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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Através do Espelho


Depois de ler um livro que me fez refletir muito, cheguei a conclusão que eu vejo a vida através de um espelho.
Eu vejo.
Tu vês.
Ele vê.
Nós vemos.

Não sei se vocês se deram conta da complexidade e profundidade desse pensamento, mas isso fez com que eu me sentisse uma quase-vazia.
Como é ignorante olhar o mundo através apenas do seu olhar!
A vida pode ser olhada por diversos olhares.

E não adianta dizer que “ah, Candy, eu sou diferente. Eu tenho uma visão mais ampla, não sou assim”.
Não adianta, todos são assim. Uns mais, outros menos. Mas todos são assim.
É até uma questão de valores que foram construídos, no que você acredita etc e tal.
E eu acho que é por isso que às vezes somos tão cegos, tão limitados e arrogantes.

Já tentei quebrar meu espelho, mesmo que fosse pra ter sete anos de azar. Mas simplesmente ele não quebra!
Já joguei no chão, pisei, arremessei do 3º andar, chutei, joguei uma pedra.
No máximo ele trincou e eu continuo guiando minha vida pelo o que eu vejo no espelho.

No entanto, apesar de continuar com essa visão limitada, eu consigo enxergar a mim mesma, não me perdi no mundo.
Eu sei quem sou e onde estou.
Vai ver que não é tão ruim ter um espelho tão embaçado...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um brinde à democracia

Se tem uma coisa que me enche de orgulho, que faz meus olhos brilharem, é a democracia!
Você não sabe o que é democracia?
Eu exemplifico: Democracia é quando você recebe uma cartinha te obrig...ops! convocando para ser mesária nas próximas eleições.
É felicidade demais para uma Candy só!
:D
Viva a DEMOCRACIA!
urrul

sábado, 23 de agosto de 2008

O meu livro

Há uns bons anos eu comecei a escrever um livro. Às vezes eu me canso dele e deixo um bom tempo parado, às vezes eu escrevo por meses sem parar.

Quanto mais eu escrevo mais eu vejo o quão distante está de terminá-lo.


Já passei por períodos que só escrevia coisas negativas para os personagens, que não são poucos. Outros períodos eu escrevia com canetinha cor-de-rosa e deixava meu livro mais bonito com minhas ilustrações.


Esses dias eu resolvi pegá-lo novamente e percebi que em alguns trechos, que tinha como pretensão melhorar, escrevi de lápis grafite e com os anos eles foram se apagando e quase não dá mais pra ler, há trechos que nem pude passar a limpo, como pretendia.

Em outras partes eu esqueci a personagem principal, que virou coadjuvante e foquei apenas em outras pessoas que hoje eu nem as acho mais tão interessantes assim.

Há passagens que ficaram bem desorganizadas porque tive que riscar o que estava errado e ajeitar tudo, culpa da pressa em escrever o mais rápido possível, no impulso.


Fico pensando que escrevi alguns acontecimentos escondida, pois eles estão com a letrinha miudinha como se eu não quisesse que outras pessoas viessem a ler. Acho que nunca tive a real vontade de publicar esse livro, apesar dele ser de grande importância, com fatos inacreditáveis e prender a atenção de um leitor desavisado.


Como fazia tempo que não olhava para o amontoado de folhas, fui pegá-lo por esses dias e pensei em escrever de lápis novamente, mas logo percebi que não era uma boa idéia. Como não sabia que rumo dar a certos personagens, havia muita inspiração só que ainda não tinha a certeza que seria a melhor narrativa, decidi que vou deixar em branco.

Encostei a caneta e ao não acabado livro dedicar-me-ei outro dia. Não sei quando... sei que agora não é o momento de escrever, não me sinto pronta, estou incerta de algumas coisas.


Mas o receio que esse livro fique para sempre em branco regressa. Em algum momento vou ter que pegar a caneta e continuar, só não sei quando.

E se alguém encontrá-lo e quiser escrever por mim? Não está certo! Isso não pode acontecer!

