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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Meu Brasil Brasileiro

27/12/07


Sotaque... se tem algo que me chama atenção é o tal do sotaque. Não conheço muitos estados, mas sempre que viajo tento prestar atenção o máximo possível para a forma e o ritmo de falar das pessoas. E não só quando viajo. Abro bem os ouvidos ao escutar música, ao assistir tv e ao me relacionar com as pessoas de outras localidades. Quando cito a tv não é aquele sotaque fabricado que visa a, muitas vezes, ridicularizar, seja o nordestino, seja o sulista, e raramente retratam a realidade.

Conheço o sotaque de alguns lugares do país: Manaus, Fortaleza, Natal (que não conta muito hehe), Mossoró-RN, Recife, Aracaju, Salvador, Rio, São Paulo, Brasília, Porto Alegre e um mix do interior do PR e SC.

Todos me fascinam e muito me agradam em escutar. Mas estaria mentindo se dissesse que gosto absurdamente de todos e acho todos os sotaques lindos. Encabeçando a lista dos que eu não gosto está o do carioca, aquele carioca “ixperto, sangue bom”.

Um dia eu estava na Internet e escutava uma entrevista, que nem lembro mais sobre o que era. Chegou um momento que desliguei o monitor, a luz, fechei os olhos e simplesmente apreciei um dos sotaques mais lindos que já escutei. Exagero?! É, talvez. Mas do mesmo jeito que tem gente que aprecia sabores, eu aprecio sotaques.

E, sinceramente, se eu passar uns meses em um local, absorvo o sotaque com muita facilidade. E não é questão de esquecer raízes, é porque quando escuto algum (sotaque) de fora, fico imitando mentalmente, comparando a entonação e ritmo com outros sotaques; achando graça de alguns lugares, no próprio nordeste, falarem “chiando” (txi, dji) e outros com a voz tão carregada. Eu me encaixo no segundo perfil. Ah, voltando à questão de eu imitar sotaques que escuto, eu repito mentalmente várias vezes e depois repito mais outro lote de vezes, até conseguir passar por um morador local com facilidade. Acho ótimo esse exercício: divertido e prazeroso.

Por esses dias eu estava assistindo à uma entrevista na televisão (o que é raro: ligar a tv) com um músico que não faço a menor idéia de quem seja quando minha irmã chega na sala e:
Erica: Af! Que cara de lesa é essa, Candy?!
Eu (me recompondo): Que cara?
Erica: Eu entrei aqui e você tava com uma cara de boba olhando para a tv...
Eu: Sei não! E você está vendo demais pro meu gosto.
(risos de ambas)

A cara de boba era por causa do sotaque do entrevistado. Para terminar o post eu lanço o desafio: alguém aí adivinha qual era esse sotaque que me fez desligar o monitor e a luz uma vez e ficar com cara de boba, noutra? Hehehe
Quero ver quem acerta (respondo no próximo post).
*Nunca repeti tanto a palavra “sotaque”.

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