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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Ser ou não ser, eis a questão!

Hoje uma amiga nem me disse Oi e já foi contando que não sabia como iria atender a cliente dela (minha amiga também faz o estágio final do curso em psi clínica).

Perguntei o motivo e ela novamente desembestou a falar. Contou que esses dias ficou em casa, tinha desmarcado todos os clientes porque estava com medo de ficar louca.

Contou do fim-de-semana dela regada à muita droga pesada (DETESTO quando ela me conta esse tipo de experiência ¬¬) e que quando, agora que voltou ao normal, está com muito medo de enlouquecer. Fiz algumas perguntas enquanto ela falava, mas ela dizia que não sabia por que estava pensando nisso, mas era a sensação que ela tinha.


Saí um segundinho da Sala dos Estagiários e quando voltei estava outra amiga contando o que fez uma vez que estava muito mal, achando que também ia ficar louca, que achava que todo mundo passava por isso de vez em quando.

A primeira amiga então falou uma frase que ficou na minha cabeça:

“É... acho que todo mundo sente ou já sentiu isso, mas poucas pessoas compartilham”.


E ela estava certa, pelo menos no que diz respeito à mim.

Afinal, a sociedade em si já é patológica e as pessoas são desconfiadas; os “loucos” são mal vistos e nós como sociedade tendemos a querer escondê-lo em um hospital psiquiátrico.

(aqui caberia uma belíssima discussão sobre a desinstitucionalização, sobre a Reforma Psiquiátrica, mas não vem ao caso porque meu blog não é psi, é apenas para besteirol).

Voltando ao raciocínio: em troca de que as pessoas assumiriam que achavam (ou acham) que estavam enlouquecendo? Só para ser tachada como louca, problemática ou sabe Deus mais o que?


Fiquei pensando mais ainda e me lembrei de situações que eu realmente achei que ia enlouquecer. Logo me veio à mente duas situações.

Na primeira, acho que foi em 2006, eu havia brigado com todos da minha casa, estava em pé de guerra com todo mundo e não contava com nenhum ‘aliado’. O auge chegou quando descobri que Erica havia me contado uma mentira enorme (mas boba) no ano anterior. Fiquei descompassada.

“Todos mentem pra mim, não posso confiar em ninguém”. Isso tudo com uma paranóia que vocês não queiram imaginar!

Era eu chorando desesperadamente, com as mãos no rosto e gritando (quando eu digo gritando, é gritando MESMO): “Eu to ficando louca, meu Deus! Eu não quero enlouquecer”.

Fiquei sabe-se lá quanto tempo berrando isso para mim mesma, chorando, desesperada, aos mãos subiam da boca para a cabeça, desciam da cabeça para a boca.

Essa sensação de loucura iminente passou e cá estou eu pagando de doida no meu blog ¬¬


A segunda vez foi esse ano. Eu tive uma crise de ansiedade daquelas, dentro do ônibus em um dia quente, abafado e engarrafado.

Começou a me dar taquicardia, suor frio, um desespero, a vista às vezes escurecia, uma agonia sem tamanho. Uma vontade de descer do ônibus e sair correndo (não dava pra fazer isso porque eu estava longe da minha parada e o sol tava muito forte – lembrando que sou alérgica à sol). Pronto! Fiquei achando que ia ter uma crise de pânico e que iria enlouquecer!

Durou cerca de 30 minutos, mas parecia que era um dia inteiro, tamanho era meu desespero.


Como pode-se ver, não enlouqueci em nenhuma das duas vezes, assim como já devo ter passado mais vezes por esses tipos de situação, mas não me lembro agora.

Sinceramente não sei se 1) Isso é coisa de gente que está enlouquecendo mesmo, 2) Coisa de aluno psi, 3) Todos passam por isso.

Eu sinceramente sou inclinada a acreditar na terceira opção, afinal, de louco todos nós temos um pouco!


Ser louco ou não ser, eis a questão!

