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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Grandes acontecimentos

Eu estava pensando sobre grandes acontecimentos. Daqueles que realmente marcam.
Sei que os pequenos momentos, gestos, etc., marcam as vezes muito mais e moldam você e sua vida.
Mas hoje eu só pensei em grandes acontecimentos, grandes reviravoltas, aquelas dignas de novela mexicana com Thalia.

A minha vida apesar de eu considerar até pacata, foi e está com alguns momentos assim. E isso mudou a trajetória que, até então, eu achava que minha vida seguiria. Eu poderia entrar aqui no mérito de que os caminhos são inesperados, porém não é sobre isso que eu quero falar.

Então, eu pergunto a você, leitor, quais foram os grandes acontecimentos de sua vida e no que sua vida mudou depois.
Quem for comentar aqui, faça o favor de responder.
Nada de “seu blog é show”, o.k.?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O tempo, sempre ele!


Eu andei lendo o blog da queridíssima amiga Kari que falava sobre perdão, esquecer, tempo... e parece que caiu feito uma luva pra mim.
Eu nem sempre demoro a perdoar, perdôo. Difícil é esquecer.

Mas um segundo depois, eu estava falando com uma pessoa.
Essa pessoa estava pedido desculpas pelo tempo que ficou ausente, que tem sido muito egoísta nos últimos tempos...
Não, não é coincidência eu falar sobre isso depois do conto-não-tão-conto-assim do post passado.

Pior disso tudo, fui eu não conseguir levar a situação dois (lê-se o pedido de desculpas) com mais humildade e compaixão.
Não, não consigo.
Estou magoada, estou contrariada e não acho que a situação vá mudar tanto.
Não agora.

Passei um mês jogada para lá e na última semana parece que piorou. Chorei praticamente o dia todo e fico me perguntando se eu estou sendo justa comigo mesma.


Enfim... não quero ficar mais falando sobre isso.

Acho que depois escrevo o desfecho aqui. Só vim hoje para dar uma continuação e responder quem achava que o conto não era apenas um conto.

_____

Mas como disse Kari, eu preciso do meu tempo.
E eu complemento: por favor respeite-o.
_____
*Sem esquecer que hoje é aniversário de uma pessoa muito especial pra mim.
Parabéns, Branquelo lindo!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

...

Paulo andava feliz, sorridente. Parecia que, enfim, ele tinha encontrado o que sempre quis, e olha que ele já havia desistido de procurar.
Mariana era uma menina do interior, inteligente, divertida, rápida, simpática, loira dos olhos verdes. Uma menina que demonstrava força e até brutalidade. Mas no fundo era uma menina doce, carente, sensível e apaixonada. Foi exatamente esse lado de princesa que Paulo conheceu.

Quando se conheceram, parecia que não tinham nada em comum. Paulo era da cidade grande, que gostava de asfalto, cheiro de gasolina, prédios altos, vida noturna agitada, rock; estava acostumado com a correria do dia-a-dia e as pessoas que não percebem umas as outras, aos seus relacionamentos superficiais e vazios.
Mari gostava do sítio onde morava com sua mãe e seus irmãos, de animais e plantas. Na cidade dela, todos conheciam todos, ela estava acostumada a ser prestativa; a escutar sertanejo e a comer o que seu sítio produzia.

Dois mundos completamente diferentes.

O que os uniu? Nem eles sabem. O que sabem é que Paulo cansou de ser superficial e queria alguém que ele gostasse de verdade. Mari cansou de conhecer meninos que só brincavam com ela.

Como cantaria Cássia Eller “sem saber que pra sempre, sempre acaba”.
E Paulo tem pensado assim “Acho que acabou. Cansei”.
Por quê?
Bem, Paulo anda triste pelos cantos porque toda aquela atenção, sentimento e consideração que ele sentia que recebia de Mari, não sente mais. Não recebe mais. Ele abriu mão de algumas situações por respeito a ela e agora não sabe mais se valeu a pena.

