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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Parabéns, VidaEscrita!

Há um bom tempo eu vinha pensando em criar um blog e expor um pouco dos meus pensamentos, mas sempre ia empurrando com a barriga.
Até que certo dia, sem mais nem menos, criei meu primeiro blog.
Foi há exatos dois anos.

Com ajuda do blog (e ajuda de alguns amigos, naturalmente), eu consegui me manter sã, durante alguns momentos mais críticos dos últimos tempos; pude dividir momentos engraçados e arrancar algumas risadas dos leitores; mostrei minha real essência, sempre precisar esconder meus sentimentos, por piores que as vezes eles parecessem.
E o principal! Fiz amigos, criei laços, ajudei a mim mesma a me estabelecer melhor nesse mundão confuso.
Aliás, um dos primeiros nomes do blog (se não o primeiro), foi “êêê vida confusa!”.

Cá estou eu, dois anos mais velha, mais madura, mais vivida (papo de velho...). Não com menos dúvidas e não menos confusa, mas os conflitos e vivências são outras, a vida passou e até rápido demais como costumo falar.
O bom de ter passado dois anos é que eles não passaram em vão, eu soube tirar proveito deles e o blog tem muita participação nisso.

E tudo isso aqui é minha cara mesmo.
É minha vida que está sendo escrita, são meus momentos que estão sendo registrados, minha evoluções, dores, superações. Enfim, minha vida!
E com a participação de vocês, amigos blogueiros, que só fazem com que tenha vontade de continuar mais dois anos e mais dois e dois...
Obrigada!

E parabéns ao meu blog, ao meu VidaEscrita que já virou minha marquinha.

E só para concluir, deixo duas perguntas pra participação de vocês:
- Como você vê o VidaEscrita?
- Como você vê Candy?

Que venham mais biênios.
:D

*Alguém aí quer criar um lay e me dar de presente, hein?

domingo, 3 de maio de 2009

Música da Semana

Faz muito tempo que música não aparece por aqui!
Então, a musiquinha da semana é uma que assim que eu escutei, sorri e achei muito parecida comigo! :D (não ao pé da letra, vai...).
*Quem quiser baixar, aqui. Assistir o vídeo, aqui.

Ela disse
(Marcelo D2)

Esta é uma história de quem sempre persiste.
É que malandro que é malandro nunca desiste.
Cabeça feita de um jeito ou de outro.
Mas o corpo fechado como qualquer caboclo.
E não importa se é de noite ou de dia,
que vagabundo com estilo é sempre na picadilha.
O que aconteceu foi mais ou menos assim ó,
O que eu vou te contar foi o que ela disse pra mim.

Quer subir, ela disse pra mim
Quer ficar, ela disse pra mim
Vai com calma, vai.
Ela disse pra mim
Por amor ou besteira,
foi que ela disse pra mim.

Aí eu disse, me interessa, cheio de boa intenção e disposição a beça.
Num bate papo sem jogar fora a conversa.
Se a intenção é a mesma me diz, pra que a pressa.
Eu disse que gosto disso, ela disse eu também.
Disse que gosta daquilo, ela disse eu também.
Parece até que a gente se conhece há um tempo,
O bagulho ta esquentando neguinho vai vendo.
Aí foi, uma taça de vinho, sem problema algum,
Uma fita no sozinho e aperta mais um.
No começo é aquele papo de sempre,
Comigo é diferente, comigo é diferente.
Todo mundo no vermelho, cumpadi é isso.
Muito tesão, pouco compromisso.
Falo besteira e ela sorriu pra mim,
Porque o que aconteceu foi mais ou menos assim ó,

(Refrão x2)

Aí eu disse:
Tchuruptchru, Tchuruptchru,Tchuruptchru,
Tchuruptchru,Tchuruptchru, Tchuruptchru,
Que coisa boa aquele beijo na boca,
Eu fiquei louco e sei que você também ficou louca.
Foi uma noite especial pra gente;
Foi bom pro coração e alimentou a mente.
Não acredito que alguém sinta por você o que eu sinto agora,
Vamo simbora, vai por mim.
Balanço de amor é assim,
Agora ela fala todo dia pra mim no pé do ouvido.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Não tem mais como adiar, é chegado o momento

Há situações que de tão dolorosas, por trazerem tanto sofrimento e angústia, preferimos nos esquivar. Simplesmente jogamos para debaixo do tapete sem a menor cerimônia (e não é covardia, é porque não estamos prontos para encarar) ou ainda fingimos para nós mesmos que superamos. Mas que nada! A dor ainda está lá igual a dor de dente: começa lentamente, você toma um analgésico, acha que resolveu e continua seguindo em frente. Poucos dias depois a dor volta, você vai aumentando a dose de dipirona, negando a existência de qualquer conflito, quer sempre resolver sozinho. Até que chega o momento em que a dor é tão lacerante que tudo que lhe resta é assumir a dor, gritar, pedir por socorro e encarar que os fatos existem e que você não pode mais negá-los. Não adianta mais mentir para si mesmo e viver como se a dor não existisse. O caminho agora é achar uma forma de acabar com o que dói ou aprender a conviver com ela.

