“Estamos tão acostumados a nos disfarçar para os outros que, no fim, ficamos disfarçados para nós mesmos”. François de La Rochefoucauld
Apesar de não conhecer essa frase anteriormente, esse pensamento foi um dos motivos que me motivaram a escrever. Desde sempre.
Acredito que por mais que alguém seja espontâneo, sincero e totalmente verdadeiro, muito da nossa real essência fica para trás, encoberta pelas convenções sociais, pelo que nos foi passado e até por pura comodidade.
Esse ‘corte’ no nosso real jeito de ser começa desde que nascemos (às vezes até antes!), nossos pais, por nos amarem demais, querem sempre nosso bem e sempre nos moldam de uma forma que eles consideram mais correta e que nos evitará sofrimentos futuros.
É fácil criticar o que apreendemos da nossa família.
É simplista ficar julgando o que é correto ou não.
É imponderado culpar quem nos educou ou ainda culpar a sociedade.
O que está feito, está feito.
Se você é de alguma forma que não gosta, cabe a você querer mudar e assumir todos os riscos e consequências. Não adianta agir como uma criança birrenta ou como aquela que aponta o dedo indicador para frente.
Levante a cabeça, estufe o peito e vá atrás do que você realmente quer e acredita.
Mas lembre-se: nada na vida é definitivo!
Você pode voltar atrás e fazer o que você, até então, fazia.
Naturalmente não se pode esquecer de que tudo que fazemos traz consequências (esqueceram do efeito borboleta?), mas não estamos condenados a ser infelizes.
Nada disso!
Chega de se enganar, de mentir para os outros e acreditar na sua própria mentira.
Hora de se assumir, de se conhecer, de sofrer por isso.
Afinal, nem todas as descobertas são fáceis de encarar. Mas somos fortes o suficiente para cair e levantar.
Por que eu estou escrevendo sobre isso?
Bem, porque esse texto foi escrito por mim para mim mesma.
Escrever aqui nesse meu espaço é uma forma de libertação e até de muleta, às vezes.
“O homem é menos ele mesmo quando fala na sua própria pessoa, dê-lhe uma máscara e ele dirá a verdade” (Oscar Wilde).

17 comentários:
Olá, voltei!
Sempre levei umas pauladas por ser eu mesma.
Assumo as consequências por piores que sejam, só sendo assim - verdadeira dona de mim - me sinto viva.
Atores sociais me dão um certo repugno e também quero que as pessoas sejam elas mesmas perto de mim, por mais que isso seja difícil, afinal, ao sermos nós mesmos estamos de peito aberto ao mundo, mas ainda assim vale a pena.
Beijos.
PS: tbm tenho alergia a sol! Fico me coçando nos lugares que bronzeou! huahuahuahuaa
Ser vc mesmo... tento fazer isso, sem me preocupar tanto c sociedade... embora dificl, mas tento...
Verdade.
Sinto em dizeer que eu não fui forte o suficiente para ir atras do que eu realmente quero e acredito.
Alias, eu fui, mas por implicações do destino ou do que eu nao sei explicar, mudei meu ponto de vista e percebi q nao tinha certeza se era aquilo mesmo ou se eu estava abrindo mal daquilo por outras pessoas e nao por mim mesma sabe?
A questão é que mais cedo ou mais tarde temos que revelar quem somos e o que queremos, pois corremos o risco de vivermos insatisfeitos por um vida inteira.
Gostei da mudança no blog =)
Vou alterar nos meus links, bjos
CANDYYYYYYYYYYY...
Vim aqui pra uma missão muito importante. Peço que leia os meus dois últimos posts e, se possível, divulgue.
Obrigada.
Te adoro!
Volto em breve com um blog novinho e cheio de inspiração.
Candy, curioso como o seu texto teve TUDO a ver com a minha última sessão com Tia Terapeuta. Dá até vontade de mostrar pra ela.
Bjo
Hey, eu fico feliz que minhas palavras te contagiem.. isso é muito bom!
Mais feliz estou eu né?!
Beeijos, bom fds..
Já alterei o link!