_________________________


Selinhos recebidos de: Kelly, Camila, Dora, Rafa, Rosangela, Enxaqueca e Frodo.






Mas esses selinhos são só meus e não vou repassar. E quem disse que não sou egoísta e aparícia? hahahaha

Obrigada, pessoal!

\o/\o/\o/


*ok... sei que ando uma internauta pé-de-chinelo, mas volto a ler e comentar; responder e-mails e aparecer no MSN em breve.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Lei Seca

Eu não costumo comentar notícias, política, economia, leis, nem nada do gênero aqui no blog. Mas hoje deu vontade de falar sobre um assunto que está bem visado e discutido em qualquer esquina, apesar de já estar cansativo e repetitivo: A Lei Seca.


Ela não mudou, diretamente, em nada a minha vida.

“Ah, Candy, isso é porque você não bebe”.

Muito pelo contrário!

Hahaha

Eu bebo sim. O que eu não faço é dirigir porque dirijo mal pra cacet*.

Mas conhecendo como me conheço, tenho quase certeza que não faria essa combinação, mas não quero posar aqui de santa.


Eu já incentivei e ainda incentivo amigas(os) que estão dirigindo, a beber comigo. Faço até uma ‘competição’ pra ver quem consegue beber mais. Eu sei que depois eles vão dirigir, o que eu não sei é o que pode vir a acontecer.

Irresponsabilidade minha e deles.


Não sou tão alarmada com a questão trânsito porque nunca presencie, nem nenhuma pessoa próxima a mim sofreu um acidente desse tipo em que o álcool estivesse envolvido.

Por outro lado, apóio a Lei sim!


Pode ser que venha algum bêbado, suba uma calçada e atropele à mim, à minha família ou à meus amigos. E aí, como fica isso?

Claro que, como diria minha mãe, “tudo que é muito é demais”. Ou seja, ser tolerância zero não sei se é tão justo assim, até pela história do bombom de licor.

Mas eu acredito possa ser ajustado com o tempo.


Agora o que parece estar invertido é o sentido que as pessoas dão à Lei. A preocupação principal, no meu modo de ver, não é (ou não deveria ser) a multa e sim as pessoas terem em mente que a combinação álcool e direção pode ser fatal.


*Em meio a risadas em mesa de bar surgiu a dúvida: “e se eu der uns beijinhos em alguém que bebeu, será que sou pega no bafômetro?”.

Todo mundo tirou onda com essa pergunta, mas no final das contas ninguém sabia responder com certeza a ela. Afinal, se um bombom faz estrago, por que um beijo não faria? Hahaha

**O que me motivou a escrever esse post? Bem, essa tirinha que vi no Orkut de um amigo. Eu simplesmente ADOREI!



Bom fds!

E com muito juízo! Na dúvida chama um táxi, garanto que sai mais barato que a multa, a fiança ou ainda a culpa por ter matado alguém.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A síndrome

Nas últimas semanas eu me deparei com uma Síndrome que me assustou, nenhum professor meu sequer citou a danada em alguma aula (como pode uma aluna de psicologia nunca ter ouvido falar nessa Síndrome?). Fora do mundo psi eu já ouvi falar algumas vezes, achei graça dela, mas nunca imaginei que eu pudesse me tornar sua nova vítima.
Nova?! Que nada! Há semanas que estou com ela.

“Ah, Candy, vai ao psiquiatra tomar um remédio! Se não tem cura, pelo menos deve amenizar”.
E eu apenas respondo que psiquiatra nenhum no mundo pode me ajudar e não é preconceito de achar que esse especialista é ‘médico de doido’, é simplesmente porque ainda não existe um remédio que possa ajudar nessa tal Síndrome.

Dia após dia eu sinto que estou sendo dominada por ela, que ela está ficando dona de mim!
Como eu posso me deixar dominar assim?!

Meus caros, uma Síndrome quando chega faz isso, sinto muito em informar. Mas logo eu? Logo eu que sempre achei que não era propensa a ter esse tipo de ‘coisa’.

