Camilinha era uma menina linda de cerca de sete anos. Uma menina dos cabelos loiros cacheados, branquelinha, das bochechas rosadas, boquinha vermelha e tímida.
Não era difícil encontrá-la em qualquer canto escondido da casa, com seu inseparável diário e sua coleção de canetinhas coloridas, escrevendo e escrevendo.
Sempre havia um curioso que perguntava o que essa linda garotinha escrevia. Seu pai sempre se intrometia e dizia em tom de orgulho “Essa é a futura escritora da família” e estalava um beijo na sua filha.
Ela não respondia a pergunta, apenas soltava seu belo e espontâneo sorriso, faltando um dentinho e saía correndo pela casa para brincar com as outras crianças.
Mas a resposta ela sabia: Eu escrevo a vida!
Ela escrevia sobre tudo o que sua precoce percepção permitia.
Às vezes palavras soltas, elogios, frases, pensamentos. Às vezes poesias.
Ah! e como ela gostava de escrever poesias!
Os anos foram passando e Camilinha virou Camila. Ficou um pouco menos tímida, mas continuou sendo aquela menina calada e fechada da infância.
Muitas mudanças ocorreram em sua vida, mas algo continuou firme e forte: continuava escrevendo sobre a vida.
Seja que vida fosse, seja de qual ângulo fosse.
E as poesias faziam com que ela conseguisse colocar para fora todo aquele sentimentalismo, emoção e sensibilidade que ela aprendeu com a vida, a ocultar.
Mesmo tantos anos depois ainda existiam pessoas que perguntavam o que ela tanto escrevia ali. Seu pai já não dava a mesma resposta, ele agora fazia coro com os curiosos. Ele também queria saber o que tanto sua filhota escrevia, mas apesar de sua curiosidade, sempre respeitou o espaço dela.
Mais alguns anos se passaram e Camila passou por todas as fases: a adolescente insegura, a adolescente rebelde, a dúvida de ser adolescente ou adulta, a faculdade, as descobertas, mais dúvidas e agora ela se encontra em outro momento de mudança em sua vida.
Mas sua canetinha que não mais colorida é, e seu pedaço de papel continuam sendo seus fiéis companheiros. Onde ela está eles estão.
A vida continua sendo escrita.
Não era difícil encontrá-la em qualquer canto escondido da casa, com seu inseparável diário e sua coleção de canetinhas coloridas, escrevendo e escrevendo.
Sempre havia um curioso que perguntava o que essa linda garotinha escrevia. Seu pai sempre se intrometia e dizia em tom de orgulho “Essa é a futura escritora da família” e estalava um beijo na sua filha.
Ela não respondia a pergunta, apenas soltava seu belo e espontâneo sorriso, faltando um dentinho e saía correndo pela casa para brincar com as outras crianças.
Mas a resposta ela sabia: Eu escrevo a vida!
Ela escrevia sobre tudo o que sua precoce percepção permitia.
Às vezes palavras soltas, elogios, frases, pensamentos. Às vezes poesias.
Ah! e como ela gostava de escrever poesias!
Os anos foram passando e Camilinha virou Camila. Ficou um pouco menos tímida, mas continuou sendo aquela menina calada e fechada da infância.
Muitas mudanças ocorreram em sua vida, mas algo continuou firme e forte: continuava escrevendo sobre a vida.
Seja que vida fosse, seja de qual ângulo fosse.
E as poesias faziam com que ela conseguisse colocar para fora todo aquele sentimentalismo, emoção e sensibilidade que ela aprendeu com a vida, a ocultar.
Mesmo tantos anos depois ainda existiam pessoas que perguntavam o que ela tanto escrevia ali. Seu pai já não dava a mesma resposta, ele agora fazia coro com os curiosos. Ele também queria saber o que tanto sua filhota escrevia, mas apesar de sua curiosidade, sempre respeitou o espaço dela.
Mais alguns anos se passaram e Camila passou por todas as fases: a adolescente insegura, a adolescente rebelde, a dúvida de ser adolescente ou adulta, a faculdade, as descobertas, mais dúvidas e agora ela se encontra em outro momento de mudança em sua vida.
Mas sua canetinha que não mais colorida é, e seu pedaço de papel continuam sendo seus fiéis companheiros. Onde ela está eles estão.
A vida continua sendo escrita.
Para ela não importa se o dia está claro, sol brilhando e passarinhos cantando. Até pensa ao contrário, é nos dias chuvosos que sua canetinha mais trabalha.
Ela pode falar sobre a pureza das crianças, a crueldade dos adultos, a bondade dos idosos, a falta de justiça social, a presença de Deus, a importância de amigos verdadeiros, a irresponsabilidade e diversão do fim-de-semana, sua idéias, seus acontecimentos, seus delírios, seus sonhos mais profundos, seus sentimentos mais belos e suas vontades mais torpes (...).
