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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu volto!

Definitivamente viver sem computador, nos dias de hoje, é um absurdo!
Me senti uma excluída digitalmente.
Calma, calma, meu pc já voltou e logo consigo atualizar tudo, visitar todo mundo, dar o ar da minha graça.
E, ah, acho que volto com algumas novidades!
:D

Bom fim-de-semana, queridos!
;)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Síndrome dos vinte e tantos.. trinta e poucos...

"A chamam de 'crise do quarto de vida'.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.

As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.

Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.

Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.

Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.

Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a).

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.

Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele.

Todos nós que temos 'vinte e tantos' ou 'trinta e poucos' gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...

Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16...Então, amanhã teremos 40?!?! Assim tão rápido?!?! FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE!".

___________________

Li esse texto aqui na internet e não sei quem escreveu. Sei que terminou falando muito do que tenho pensado há vários e vários meses... Não concordo com tudo, inclusive, a melhor fase da minha vida foi na faculdade, com cerca de 18 anos.

Eu não poderia mesmo imaginar, há 6 ou 7 anos, que cair na farra todo fds, beber e não saber o que estava fazendo, ficar no meio da multidão ou que minha melhor-amiga-do-ano, seria tão sem sentido. Que eu mudei, que é muito mais gostoso sair com os amigos mais chegados, apenas uma cervejinha mais de leve, festança só de vez em quando, um menino que eu nutra ao menos um sentimentozinho é bem mais interessante que o mais bonito do colégio que nem me vê.

Algumas amigas, as mais farristas, têm me chamado de "velha". Eu sorrio e concordo que envelheci. Porém, não é a questão de envelhecer que me vem mais à mente, eu mudei e é isso. Não dizem que a mudança é a lei natural da vida? Pois é, eu mudei e continuarei mudando até o fim dos meus dias.

domingo, 31 de maio de 2009

E daqui a cinco anos?

Hoje foram divulgadas as cidades brasileiras que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Tanto minha cidade natal quando minha cidade de coração estão entre elas.
Eu, sinceramente, fazia coro contra. Acho desperdício de dinheiro, vai existir muito desvio sem a menor dúvida e também acredito que essa verba poderia ser melhor investida. Mas não foi só por isso que fui contra, vem também a parte do transtorno.

Na época de construção da estrutura física necessária, haverá transtorno. Imaginem no mês da Copa!
Caos definirá a cidade. Transporte, segurança, lixo, tumulto, gringo (sim, sou da ala que olha torto para os gringos, por mais que eu saiba que apenas uma menor parcela vem atrás do turismo sexual e que eles trazem muita verba pro Brasil), etc, etc, etc.
Só que aí pensei: Ah, mais daqui pra 2014 eu não estou mais morando aqui em Natal, já vou ter saído de casa e ido pro sul.
(ok, Curitiba e POA também foram escolhidas, mas não vem ao caso agora)

Faltam 5 anos pra Copa no Brasil.
Parece muito tempo, mas passa rapidíssimo. E pensar nisso me deu um certo medo. Não, não foi medo do desconhecido. Foi medo de não conseguir realizar meus sonhos, objetivos, de tudo que imagino pra minha vida não passar de apenas ilusão.
Quem já conversou um pouquinho mais comigo, sabe que eu tenho pressa com a vida. Quero viver agora, sabe Deus se estarei viva amanhã.
“Tudo acontece no seu devido tempo, Candy”. Ok, concordo. Mas mesmo concordando, não consigo pensar assim, eu QUERO viver agora, eu PRECISO viver agora.

Então, daqui a cinco anos estarei com 27, parece tão longe, tão irreal... porém é algo que está muito perto e o relógio não para de correr.
Eu realmente quero estar longe daqui a 5 anos, mas e se não for nada disso? Se meu futuro não for nada do que eu penso e sonho?
Não quero estar aqui, parada, no mesmo lugar, estancada, quando a Copa chegar.
Tenho muitos projetos pra minha vida e nenhum deles inclui ainda estar morando na casa dos meus pais e nem aqui no Nordeste (por mais que eu ame minha família, minha terrinha e tenha orgulho de ser nordestina).

