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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Capital III

Eu tenho escrito textos muito informais ultimamente, assumo. E esse será mais informal ainda (se não gosta de palavrões – também não gosto muito – melhor não ler o texto todo), mas prometo tentar elevar o nível dos meus escritos de amanhã para frente. Confesso que estou sentindo falta de escrever algo realmente útil e relevante.

Pois é.. fiquei a semana toda falando de Capital e ontem foi o show, uma coisa de show! Cara, encontrei uma pessoa, cara, que fala mais ‘cara’ que eu, cara. Hahaha...
Bem, deixa eu contar do começo que fica mais fácil.

Cheguei cedo porque tinha dizendo que começava cedo. Eu sempre fico lá fora tomando umas cervejinhas e conversando. Só que, como ontem tinha mais trombadinha do que gente pra festa, Erica e eu resolvemos entrar logo. Estava vazio lá! Inacreditável! Cheguei a pensar que seria a festa mais vazia que eu já tinha ido. (A cidade inteira foi aos shows de forró. Decadente.)
E as pessoas presentes?! “Festa estranha com gente esquisita(...)”.
Senti falta de um all star surrado, milhares de tatuagens e piercings em lugares inusitados. Haha... povo muito figura, sério!

A banda local começou e tava muito legal. Não conhecia essa banda, apesar de gostar bastante das bandas locais. O ‘caba’ do vocal era muito carismático e cantava e tocava muito! Muito mesmo. Gostei. Depois veio a segunda banda local, essa eu já sou figura cativa nos shows. Eles são óóótimos! Animaram muito. E foi nessa hora que começou a encher o local. Quando o Capital começou já estava bem mais cheio e com pessoas menos estranhas.

Capital já chegou bombando! Fala sério! Que banda é aquela?! Quando eles começaram a segunda música passou um filme na minha cabeça:
“(...)Vão falar que você não é nada. Vão falar que você não tem casa. Vão falar que você não merece, que anda bebendo, está perdido. E não importa o que você dissesse, você seria desmentido. Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido. Se eu for ligar pro ‘qué’ que vão falar não faço nada (...)”
A cara do meu último ano de colégio.

Depois disso aí eu já estava louca (no bom sentido)! Eu jurooo (mentira!) que não ia comentar sobre a beleza de Dinho, mas tenho que contar de uma senhora que estava ao meu lado.
Senhora (olhando pro palco): Onde é que a gente compra esse bonequinho? (se referindo a Dinho).
Candy: ah, minha querida... se tivesse a venda eu já teria comprado! hohoho

Fala sério! Eu nunca vi uma lagartixa branca ser tão linda! Ô ‘caba’ lindo!
Tá... tá... parei com esse elogio a beleza de Dinho... ou não! Haha

Confesso que eu já quis ser uma Natasha. "(...) Tem sete vidas, mas ninguém sabe de nada. Carteira falsa com idade adulterada. O vento sopra enquanto ela morde, desaparece antes que alguém acorde. Um passo sem pensar... um outro dia, um outro lugar. Cabelo verde, tatuagem no pescoço, um rosto novo, um corpo feito pro pecado... a vida é bela o paraíso um comprimido, qualquer balaco ilegal ou proibido (...)"


Tocaram as músicas da época do Aborto, da Legião... Dessas, a melhor parte foi quando a galera toda mandou Renan pra P-U-T-A-Q-U-E-P-A-R-I-U!!!!
“(...)Nas favelas, no senado... sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação (...)”.
* Quem já falou um pouquinho mais comigo sabe o quanto a política me revolta *

Resumindo: valeu ter esperado tanto tempo para ir à um show deles! Uma energia que vocês nem imaginam! Animadíssimo! E olha que eu achei que conhecesse poucas músicas deles, mas eu cantei TODAS! Cem por cento mesmo! No próximo com certeza estarei lá de novo, eles já entram pro meu hall de melhores bandas em show. Só tem uma palavra pra definir: FODÁSTICOS!

Ah, e só para acabar esse post horroroso (e esse aglomerado de posts sem futuro e vazio), Dinho é tão... tão.. tão... sei lá o que, que até sonhei com ele depois que cheguei. Tem noção?! Mas o sonho eu não conto aqui não porque isso é um blog de família e de respeito. Haha

**Prometo voltar com escritas melhores**

Bom feriadão à todos!!!
Beijoooooooos

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