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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

E Fabricou-se...

Último dia do mês. Último post do mês. Perceberam como mês passou rápido? (sim, sim, eu gostei da palavra 'mês').

Discutimos na sala sobe juízo, pré-julgamento, e nos foi pedido para contar uma história que tivesse acontecido (ou podia inventar também). Aqui vai minha criação em sala de aula.

O menino e a Preconceituosa

Parecia um dia como outro qualquer, me arrumei e me encaminhei à faculdade. no entanto, no caminho me deparei com a situação: um garoto indo ao colégio.

Mas e daí? O que tem de diferente em um garoto ir ao colégio, pela manhã, em época de aula? Bem, nada demais. Mas o que me chamou a atenção não foi só isso. Meu preconceito foi mais insurgente do que considerar a situação comum. O preconceito veio do que considerei o menino, em primeiro momento, estranho. O achei muito crescido, digamos assim, para ainda estar no colégio e também achei que tinha algo mais estranho ainda. Tentei me desligar da situação e assistir minha aula normalmente.

O que eu não contava era ver esse mesmo menino todos os dias. Foi aí que o observando melhor, pude levantar hipóteses e a mais plausível foi que ele tinha algum problema mental, retardo talvez. Fabriquei um indivíduo.

E me assustei em quanta coisa preconceituosa e mesquinha passou pela minha cabeça. O que tem de extraordinário em uma pessoa freqüentar colégio? É normal!E deve fazer muito bem a ele, assim como faria a qualquer outra pessoa. Por que uma pessoa deficiente não poderia ir ao colégio? Puro preconceito meu!

Aí me veio à mente outra idéia: Não seria perigoso ele ir sozinho ao colégio? Seria ele capaz? Os colegas de classe, como reagiriam a presença dele? Fui tentando responder cada pergunta, mentalmente. E cheguei a conclusão (uma outra hipótese, na verdade) que os colegas de classe devem tratá-lo e olhá-lo de forma diferenciada. Pelos menos diferenciada do conceito que fiz dele, ele deve ser tratado igual aos outros coleguinhas e igualmente amado.

Passados mais alguns meses eu o encontrei em uma loja, trabalhando. E, por mais uma vez, confirmei o quanto fui boba questionando a capacidade dele. E eu, que me considero "normal", não trabalho. Quanto preconceito de minha parte! No fim desses pensamentos fiquei feliz por ele conseguir se sobressair mesmo um uma sociedade tão preconceituosa e que limita as pessoas, quiçá um deficiente. E, então, mudei meu conceito a seu respeito.

Fabriquei um novo indivíduo.


"Sempre penso em conseguir
Nunca penso em desistir
Deixo a vida rolar
Hoje eu tenho que esperar
Mas meu dia vai chegar... "

Bom fim-de-semana para vocês!
O meu promete! Uhuuuuul \o/

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