Às vezes é tão angustiante pensar no futuro...
E não pensar é pior!

E você, amigo blogueiro, o que se imagina fazendo daqui a cinco anos, hein?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Da mesa do bar

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá (...)"

Essa música ontem realmente foi para os meus ouvidos. Sabem quando toca lá dentro? Pois é.
Para complementar, tive companhia do meu grande amigo de filosofias de bar:

Não existiria som
se não houvesse o silêncio...
Não haveria luz se não fosse a escuridão.
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim (...)"

E aí, por mais que no momento tudo machuque, no momento seguinte a vida vai mudando, abandona o silêncio para o som.
Como eu teria sentido tanto prazer em voltar a correr, se momentos antes eu não estivesse deitada, prostrada na cama e soluçando? Se eu tivesse muitíssimo bem, correr teria sido apenas mais uma atividade do dia.
E quem disse que a escuridão só tem fantasmas?
Eu?! ah, foi. Em algum momento eu disse isso. Mas sabe como é, na luz ou na escuridão, eles existem e sabem por quê?
Porque os fantasmas são seus e irão te acompanhar até onde você for.
Pode até ser difícil conviver com eles, mas às vezes é infinitamente mais simples e menos doloroso do que abrir aquele quarto velho, escuro e com poeira e mofo.
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir(...)"
E, até quando nadar contra a corrente, meu Deus?
ok. Parei.
___________
*Acho que esse fds tenho novidades pra vocês. ^^
** Ausente dos blogs? Pois é, estou. Volto em breve, eu espero.
*** Ah, eu estou bem. De verdade. Não se preocupem.
**** Hoje todo mundo em frente a televisão pra torcer pelo Inter? \o/

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma nova visita

Acredito que o post passado não foi entendido com o sentido que eu escrevi, pelo que li dos comentários, o que quis falar não foi interpretado.
A história não era de Candy apenas querendo sair com um menino e com vergonha de dizer “
e aí, vamo?”. Não era isso mesmo, mas enfim...
Vamos ao conto.
_________

Ela entrou naquela sala e nem parecia que lá tinha estado há poucas semanas.
Estava tudo tão escuro, cheio de poeira e mofo que nem se assemelhava a um quarto há pouco visitado.
Ficou um tempo parada para que seus olhos acostumassem-se com a escuridão e, seu nariz, com o forte cheiro.
Ela parou para observá-lo e a impressão que teve é que estava tudo muito bem organizado e ao mesmo tempo, bagunçado. Alguns objetos estavam lá guardados há tanto tempo sem que ninguém mexesse, que ela nem sequer lembrava-se que eles existiam. Outros ela lembrou de ter revirado e não teve energia suficiente pra guardar no lugar de volta nem energia suficiente para tirá-lo do quarto. “Ai, é muito pesado pra mim sozinha”.

Ficou poucos minutos ali. Dessa vez não quis revirar nada. Ficou com a certeza que muito precisava ser arrumado e limpo ali, “mas não hoje, não dessa vez”.
Bateu a porta com força e saiu.
Quando olhou pra trás, percebeu que a porta está tão velha que não está mais fechando. Seu receio era que sua bagunça saísse do quarto e a perseguisse onde quer que ela fosse, mas também não quis consertar.
Quando ela realmente quebrar, eu me preocupo com isso”.

Deu as costas e saiu, mais pesada do que quando foi.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um (quase) encontro

Segunda pouco antes de dormir
(...)
Ele: Então vamos sair essa quarta?
Ela: É.. pode ser. De que horas?
Ele: depois das 18:00 da pra mim.
Ela: Eu to na psicóloga até umas 18:30, 18:40.
Ele: Perfeito! A gente se vê, então?
Ela: Vou pensar no seu caso... (/me fazendo de gostosa)
Ele: Precisa se fazer não... você É!
Ela: (envergonhada)

“Até que enfim vamos sair desse chove não molha, depois de QUATRO anos”, pensou ela.