Pior que ela tem me distanciado dos meus objetivos, tem me travado em cer
tos momentos, me paralisado, me deixado em quase estágio de delírio. Às vezes chego a me perguntar se o que vejo é real ou não: estou a beira da alucinação!

Caso alguém saiba o que pode me ajudar, por favor não me diga. Não quero saber. Quero viver minha Síndrome de Peter Pan em paz, quero por umas semanas me recusar a crescer e ainda ser criança, quero não pensar que próximo ano ser adulta é inevitável e ser desempregada também. Com licença, mas agora eu quero voltar à minha sala de aula, na 7ª C.
_______________________________________
Selinhos!!! Da Camila e da Jéssica eu recebi esse:



Que eu indico:

Cafeína
Flá
Morena Flor







O outro eu também recebi da Camila:


E vai pra
Branquelo lindo
Auíri
Lile



E ainda da Camila (ai, amiga, assim você me deixa tímida! kkkkkkkkk)


Esse vai pra
Marquinhos
Camila (outra Camila, gente)
Enxaqueca


Muitooo obrigada, meninas!
São lindos!
:D

*Sei que estou devendo comentários, mas prometo visitar todos logo, logo.

domingo, 20 de julho de 2008

Meus Amores IV

Bem, para não deixar vocês à deriva do presente ao somente falar do passado, vou dizer um pouquinho sobre o ‘fim’ de cada desses cidadãos que falei sobre nos posts passados.


Tiagay: Está morando nos EUA, estudando e jogando bola por lá. Não tenho contato há anos. E se depender de mim ele pode virar boneco-de-neve minutos antes de ser engolido pela terra. Tomara que isso não demore a acontecer...


Vinicius: Esse resolveu reaparecer há uns meses, mas da mesma forma que surgiu, sumiu. Está morando no RJ de novo (onde ele tanto gosta) e tenho quase nada de contato. Melhor deixar assim...


Dieguinho: Continua morando em Brasília, está noivo de uma menina linda, nos falamos de vez em quando. Eu sinto como se não precisasse nem conversar com ele, só de olhar e saber que ele está bem, eu fico feliz!


Gabriel: Bem.. é... eu não sei nem dizer! Uhauahuahua

Depois de SMS melosas (que quando eu lembro eu sinto vergonha de ter escrito aquilo kkkkkkkk), muitos 'eu te amo', apelidinhos igualmente melosos, de um ano meio conturbado, mas bom, hoje estamos como quase sempre: em briga! Hahaha


*Ah, uma pessoa não foi citada no aspecto amoroso, mas eu grito com orgulho: Branqueloooo, você me ajudou, com sua amizade, a mudar meu 2007!


Enfim, de 2001 para cá muita coisa aconteceu. Coisas boas e ruins.

Decepções e sofrimentos aos montes. Mas são ‘coisas’ que acontecem. Da mesma forma que sofri por alguns deles, outros sofreram por mim também e essa é quase a lei natural da vida. Não tem como prever. Você pode tomar algumas decisões: Não querer sofrer de jeito nenhum e ser sempre superficial, cair sempre de cabeça em tudo, ou ir indo com cautela, tateando e aos poucos ir se envolvendo.

Eu escolhi a terceira opção.


Hoje tenho 21 anos, acho que vivi pouco nesse sentido amoroso porque me privei durante muito tempo, mas estou bem, feliz, contente e sorridente.


Claro que nem tudo é perfeito e do ano passado pra esse ano a distância física resolveu bater na minha porta novamente e eu como boa anfitriã, abri as portas com um sorriso no rosto.

Se vai dar em alguma coisa séria eu não sei e já deixei de me preocupar com isso, pelo menos pelos próximos cinco minutos...

Vou vivendo agora e o como diria Durval Lelis (eu tinha que terminar fazendo citação à micareteiro): “O que tiver de ser... será!”.


