Era uma vez uma bailarina e um soldadinho de chumbo. Por incrível que possa parecer foi ele quem a mostrou como a vida podia ser graciosa, leve, cor-de-rosa. Pois a pobre bailariana “permanecia tão rígida quanto de costume, sobre a ponta de um pé e com os braços estendidos”. Ela meio que sem entender o que acontecia, foi-se deixando embalar pela nova música que ecoava em seus ouvidos e então, voltou a dançar e espalhar seu brilho por aí.
Aos poucos ela foi aprendendo a sorrir para o soldado e não podia entender como alguém tão cheio de luz podia ser apenas um duro, desengonçado e sem graça soldado de chumbo. Então, ela passou a desconfiar que ele fosse diferente e quando viu-se encantada por ele, soube que ele era de um reino distante. A vida para ela, quando deparada com o real, tinha ficado acinzentada, mas conseguiu sentir o arco-íris no seu caminho.
Ela, sem opção e já feliz com seu novo jeito de ser, continuou a espalhar sua felicidade por aí e junto com sua Companhia levava graça e ternura para outras terras, mas não a do seu soldadinho. Talvez ela passe pela terra dele, talvez não. Mas a bailarina no auge de seu mundo encantado acredita que a mágica não acabou e que suas preces ainda não chegaram ao céu.
Para a bailarina o balé continua...
“Ele lembrou a bonita bailarina a quem não veria mais, e em seus ouvidos ressoou um antigo estribilho:
Adiante, adiante, soldado, que não podes à morte te entregar”.
Caso queiram entender melhor minha viagem:
http://members.fortunecity.com/gafanhota/chumbo.htm
http://muuzik.net/letras/o-teatro-magico/bailarina-e-o-soldado-de-chumbo/

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