A medida que vai-se habituando a dor, é como se você estivesse dentro de uma casa, com janelas e portas fechadas. Tudo que te causa dor você deixou lá fora há sabe Deus quanto tempo. Porém, chega um momento que as lembranças, a dor, o sofrimento e tudo que você negou por tanto tempo, começam a forçar a porta, empurrar as janelas. É tudo querendo voltar com força total à sua vida para que, dessa vez, tudo possa ser melhor resolvido.

O desafio foi lançado e você não tem mais como fugir. É hora de vestir a armadura, colocar a máscara, segurar a lança e esperar a porta ser arrombada. Está iniciada a batalha! De um lado está você com seus medos, fraquezas e ansiedades e do outro, seus pesadelos e a bola de neve que você criou ao longo do tempo.

Quem vai ganhar a batalha?
Não faço a menor ideia, só espero que eu possa ganhar a guerra entre meu lado que eu teimo em renegar e eu.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

As diferenças

Li no blog de Gaby sobre estética, preferências pessoais, etc. E fiquei pensando, pensando.
Interessante como o que achamos atraente ou repulsivo possa mudar tanto. Eu sempre tive horror a gente gorda. Generalizava que todo gordo é suado, fedido, mal amado. “Gordo só faz gordice”. Preconceito total e eu tinha consciência disso, mas não conseguia me aproximar muito de pessoas assim.
Até que fiquei muito amiga de uma gordinha e hoje eu digo que ela é minha segunda mãe (ela fez redução de estômago por questões de saúde e hoje é magra).

Meninos eu sempre preferi os morenos magrinhos ou um pouquinho fortes. Nada de couro e osso e nada de só músculos. Salientando que eu sempre detestei barriga mole, grande. Iecow! “Eu tenho a barriga sequinha, me cuido e vou querer um barrigudo?”
Meu primeiro namorado é branco e tem barriga.

Altura. Adoro pessoas “altas” (entre aspas porque o que é considerado alto aqui no Nordeste é baixinho no Sul). Apaixonei-me perdidamente por um que deve ser mais alto que eu uns 5cm.

Cabelos cacheados são lindos! Adoro!
E sem falar que acho patético todo mundo ser igual só porque a moda é ter cabelo liso. No começo desse mês fiz escova definitiva.

Gays. Nunca tive aquele preconceito de sentir nojo e de querer fora do meu círculo. Mas também fazia piadinhas maldosas.
Hoje tenho várias amigas gay e bi.
Total aceitação.

Mentiu pra mim? Sai correndo porque não quero mais te ver na minha vida”.
Continuo achando mentira o fim (como falei no post passado), mas já passo a ir aceitando (ou me conformando...) com algumas pessoas que agem assim.

Meninos mais novos? Nem pensar!
Nunca tive vocação pra trabalhar em creche.
Precisa eu comentar que minha última paixonite (aqueeeela que contei há 3 posts...¬¬) ele é mais novo que eu quase 4 anos?

Forrozeiros são abomináveis.
Nem acho. Continuo não sendo fã, mas até escuto se eu tiver em um churrasco e não tiver outra coisa pra ouvir.

Andei estudando hoje e li que a medida que a pessoa vai aceitando mais a si, passa a aceitar melhor os outros e a conviver melhor com as diferenças que tanto existem no dia-a-dia. E é isso que eu acho que tenha acontecido.
Eu continuo preferindo gente magra, alta, morena, dos cabelos não lisos, etc. Só que aceito quem não é assim. E outra coisa, acredito que passemos a aceitar as pessoas quando existe um sentimentozinho chamado Amor (lá vou eu de novo nesse assunto).

Minha amiga gordinha não seria minha segunda mãe se não existisse amor. Eu não teria namorado meu ex se não o amasse. Não teria aceitado a diferença de idade da ex-paixonite se não gostasse dele.
Então, meus caros, de novo, o amor é o caminho e a solução.
Tenho dito.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ela ainda existe!

Pureza.
Algo difícil de achar hoje em dia. Na verdade, acredito que não seja uma questão de busca e sim de encontro.
Não se procura a pureza, nos encontramos com ela onde sinceridade, verdade, simplicidade e limpidez convergem-se.