Já Mari, está tão envolvida em seu mundo, nas suas questões, no seu emprego, que não tem percebido como ele tem se sentido. Aquela menina que levava a vida mais simples e pacata, que tanto Paulo se encantou, parece que foi engolida pelo mundo moderno, pelo modo de vida da cidade grande, mesmo ainda morando na mesma cidadela.

Ela pode não ter percebido, mas ele percebeu...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Música da Semana


Nossa como fazia tempo que não aparecia Música (que momento) da Semana...

Pois essa de hoje, é de uma banda da minha cidade e eu tenho escutado com freqüência. Ela fala muito do que se passa em relação à algumas pessoas que conheço, mas estou me lembrando de uma em especial.

Eu sei que por mais que eu conheça novas pessoas, essa pessoa sempre vai continuar comigo, na minha vida. E por brigarmos sempre (há épocas em que brigamos todos os dias), discordamos em muitos pontos, mas isso não diminui o carinho, o amor, a consideração, nós sempre voltamos a nos falar normalmente.

E eu SEMPRE vou estar por perto, aconteça o que acontecer. SEMPRE!

Por quê? Porque eu te amo, até o fim, do fim, do fim.


Sempre Vou estar por Perto
(Allface)
E eu sei muito bem
Que na nossa vida
Pessoas vêm e vão...
Mas você pode estar certo
Que eu sempre vou estar
Por perto!
Eu sei que a gente não
Concorda em muita coisa ...
Brigamos, discordamos.
Mas no final...
Tudo fica bem,
Fica bem.
Nas horas que eu preciso,
Você sempre está comigo.
Em todas enrascadas que me meto,
Com você não tenho medo.
Eu sempre vou estar por perto
Eu quero sempre estar por perto...
Seja onde estiver,
Seja como for,
Pode contar comigo!
Quem quiser baixar para conhecer, o link é este:


_____________

Selinho recebido por Antônio, Morena Flor, Rosangela, Kelly, Nay (esqueci alguém? O.o).
"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc…, que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”

Muitooo obrigada, pessoal!

:D

domingo, 21 de setembro de 2008

Que tipo de amor?

Sexta fui à uma festa brega da turma psi e simplesmente foi maravilhosa, engraçadíssima!
*quem me tiver no MSN, eu mostro o meu belo modelito. Ganhei o concurso Miss Brega, imaginem!*
Eu estava muito bem lá dentro, pegando mais bebida quando uma amiga me chamou e disse que tinha um convidado meu lá fora e fez uma cara maliciosa. Achei que fosse meu primo que eu tinha chamado pra ir, mas quando cheguei lá fora vi que era nada menos que
Shrek.
C-O-M-O – A-S-S-I-M?!
Fiquei totalmente sem ação. Como ele sabia que eu estava lá? Essa era a festa pequena, pra amigos e não divulgamos.
Eu devo ter feito uma cara muito ‘assim’, porque ele já foi dizendo “af... quanta felicidade em me ver...”. Eu só disse que estava surpresa e perguntei como ele sabia que eu estaria ali. Ele não respondeu até agora, mas desconfio que ele tenha vasculhado minha vida (mesmo ele não tendo mais Orkut).

Ele estava sóbrio e disse que tinha ido me ver ali porque sabia que se me ligasse eu não atenderia, mas precisava falar comigo.
Começou falando que a gente se conhece há três anos e meio e que já até passou da hora de a gente namorar e me pediu em namoro. Agora eu tenho mil respostas para dar à ele, mas na hora eu só conseguia ficar muda, sem um pingo de reação!

Pediu para eu dar um abraço nele.
Candy: Você não vai me agarrar a força não, né?
Shrek: eu
não sou moleque não, Candy. ¬¬
O.k., fui lá dar um abraço nele e eu tenho a forte impressão que foi o abraço mais apertado e cheio de sentimento que já recebi na vida. E nesse abraço aconteceu algo que me fez pensar muito na hora e agora, um dia e meio depois.
Ele disse um “eu te amo”. Perguntei, meio no susto, o que ela tinha dito e ele disse que nada, deve ter se arrependido, sei lá. Não insisti na pergunta, porque minha cabeça foi longe nessa hora.

