Hoje uma amiga nem me disse Oi e já foi contando que não sabia como iria atender a cliente dela (minha amiga também faz o estágio final do curso em psi clínica).
Perguntei o motivo e ela novamente desembestou a falar. Contou que esses dias ficou em casa, tinha desmarcado todos os clientes porque estava com medo de ficar louca.
Contou do fim-de-semana dela regada à muita droga pesada (DETESTO quando ela me conta esse tipo de experiência ¬¬) e que quando, agora que voltou ao normal, está com muito medo de enlouquecer. Fiz algumas perguntas enquanto ela falava, mas ela dizia que não sabia por que estava pensando nisso, mas era a sensação que ela tinha.
Saí um segundinho da Sala dos Estagiários e quando voltei estava outra amiga contando o que fez uma vez que estava muito mal, achando que também ia ficar louca, que achava que todo mundo passava por isso de vez em quando.
A primeira amiga então falou uma frase que ficou na minha cabeça:
“É... acho que todo mundo sente ou já sentiu isso, mas poucas pessoas compartilham”.
E ela estava certa, pelo menos no que diz respeito à mim.
Afinal, a sociedade em si já é patológica e as pessoas são desconfiadas; os “loucos” são mal vistos e nós como sociedade tendemos a querer escondê-lo em um hospital psiquiátrico.
(aqui caberia uma belíssima discussão sobre a desinstitucionalização, sobre a Reforma Psiquiátrica, mas não vem ao caso porque meu blog não é psi, é apenas para besteirol).
Voltando ao raciocínio: em troca de que as pessoas assumiriam que achavam (ou acham) que estavam enlouquecendo? Só para ser tachada como louca, problemática ou sabe Deus mais o que?
Fiquei pensando mais ainda e me lembrei de situações que eu realmente achei que ia enlouquecer. Logo me veio à mente duas situações.
Na primeira, acho que foi em 2006, eu havia brigado com todos da minha casa, estava em pé de guerra com todo mundo e não contava com nenhum ‘aliado’. O auge chegou quando descobri que Erica havia me contado uma mentira enorme (mas boba) no ano anterior. Fiquei descompassada.
“Todos mentem pra mim, não posso confiar em ninguém”. Isso tudo com uma paranóia que vocês não queiram imaginar!
Era eu chorando desesperadamente, com as mãos no rosto e gritando (quando eu digo gritando, é gritando MESMO): “Eu to ficando louca, meu Deus! Eu não quero enlouquecer”.
Fiquei sabe-se lá quanto tempo berrando isso para mim mesma, chorando, desesperada, aos mãos subiam da boca para a cabeça, desciam da cabeça para a boca.
Essa sensação de loucura iminente passou e cá estou eu pagando de doida no meu blog ¬¬
A segunda vez foi esse ano. Eu tive uma crise de ansiedade daquelas, dentro do ônibus em um dia quente, abafado e engarrafado.
Começou a me dar taquicardia, suor frio, um desespero, a vista às vezes escurecia, uma agonia sem tamanho. Uma vontade de descer do ônibus e sair correndo (não dava pra fazer isso porque eu estava longe da minha parada e o sol tava muito forte – lembrando que sou alérgica à sol). Pronto! Fiquei achando que ia ter uma crise de pânico e que iria enlouquecer!
Durou cerca de 30 minutos, mas parecia que era um dia inteiro, tamanho era meu desespero.
Como pode-se ver, não enlouqueci em nenhuma das duas vezes, assim como já devo ter passado mais vezes por esses tipos de situação, mas não me lembro agora.
Sinceramente não sei se 1) Isso é coisa de gente que está enlouquecendo mesmo, 2) Coisa de aluno psi, 3) Todos passam por isso.
Eu sinceramente sou inclinada a acreditar na terceira opção, afinal, de louco todos nós temos um pouco!
Ser louco ou não ser, eis a questão!
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Selinhos recebidos de: Kelly, Camila, Dora, Rafa, Rosangela, Enxaqueca e Frodo.

Mas esses selinhos são só meus e não vou repassar. E quem disse que não sou egoísta e aparícia? hahahaha
Obrigada, pessoal!
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*ok... sei que ando uma internauta pé-de-chinelo, mas volto a ler e comentar; responder e-mails e aparecer no MSN em breve.