Ou se é puro ou não é.
É simples assim.
Ser puro não é ser ingênuo, tonto, desorientado, patético. Pensar assim é até um insulto à pureza que anda tão anuviada.

E, à medida que vou vivendo e conhecendo as pessoas, mais sinto minha pureza indo embora. Deparo-me com tantas mentiras, traições, trapaças...
Isso acontece no meu mundinho e no mundão. Tem certos crimes que fazem com que eu fique parada na frente da televisão, incrédula.
“Não é possível que alguém tenha feito isso”. E quando penso isso não é a indignação que aparece antes, e sim a incredulidade mesmo, parece irreal. O caos está instalado e nem nos damos conta.

Quando volto ao meu mundinho, vejo que as coisas não são tão diferentes assim. Podem ser menos trágicas e mórbidas, mas não deixam de ser nubladas.
São mentiras tão desnecessárias. Mentiras que não mudam o rumo da minha vida e nem colocam a vida de ninguém em risco, mas que decepcionam, magoam e o pior, suscitam a dúvida, plantam a desconfiança.
Como acreditar em alguém que mente nas circunstâncias mais bobas?
Perdoo porque amo e porque são pessoas imprescindíveis na minha vida, mas poxa...

E aí chegamos a outro ponto, sermos ‘contaminados’ por situações e pessoas assim.
Eu conservo, não sei bem como, um pouco de pureza e não pretendo jogá-la fora. Não mesmo. Quero continuar acreditando nas pessoas, no mundo, nas boas ações, na bondade das pessoas. Em gestos genuínos.
Esse sim é meu mundo, essa sim é Candy.
Por mais que eu seja um tanto desconfiada com as pessoas, o pinguinho de pureza que tenho, prevalece.



“Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena”. (Mario Quintana)


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Selinho recebido há séculos.
Obrigada, meninas! :D

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ah, o amor!

Essa semana assisti filme no cinema e a temática é basicamente a mesma: Amor.
Não importa se o filme é de guerra ou se é água com açúcar, o objetivo final é sempre o amor. Ou ainda as pessoas se movem através do amor, seja declarando-se para a amada, seja dando sua vida para salvar a do seu filho.

Já perceberam que ele é o tema que mais se repete em qualquer lugar, em qualquer época? Arriscar-me-ia a dizer que ele é o motor do mundo.
Não, não é dinheiro, fama, poder. É o amor que move o mundo!

Seja aquele amor pelo seu namorado que te faz conversar com ele até às 3:00 da madrugada mesmo sabendo que precisa estar de pé às 6:30.
Ou talvez aquele amor pela profissão, que te faz trabalhar até 50h por semana, por um mísero salário, mas que você sabe que está fazendo o bem para uma comunidade carente.
Quem não conhece o famoso amor de mãe? Daquele que a mãe fica ao lado da cama quando o filho está doente, que oferece (sem pedir nada em troca para si) tudo que tem em troca da felicidade de sua cria.
Em falar em cria, e aquele amor pelo seu cachorrinho fofo?

Há quem diga que ama o amor.
Ama poder dizer que ama, ama sentir o amor, ama buscar o amor, ama saber que o amor está chegando.
Amores.
Dos mais diversos tipos, pelos mais variados ‘objetos’.
Amor que te da forças para fazer coisas inimagináveis.

E é por ele, pelo Amor, que eu me levanto todos os dias. Amor pela minha vida, pelos meus sonhos e planos. Amor pela minha família, pelos meus amigos.
Amor por mim.

Ah, sempre o amor! Nos rodeando o tempo todo, mesmo quando estamos tão anestesiados que não podemos senti-lo.

*post meio... meio... meio tosco mesmo, mas surgiu depois da sessão de hoje da psicoterapia. Se falamos de amor nela? Não, meus caros, a palavra amor não foi nem sequer pronunciada.

domingo, 5 de abril de 2009

News

Passei pra contar alguns dos últimos acontecimentos, alguns esclarecimentos, um pouco de satisfação mesmo. Escrevi aquele post de terça (que deve ter deixado muita gente puta e com os olhos arregalados, como eu) e depois sumi.
Mas voltei. \o/

Escrevi aquilo ali praticamente no momento que aconteceu, quando tudo ainda era uma mistureba de sentimentos, lembranças e dúvidas (dúvidas que vão sempre existir porque não vou tirar a história a limpo de jeito nenhum!).
Fiquei revoltada durante algum tempo, chorei, esmurrei a cama, comi chocolate (santo chocolate!), desabafei no blog e para minha irmã e a vida continuou. Eu não podia simplesmente me dar ao luxo de parar minha vida por causa disso.
Fui pro telefone resolver algumas questões pendentes, mesmo que as lágrimas ainda insistissem em cair. Depois dormi um pouco e quando acordei, já era outra Candy.

