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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Era Uma Vez...

Ele morava em Curitiba. Ela em Natal.


Dezembro de 1975.
Eles se conheceram em uma formatura. No dia seguinte começaram a namorar.
Ele que era desconfiado com as pessoas, confiou de primeira nela. Ela que era durona, amoleceu.
Ele ainda passou um mês na cidade dela.

Janeiro de 1976.
Ele voltou à Curitiba. Ela continuou na sua cidade.
Só foram se ver novamente em Julho do mesmo ano.
Enquanto isso, ele escrevia uma carta por dia para ela e colocava nos Correios. Ele nunca imaginou que pudesse ser tão romântico.
Ela, por sua vez, guardava todas com um carinho especial.
Às vezes falavam-se por telefone, mas nessa época isso não era muito comum.

Dezembro de 1976.
Ele se formou e ela foi comemorar e estar junto nesse momento tão especial e importante com ele no Sul. Claro que a mãe dela também foi junto, a filha não poderia ficar mal falada.
Em janeiro do ano seguinte ele saiu de Curitiba e foi morar em São Paulo.

O casal só voltou a ser ver em julho de 1977. Eles ficaram juntos por quinze dias que foi o tempo que ele tirou de férias. Em dezembro, mais quinze dias.
E os encontros eram sempre assim: interrompidos. Mas quando perguntados, respondiam que havia plenitude e amor.
“Ela é o amor da minha vida”.
“Ele é o homem para toda a minha vida”.
Diziam isso desde o começo do namoro.

Ele morou durante os anos de 1977 e 1978 em São Paulo. Eles se viram pouco.
Sabiam que a distancia era necessária para que eles ajeitassem a vida profissional e financeira.
Eles contaram que a saudade dilacerava, mas era preciso agüentar tudo. Isso passaria rápido e teriam a vida inteira pela frente.

Janeiro de 1979 ele foi transferido para Recife.
Agradeceram aos céus por ele estar perto e poder ir à cidade dela todo fim-de-semana.
Era ela quem ele queria. Era em seus braços que ele encontrava o sossego que tanto pedia durante a semana.

“Estou de volta pro meu
aconchego. Trazendo na mala
bastante saudade (...)”

Era ele quem ela queria. Era com ele que ela sentia que estava completa, feliz.
Mesmo assim sem muito sossego porque naquela época a “moça podia ficar mal falada e os homens só queriam se aproveitar”.
Nenhum dos dois acreditava que isso pudesse acontecer entre eles.

Abril de 1979.
Eles não queriam mais esperar. Ela foi até Recife para comprar os móveis da casa.
20 de Abril do mesmo ano eles se casam no civil. Mas não foram morar juntos. Aconteceu apenas para ele dar entrada na burocracia de pedido de moradia na vila militar, a qual todo militar casado tinha direito.

Em 20 de Outubro de 1979 eles, enfim, casaram-se na Igreja com toda a pompa que ela sonhava e ele aceitava feliz.
Começaram, então, a vida de casados de verdade.

No final de Janeiro de 1980, ele foi transferido. Dessa vez para o Rio de Janeiro. Ela, claro, foi junto. Como ficar novamente longe de seu amor?
Em maio de 1981, lá estavam eles de volta à Recife, a segunda paixão dele.

Como aumentar a felicidade?
Com o nascimento, em fevereiro de 1982, de sua primeira filhinha: Erica.
Mas eles sentiam que ainda faltava algo. O que era?
Bem, para completar o que já, por tantas vezes, parecia completo, nasceu em Novembro de 1986, Candy.

O amor do casal que namorava a distância resultou em um casamento e duas filhinhas. E como esquecer do baú com todas as cartas que ele escreveu para ela por anos a fio?

*E quem disse que namoro a distância não dá certo?
Bem, com eles deu.
E quem disse que Era Uma Vez só acontece em contos de fada?

21 comentários:

Anônimo disse...

achei que tinha encarnado o espirito Kari em vc nesse post tb...
depois percebi que era fato.

magina só, se naquela época deu certo, sem tantos "recursos" tecnológicos para se conversarem, imagine hoje...
:D

/happy

;**

Anônimo disse...

Oi, Candy!
Deve ser transmimento de pensação, só pode. Meu post de hoje foi de uma história assim. Não tão completa, com tantos detalhes, mas tão bonitinha quanto. Contei como meus bisavós se casaram...
Respondendo às suas perguntas, sou jornalista, trabalho fazendo jornais para empresas. A relação de Amarilis com a mãe é muito estranha. Minha terapia não é corporal (até onde eu saiba). A Tia Terapeuta é freudiana não radical. É legal, tem me feito bem. Na verdade, tem me feito perguntar por que diabos eu esperei tanto tempo pra fazer.
Bjo!

Michele disse...

Namoro à distância dá certo, sim, quando se tem muito amor e a mesma dose de confiança! E olha que de repente até dá mais certo, porque a saudade é tanta que quando se encontram, só resta tempo para beijos e abraços sem fim!

Grande beijo, querida!

Kari disse...

Até o Xande lembrou de mim... heheheh

Aí Candy! Que estória mais linda!!!! E sabe o que a deixa mais bonita? Saber que eles continuam juntos e super felizes!!!!

Aí aí... Se Deus quiser as coisas vão correr assim pra mim também!!!!!!

Um beijão pra tu e
amei a forma como a linda estória foi contada...

Ah! E falando no Xande, achei que ele nem lembrava mais de mim.... hehehehehehehhe

Anônimo disse...

