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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sempre fica algo

“Tudo passa, mas algo sempre perdura”.
Li essa frase em meio a uma reportagem de uma revista e fiquei pensando no quanto isso é verdade e rende pano para uma boa discussão.

Costumamos pensar, principalmente quando acontece algo ruim, que tudo sempre irá mudar. É quase um mantra “tudo sempre muda”.
Tudo passa.

O que muitas vezes não queremos pensar é que, por mais que a vida dê um giro de 180º, há algo que sempre irá continuar.
Vamos supor que a família rica de um adolescente faliu, perdeu tudo e ele teve que se virar na China (?), não arranjou emprego, virou mendigo e hoje passa fome. Tudo mudou na vida dele, mas algo perdurou: ele continua a ser Fulano de Tal, filho de Cicrano com Beltrana e com todo o conhecimento que ele acumulou até hoje.

O que eu quero dizer com essa historinha tão óbvia?
Bem, meus caros, só de estarmos vivos, estamos suscetíveis a toda espécie de acontecimentos e quando algo não vai como esperamos e isso traz sofrimento (e como traz!), podemos invocar o mantra de que tudo muda e esperarmos dias melhores.
O que não podemos deixar de ter em mente é que mesmo quando todo esse sofrimento passar e o sorriso puder voltar ao seu rosto, há algo plantado em você: aquela situação ruim aconteceu e te deixou marcas, mesmo que você não goste de lembrar, e são essas marcas (e muitas outras) que definem como você vive hoje.

Algo sempre perdura, não?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Última conversa

*post gigantesco. Ainda dá tempo de desistir de ler. (se não vai ler, NÃO COMENTE!)

Até que enfim estou conseguindo conversar com você! Parecia que essa conversa não ia rolar nunca, mas estamos aqui!
Tudo que quero te dizer agora já está na minha cabeça desde dezembro, fiquei adiando e adiando. Sei lá, acho que foi medo, do que ao certo eu não sei.
Mas pra chegar ao que eu concluí em dezembro, eu tenho que voltar um monte no tempo pra você poder entender a dimensão do que quero te dizer aqui.

Que eu me lembre, eu sempre fui bem fechada. Daquela que não é muito de demonstrar sentimento, mas aconteceu um lote de coisa durante minha vida que me fez ficar mais reclusa quando o assunto é sentimento.
Não vou te contar tudo porque a história é bem longa.
Sei que quando chegou 2005 e a gente se conheceu, eu não estava pronta pra tudo de bom que você estava disposto a me oferecer. Eu havia acabado de sair de um relacionamento bom, mas de mais de um ano. Eu precisava de liberdade. Não queria me “prender” a alguém tão cedo novamente.

Tudo que senti por você, de cara, foi muito bacana! Era alguém que me passava segurança, me dava carinho, era atencioso e inteligente. Adorava (mesmo, mesmo, mesmo!) nossas ligações no fim-de-semana e suas mensagens carinhosas durante a semana. Até as vezes que você ligava de madrugada, me acordando e eu ficava brigando com você, eu gostava! Era muito gostoso escutar sua vozinha do sotaque carregado e sua risada.
Lembra do dia que eu conheci sua mãe? Kkkkkkkkk. Vergonha grande!

Pensando bem, não foi somente o fato de precisar de liberdade, na verdade eu ainda tinha muito medo de sofrer de novo. Não queria chorar tudo o que eu já havia chorado há uns anos. Doeu muito, sabe? Era mais fácil e seguro, para mim, aproveitar o momento sem me preocupar muito com os seus sentimentos ou com o de qualquer outra pessoa.
Então, com poucos meses que nos conhecemos, nos distanciamos e nem sei direito o porquê e nem o momento exato.

Foi quando, no final de 2005, eu realmente percebi o quanto eu estava errada! Havia feito com que todos que gostavam de mim, se distanciassem. Fiquei quase sem amigos. Percebi que não era essa Candy que eu gostaria de ser.
Nunca é tarde para mudar, né?
Em 2006 resolvi que seria uma nova pessoa. Foi uma promessa de Ano Novo que deu muito certo. Decidi que seria uma pessoa mais calma e afável. Confesso que foi MUITO difícil. Antes de gritar com alguém, eu respirava fundo e as vezes ia chorar pra poder colocar aquilo pra fora e não gritar com ninguém.
Aos poucos eu fui pegando a prática a aprendendo a ser menos bruta. Puro condicionamento.
Comecei a reconquistar minhas amizades. Mas, agora pensando bem, ainda faltava alguém voltar à minha vida: você.