**mas isso é assunto pra um outro post, no futuro...

=X


“Eu quero é pegar essa onda pra ver onde dá

Se você vem comigo amor, prometo te esperar

Mas se não for a hora a gente se encontra em qualquer lugar

Se você vem comigo amor, prometo te esperar (...)”

“Só enquanto eu respirar,

Vou me lembrar de você (...)”

LU! ;*

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Meus Amores III

(continuação)

Em meados de 2006 uma amiga de infância que é muito sincera chega e começamos o diálogo:

Amiga: Candy, e aí, ta namorando?

Eu: Cruuuzes! Vira essa boca pra lá... Deus me livre! (me achando a esperta).

Amiga: Desde Tiagay você nunca mais foi a mesma. Você se fechou para o mundo e fica usando sua desculpa de solteira feliz para esconder tudo que você passou e por não querer correr o risco de sofrer novamente. Ta mais do que na hora de você voltar a viver e deixar de se esconder. Se toca, Candy.

Eu: Ta doida, menina? Não tem nada a ver. Tiagay é coisa do passado.


Muitos meses se passaram até que eu aceitasse que o que ela tinha dito era a mais pura verdade. Que ela não era louca coisa nenhuma e que eu estava me escondendo atrás de uma máscara, que o meu medo de sofrer de novo era muito maior do que a vontade de tentar, que se eu não tentasse de novo eu continuaria sem viver de verdade. Depois de muito refletir, decidi que 2007 seria diferente: virou um dos meus “projetos de ano novo”. E esse projeto não ficaria esquecido na gaveta.


Janeiro de 2007, Erica e eu pegamos uma excursão e viajamos para Bahia, Sergipe e Alagoas.

Sem comentários o que eu aprontei, mas não vamos entrar nesse assunto. Hahahaha

Estava eu em Aracaju, na micareta de lá, quando olho pro lado e vejo um grupo de três meninos de sotaque diferente conversando. Fui lá me entrosar e os conheci (eu não fui falar com eles com interesse em ficar com nenhum deles, apenas socializei). Só sei que conversamos um bocado. Eles são brasilienses (oh não! De novo?).


Eu resolvi ir andar e ficamos de nos ver depois. Nesse meio tempo quando olho para o lado vejo o mesmo menino do dia anterior que fugiu antes de eu tentar abordá-lo.

Eu: Olha, Erica, aquele menino de ontem... (cara de má... hahaha)

Erica: hum...

Eu: Acabei de encontrar minha próxima vítima. Vou lá puxar assunto...

Erica: kkkkkkkkk... você não vale nada!


“Eu vou me perder

Ninguém vai me achar...

Eu vou esquecer quem sou (...)”


Eu: Ei, tira uma foto minha! (abri o mega sorriso encantador)

(ele tira foto pra site)

Menino: Claro!

(tiramos a foto e eu fiquei conversando não sei o que com ele e com o amigo dele e Erica com vergonha... Eis que eu tinha que capturar a presa né? Hahaha)

Eu: e vc, só trabalha é? Não se diverte não?! (cara de má de novo...)

Menino: (cara de espanto e depois risada) Me divirto também... haha

Resumindo, ele disse que estava trabalhando, mas marcamos no bloco. Só que na verdade eu tenho na minha cabeça que ele fugiu com medo de mim!

Uahuahuhahahuaha


Voltei pro bloco. Lá pelas tantas quem me acha? Quem? O fotógrafo?!

Não... os brasilienses.

Resumindo [2], eu fiquei com o moreno baixinho. Diego. Dieguinho.

Fomos embora antes de o bloco acabar e ficamos juntos até as 4:00 da madru (eu ia viajar para Maceió às 7:30...).

Esse menino é tããão encantador que vocês não queiram imaginar!!! Não é encantador querendo conquistar, mas encantador com seu jeitinho fofo de ser (e olha que nem de menino fofo eu gosto).

Viajei pra Maceió totalmente encantada com ele!


Não quero partir,

não posso ficar

Então me diga onde eu vou (...)”


