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sexta-feira, 6 de março de 2009

Pura sensatez!

Imagino que todos já estejam cheios de ler/ouvir/assistir sobre a menina de 9 anos que estava grávida de gêmeos, engravidada pelo próprio padastro, mas não posso deixar de falar ao menos um pouco sobre o assunto.

Poderia ficar aqui citando as consequências de um abuso sexual para uma criança, uma gravidez, um aborto etc, faria minha parte como psicóloga (sim, meus caros, eu me formei!).
Porém, definitivamente, hoje vou falar como pessoa (psicólogo não é pessoa?) que está a par dos acontecimentos.

Revoltante, dá nojo e vontade de maltratar esse padrasto infeliz!
Vontade de torturar mesmo! Que vá às favas os Direitos Humanos, a Justiça e o diabo que seja! Uma pessoa desse tipo não merece nem simplesmente morrer, merece sofrer muito antes!

Equiparado ao traste do padrasto, está a Igreja Católica.
Excomungar a equipe médica que está protegendo (fisicamente!) a coitada da criança? A mãe? E o pior, a criança que já sofreu todo tipo de violência?
Meu Deus, uma criança?!

Sei que aborto é um tema polêmico (tenho minha opinião, igualmente polêmica), que a Igreja considera um crime (na Justiça o processo ainda corre) e blá blá blá, mas espere aí! Excomungar uma criança?!

Nesta sexta-feira (6), o arcebispo disse que o padrasto, suspeito de violentar a menina e ser pai dos bebês, não pode ser excomungado. "Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão", afirmou Sobrinho. "Esse padrasto cometeu um pecado gravíssimo. Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente."

Sim, me considero católica, mas sou absolutamente contra algumas de suas posturas e essa do aborto/excomungar, é uma delas!
Isso é o amor e compaixão que a Igreja prega?
Vá se catar!

Só tomara que essa criança tenha apoio familiar, social e profissional para que, com resiliência, consiga ultrapassar esse momento com o menor sofrimento possível.
E que o padrasto... ah, bem... que esse morra e vá pro inferno!
Sobre o padre eu prefiro nem comentar mais.

domingo, 1 de março de 2009

Viva o Brasil e seu carnaval!

Candy em pleno sábado a noite em casa.
E quem disse que todos esperam algo de um sábado a noite?
Ela resolve ligar a televisão para ver se algo prende sua atenção e a distrai. Passa uns canais de vendas, tem vontade de comprar tudo, mesmo sabendo que é picaretagem.
Até que para na Band. Pra quê?!
Indignação!

Meus caros, podem me chamar de careta, moralista, do que quiser, mas não venham me dizer que andar nu por aí é normal, bonito e aceitável!
Na Band estava passando o desfile das campeãs do RJ (acredito eu) e a primeira cena que eu vi foi uma mulher com TUDO de fora.
Ah, tenha dó, né?

Gosta de andar seminua? Beleza. Anda em casa.
Não sou obrigada a ver ninguém com tudo balançando por aí.
“Ah, Candy, a opção de ligar a televisão ou ir assistir ao vivo o desfile, é sua”.
Sei, concordo. A opção é minha.
Mas será que sou eu vejo coisa errada nisso?

Suponhamos que amanhã com o carnaval já findo, eu resolva sair nua pelas ruas, coberta apenas com uma pluminha.
O tratamento dado a mim será o mesmo?
Am ham....

Ah, então deixa ver se eu entendi: o carnaval é a época que se pode fazer tudo que se tem vontade o ano todo e não é feito, no carnaval TUDO é permitido.
Ok, entendi.
¬¬

E ainda reclamam que o Brasil só tem fama de futebol, carnaval e mulher.
Vitrine da prostituição.
Tenha dó![2]

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Educação, que educação?!

Eu prezo pela educação e não é novidade, a considero primordial assim como a saúde, por exemplo. Tenho plena convicção de que a minha foi falha em alguns pontos. A cidade falhou. O colégio falhou. O curso falhou. Os professores falharam. Meus pais falharam. E, principalmente, eu falhei. Todas essas falhas em meu percurso renderiam um post todo, não é essa a intenção.