Sem quê nem pra quê, depois de pelo menos 7 meses sem ficar com você, te liguei. Era Copa. Tudo tão verde e amarelo, lembra?
Voltamos a ficar e depois paramos. Também não sei o momento e nem o motivo exatos.
Alguns meses depois voltamos a nos encontrar, fui eu que te liguei.
Sabe do que me lembrei agora? Que você sempre me ligava e eu nunca atendia. Eu acho que eu me achava a rainha da cocada preta. ‘Pra quê isso?!’ eu me pergunto hoje.

Foi aí que nossas ficadas começaram a ficar mais... mais calientes, digamos assim.
E sabe por que acontecia tudo isso? Porque eu tinha (e tenho!) plena confiança em você.
Eis que, você fez um comentário totalmente infeliz (que não gosto de ficar lembrando) e aí eu decidi que NUNCA MAIS chegaria perto de você.
Apaguei todas as mensagens que trocamos, e-mails, número do seu celular, excluí do MSN. De vez em quando você ainda achava formas de me chamar pra sair. Eu ficava p. da vida! “que menino sem noção!”, eu pensava.
Ah, e eu ainda fugia de você nas festas! Não queria mesmo ter contato!

Em 2007, veio outra grande mudança, eu decidi que iria parar de me esconder, ia dar a cara a tapa e me deixar envolver. Foi batata! Logo me apaixonei. Não, não foi por você. E, por incrível que pareça, eu sempre estava pensando em você. Não gosto de assumir isso, mas é verdade.

Até que, quase um ano depois de jurar pra mim mesma que não queria mais nem ouvir falar em você, eu resolvo te ligar!
Você veio aqui pra casa e ficamos na área. Aliás, isso é um dos pontos mais legais que vejo em você: gosto de te ligar e você poder vir me ver, rapidinho.
Depois desse dia, ainda em 2007, ficamos algumas vezes.
Você sempre todo cuidadoso e preocupado. Perguntava se eu já havia entregue todos os meus relatórios da faculdade, que era para podermos nos ver com tranquilidade.
Ah, teve um dia que eu te liguei e você demorou quase uma hora pra chegar. Depois fiquei sabendo que foi porque você estava num churrasco numa cidade vizinha e veio voando. Fofo.
E eu ficava me perguntando, como é que eu podia ser apaixonada por um e não parar de pensar em outro. O.o

Pra variar, nos distanciamos de novo e, em Setembro de 2008, voltamos a nos ver. Foi o famoso dia da Festa Brega.
Ficamos juntos até amanhecer com a promessa de nos vermos no sábado depois do churrasco que você ia.
Ok. Você veio aqui pra casa lá pras 22:00. Ligou me acordando e eu adorei! Estávamos sozinhos em casa e foi ótimo! Lindo! A gente deitado, abraçado e você contando quais são seus planos pro futuro. Lá pras 2:00, 3:00 da manhã você foi pra casa.

Do nada, em dezembro, eu fico sabendo pelo Orkut que você estava namorando!
Como assim?! No dia anterior você tinha me ligado me chamando pra sair. Como isso foi acontecer?! Gritei com o computador, me desesperei, xinguei e no final, estava às lágrimas. Meu mundo tinha caído!
Três anos e meio pra terminar assim? E você nem me contou?
Passei a madrugada inteira chorando e não consegui levantar no outro dia pra ir ao meu último dia de aula como estudante de graduação de psicologia.
Criei coragem e te chamei pra conversar. Você veio aqui em casa e me disse que não tava namorando, que era apenas uma brincadeira e me explicou tudo direitinho. Realmente, era apenas uma brincadeira. Foi um alívio sem tamanho!
Eu, quase surtando, te cobrando algo que você nunca prometeu, tendo crises de ciúme e você, mesmo assim, foi todo carinhoso comigo!

Continuamos ficando, até que, ainda em Dezembro, eu estava na praia, a noite e te liguei pra nos vermos. Você saiu da festa que tava e foi bater onde eu estava.
Nesse dia eu tentei a todo custo te dizer uma coisa, mas não consegui. Abria a boca e as palavras não se faziam ouvir.
Fomos pra sua casa e foi tão bom ver você todo preocupado por eu estar toda cheia de areia e ficar tirando cada grãozinho do meu corpo, com todo carinho.
“Adoro ficar abraçado assim com você, sabia?”
Prometemos nos ver todos os dias antes d’eu viajar de férias.
Terminou que ele não ligou, eu não liguei. Orgulhosos.
Ele ficou chateado e não me respondeu as férias todas.