Tudo que eu pensava era como alguém poderia ter me deixado daquele jeito. Muito tempo que não sentia isso.

(e minha irmã se acabando de rir porque antes de viajarmos eu disse pra ela não se apaixonar. Ela retrucou que ela não, mas eu... Respondi que isso NUNCA aconteceria, ia viajar pra aprontar e não pra me apaixonar... ¬¬ hahaha).

Ok... não me apaixonei por ele, mas fiquei bem mexida. Gostei mesmo dele.


Uma semana depois eu estava já em casa, na internet e resolvi procurar no Orkut o fotógrafo. Detalhe que eu não sabia nem o nome dele.

Depois de uma rápida busca eu achei. Gabriel o nome dele. Só que não sabia se ele se lembraria de mim, mesmo assim fui mexer com ele via net. Ele lembrava sim e nos add no MSN. Pronto! Só era o começo de um longo ano.


Quando ele me disse a idade dele pensei: “Ai meu Deus! Vou ser presa por pedofilia!!!”. Passado o susto, achava até engraçada essa diferença de idade, meio Eduardo e Mônica. Um menino que me ensinou que muito mais importante que as diferenças e a distância é o sentimento! Que vale a pena tentar de novo!

Isso tudo sem ele nem saber missa metade do que passei.


Nesse ano de 2007 muita coisa mudou e a primeira pensamento que passa pela minha cabeça é “eu me permiti”.

Nem tudo são flores, não mesmo. Brigamos bastante, chorei, praguejei, senti ciúme, queria bater nele (hahaha). Mas desse ano eu tiro aprendizados muito positivos!


Eu tenho muito a agradecer à Gabriel e todos os meninos que conheci depois dele e que ainda hei de conhecer também deveriam/devem agradecer.

Sim, eu mudei, meus caros!

Sou uma nova Candy.

(e a platéia diz “ohhhh”).


Continuo me divertindo, conhecendo pessoas, brincando com algumas, mas tendo a certeza que eu tenho sentimentos sim, que eu posso me apaixonar, sofrer, cair, mas sei que vou ter vivido!


“Se amanhã não for nada disso...

Caberá só a mim esquecer.

E eu vou sobreviver! (...)”.


E agora em 2008...

(continua e prometo ser a última parte)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Meus Amores II

Continuando...

Nesse meio tempo, em dezembro de 2002, eu conheci Vinicius...

Estava eu, serelepe, em plena micareta quando um moreno, baixinho, do corpo lindo, dos olhinhos apertados, sorriso doce, me puxa. Eu não queria ficar com ninguém (essa foi minha fase pegadora, mas não estava com vontade de beijar mais ninguém naquela noite), mas ao olhar o naipe do cidadão eu pensei “Ah... um beijinho a mais nao mata ninguém”.

Não imaginava eu tudo que iria acontecer.


Depois que beijei o baixinho gostosinho, eu fui saindo, mas ele não me deixou ir embora. Me segurou pelo braço, perguntou meu nome e continuamos juntos. Ficamos o resto do percurso todo juntos (isso é raridade em micareta!).

Marcamos de nos ver no domingo, mas eu passei por todos os lugares possíveis, menos onde eu tinha marcado. Apesar de ter sido tudo muitíssimo bom, não queria encontrá-lo.

Micareta ninguém é de ninguém!


Adivinha o que aconteceu...

Ele me procurou feito doido até que achou. Saímos do bloco e ficamos do lado de fora, conversando e ficando.

Morava no RJ (sotaque...), 19 anos (eu tinha 16), cadete do exército, família de Salvador onde ele passava as férias, bonito, inteligentíssimo, divertido, carinhoso, com atitude, pegada (hahahaha) e um amor de pessoa.

Quando tivemos que nos despedir (os dois com cara de cachorro molhado), ele tomou a iniciativa de procurar por lá caneta e papel. Trocamos telefone e e-mail.

