, vou citar alguns cidadãos que foram importantes (à sua maneira, diga-se de passagem) na minha vida.


*Isso vai levar mais de um post... alguém, além de mim, está disposto a ler tanto sobre um assunto sem interesse para o futuro do planeta?


Depois das férias do meio do ano de 2001 eu só escutava os burburinhos de um aluno novato. Claro que os comentários viam da ala feminina. Não dei cabimento e já imaginava que estavam assim só pelo fato dele ser ‘carne nova no pedaço’.


Passaram-se boas semanas sem que eu avistasse o famoso novato, afinal, no intervalo era aluno demais para que eu encontrasse uma formiga no formigueiro.

Certo dia estava eu sentada, no intervalo, conversando alegremente com as meninas. Foi quando o mundo de repente parou! Parou mesmo! Parecia que as pessoas ao redor nao se mexiam, estavam congeladas, as vozes da multidão viraram um silêncio apreciador. E eu somente conseguia sentir meu coração querendo sair pela boca.

Enfim, eu tinha visto o tal do novato.

Amiga: Candyyyy, escutou o que eu falei?!?!

O mundo, então, começou a se mexer lentamente e eu tinha saído do meu estado de letargia.

Eu: Han?! Desculpe, voei um pouco na conversa... repete aí.

Amiga: Eita, tá apaixonada é? (risada)

Eu: Apaixonada?! Eu?! (ai meu Deus, me descobriram...) Eu não! Continua a história, menina.


E assim foram passando os dias: eu seguia aquele novato por onde quer que ele fosse. Novato não. Tiago. Era esse o nome dele: Tiago. Sem “h”.

Fui atrás de saber sobre a vida dele. Brasiliense, a família inteira se mudou para a cidade, sagitariano, 14 anos (mesma idade que eu), uma série a menos, entrou pro time de futsal do colégio e... e era da mesma roda de amigo de uma amiga minha!

Em dois dias eu já estava infiltrada no mesmo grande grupo.


Conversei algumas vezes com ele no MIRC no Canal do nosso colégio. Fingia que nao sabia quem era ele, mas prometi que procuraria saber quem ele era e iria lá falar.

Eu não sabia quem ele era?! Quase nada né... ¬¬

Apresentei-me alguns dias depois e fomos ficando amigos.

Eu era uma das poucas do colégio que tinham intimidade suficiente para todos os dias dar um beijo e um abraço no menino do sotaque gostoso.

Ele começou a ficar com a menina mais bonita do colégio, formavam um casal bonito, pois ele realmente era lindo. Mas não era o que eu achava. Chorei e chorei.


Em 2002 continuamos do mesmo jeito: sendo amigos.

Eu tinha paciência para conseguir o que eu queria, mas não sei se tinha coragem suficiente.

Fazia cada coisa que vocês não imaginam.


Fui eu quem o salvou da reprovação em Inglês. Gastei boas horas para ensiná-lo o suficiente para passar de ano (cá pra nós: era lentinho que só vendo...).


Assistia todos os seus jogos (mesmo que fossem do outro lado da cidade), o seguia pelo colégio, já sabia quase tudo sobre sua vida, ia às mesmas festas...

Até que eu resolvi dizer que gostava dele, eu me tremia da cabeça as pés, estava gelada e quase tendo um ataque.

Ele: Ow, Candy, a gente é amigo... é esse o interesse que tenho em você...


Preciso dizer que me cortou o coração?

Preciso dizer que me declarei mais um milhão de vezes?

Preciso dizer que não deu em nada, além de muito (MUITO mesmo) choro e sofrimento?

Preciso dizer que essa foi a época que eu mais sofri em termos de sentimentos amorosos?

Aconteceu muita história ainda... Descobri que ele não era tão verdadeiro e maduro quanto eu imaginava, que meu nome estava em várias piadinhas das rodinhas masculinas e quando eu mais precisei dele (como amiga mesmo) em 2003, ele foi um dos primeiros a falar mal de mim...


“Quem te ver passar assim por mim,

não sabe o que é sofrer

Ter que ver você assim, sempre tão lindo...”


Nesse meio tempo, em dezembro de 2002, eu conheci Vinicius...

Mas isso é assunto pro próximo post...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Meme nosso de cada dia!

