Daqui a uma semana, um mês, um ano, eu não vou poder me culpar por não ter tentado, por não ter lutado, por não ter querido, por não ter tido esperança.
É como se fosse um doente terminal que não quer mais viver e eu testo todos os remédios, equipamentos. Faço malabarismo. Apelo para os céus. Mas a situação só degringola. O doente ainda não deu o último suspiro de vida, no entanto, já é claro para mim que a situação não vai mais ser contornada e a falência é iminente.
Isso não tem me feito bem, mas eu sei que fiz muito para que nada disso acontecesse, mas há coisas que são inevitáveis. Essa é uma delas.
Mas a questão central deixa de ser a perda e passa a ser: nem eu sei se quero mais isso pra minha vida! Eu sinceramente não sei e receio que não queira, que isso tudo não tenha passado de uma ilusão. E por que eu deveria continuar lutando por um paciente que já deu todas as mostras que desistiu de viver?
“Adeus você...
Eu hoje vou pro lado de lá
(...)
E não pensa que eu fui
Por não te amar”.

*Texto escrito ontem à noite. Hoje as coisas mudaram. Eu não tenho mais dúvidas de que eu não quero, tenho certeza! E assim se encerra mais um ciclo. Inicio um outro com o desejo de que seja melhor.
**Desculpem-me de alguns de meus posts têm sido enigmáticos, obscuros, misteriosos e confusos. É porque eu não posso mais ser 100% explícita como na época da criação do blog.

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