Não importa sobre o que Camila escreva, ela escreve com o coração.
Sempre.
E é por isso que ela nunca vai abandonar seu ciberespaço nem muito menos as amizades que ela fez através dele.
Nunca.
Camila escreve a vida porque, para ela, a vida também pode ser escrita!
_________________
*Eu ia escrever sobre algo totalmente diferente, totalmente mesmo, mas saiu esse texto. Então deixa porque ele sou eu de todas as formas.
Ah, meu nome não é Camila.

16 comentários:
Oi Candy..
eu fui bem assim qdo criança, com diarios e canetinhas.. rs
ate hoje tenho as minhas agendas e hj essa paixao por escrever passou pra esse mundo e cá estou.
Adorei o texto, obrigado pela visita.. e espero q vc chegue no infinito.. é pra la q eu estou indo :)
beijão moça!
Desconfiei que era biográfico...
Bjs.
PS: o bebê é agora pra meados de novembro... Pertinho já!
Candyyyyy, e que volta né...
nossa me identifiquei com Camilinha... rs... amei o texto...
saudades dos seus posts...
Ah! pode deixar antes de eu ficar doida por causa da monografia vou fazer um memorial... hahahaha...
beijos...
Até porque o que ficou de mais importante não foi o nome, mas sim o enredo em torno do que ele representa. Bjão.
Eu bem sei Lili, que teu nome não é Camila.... hehehhe
Mas que lindo texto!
Escrever sobre a vida, os sentimentos e pensamentos é tão bom, né? Faz com que enxerguemos as coisas diferentes. Nos faz, de certa forma, diferente dos outros...
Um beijão pra tu
Nos faz imaginar..refletir...e saber como é a nossa vida né?
aaah já fui camilinha!
:)
Que bom existirem Camilinhas... As Camilinhas de ontem é que tornam os blogs de hoje tão interessantes. Escrever sobre a vida, as cores dos dias, as diferenças... é o que há de melhor. E observar. Isso é crucial.
Ah! agradeço também pela dica lá no blog... tomara que daquele jeito dê certo e eu aumente minha popularidade mesmo...rs rs rs rs...
Cheiro grande, "Camilinha".
Q bom amiga, q é vc...mostra tua sensibilidade diante da vida e dos outros e a vida descrita é difente da vida vivida, pois contém a emoção q nunca vai se apagar.
parabéns por ser uma pessoa assim.
bjos!
Sabe que eu também tinha essa deliciosa mania de escrever sobre tudo? Depois, fui largando... Não sei o motivo...
E uma coisa eu concordo... Realmente, nos momentos mais turbulentos é onde conseguimos extrair da alma a mais bela mensagem, as mais tocantes palavras...
Espero que a Camila realmente nunca pare de escrever e que ela continue conosco, firme e forte no cyberespaço! :D
Beijos, amiga!!! Fica com Deus!!!
Oi, Candy!
Que bom que a Camila continua escrevendo sobre a vida. E que nem ela nem você vão abandonar o ciberespaço!
Eu também não vou, mesmo que pareça, já que ando ultra afastada.
Bjo
Me identifiquei muito. Também sempre fui uma criança quieta mas que tinha em seus escritos sua maneira auto-conhecimento.
Beijo.
Seu nome não é Camila, mas desconfio de que Camila também seja você, seja eu, seja outras tantas pessoas que compartilham essa mania de ver tanta coisa, sentir tanta coisa, que há que se escrever pra não implodir.
Lendo seu texto, deu vontade de sorrir pra essa menina de cabelos de anjo.
Ah, publiquei mais um "capítulo". Espero que vc goste. Ando meio sem inspiração, a cabeça cheia demais. Justamente por isso, acabei escrevendo mesmo sem achar que sairia alguma coisa que preste. Contraditório? Imagina... rs.
Bjin !!!
Candy, se não fosse tímida, pensaria que esta Camila aí sou eu!
rsrsrs
Me pareço com ela...
Beijo
Eu não escrevia muito na infância.. Eu li muito, mas escrevia pouco. Saudadees da minha infância..
Beijos, Candy!
A diferença de você pro texto é só o nome da personagem?
Adorei o tom poético que sai ao dizer que ela escrevia sobre a vida, seja que vida fosse e de qual ângulo fosse. Adorei, adorei.
Adoro esse ciberespaço! :)
huidahsdiuashdsa
me identifiqueiii demaisss, tirando a cor dos cabelos e a timidez...
alias todos nos escrevemos sobre a vida.
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