Recebi um meme da Camila


Então o meme é esse:
1-Escolher banda/artista: Raul Seixas
2- Responder somente com os títulos das canções:

1* descreva-se: Sou o que sou

2 * o que as pessoas acham de você: Moleque maravilhoso (passem pro feminino, por favor...)

3 * descreva seu último relacionamento: Brincadeira
4 * descreva a atual relação: Você é tudo que eu sempre quis

5 * onde queria estar agora: No fundo do quintal da escola
6 * o que você pensa sobre o amor: Eu não quero dizer nada
7 * como é sua vida: Movida a álcool (não resisti kkkkkkk)
8 * se tivesse direito a apenas um desejo: Não quero mais andar na contramão
9 * uma frase sábia: Tente outra vez
10 * uma frase para os próximos...: Você ainda pode sonhar


E eu indico o Branquelo, Kyaya e o Perfeitinho



"Faz o que tu queres há de ser
Tudo da lei, da lei
Todo homem, toda mulher
É uma estrela Viva(...)"

terça-feira, 8 de julho de 2008

Hein? Hãn?


Você já parou para pensar, racionalmente, no que tem acontecido?

Ok, sei que com certeza já.


Mas eu pergunto: faz algum sentido?

Você consegue explicar?

Eu, sinceramente, não consigo ver um pingo de sentido nessa história toda.


E quer saber?

Não me importo! Não interessa se não faz sentido, interessa que está sendo bom!

Muito bom!


Mas sabe quando isso vai melhorar?

Quan...

Não preciso dizer. Você sabe.


_________________________________________________________________________


Tenho selinhos ganhos e que serão repassados! huhuhu

Adoooooro selinhos! (desculpem a demora...).

Do Antônio eu recebi:


que

indico:

Lile

Evelise

Kyaya


Preciso dizer que o blog delas vale ouro?!





Do mesmo Branquelo eu recebi ainda:

(lindo, viu? ^^)

E eu indico:

Kari (amizade que saiu da blogosfera, né? :D)

Maria (Ela vai ser minha anfitriã! huhuhu)

Talvez eu conte... um dia (que estou looouca pra encontrá-la no MSN)





O terceiro selinho veio da linda e loira Flááá e é esse:



O seu blog também ameniza os meus, viu?! E esse vai para (me senti no Oscar ¬¬):
Marcela ('xuxu' mais sumida do mundo)
Marina (a princesa que consegue colorir o mundo de todos. Acho que agora ela está sme blog porque o Weblogger resolveu fechar as portas de vez, mas tá valendo...)
Jessica
(que consegue me arrancar boas risadas).




O último selinho, mas nem por isso menos importante, eu recebi da Camila. E esse veio com um gostinho bem especial também porque fala sobre algo que eu muito gosto e admiro nas pessoas: a inteligência.


Esse vai para
Xande (sem blog também haha)
Intense
Letícia
(sem comentários do porquê, ok?)






Ufa!

Quanto selinho!!!

Adoro! \o/


Boa semana, queridos!!!

Beijooos!!!

sábado, 5 de julho de 2008

A eterna criança crescida

Quando eu, Erica e nossos primos e primas éramos crianças nosso Tio Cizé sempre foi alvo de nossa imaginação.

Ele era diferente dos outros tios. Era o único que não era casado e não tinha filho pra brincar conosco. E morava com nossos avós. Veja só!


E ele para nós sempre foi um mistério.

“Mãe, ele fala inglês? Eu não entendo o que ele fala”.

Somente aos poucos fomos aprendendo o que significava deficiência auditiva.


Mas o mistério que rondava Tio Cizé estava ainda mais ligado ao seu quarto. Ele sempre andava com a chave do quarto e o deixava fechadinho da silva. Queríamos passear por lá, ver o que tinha dentro, mas estava sempre trancado e quando pedíamos para entrar Tio Cizé nos dia, ranzinzamente, coisas que não entendíamos...


Só fomos descobrir o que havia dentro desse misterioso quarto depois que crescemos. Era um quarto como outro qualquer. A diferença era que seu dono era muito organizado e reservado.


Fomos percebendo que nosso Tio Cizé era uma figura ímpar. Bruto e grosso como só aquele quase albino sabia ser. Mas sabem como terminava toda briga com ele? Em risadas!

Sim, em risadas. Não conheço até hoje alguém que tenha raiva dele.


Uma figura realmente diferente.