Hoje, por motivos que não vêm ao caso, assisti aula em uma escola estadual pela primeira vez. Cheguei atrasada e estava no final da aula de matemática. Assim que sentei e olhei as informações no quadro, respondi mentalmente a questão. A sala inteira estava parada quase sem respirar, tentando encontrar a solução. E olha que isso foi só o começo!


*exercício era esse: Uma escola tem 30 meninas. Vinte e uma crianças ruivas. Quatro meninas são ruivas. 13 meninos não são ruivos. Quantos meninos há na escola?
(Y)

Essa situação me fez refletir um bocado. Naturalmente, não sou avoada e sei da precária situação da educação no meu país, região e estado. Mas me deparar com isso é deprimente! Fiquei me colocando no lugar daquele professor lá na frente, que não consegue transmitir uma informação das mais básicas. Desestimulador. Desesperador.

E me fez pensar se o mundo realmente tem alguma chance de ser um mundo melhor, como uma pessoa idealista como eu pensa.
Sem educação e oportunidades igualitárias, acho bem complicado isso acontecer.

Enfim... falando em educação, vocês sabem que estou me formando, então resolvi no próximo post colocar uma foto do meu convite e talvez uma foto minha (eu acho...).


Ah, quanto ao carnaval, o meu foi super animado, em casa! ¬¬
Hahaha

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Despedidas

Eu acredito que despedidas sempre são um pouco difíceis. Mesmo quando a despedida foi de uma dor, um pouco de masoquismo talvez. E como fugir delas? Bem, elas existem e sempre vão existir, pode-se adiá-la, mas não aniquilá-la. Faz parte da vida, da renovação.

Quando eu falo de despedida refiro-me à todos os âmbitos e situações: despedida de pessoas que moram longe, as que morrem, as que precisam partir (mesmo que não concordemos), as que vão sem olhar pra trás; despedida de roupas e sapatos antigos que não cabem mais, que estão surrados e desbotados; de um visual antigo; de situações que nos trouxeram felicidade e conforto; de uma viagem idealizada que não aconteceu; de um programa de televisão que não existe mais; do corpinho enxuto dos 15 anos; do beijo de língua e do sexo que estamos acostumados. Despedidas, despedidas, despedidas. Sempre.

Para algumas há tempos de se preparar. Outras acontecem quando menos esperamos e nos chocam, nos deixam sem chão. As vezes aceitamos, as vezes não. Tempestade com trovoada ou chuvinha de verão, não interessa. Elas acontecem.

Quando paro para me olhar no espelho vejo como o tempo tem passado e, com frequência, rápido demais. Chego a me sentir nua, por tudo que tenho deixado no caminho, por tudo que tive de dizer tchau. E, olha, a fase atual não tem sido das mais fáceis! Tudo acontecendo numa velocidade frenética, assustadora.

É uma faculdade concluída, amigos 'esquecidos' no percurso, possibilidade de viver longe da família, a vida de simples estudante no passado, a adolescência e inconsequências pretéritas... despedidas e mais despedidas. De um marido, de um paquera que achava que ia e não foi, de um quase namorado que eu achava que ia durar muito. Do meu remédio que não faz mais efeito. Da minha inocência. Do meu rosto de menina. De hábitos alimentares. De uma vida de atleta. De uma forma de escrever. São tantas mudanças que chegam a me deixar desnorteada.

Nem todas as despedidas eu aceitei ou tive tempo de digerir ainda. Talvez nem consiga. Faz falta, magoa, traz sofrimento, saudade. Não, não é fácil e, infelizmente, eu não posso controlar tudo. Então, decreto que fechei pra balanço.

Não quero pensar agora em trabalho, faculdade, formatura, amigos e, principalmente, em amor.
Amanhã talvez, hoje não.

“Pois então vai... A porta esteve aberta o tempo todo... Sai.O que está esperando? Você sabe voar”.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pensamentos Soltos [3]

“Deixa, deixa eu dizer o que penso
Dessa vida...
Preciso demais desabafar (...)”

Acho que todos nós já paramos, em algum momento, para nos perguntar se o que estamos fazendo é certo, se tem valido a pena, se devemos continuar assim ou mudar.
Assim estou eu nos últimos dias. Muitos pensamentos têm passado (como sempre ¬¬) pela minha cabeça, mas tem um que é recorrente.