Voltei à 2003, quando o menino que eu estava ficando (e que depois virou meu namorado), disse que me amava. Eu olhei pra ele e disse que ele não me amava.
Na minha cabeça inexperiente, romântica e sonhadora, amor assim só poderia existir um na vida, e era com essa pessoa que você casaria e construiria uma vida junto. E desde o começo eu sabia que essa pessoa na minha vida não seria ele, logo eu não seria a metade da laranja dele, sendo assim, ele não poderia me amar. Entenderam o raciocínio?
Mudei minha forma de pensar de lá para cá, naturalmente.
Existem vários ‘tipos’ de amor, várias formas de demonstrar, várias intensidades e, principalmente, muitos amores ao longo da vida.
Então, dessa vez fiz diferente e não coloquei em xeque o sentimento dele (me assustei, é verdade).

Quanto ao pedido de namoro, a resposta é Não. Não mesmo.
Não vou namorar alguém por pena. Errar é humano, permanecer nele é burrice.
Gosto dele, coisa e tal... mas não para namorar.
Mas também não vou dizer ‘nunca’, afinal não sei o dia de amanhã.

O lado bom dessa situação embaraçosa, foi que ele disse isso tudo, fez essa volta toda pra saber onde eu estaria na sexta a noite, mas em momento algum ele se humilhou (DETESTO quem faz isso. Quem não se ama, não consegue amar alguém verdadeiramente. Teoria by Candy), apenas falou o que sentia.
Ponto positivo pra ele.
Aliás, muitos pontos positivos.
Mas não, eu não quero.
=/

Continuando o raciocínio dos amores, eu penso que a vida me ensinou tudo isso (o que ainda é pouco, diga-se de passagem) e que eu já amei de verdade alguns meninos e nem por isso, algum deles é o amor da minha vida. Amei alguns, amo um hoje e nem por isso eu não posso amar mais amanhã.
*Olha o que o Orkut me disse: Sorte de hoje: Faça apenas o que o coração manda.

O.k., Orkut, dica anotada*



Obs.: O post passado já está superado, estou tranqüila novamente. Ufa.
Obs. 2: Tenho selinho lindo pra repassar. Logo, logo o faço.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Momento Secura


Fiquei por um tempo pensando se postava sobre isso, já que é um tema... um tema... um tema digamos peculiar e que não costuma ser tão divulgado assim.
Mas resolvi escrever porque esse é blog é meu e lê quem quiser.
Só um aviso: Post não indicado para menores de 15 anos, por conter baixaria, palavrões, insinuações sexuais.

Eu preciso dividir isso, não agüento mais!
Mil séculos que não dou um beijo na boca. Há épocas que isso não me incomoda, sou tranqüila até. Só que esse não é o caso dessa última semana.
No dito popular eu estou ‘matando cachorro a grito’, ‘chamando urubu de meu lôro (sic)’.
Mas sempre tentando pensar com a cabeça e não com os hormônios. Respiro fundo e penso que vai passar, tudo sempre passa.

Trimmmm, trimmmmm, trimmmm...
Candy: Alô?
Fulano: Candy? Tudo bom, menina?
Candy: Oi, Fulano.. tudo bom e com você?
Fulano: Estou bem. (falou que estava com saudades, enrolou, enrolou...) Vamos sair?
Candy: Agora?!
Fulano: É, ué!
(...)
Fulando: Então ta... quinta eu te ligo e a gente combina

Na quinta ele me liga e pergunta onde estou porque vai passar lá pra me ver.
Candy: em casa...
Fulano: Fazendo?
Candy: Tomando uma de leve...
Fulano: To passando aí, então. Chego já.
(ai, meu Deus! Se ele vier eu não respondo por mim. Na situação que estou... e ele é pegável, ainda por cima – ou por baixo... O que você vai dizer, Candy? Pensa, menina, pensa. Pensa rápido! Uma briga de foice entre o Id, Ego e Superego. Até que eu decido o que dizer).
Candy: Não, não.
Fulano: Não?! Por quê?!?! Isso de você ta namorando é verdade mesmo?
Candy: você é bem curioso, hein?
Fulano: Claro! É do meu total interesse.
Conversamos mais um pouco e desligamos.