Janeiro de 2009.
Dormimos na sua casa. Primeira vez que realmente dormimos juntos. Você foi todo cuidadoso pra escolher até o lençol da cama e deixou a barba só porque sabe que eu não gosto. Fez só pra implicar comigo e ficar roçando seu rosto no meu e me ver reclamando.

De lá pra cá foram muitos desencontros. Senti raiva, angústia, ansiedade, medo, insegurança. Toda sorte de sentimentos. Mais negativos que positivos.
Mas não aguento mais me segurar e preciso te dizer: EU AMO VOCÊ!
Você vai fazer muita falta quando, agora em agosto, for embora da cidade.
Só queria que você soubesse disso.
Se eu fugi tanto de você nesses anos todos, era apenas medo de sentir o que estou sentido agora.
Se cuida.

*tudo que eu queria dizer e não vai rolar mais. O excluí novamente da minha vida! Esse sábado combinamos de nos ver. Ele não ligou. Eu mandei 2 mensagens e liguei uma vez. Ele não deu notícias, mesmo tendo dito, há dois dias, que gosta de mim. Até tivemos o início de uma DR.
Pra mim chega, sério.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Seu perfeito encaixe [2]

Sabe quando tudo vai dando certo?
É isso que tem acontecido. A perfeição que eu sempre busquei, ainda não encontrei, mas parece que tudo vai indo bem. Muito bem, diga-se de passagem.

Lembram quando escrevi sobre as coisas irem se encaixando? Eu tenho sentido exatamente isso.
Estava desempregada, angustiada, dividida (por milhares de motivos). Apareceu uma oportunidade de emprego e eu aceitei, não foi nem de longe a melhor proposta que já recebi, mas aceitei.
É suado, sofrido, sem estrutura e com salário ruim, mas sabe quando uma pessoa se adequa a um lugar? Não foi a toa que eu não aceitei os outros empregos, meu caminho era aceitar esse. As pessoas, a cidade, a oportunidade de crescimento, o começo da minha independência (ainda não é a financeira).
Se encaixando mesmo!
Sem falar nas pessoas de lá que são MARAVILHOSAS!


O outro ponto que andava me angustiando, dizia respeito ao coração... mas isso ainda é cedo pra eu contar (eu estou devendo essa história desde o post passado sobre Invisibilidade).
Escutei uma música e lembrei de tudo que passei nos últimos meses:

Não quero deixar que a tristeza inunde o meu coração
Prefiro chorar com a certeza
De que essa paixão
Me fez um homem melhor
Depois de você


Ou seja, eu podia ter usado o que sofri como escudo pra não me envolver em mais nada. Mas não, preferi aceitar e passar pra próxima história que está reservada pra mim.
Se vai dar certo?
E eu sei?! Não sei mesmo, mas não me rendo e não desisto.
Tenho adiado essa história a 4 anos, acho que está mais do que na hora de dar a cara a tapa.
E é isso que eu quero contar pra vocês depois, assim que andar um pouco.


Levei todo esse encaixe pelo lado da espiritualidade, não simples sorte.
;)
Obrigada, meu Deus.


Bom fds, queridos!

sábado, 27 de junho de 2009

Invisibilidade?!

Fui ao cinema assistir A Mulher Invisível. Acredito que todos já tenham lido a sinopse ou visto o trailer, então não vou falar dele em sim. Quem quiser informações clica aqui.

O filme é engraçado e interessante, pra mim, que adoro ficar filosofando sobre a vida. Quantas vezes não criamos uma pessoa invisível? Loucura? Talvez.
Que tal pensar naquela vez que você fantasiou que seu namorado era mais sincero do que realmente ele era? Ou que sua amiga atenderia sua chamada a qualquer hora do dia e da noite?
Quando, enfim, você deixou de criar uma pessoa que era totalmente irreal, conseguiu ver que seu namorado nem sempre te fala a verdade, mas que ele não deixa de ser uma pessoa especial por causa disso. Ou ainda conseguiu perceber que sua amiga te ama, por mais que não atenda suas ligações às 3:30 de uma terça-feira.