Valer a pena eu acredito que tudo valha. Afinal, mesmo que tenha sido ruim serviu para saber que não se quer mais isso para si.
A questão é ficar se perguntando se é mesmo isso aí, se isso está certo, se é ficar dando murro em ponta de faca.
Pior é se questionar se deve continuar nesse caminho ou se chegou a hora de desviar e procurar outros rumos.
Acostumei-me a, nessa situação, ir vivendo meio que só sentindo e passando os dias. Somente quando algo sai dos conformes é que me dou conta que talvez não seja isso mesmo, talvez não seja tão bom assim, talvez não seja verdadeiro, talvez não seja real.
E não tem nenhum oráculo para me responder... o oráculo se chama: eu.

Acho que eu tenho a resposta, racionalmente falando.
Mas... e se não for isso mesmo?

Mas não! Esse pensamento já ocupou minha cabeça a semana toda. Ele não vai estar aqui no meu fim de semana. Sim, meus caros, esses dias prometem. ;)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Livro e filme

Certo dia eu estava passeando em uma livraria e me deparei com um livro que me chamou muita atenção. Fui lá, peguei, passei a mão, abri, passei as folhas, senti o cheiro (?) e fiquei encantada com o que eu encontraria naquela leitura.
Já tinha ouvido falar do livro, ele está na lista dos mais vendidos, mas só depois de me deparar com ele foi que tive certeza que eu precisava lê-lo.

Um tema que muito me encanta, o Nazismo. Não por achar correto, claro. Mas pelo o que ele significa em nossa história e como uma Nação se rendeu à um bigodudo maluco. Porém não é bem sobre isso que quero falar hoje.

O Menino do Pijama Listrado de John Boyne:
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. “O Menino do Pijama Listrado” é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Eu criei muita expectativa diante dessa leitura (apesar de ter lido algumas críticas que não falavam tão bem, mas isso é bem relativo) e acho que foi isso que me decepcionou tanto.
Não, o livro não é ruim.
Em alguns momentos me emocionei. Mas o que mais pensei ao longo da leitura foi sobre como as nossas experiências nos proporcionam crescimento.
Bruno por ter tido uma vida mais “fácil” do que Shmuel (o menino judeu), tem uma infância mais inocente, com sonhos e fantasias. Enquanto Shmuel sofre com sua realidade em um campo de concentração; visões de mundo tão diferentes para crianças da mesma idade.

Resolvi também assistir o filme.
Apesar de Jessica (e tantas outras pessoas) ter falado sobre não se comparar nunca um filme com um livro (uma espécie de cada um no seu quadrado) acho inevitáveis as comparações.
Sou suspeita para falar, pois adoro ler e acredito que o livro é sempre mais rico porque nos faz imaginar cada pedacinho. Mas preferi o livro, com muitos mais detalhes e onde mostra com mais intensidade a inocência de Bruno.
Porém, o filme em suas ultimas cenas me fez engolir seco.
Muito mais do que no livro.

Enfim, terminei livro/filme com uma única indagação na cabeça: que diabos de mundo é esse que permite essas atrocidades?!
Surreal!

Ah, indico o filme e o livro. Não tanto quanto gostaria, mas indico.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Já quis ser...

Eu já quis ser nutricionista.
Cantora.
Atriz.
Eu já quis mudar o mundo.
Ser presidente. A única política honesta do Brasil.
Eu já quis ser uma mosquinha.
Eu já quis ser hippie.
Não ter ambições. Não ter vaidades.
Ser surfista, quem sabe.

Eu já quis ser aposentada sem nunca ter trabalhado.
Ser filhinha de papai e não ter responsabilidade.
Eu já quis mudar o mundo de novo.

Ser menina de rua não era má idéia.
Uma juíza honesta também não.
Uma neta mais presente e amorosa.
Fazendeira, cuidando de plantas e animais.
Ser esposa, mãe, pura proteção.

Ser freira não passou longe de meus planos.
Dedicar minha vida à Cristo.

A vida deu muitas voltas e não me tornei nada disso.
Talvez se esse círculo girar mais, eu posso ser uma delas.
E quem sabe, não é mesmo?