(...)
Terça:
-> Salão:
- Unhas
- Depilação (afinal, nunca se sabe o que pode acontecer...)
-> Casa:
- Esfoliar a pele pra ficar lisinha
- “Ai, meu Deus, eu passo o gel pra clarear um pouquinho os dentes?”
- Vou passar o ácido pra minha pele ficar mais bonita!

Quarta:
Lavar, hidratar e pranchar o cabelo.
“Ai, ele não me ligou, vou já ver se ele está no MSN...”

Ele: E aí?
Ela: e aí, né?
Ele: Pois é.
Ela: Pois é.
(.)

Dois orgulhosos?
Será que nenhum dos dois poderia ter dito a frase mágica: “E aí, hoje ta de pé?”?
Será o Benedito???

Seu son-a-of-a-bitch! Você não sabe que mulher não chega e apenas veste a roupa?
Ela tem toda uma preparação antes?!
Dinheiro e tempo gastos em vão!
FDP!

Choveu e NÃO molhou.
¬¬
*Ou será que nem choveu?

Atualização:
Sexta:
Perdi minha paciência com esse idiota! Entrou pra geladeira de novo.
Tenho dito.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Minha vovó

Há uma pessoinha na minha vida que eu chamo de avó. Não, ela não é minha avó de sangue, mas por ser uma segunda mãe pro meu pai, passou a ser minha avó.
Domingo, dia das mães foi o aniversário dela, 89 anos.
Essa visita mexeu bastante comigo.

Mas deixem-me apresentá-la antes. Quando meu pai foi, ainda adolescente, tentar a vida no Rio, foi ela quem o acolheu, deu casa e comida, dinheiro pra transporte e alimentação na rua. Depois de tanto apoio e amor, ela passou a ser a segunda mãe pro meu pai. Cresci chamando-a de avó, mesmo sem nem saber direito o porquê.
Ela não se casou, não tem filhos e hoje é totalmente cega.
Não tem filhos? Ah, tem sim! Tem meu pai e de quebra ainda ganhou duas netas (Erica e eu).
Sabe aquela avó doce, com a voz tranquila, a pele macia, o cabelo bem branquinho e com um jeito encantador? A própria.

Ela pediu pra sentar no sofá, estando Erica de um lado e eu do outro. Segurou na minha mão o tempo todo. A mão dela é aquela que passa segurança e amor. Uma delícia mesmo.
O telefone tocou e ela atendeu, agradeceu a parabenização e emendou “Ah, D. Fulana, estou tão feliz, ganhei meu dia por ver minhas netinhas”.
Já engoli seco, afinal, eu nem queria ir lá visitá-la.

Ela começou a contar um pouco de sua vida para mim e Erica. Contou que saiu do interior e morou de favor na casa de um parente, para que pudesse ter sua independência. Enquanto todas suas primas iam paquerar e pensavam em casar, ela disse que era muito tímida e preferia ir à Igreja rezar. Seu tempo era todo ocupado com estudos e a busca de emprego. Quando estava quase tendo que voltar ao interior porque não havia encontrado nada na capital, recebeu uma carta dos Correios sendo admitida para lá trabalhar.
Trabalhou até se aposentar.
Estamos falando de uma mulher que procurou independência numa época que o esperado era ‘apenas’ que a mulher casasse e servisse seu marido.

Como em tom de conselho, disse para nos casarmos, mas logo emendou “não com qualquer um! Tem que ter amor”.
Diminui o tom de voz e continuou: “Não esperem os quarenta (anos) não. Quando se chega aos quarenta, ninguém mais quer, fica solteirona. Ter uma família é muito importante. Se não fosse a família que eu construí (se referindo às pessoas que ela ajudou a criar, como meu pai), não estaria nem mais viva. Viva para quê? Vocês, meus amores, salvam minha vida”.
Engoli seco, meus olhos se encheram de lágrima. Vi o quanto foi doloroso para ela, ter passado a vida toda fazendo da parte da família dos ‘outros’, sem ter a sua própria. Mas que essa ‘família dos outros’ passou a ser a dela também e, sim, ela sabe se fazer presente.

Senti muito orgulho dela!
E ela ainda concluiu: estudem, busquem, cresçam e aí sim! Aí vocês casam.
Isso saiu de alguém que foi educada há quase um século.