Parece brincadeira misturada com mentira e orgulho ferido, mas estou bem. Muito bem. Aliás, na própria terça a noite eu já estava bem.
Uma salva de palmas pra minha terapia!
Claro que ainda magoa falar sobre isso, ainda fico confusa, mas a vida continua e eu não somente sei disso (racionalmente falando) como também sinto isso.

Ainda é muito estranho perceber o quanto eu tenho mudado em tão pouco tempo. Até assustador, como eu disse em algum outro post.
Eu e minha vida temos mudado tanto e em tão pouco tempo que, às vezes, me sinto nua por tudo que está ficando pra trás.
Se fosse a Candy antiga, teria morrido de chorar na terça, não teria conseguido sair da cama, teria ficado sem comer nada (ou comendo tudo) durante um bom tempo. Era tudo muito exagerado, muito intenso, muito louco, muito frenético.
Tudo ou nada. Sempre foi assim pra mim. Mas estou conseguindo (não me perguntem a fórmula porque eu JURO que não sei) achar um meio termo, uma coisa menos aloprada e mais consistente.

Pensar nesse assunto de ser menos intensa, de estar mudando e assustada com tanta mudança, me fez passar horas filosofando e outro dia eu coloco essa filosofia fajuta aqui no blog.
Inclusive, fiquei com medo de estar ficando sem sentimentos, vazia, oca, sem emoções. Mas não! É somente a forma de sentir que está sendo modificada e pelo que tenho visto, modificada pra uma forma na qual eu sofro bem menos.

Em outros tempos, eu faria uma dessas duas coisas:
- Resolveria passar um longo período sem farras. Ficaria meses em casa sem ir à uma festa, não ficaria com ninguém e não teria vontade de me relacionar com mais ninguém.
- Cairia na farra com força total. Iria à todas as festas, beberia muito, ficaria com vários meninos, me divertiria com os sentimentos de todos eles.
Dessa vez eu não fiz nada disso. Senti vontade de ir ver uma amiga cantar em uma boate bem legal daqui e fui. Bebi só um pouco (2 latinhas de cerveja), dancei, cantei, sorri, mexi com algumas pessoas e me diverti. Cheguei em casa quase de manhã.

Claro que é impossível não lembrar e fingir que nada aconteceu. Eu sei que aconteceu, algumas músicas ainda mexem comigo, mas a vida é isso mesmo.
Ontem, por exemplo, quando eu estava no meu auge e minha amiga disse no microfone que ia cantar Los Hermanos, me empolguei mais ainda (aqui as bandas raramente tocam Los que eu adooooro). Só que a música não poderia ter sido pior pro meu momento.
“E até quem me vê...
Lendo jornal,
Na fila do pão...
Sabe que eu te encontrei (...)”.


Alguns meninos mexeram comigo, se apresentaram (teve um que me arrancou boas gargalhadas), pediram pra dançar, mas eu sei que ainda está cedo e eu não estava no clima de paquera, ficada, pegação.
Cada coisa no seu tempo, mas pelo que estou sentindo esse período do luto, não irá demorar.

Cantei Los com um pouco de angústia, mas logo veio a última música do show que não poderia ser melhor e que me arrancou um sorriso verdadeiro e gostoso:
“Eu vejo a vida melhor no futuro,
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia
(...)
Eu vejo um novo começo de Era
De gente fina, elegante e sincera (!)
(...)
Vamos viver tudo que há pra viver,
Vamos nos permitir”.

Eu vivi, tentei, me permiti. E não acaba aqui. Vou continuar vivendo, tentando e me permitindo.
E é assim que termino esse post. Existe forma melhor?!
Não, né?
\o/

*Subloquei uma sala para fazer meus atendimentos. Faltam só os clientes agora. Hehe
**Muito obrigada a TODOS vocês, de coração mesmo, pelos comentários. Na verdade quando escrevi, não estava somente querendo expurgar uma dor, estava querendo compartilhar, dividir esse momento com cada um de vocês. E o principal, ‘escutar’ vocês. Confesso que contei, desde que escrevi, com o comentário/apoio/opinião de algumas pessoas. Duas simplesmente sumiram, não sei se leram ou não. Mas três (sei que vou ser injusta em citar só três) não só apareceram, mas como deixaram um pedacinho MUITO verdadeiro de si (assim como eu estava precisando). Obrigada a Kari, Marquinhos e Intense.
Realmente muito obrigada!