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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Eu, o cogumelo!


Alguém ainda me lê aqui? Manda sinal de fumaça porque eu fico mais estimulada e volto a postar (mentira, sou carente e gosto que as pessoas sintam minha falta e me encham de mimos...).

Não sei não, mas acho que sempre fui meio sequelada... meio distante, talvez diferente da maioria, principalmente emocionalmente falando. Eu sinto tanto, com tanta intensidade e frequencia, que não acredito que eu saiba o que fazer com isso, como lidar com tanto jorro de emoção.
Daí, que, sempre fui um fiasco em relacionamentos amorosos, inclusive com uns virtuais - bem sem futuro, diga-se de passagem - eram mais fáceis de levar, sabe?

E me vem o baque todo de 2010 (não, não vou ficar mais me lamentando por ele, fiquem aliviados), eu achando que estava vivendo realmente-e-e-e o amor, o que soa bem brega, eu sei.
E, pluft!, acabou de uma forma bem mal. Será que amar é isso mesmo?
Oi, alguém pode me responder?

Hoje o PP (Pequeno Príncipe) apareceu de novo pra mim - ou eu procurei, vai saber... -, e fui agraciada com dois pensamentos do Antoine, um do PP e outro da Terra dos Homens.

"Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!"

Acho que eu tenho sido meio cogumelo durante um bom tempo. Sempre tão preocupada com estudar, trabalhar, realizar meus sonhos, estudar e trabalhar de novo. Às vezes sinto a necessidade de ser tão eficiente, de dar conta de tanta coisa que talvez eu esteja esquecendo as coisas mais essenciais.

E, o segundo trecho, que me chegou hoje:

"Você compreende, sem alimento, depois de três dias de marcha, meu coração não devia estar batendo com muita força... Pois em certo momento, quando eu progredia ao longo de uma encosta vertical, cavando buracos para enfiar as mãos, o coração me caiu em pane... Hesitou, deu mais uma batida... Uma batida estranha... Senti que se ele hesitasse um segundo mais seria o fim.
Fiquei imóvel, escutando...nunca - está ouvindo? - nunca, num avião, me senti tão preso ao ruído do motor como, naquele momento, às batidas do meu próprio coração.
E eu lhe dizia: Vamos, força! Veja se bate mais... Hesitava mas depois recomeçava, sempre...
Se você soubesse como tive orgulho do meu coração!"
(Terra dos Homens)

Talvez meu coração tenha querido parar de bater, tenha desistido de tanta coisa... tenha desistido de tantos sonhos, de achar que o mundo, por pior que possa parecer, pode ser sim colorido, com músicas alegres, com pessoas boas que têm o mesmo objetivo que você: ser feliz.
Descobri, à duras penas, que o que eu, inocentemente busquei (e ainda busco), não existe. Pelo menos não assim, de uma forma tão bela e inocente.
Apesar de tudo, de tudo mesmo, gente, eu não quero desistir. Não quero deixar que meu coração pare de bater.
Aliás, que saudade putaquepariu de me apaixonar, viu?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Quando não me preencheu mais

Um belo dia acordei e simplesmente:

Ler livros não me preenchia mais;
estudar também não.

Sair, beber, rir, faxinar até a mão doer, academia, ouvir música, assistir seriado, ver o mar, ficar horas conectada, assistir seriado, comprar, fazer dieta...
nada me preenchia mais.
Nada me preenche mais.

E aí?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O 'enquadradamento' do que eu vi

Nunca me considerei uma pessoa tradicional, sempre me achei meio moderninha mesmo. Talvez fosse por causa da minha geração, dos meus amigos ou por evitar ter preconceitos e por evitar aceitar estereótipos.


Mas aí que os dias vão passando e seu senso de autocrítica vai aumentando.


Descobri que sou um tanto quadradona, de uma puta tradicionalidade que eu me espanto e me envergonho, algumas vezes. Sim, minha geração mais metida a moderna e que acha-tudo-super-normal se faz presente em mim, mas a verdade é que o quadradismo dos meus pais está bastante presente em como eu vejo e encaro as coisas.

Ainda somos os mesmos

E vivemos Como os nossos pais...


E o que desencadeou esse texto de hoje – depois de séculos sem escrever?

Bem, tenho saído e visto cenas que me chocam. Ok, não chegam a me chocar, mas me fazer refletir que mundo é esse que estamos vivendo. E, dessa vez, me refiro às mulheres. Por que elas se rebaixam tanto, gente?

Não pretendo pagar de santa e virgem, não se preocupem.

Não sei se as coisas sempre foram assim e eu estava muito bêbada para perceber ou se tudo tem… ahn, se agravado.