Nem todos os clichês são verdades verdadeiras.
O que é pra ser nosso, ninguém tira!
Beijos no coração e uma ótima semana para você.

Camila disse...

bem vinda ao blogspot!!!
como ja eh tarde da noite nao tive tempo de ler o seu texto,
mas amanha eu volto para comenta-lo

beijao

Camila disse...

Que lindaaa história floor1
hahahahha

sim eu faço terapia
POR CAUSA DO CURSO NÉ SENAO ENLOUQUEÇO
e dtesto estatistica! É PÉSSIMOOO

Anônimo disse...

Que lindo!! E hoje em dia parece que não tem mais histórias de amor românticas desse jeito, né?
Beijo.

leticia sayuri * disse...

linda história, e o melhor de tudo, é de verdade verdadeira \\o//

reapareci... rsss


bjo*

Evelise disse...

Oi Candy!

Que bom que voc� achou meu blog por a� pois caso contr�rio, eu n�o leria essas maravilhas que voc� guarda aqui ;)
LINDO o texto dos seus pais viu.

Mas eu me sinto meio culpada, ainda a pouco tempo terminei um relacionamento por causa da dist�ncia ;/
(div� agora, credo hahahaha)

Dei uma lida nos textos anteriores tamb�m. uns c�micos, outros tr�gicos (como o da professora). tragic�mico, eu diria. E gostei do que voc� falou sobre blogueiros que realmente l�em os posts, to nesse time! E vou voltar sempre aqui, pode crer :)


Beiiijos e boa semana a� tamb�m queridaa!

ps: aaah! eu tb atraio coroas :X tenho 17 anos, e o que mais me aparece � cara que t� perto dos 30 o.O ahaahahahah.

Anônimo disse...

É uma coisa que eu sempre digo: Amor à distancia dá certo sim, basta os dois quererem!

Maria Renata disse...

Que bonito! O sentimento quebrando barreira por todos esses anos e ainda intenso! Existe amor aí. Adorei!
beijos e eu volto ;)

Anônimo disse...

Que linda a história de teus pais, "doce mel"!

Como sou sem-vergonha, vou complementar que foi, de fato, um conto de fadas e f*das! Delas resultando uma linda família... hahaha.

Parabéns pela "casa nova" e por me convidar para visitá-la. Tenho um grande carinho por ti.

Beijo!

(vá relevando aí a piadinha acima... Sou assim mesmo)

Alguém disse...

Oi amiga!!! :D

Quando há amor verdadeiro, conseguimos superar qualquer barreira, incluindo a distância física!

Linda a história dos seus pais... :)

Adoro histórias assim! ;)

Beijos e tudo de bom pra vc!

Antônio Dutra Jr. disse...

Oi, Branquela!

Eu tô bem, graças a Deus tudo está melhorando. Muito obrigado pelo apoio e pelas orações. Vamos continuar firmes, que tudo dará certo!

Beijão!

Fernanda Watzko disse...

Olá!
Obrigada pela visita! Lindo o seu blog,não li tudo mas já gostei muito. Vou te colocar nos meus links favoritos.

Adorei esse post!
Acredito sim que histórias de amor como esta e contos de fadas existam...

Beijos

Menina apaixonada disse...

Que história mais linda, amei!
Sabe sempre que eu vejo ou leio uma história como essa eu me pergunto, e o amor será q ainda existe, sabe pq meus pais, eles ainda são casados,mas as coisas não são mais as mesmas, e as vezes sinto medo de um dia o meu namoro ficar como é o casamento dos meus pais...Desculpa eu falar disso tah,foi sem querer q citei meus pais.
mas acredito q histórias de AMOR verdadeiro podem dar certo sim!
Bjinhusss

.Intense. disse...

Novembro de 1986. Somos do mesmo mês, mesmo ano.

;)

Candy, i know what you talk about.rs Não dá certo sempre, mas tb não dá errado sempre. Não é pra todo mundo, mas tb não é pra muitos poucos. Comigo deu errado, e não era nem é pra mim, mas quem disse que...?

Quer um conselho? Procura um livro chamado Ana e Pedro. Vc vai gostar, eu acho. É simples, pequeno, barato, e delicioso de ler.

;)

Enfim, sobre o estresse...tranquilo, eu tenho até novembro pra entregar o tcc.rs Só lembrei agora pq estava escrevendo parte do projeto esses dias...e o namoro, está bem. As vezes falar no blog me ajuda mto, eu acho um equilibrio que me faz ficar bem e, isso, claro, afeta a gente de forma positiva. Obrigada pela preocupação, menina doce.

;*



ps.: sim, a terapia está bombando! qro ver se consigo passar a minha pra de 15 em 15 dias, pra ver se já consigo caminhar sozinha uns dias...

Ariana Coimbra disse...

Que linda história!

Amei seu blog!
Mto bom!

Beijo*

Flá Costa * disse...

juro que você acaba de me dar muita esperança.
Meu "affair" mora longe, e andava colocando na ponta do lápis se valia a pena...
VALE!

beeeijo

G i h . V i s c o n i / ♥ disse...

Nossa que amor mais lindo.!
É uma pena que nos dias de hj seja tão ráro não é mesmo?

Hj tudo está muito superficial, o 'euteamo' virou bom dia, ninguém da a minima para o verdadeiro significado dessa palavra.

Mas não devemos perder as esperenças na humanidade não é mesmo? rsrs

Ah! sobre sua pergunta lá no meu post... então, realmente não é facil criar um filho sozinha, mas mãe é mãe né... Deus nos dá forças para enfrentar tudo e todos por um filho!

beeijo.. ah! postei mais um capitulo... té +