Daquela que arruma tudo sozinho, lava a própria roupa, trabalha e ama o que faz, não esquecia NUNCA o aniversário de ninguém, que comprava DVD/CD e depois de assistir/ouvir queria vender por um valor mais caro e ainda chamava seus possíveis compradores de “amarrado”, “mão de vaca”.

Uma pessoa que bastava dar um pouco de atenção que ele sorria. Igualzinho a uma criança. Bastava chegar com um presentinho e puxar conversa que ele ia longe. Uma criança crescida.

Minha vó sempre dizia que quando morresse, vinha buscá-lo.


“Lá vou deixar esse maluco aqui sozinho!”.

Então, vovô morreu. Não lembro muita coisa porque eu ainda era muito criança. Mas sei que meu tio ficou cada vez mais apegado a vovó.


Ano passado vovó faleceu. E aí a vida dele começou a mudar. Lembro que no enterro dela, dava dó de olhar pra ele e ver o estado que ele estava. Sua tristeza desesperadora estava ali para quem quisesse ver.

Depois de passado o pior momento, ele começou a elaborar seu luto.

Minha família carniceira só pensava no dinheiro da pensão de vovó e para isso foi à Justiça para ele ser considerado incapaz e receber essa pensão. Ele, então, teve que sair do trabalho que tanta amava e tinha feito tantos amigos com seu jeitão.

Incapaz? Incapaz é quem só consegue enxergar cifras na frente dos olhos

.

Sabe como ele me chamava? Giafa (girafa), dizia que eu ia casar com um negão de Estivas (interior de vovó) e ainda me mandava ir trabalhar:

“Vai trabaiá, muié”.

Se fosse qualquer outra pessoa me dizendo isso eu daria um fora dos bons, mas com ele eu dava risada e dizia que eu não ia trabalhar nunca e que quando acabasse o dinheiro de papai e de Erica, eu ia usar o dele.

“O meu?! O meu não!!! Vai trabaiá”.

E eu caía na risada.


Uma das poucas pessoas da família C. que eu gostava.


Esse era meu Tio Cizé. Uma pessoa bruta e doce.

Um adulto de 49 anos (completados na quinta-feira) com o coração puro de uma criança.


05/07/08.

Vai com Deus, Tio.

Esse enfarte fulminante que te levou só nos fez ver que fulminante é a vida e sem você ela perde um pouco do brilho.

O nosso susto diante da perda é ínfimo perto do susto que você poderia levar em saber quantas pessoas estavam presentes no seu velório, do quanto você era querido e amado.

Vovó veio te buscar como prometeu. Agora você está do lado de quem você sempre cuidou e de quem sempre cuidou de você.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Diversidade

Diálogo no banheiro da boate:
Eu: Amigaaaa, voltasse com Fulano foi?
(ela estava aos beijos com o ex-namorado)
Ela: Não, tô só comendo.
Eu: kkkkkkkkkkkkkk certo, certo.

Essa Amiga Doida está na minha vida há quase 10 anos, daquela amiga grudenta, que está junta em todos os momentos, dos bons aos ruins. Uma figura única.
Lembro do início da adolescência que todos me criticavam por andar com ela.
“Ela é vulgar”
“Ela é mal falada”
“Você vai ficar mal falada também”

Enfim, escutei todo o tipo de comentários sobre ela, no começo eu ficava revoltada e sempre respondia à altura.
Mas com o tempo fui parando de me importar com o que as pessoas diziam, entravam por um ouvido e saíam pelo outro.

Primeiro ponto que eu não era tão tonta assim que não percebesse esses detalhes que as pessoas falavam sobre ela. Ela sempre foi aquele tipo de gente bem escandalosa, que fala alto, sorri alto, grita muito, só anda com roupa curta, colada e com decote, estava sempre de namorado novo.
Lembro que enquanto a maioria de nós estava aprendendo a beijar, ela já tinha transado há um tempo. Sempre a frente de todos. Mesmo na minha época de micareteira pegadora, eu não chegava nem perto dos índices dela (hahaha).

Isso tudo eu sabia, percebia.
Mas sinceramente ficar mal falada nunca me importou. Por acaso eu deixaria de ser amiga de uma menina com um coração de ouro? Sensível, pura, verdadeira, romântica? Uma pessoa capaz de ajudar até o pior inimigo. Uma amiga que até hoje me mata de rir.
Personalidade forte, determinação, força de vontade, resiliência, coragem, alegria, energia.