No entanto, há muitas nuvens na minha cabeça ainda, chego a achar que não sou capaz de continuar a escrever o livro, o MEU livro...


Pronto! Decidi! Vou deixá-lo em branco mesmo, para um dia voltar à ativa. É melhor do que escrever a lápis e não dar tempo de passar a limpo. Afinal, como vocês já devem ter lido: não faça da sua vida um rascunho.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pensamentos Soltos [2]


Apesar de não querer continuar o post passado, parece que ele tem continuação.

Mas dessa vez os pensamentos não são a meu respeito (até são porque vêm de mim).


Estava saindo da clínica-escola essa semana e minha amiga veio correndo, me chamando, dizendo que queria falar comigo.

A escutei e, então, ela me contou que foi ligar para um cliente da fila de espera (procedimento padrão) com queixa de depressão e pânico para saber se ele tem interesse em continuar a terapia com ela.


Quando atenderam o telefone na casa do menino e ela disse com quem queria falar, passaram a ligação para a mãe dele.

Quando a mãe atendeu, contou que o filho tinha falecido.

Overdose por remédios.

Suicídio.


Quando minha amiga me contou, fiquei toda arrepiada, parada, gelada, os olhos encheram-se de lágrimas.

Ficamos ela e eu paradas, olhando uma pra outra com cara de choro e chocadas. Depois nos abraçamos. O momento foi muito forte. Forte mesmo!


Nem o conhecíamos, mas já sentimos pela perda.

E suicídio é um tema que mexe muito comigo, um dia eu explico por quê.


Fui de lá até em casa pensando nisso, totalmente absorta em meus pensamentos.

Será que essa história poderia ter sido diferente? Caso ele estivesse em processo psicoterápico (não houvesse fila de espera), ele agora estaria vivo?


Difícil responder qualquer pergunta, mas uma morte é sempre uma morte. E ainda mais de alguém que nitidamente precisava de ajuda, de uma ajuda de alguém da minha área, talvez de mim.


Não, não me sinto culpada porque nem o conhecia e não da para atender todos os casos da fila de espera, mas fiquei com o coração apertadinho em pensar em tudo isso.


E pra quem critica o suicídio eu só posso dizer: Fraco é você por ter um pensamento simplista. Fraco é você por julgar quem comete um e achar que quem termina a vida assim é FRACO.

Mais uma vez repito: Fraco é você por achar que um suicida é fraco.


Pois é... uma vida a mais perdida.

Termino o texto do mesmo jeito que comecei: com o coração partido, triste e com lágrimas nos olhos.

:~

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pensamentos soltos

Alguns pensamentos que vêm e vão, como o vento:


Fiquei imaginando no quão diferente minha vida poderia ter sido. A vontade que tive foi de ter levado adolescência e, agora na juventude, na loucura.

Como assim?

Explico.


Viver a base do sexo, drogas e rock´n roll. Nisso eu excluí qualquer problema, falta de dinheiro, overdose, dependência, doenças, cobranças etc.

E pra quem critica eu digo: Deixa-me sonhar, ora! ¬¬


Viver só o lado bom da vida, sem responsabilidades, curtindo o que mais se gosta, apenas diversão, sem preocupação do que vai ser o amanhã, fazendo unicamente o que der na cabeça. Ah, e nos anos 80, afinal, nasci na época errada!


Roupa preta, tattoos e piercings, grupo estranho pelos olhos da sociedade, festa under, muitaaa viagem sem sair do canto (se é que vocês me entendem), exalando luxúria, atendendo apenas ao Id e o Superego que se f.!

Só de imaginar tudo isso, achei uma beleza! Fiquei com um sorriso idiota no rosto e cheguei até sentir uma lombra (ok, isso é mentira).


Em pensar que essa idéia infantil e descabida surgiu depois de assistir Kung Fu Panda no cinema e ficar me perguntando:

Cara, é pedir demais um namorado pra assistir filme comigo, enquanto ele me da alguns Batons pra adoçar o momento? Sério, alguém me responde aí, é pedir demais?!


