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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Livro e filme

Certo dia eu estava passeando em uma livraria e me deparei com um livro que me chamou muita atenção. Fui lá, peguei, passei a mão, abri, passei as folhas, senti o cheiro (?) e fiquei encantada com o que eu encontraria naquela leitura.
Já tinha ouvido falar do livro, ele está na lista dos mais vendidos, mas só depois de me deparar com ele foi que tive certeza que eu precisava lê-lo.

Um tema que muito me encanta, o Nazismo. Não por achar correto, claro. Mas pelo o que ele significa em nossa história e como uma Nação se rendeu à um bigodudo maluco. Porém não é bem sobre isso que quero falar hoje.

O Menino do Pijama Listrado de John Boyne:
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. “O Menino do Pijama Listrado” é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Eu criei muita expectativa diante dessa leitura (apesar de ter lido algumas críticas que não falavam tão bem, mas isso é bem relativo) e acho que foi isso que me decepcionou tanto.
Não, o livro não é ruim.
Em alguns momentos me emocionei. Mas o que mais pensei ao longo da leitura foi sobre como as nossas experiências nos proporcionam crescimento.
Bruno por ter tido uma vida mais “fácil” do que Shmuel (o menino judeu), tem uma infância mais inocente, com sonhos e fantasias. Enquanto Shmuel sofre com sua realidade em um campo de concentração; visões de mundo tão diferentes para crianças da mesma idade.

Resolvi também assistir o filme.
Apesar de Jessica (e tantas outras pessoas) ter falado sobre não se comparar nunca um filme com um livro (uma espécie de cada um no seu quadrado) acho inevitáveis as comparações.
Sou suspeita para falar, pois adoro ler e acredito que o livro é sempre mais rico porque nos faz imaginar cada pedacinho. Mas preferi o livro, com muitos mais detalhes e onde mostra com mais intensidade a inocência de Bruno.
Porém, o filme em suas ultimas cenas me fez engolir seco.
Muito mais do que no livro.

Enfim, terminei livro/filme com uma única indagação na cabeça: que diabos de mundo é esse que permite essas atrocidades?!
Surreal!

Ah, indico o filme e o livro. Não tanto quanto gostaria, mas indico.

12 comentários:

Anônimo disse...

Olá! Tudo bem?
Faz um tempinho que não apareço por por aqui, né?
O seu texto me fez lembrar de 2 livros que li, gostei muito e recomendo são "O caçador de Pipas" e "Marley e Eu".
Saudade de vc.
Bjs

Anônimo disse...

Eu amei "O menino do pijama listrado" e quando fiquei sabendo que ia sair o filme, nossa, fiquei super empolgada!
A inocência em descrever o Fuhrer e todo o nazismo no livro é lindo! Quando o Bruno pergunta porque os presos usavam "pijamas listrados", menina, eu chorei tanto.. Sabe, aquela inocência, ver tudo isso com outros olhos... é, sei lá, mágico!
Eu gostei muito! Chorei até... Hehehe!
Não sei se o filme irá me impressionar tanto, vamos ver...

Beijos! ;**

nay disse...

que mundo é esse? eu também me pergunto as vezes... eu ando estudando para um concurso "o dos meus sonhos" e tenho lido muito sobre os conflitos em Israel... ler e ver tais atrocidades me dói o coração...
Não li esse livro... há livros que superam filmes realmente... mas no mais das vezes gosto de ambos... de misturar a minha critatividade em viajar numa leitura com a arte de um diretor... rs..
beijos. ótima semana..

Garota Enxaqueca disse...

Primeiro ouvi falar do filme - e as críticas não muito boas - e depois do livro. Mas, sei lá. Acho que eu ainda sou muito inocente e não se estou preparada para algo mais forte que um romance água-com-açúcar...


Recomendo: "A menina que roubava livro". Muito bom e segue um pouco a linha do livro que você leu...

E, nada a ver com esses dois, "O Castelo de Areia" que mostra que às vezes precisamos estar de longe para ver que as coisas não foram tão ruins assim... Ou que realmente foram péssimas, mas que podemos sempre tirar algo de bom delas...

=)

Besos, guapa...

Gaby Almeida disse...

Já olhei o livro varias vezes e assim, ainda ñ me deu aquela vontade de comprar e ler...mas talvez depois q assistir o filme eu me anime mais, pois eu sempre acho que o livro é melhor que o filme.... vamos ver né...

Anônimo disse...

Eu tbm amo ler, e prefiro mil vezes o livro do que o filme. Acontece que às vezes no filmes, as cenas ficam tão reais que nos chocam!

Beeeeeejo

Anônimo disse...

Eu tbm amo ler, e prefiro mil vezes o livro do que o filme. Acontece que às vezes no filmes, as cenas ficam tão reais que nos chocam!

Beeeeeejo

Marcus Vinícius da Silva disse...

Sempre que eu leio um livro, ele parece ser o melhor livro que eu já li na vida. Isso tem ficado menos evidente nos últimos tempos, talvez um crescimento da crítica? Uhull, hehehe.

O nazismo também me fascina, e não fossem algumas idéias mais extremas (queima ele, senhor!), eu até concordaria com ele.
Mas antes de julgar qualquer um, temos que levar em conta que os tempos mudam. Naquela época, era comum o preconceito, e eles realmente acreditavam no que acreditavam. É como o terrorismo de hoje em dia, que só é chamado de terrorismo por que não somos nós lá, se fôssemos nós lá o nome seria "atitude religiosamente justificável em nome do bem maior".

Enfim, antes que alguém venha dizer que eu sou um AntiCristo que apóia Hitler, quero deixar claro que o admiro por que ele era inteligente, mas abominável pelo totalmente subvertido senso de moral.

Beijão, Branquela!

PS: já que tu gosta desse assunto, eu te aconselho a olhar "A Lista de Schindler", que retrata bem as atrocidades daquela época, enquanto conta a história de um homem que salvou 1100 judeus do Holocausto.

Alguém disse...

Ah... Vc me deixou morrendo de vontade de ler o livro e assistir o filme! :D
Adoro esses temas históricos e mais ainda: mensagens que possa tirar para a própria vida.
A inocência X realidade nua e crua... :)


Beijos, amiga! Fica com Deus!!! :D

Dora Casado disse...

Oi, Candy! Eu também sempre prefiro os livros aos filmes (acho que isso é quase uma unanimidade), mas gosto muito de ver os filmes que são consequência de algum livro. O nazismo é de fato uma coisa imcompreensível. No tempo da guerra, aconteceu muita coisa horrível, hedionda mesmo. O sofrimento sempre impressiona e sempre é mais "rico", talvez por isso ainda hoje seja um assunto inesgotável... sempre aparecem novas facetas.
Um cheiro bem grande e um bom dia.

Gaby Almeida disse...

obg pelos parabens Candy...

Anônimo disse...

Jesus Pinto da Luz.... Morri de rir uma hora, Candy!!

Beeeejo minha linda