Dê-lhe uma máscara! Nada como o anonimato pra gente se revelar, não é mesmo? O que eu sei é que a minha sinceridade já me causou problemas. Eu sou sincera até demais, e não dá pra viver em sociedade falando tantas verdades. A não ser que você se torne eremita... O causo é que é necessário de vez em quando. Tudo que é extremo faz mal, tanto a sinceridade quanto a mentira.
Oi Candyyyy!!! :D
Esse texto serve para mim também...
Em muitos momentos, eu deixo de fazer o quero ou até mesmo de ser quem sou, para me sair bem na "fita".
E tenho constatado o seguinte: As pessoas não querem alguém verdadeiramente ele mesmo. As pessoas querem personagens.
Toda vez que eu sou eu mesma, eu acabo perdendo e muito...
Claro que não é com todas as pessoas que conheço que acontece isso, mas é com a maioria, viu? :|
Quando me dou conta no que esse mundo está se tornando, eu simplesmente fico abismada...
Quanto a morte lá no meu blog... não se referia a morte física, mas sim, de tudo aquilo que dentro de mim existe e que externado, não está dando certo ou nunca deu... Entende?
Amiga... Desejo que o seu passeio seja pra lá de especial, viu? :)
Divirta-se bastante!!! :D
Beijos! Fica com Deus!
Candy! De um certo modo também escrevi sobre certas máscaras, agorinha. Eu acredito que nós somos resultado de um conjunto de fatores modificados ao longo da vida. Nada é permanente. E muitas vezes, em algumas ocasiões nos escondemos sim, mas isso não impede que depois possamos nos mostrar um pouco mais. Talvez eu não consiga me mascarar para algumas pessoas da minha vida. Por mais que eu tente.
Um cheiro bem grande.
Hummm..
Eu escrevi um post que falava algo parecido, que por mais que fugissemos, nao podemos fugir de nos mesmos e temos que nos encarar.
Somos um molde de onde viemos, convenções, mas isso não significa que não temos o poder de mudar, mesmo que isso seja dificil, o senso comum sempre prevalece.
Eu procuro ser eu mesma, masss somente eu me conheço bem, e as vezes " a tal educação" ainda prevalece e passo a ser hipocrita!.. Não deveria ser assim, mas é desnecessario magoar as pessoas em vão, so para ser autentica!...
Bjitos.. otima semana!
Candy linda!
Adorei o lay novo! Ficou maaara!
Sobre o post, meo! Não adianta fugir de nós mesmos! Por mais que tentamos nos enganar, uma hora a gente cai na real, né!
Super beijo amoreee
Seu post me fez lembrar uma passagem de Lispector que gosto muito:
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."
Acho que uma das maiores loucuras da vida é mesmo que ninguém nunca vai conhecer-se a si mesmo verdadeiramente, nem aos outros.
É ruim saber que existe gente desse tipo, e talvez qualquer um seja ou já foi. A mentira é uma encurralada bem dificil de sair.
Adorei a frase de oscar, até peguei pra mim hahaha
Oi!
Gostei demais desse novo visual e nome do blog, bonito pra caramba.
E esse assunto que abordaste nesse post é delicado demais. O próprio objeto de análise do texto interfere na criação do texto, ou no comentário.
Por que ao falar disso, nos vemos em uma situação estranha: pra falar a verdade a respeito disso, precisamos quebrar alguns paradigmas que estão enraizados na nossa cabeça.
Enfim, me compliquei todo.
Parabéns pelo blog e pelo ótimo texto.
Beijão!
A sociedade nos molda do jeito que ela acha que é certo e que melhor convém a ela. Mas Jim Morrisson dizia que quando as portas da percepção forem abertas, o homem verá as coisas como elas realmente são: infinitas.
É por isso, que as pessoas devem pensar mais nas coisas e na vida e não simplesmente engolir tudo que lhe dizem, pois cada cabeça é um mundo e cada mundo tem as suas verdades, certo e errado.
Beijo
Candy, eu também encontrei no blog uma maneira de me auto afirmar como sou. Sem amarras, sem máscaras (por vezes necessárias), exponho nele o que penso, o que gosto, o que sinto...Pensando bem, segundo o magnifico Oscar Wilde, olhando por outro ponto de vista, meu blog é minha máscara, hohoho. Lay novo, hein!Bjocas
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