(até hoje eu tenho esse papel guardado, mesmo depois de tudo o que aconteceu...).


Ele me fez prometer que eu mandaria o primeiro e-mail.

Mas para a minha surpresa (!) ele não aguentou a espera e mandou o primeiro. O primeiro de muitos.

Ficamos trocando e-mails não necessariamente melosos, mas e-mails bonitos e com muito sentimento (eu também tenho TODOS os e-mails guardados).

Um trechinho de um dos e-mails:

“É claro que eu lembro do dia que o trio quebrou e a gente ficou tanto tempo fora que o Caju foi embora e a gente ficou, mas tudo bem porque foi o melhor momento do carnatal”.


*eu estava LOUCA pra colocar uma foto dele aqui pra vocês verem que não é exagero meu, mas quero preservar a intimidade do baixinho.

**ele tirou um pouco do foco de Tiago e me fez um bem danado.

***Adoro contar essa história de Vini. Todo mundo que me conhece já a ouviu, mesmo que eu não cite nomes. Se me deixar ficar falando dele, eu falo por horas sem parar. Tem muitos detalhes e muitas coincidências (e elas existem?) que não vai dar pra colocar aqui... quem quiser saber, me pergunta porque eu vou ADORAR contar.


Quando fomos nos ver novamente, dois anos depois, tudo havia mudado. Eu estava diferente, ele também.

Eu, entre outras coisas, não era aquela menina tão doce e boa que ele tinha conhecido. Sofrer por Tiago fez com que eu me fechasse para o mundo. Eu, então, só queria brincar com os sentimentos alheios, era uma forma de eu garantir a mim mesma que não passaria por tudo aquilo de novo.

Entre esses dois anos que demoramos para nos rever, eu namorei e me marcou também. Mas nao vou me ater porque já falei a respeito aqui.

Assim que ele chegou na minha cidade, ele me ligou. Como era bom escutar de novo aquela vozinha cansada e meio rouca que ele tem. *.*


Não sei por que eu fiz certas coisas (quem não vêm ao caso) e ele como era (é) muito ligado, percebeu o que eu estava fazendo e se distanciou.

Ainda tentei voltar atrás, mas não deu muito certo. Eu havia encontrado uma pessoa mais orgulhosa que eu.



"Me deixa voltar eu preciso te amar
Errei, mas hoje eu aprendi 
Prometo não te magoar (...)"


Nessa época ele já era Tenente e estava morando em Maceió.

Pedi desculpas mil vezes, liguei pro seu celular, pra sua casa, falei no MSN, e-mails, SMS, scraps... mas nada! Ele não aceitava nada disso e fingia que não o afetava em nada. Eu já estava quase acreditando quando uma vez eu liguei de madrugada pra ele, chorando (¬¬), bêbada (claro...) e escutei o que eu tanto esperava, apesar dos pesares.


“Faz tanto tempo que te conheço,

Mas você mudou comigo (...)”


Nessa ligação ele me disse com a voz tremida que gostava de mim, sim. Mas que não dava certo investir, que era melhor ficarmos como estávamos.

Então, pouco depois ele veio me contar que estava namorando. Quis sumir, matar e morrer. Mas fui levando, tentando me convencer a deixar tudo isso nos meus anais. Só que eu queria vê-lo feliz e bem, seja comigo ou não.

E sempre que eu ia à Igreja rezava por ele, por sua família, por esse namoro, ou seja, por sua felicidade, mesmo eu não estando inclusa nela.


"Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say (...)"


Ainda chorei e me lamentei aos montes, mas em meados de 2006 (antes tarde do que nunca) eu decidi dar um rumo nisso: apaguei todos os números de telefone que eu tinha dele (dois celulares de AL, um fixo de AL, um cel do RJ e o fixo da casa da família dele na BA), excluí do meu MSN e resolvi seguir em frente, cada vez mais dura e brincando com os sentimentos dos outros e não deixando os meus fluirem.


Em meados de 2006...

(continua)