Dia desses eu estava numa boate da cidade (aqueeeela que o menino quebrou o braço da menina. Vocês

viram isso?) e tinha uma menina muito bêbada (e brega!) que tinha acabado de conhecer um menino, os dois começaram a ficar e a mão dele estava por todo corpo dela, na frente de todo mundo. Até que uma meia hora depois eles estavam combinando de esticarem a noite, quando estavam saindo da boate, ele encontrou com mais 2 amigos e foram os 4 pro motel (essa parte da conversa eu escutei porque já era no corredor que leva à saída do local, só tem os resquícios do barulho).


Fiquei pensando nessa menina acordando no outro dia, arrodeada de 3 homens que ela não sabe quem são e provavelmente nem lembrará como chegou ali e o que fez com eles.


Tipo, pra que passar por isso?


Alguém ainda argumentará: “anos lutando para a liberdade sexual e lá vem você retroceder com esse discurso machista”.


Sinceramente? Não sei se é machista, mas é algo que definitivamente não apoio, não pretendo viver e não irei ensinar para minha filha – se eu um dia eu tiver uma.


Ainda presenciei outras cenas, em outras noites, mas já escrevi demais por hoje.


E aí, o que vocês acham? Enquadradei demais?

domingo, 11 de setembro de 2011

Dias de sol

E aí que é noite e eu só penso em sol.

Sabe o Sol que deixa o mar mais verde, o céu mais azul, o sorriso mais aberto, o sovaco mais suado ...?
É perceber que, apesar de você não ter conquistado tudo a que se propôs, sua vida é linda. Você tem um emprego que adora, estuda o que gosta, tem uma família e amigos lindos, um cabelo de um loiro lindo (cof cof).

Meus dias são de sol, entendem?
É saber que tenho forças, que tenho vencido dia após dia.
É chegar a uma simples conclusão: sou feliz pra caralho.





Não adianta eu dizer que vou voltar a postar e visitar com frequência porque é mentira... mas to viva, sérião.
;)

sábado, 28 de maio de 2011

Entre o amor e o coração.

Não poucas vezes tive que escolher entre o Amor por mim mesma e o que eu achava que meu Coração queria.
Chegaram a ficar misturados, eu correspondia ao Coração porque, me fazendo bem, eu estava me amando também.

Porém, chega um momento que é preciso escolher entre esses dois caminhos. E, por tantas vezes na minha curta vida, eu escolhi.
Demorei, sofri, chorei, me despedacei, mas escolhi.
Escolhi o Amor. O Amor por mim mesma, pelo o que me faz bem, o que me faz sorrir, o que me faz sentir confortável, leve como pluma.


E aí quando eu aprendi a diferenciar o amor por mim mesma e o que eu considerava o amor pelo outro, eu aprendi que sou muito feliz, que minha família me faz feliz, que minha profissão me completa, que meus amigos são uma das minhas bases, que meu sorriso é lindo, que meus olhos brilham quando vejo meu reflexo no espelho, quando leio um livro que me faz viajar, quando visto uma roupa e me acho linda e gostosa, quando durmo e mato meu cansaço.

Hoje eu escolhi meu amor e só ele.

domingo, 1 de maio de 2011

Eu torço daqui

Nem sou mãe ainda e imagino como deve ser difícil querer decidir o futuro de uma pessoa que você ama. Querer puxá-la de volta para o trilho que VOCÊ acha que é o certo, o melhor.

E aí é difícil demais deixar essa pessoa decidir seu caminho e você só poder assistir.

Desejo, de todo coração, que o seu caminho seja realmente o melhor, que você seja feliz demais e que nós possamos continuar dividindo nossas vidas uma com a outra, gargalhando das desgraças passadas, comendo camarão e sendo as amigas que nos tornamos.

Te amo demais!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Amar é cuidar

Essa semana eu estava imersa em meus devaneios e aí veio algo à tona novamente: o quão necessário é nos fazermos presentes na vida daqueles que amamos.

Bem, poucas pessoas sabem que faço tratamento para Depressão e o Transtorno do Pânico - e outro dia eu falo disso com mais detalhes.
E, como eu já disse, pouquíssimas pessoas sabem e, poxa, se eu te contei é porque gostaria de compartilhar isso com você é porque eu considerava que você fazia parte da minha vida.

O mínimo que se pode tentar fazer para ajudar uma pessoa que tem doença/transtorno é pesquisar. Tentar entender o que é, o que a pessoa sente, como as pessoas convivem com tal doença, o que pode ser feito, etc.
Não se envolver, definitivamente, não é ajuda, muito pelo contrário: você pode está ignorando alguém que pode estar precisando de você.


Isso é amor?
Amar é cuidar.