Uma hora depois, a bebida fazendo efeito e um cidadão de Pegada (com ‘p’ maiúsculo) me liga com a mesma intenção que o anterior.
Né possível, meu Deus! Justo hoje que estou nessa situação, resolvem ligar logo dois?
Dispensei esse também.

Um lado de mim dizia: Candyyyy, você precisa de um amasso, mão na aquilo, aquilo na mão, porra! Aproveita! Pára de pensar e vai se divertir.
O outro dizia: Não, você não vai fazer nada! Se aquiete que é melhor!
Um terceiro ainda dizia: Você se diverte e não precisa contar pra ninguém, boba.
Ganhou a hipótese do meio. Maldito superego!

Uma amiga ainda vem dizer que um sexy shop está em promoção. Pior que ainda fui inocente e perguntei por que ela tinha me dito isso.
“Os vibradores devem estar em promoção”.
¬¬
Eu gosto de corpo, cheiro, pele, respiração ofegante, risadas, cochichos, mordidas, puxões de cabelo, pegada, língua, saliva, pele toda arrepiada, tesão... Aquela historinha de “melhor a gente parar”, pra no segundo seguinte estar agarrado de novo...


É disso (e mais) que preciso.
Oh my God!
Quanto tempo será que ainda agüento?!

Terminei do jeito que comecei: peganinga!

O post nem foi tão forte assim, né?

Poooor favor, NÃO me perguntem por que não posso pegar ninguém.


Bom fim-de-semana! E quem estiver pegando alguém, APROVEITEEEE!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

E agora, Maria?!

Hoje enquanto eu almoçava a televisão estava ligada no jornal local.
Ontem assisti uma entrevista com uma candidata a prefeitura da minha cidade e hoje foi a vez de outro candidato.
Vou citar só uma proposta dele: Aluno de escola municipal que tirar 10,0 vai à Disney.
Preciso continuar?
São propostas que contando ninguém acredita que existam.

Tenho pesquisado sobre os candidatos, propostas, carreiras, projetos etc.
Simplesmente eu não consigo achar um que mereça meu voto, que mereça representar à mim, minha família, minha comunidade, minha cidade.

A primeira vez que votei foi há dois anos e me encontrei na mesma situação dessas eleições: olhando de um lado para o outro e não vendo em quem votar.
Até que encontrei um candidato que estava nesse meio há tempo, que lutou por propostas interessantes, estava envolvido com a educação do Estado, alguém realmente ativo no meio político. Pronto, votei nele para deputado estadual. Foi eleito.
Ano de 2007. Surgiram muitas denúncias de corrupção e lá estava o meu deputado, ou seja, meu voto, minha aposta de melhoras, envolvido. Corrupção passiva.
Alguém veio me falar que é melhor alguém que roube, mas faça do que alguém que roube (afinal todos roubam) e não faça nada.


"De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas agüenta (...)"


Não, eu não penso assim!
Pra mim político tem que ser honesto e ponto final. Não admito aceitar político corrupto. Não, não e não.
Inocência minha? Talvez.

Mas não vou me entregar, não vou entregar minha cidade, estado, região, país nas mãos de pessoas assim.
Eu me recuso!
Falta eu pintar a cara e ir às ruas? Sim, falta.
Falta eu fiscalizar melhor? Sim, falta.
Falta quase tudo.
Só que nas urnas eu sou uma pessoa consciente e não vou votar por votar.

Enquanto as eleições não chegam, continuo meu calvário em busca de um candidato minimamente decente.
E uma coisa eu digo: ta difícil, ta difícil...


'"(...) Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo uma marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida"


E agora, José?!
Ou seria: E agora, Maria?!