Aquela pessoa que bastava me olhar um segundo pra dizer: “Ah, Candy, você tá triste por causa de Tiagay de novo?”
(aguardem um post sobre esse cidadão...).
Que chegava lá em casa de surpresa com uma caixa de chocolate, vários cd´s de Exaltasamba (sim, meus caros, eu já fui pagodeira) e um abraço bem forte. Que me ligava a qualquer dia e hora. Que me dizia verdades que as outras pessoas não tinham coragem. Que sabia que podia contar comigo a qualquer dia e qualquer hora. Que me ensinava química, mas a aula só acabava em gargalhada. Que eu brigava por ela estar acima do peso (éramos ginastas).

As melhores amigas. As maiores confidentes (aliás, a maior que já tive até hoje).

Hoje eu olho para trás e agradeço por eu sempre ter tido personalidade forte e ser pouco influenciável por pessoas que só se preocupam com a vida alheia (inclusive meus pais diziam que ela não era boa companhia ¬¬).

E por mais que não nos vejamos todos os dias (e o dia inteiro, como era antigamente) eu sei do carinho e amizade enormes que existem entre a gente.
Caso ela me veja a 2 quarteirões de distância, ela vem gritando, correndo e com os braços pra cima me dar um abraço e um beijo.

É de pessoas assim que preciso na minha vida.
Obrigada, Amiga!

*Não sei por que deu vontade de falar sobre ela.

terça-feira, 1 de julho de 2008

A Falta Que A ÁGUA Faz

Passei o fim de semana tentando recuperar a pasta com ajuda de Xande (que, aliás, gastou mil horas comigo, tadinho), mas não deu certo.
Bola pra frente.

Parar de escrever besteiras é que não vou, com certeza.
Todo mundo já falou e/ou viveu aquela famosa frase “a gente só dá valor quando perde”.
Alguém já parou para pensar o quão interessante isso é?
O.k., sei que todos já pensaram, mas parece que essa frase teima em se repetir durante nossa vida.

Não, não estou sendo maçante e me referindo à pasta perdida. E sim à água.
“Se referindo à água, Candy?”
Sim.
Dê-me um minutinho que explico.

Essa sexta foram fazer um serviço na caixa d´água da minha casa e para isso foi necessário esvaziá-la e, naturalmente, fiquei uns dias sem água.
A simples ação de abrir a torneira para lavar as mãos teve que ser modificada.
Tomar um bom banho depois de chegar da rua morrendo de calor? Também.
Tudo mudou nesses dias, ficou menos fácil, cômodo e... ahn... digamos... limpinho!

Não podia tomar aquele banho que tanto gosto, abrir a torneira e lavar uma fruta antes de comer, escovar os dentes com facilidade, lavar o rosto etc. Ou seja, tudo mudou.
(Estão imaginando meu banho de cuia? Porque eu estou relembrando aqui... que decadência...).

Apesar de reclamar da situação, eu dava muita risada pelas circunstâncias. Mas eu tinha plena convicção que em poucos dias tudo estaria resolvido e eu teria água normalmente, sem maiores dificuldades.
(agora me imaginem carregando balde de água para o banheiro... ¬¬).

Não estou aqui para levantar polêmicas, nem discussões, nem nada disso. Não sou tão pretensiosa. Apenas quero falar um pouco sobre o que eu pensei durante esses dias.
Como será que um pobre sertanejo sobrevive, ano após ano, dessa maneira?
Como aquelas pessoas, que atendi em uma comunidade carente em 2006, sobrevive se eles precisam descer o morro para buscar um pouco de água barrenta?

Como estará a qualidade de vida da população da minha cidade daqui a poucos anos, já que está boa parte da água contaminada?
Como, daqui a 50 anos, viverão os habitantes desse planeta?
Se tudo continuar como vai, a previsão mais otimista é as pessoas matarem umas as outras por um gole de água (ok... posso ter exagerado um pouco).

Sem dúvida em todas essas situações o homem é criativo o suficiente para arranjar saídas alternativas (assim como arranjei as minhas), mas até quando essa criatividade irá funcionar?

Boa semana!

*Vou respondendo os comentários do post passado aos poucos, mas vou! Aliás, obrigada por cada palavrinha nele.
**Agora já estou limpinha e cheirosa! ui ui ui