Temos o costume de fantasiar e imaginar que as pessoas são como gostaríamos que elas fossem. Não é assim, ninguém é perfeito e, se for pensar assim, ninguém nunca se encaixará nos seus padrões.
Há de se entender que as pessoas têm rosto, não são meras criações nossas.
O que é melhor: iludir-se e criar uma pessoa que atende a todas as exigências, mas não existe; ou conhecer e se relacionar com pessoas reais, mesmo sabendo que elas te magoarão em algum momento?
É uma escolha de cada um, sem dúvida.

Por que eu falo com tanto conhecimento de causa?
Bem, isso eu conto depois de uma conversa que eu pretendo ter em breve. Aguardem.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Seu perfeito encaixe

Quando paramos para olharmos para nós mesmos é interessante o que podemos ver. Caso juntemos as peças, as histórias, os momentos, as lembranças e tudo mais que passamos, tudo se encaixa.
É como um espetáculo de dança: se virmos as partes separadas, pode até ser bonito, mas nada faz sentido. Mas, se entrarmos de corpo e espírito no que estamos tendo o privilégio de ver e perceber, podemos apreciar nossa vida, nossos caminhos e o que nos tornamos dia após dia.

É até gostoso parar e olhar para dentro, tão para dentro que às vezes nem sabemos o que existe lá. Buscar aquele sentimento altruísta, aquele amor guardado, aquela compaixão esquecida, aquela fé adormecida.
Olhar para sua família e, numa tacada só, admirá-los e agradecer a Deus por tê-los. Sentir como é gostoso colocar o casaco e o frio diminuir. Olhar para o céu, ao final de um longo dia de trabalho, e ver que a lua está crescendo e ficando mais bonita.
Atender o celular às 6:00 e dizer com bom humor “Bom dia!”.

Falando assim, pareço ser uma pessoa idealista e com os pés longe do chão. Não é bem assim. Sou idealista, sim. E acho maravilhoso ser assim.
Mas não é apenas um simples idealismo, é gostar de acreditar que todos têm algo bom a oferecer, que todos temos sentimentos positivos, por mais que sejamos tão ruins e negativos em algum momento.
Ok, foi outro idealismo.

Olhar o lado positivo da vida, ao menos às vezes, não é fácil. Olhar pra dentro e procurar ofertar o que temos de melhor, também não.
Mas isso pode, sim, acontecer!
Olhe para si, lembre das suas boas ações e de seu bom coração, tente colocar para fora o que de melhor você tiver.
Você vai ver que não é a toa que sua vida vai indo bem (por mais que nem tudo seja perfeito. Há doenças, desemprego, falta de dinheiro, falta de namorado, etc, etc, etc). VOCÊ É UMA PESSOA BOA!
E tudo que você tem de melhor na sua vida, você ajudou a atrair, nada veio por acaso.

Respeite ao outro e a si.
E...
Tudo se encaixa, acredite.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu volto!

Definitivamente viver sem computador, nos dias de hoje, é um absurdo!
Me senti uma excluída digitalmente.
Calma, calma, meu pc já voltou e logo consigo atualizar tudo, visitar todo mundo, dar o ar da minha graça.
E, ah, acho que volto com algumas novidades!
:D

Bom fim-de-semana, queridos!
;)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Síndrome dos vinte e tantos.. trinta e poucos...

"A chamam de 'crise do quarto de vida'.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.

As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.

Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.

Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.

Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.

Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a).

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.

Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele.

Todos nós que temos 'vinte e tantos' ou 'trinta e poucos' gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...

Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16...Então, amanhã teremos 40?!?! Assim tão rápido?!?! FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE!".

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Li esse texto aqui na internet e não sei quem escreveu. Sei que terminou falando muito do que tenho pensado há vários e vários meses... Não concordo com tudo, inclusive, a melhor fase da minha vida foi na faculdade, com cerca de 18 anos.

Eu não poderia mesmo imaginar, há 6 ou 7 anos, que cair na farra todo fds, beber e não saber o que estava fazendo, ficar no meio da multidão ou que minha melhor-amiga-do-ano, seria tão sem sentido. Que eu mudei, que é muito mais gostoso sair com os amigos mais chegados, apenas uma cervejinha mais de leve, festança só de vez em quando, um menino que eu nutra ao menos um sentimentozinho é bem mais interessante que o mais bonito do colégio que nem me vê.

Algumas amigas, as mais farristas, têm me chamado de "velha". Eu sorrio e concordo que envelheci. Porém, não é a questão de envelhecer que me vem mais à mente, eu mudei e é isso. Não dizem que a mudança é a lei natural da vida? Pois é, eu mudei e continuarei mudando até o fim dos meus dias.