Ou seja, nada que seja relevante ao ponto de virar um livro, mas que faz minha cabeça funcionar a mil (mentira, funciona no máximo a 100, mas enfim...).


*O que tem a ver o filme com o pensamento-rock? TUDO, meus caros, TUDO mesmo!

**Alguém aí, além de mim, chorou com o sofrimento de Diego Hypolito?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Meme e Apelo

Meme recebido da Rosângela:


Quatro coisas que faço e amo:

- escrever

- ler

- conversar

- ouvir música


Quatro filmes que não canso de ver:

Eu canso sim. Haha


Quatro comidas que amo:

- chocolate

- pizza

- abacaxi

- tapioca


Quatro programas de tv que eu gosto:

- Toma Lá da Cá

- Jornal da Globo

- A Grande Família

- Futebol


Quatro amigos da net com quem falo todos os dias :

- Xande

- Ré (ela não é amiga só da net, mas falo com mais frequência através dela)


Quatro coisas que faço todo dia sem falta:

- os básicos como comer, dormir e tomar banho

- passar pela net

- pensar na vida

- escutar música


Quatro lugares que eu gostaria de conhecer:

Tenho pretensão de conhecer o BR primeiro e só então, talvez, sair.

- MG

- Sul do Brasil (todinho)

- MA

- Brasília


Quatro pessoas que eu desafio:

Quem quiser fazer.


_________________________________


Hoje estava no ônibus (dessa vez não estava lotado e nem tinha pessoas fedendo) e sentou uma mulher na minha frente. Cabelo lindo, roupas, sapatos e bolsa igualmente lindos e super cheirosa.

"E daí, Candy?"

E daí que quando essa cidadã se levantou pra descer vi uma coisa horrenda: ELA TINHA BIGODE! E não era um simples bigode não! Era uma peruca em cima da boca! Uma coisa assustadora!!!

Fiquei me convencendo que ela estava pegando o ônibus para ir ao salão depilar aquilo.


Meninas, vocês podem estar (ser) lindíssimas e muito cheirosas, mas bigode acaba com tudo! Não dá!

Eu já não gosto de homem de bigode, calcula uma mulher barbada como é triste!

É feio, gente! É nojento.

Diga não ao bigode você também!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sonhos

Conversa no MSN:

Candy: quando eu sair da psi eu pego um busão lotado e com um monte de sovaco suado e fedido e passo na sua casa.
Rafa: Por isso to indo embora. Chega de ônibus! (...)
(minha amiga de infância está indo morar em SP e vai ganhar o dobro do que ganha aqui)
(....) E quando tiver algum teste no Projac eu te aviso
Candy: Teste no Projac?!
Rafa: Ah, vai dizer que você não se lembra que a gente queria ser atriz de Malhação?
Candy: kkkkkkkkkkkkkk Você lembra de cada coisa!

Depois disso eu fiquei pensando no quanto nossos sonhos e projetos mudam ao longo da vida. E não é nem a questão de que desistiu do sonho e coisa e tal. É somente porque eles ao longo do tempo vão indo embora e chegam outros.

Por um lado pode parecer triste, mas hoje eu não vi dessa forma. Vi apenas como um crescimento, amadurecimento. A medida que o tempo passa nossos interesses podem mudar. E foi o que aconteceu comigo e minha amiga. Se quando adolescentes brincávamos de garota-propaganda de Shampoo, fazíamos cenas dramáticas em sala (e olha que todos diziam que tínhamos muito jeito para a ‘coisa’), agora esse cenário mudou. Ela tem pretensão de ser uma grande administradora e eu, uma grande psicóloga.

Os sonhos podem até ser outros, mas a vontade de crescer e ser feliz, ah, isso não muda nunca!

*Já pensou se eu faço cena de beijo com Mocotó? E-C-A!
Uahuahuahhaua
O.k., pessoal, abri o baú de recordações!
¬¬
haha