Carlos passou a semana como todas as outras: faculdade, trabalho, cervejinha no bar, brigas com seu irmão mais novo e filmes de aventura.
Só havia uma diferença: aqueles pensamentos que teimavam em não sair de sua cabeça.
E não eram apenas pensamentos simplórios, eram obsessivos, compulsivos, deprimentes, desesperadores.
Às vezes ele tinha vontade de arrancar sua cabeça e jogar fora.
Era como se duas pessoas falassem na sua cabeça.
“E eu, não tenho voz? Não posso decidir nada?”, perguntava-se.
Os pensamentos se agravavam, se misturavam, o confundiam e o desesperavam minuto após minuto. Os temas eram os mais diversos!
As vozes berravam em sua cabeça:
Sai desse emprego, seu mané!
Ela não te quer mais. Aliás, ninguém te quer.
Olhe-se no espelho e veja esse horror.
Sua vida é uma merda.
Você se acha realmente capaz? Você é um ridículo.
Seus amigos não te amam, apenas te usam.
Você odeia sua família e não agüenta mais ter que aturá-la todos os dias.
Burro, idiota, mal amado, incompetente, solitário, emo. Quando você vai se tocar que não faz diferença no mundo? Você é mais um infeliz nesse mundo. Se manda, cara.
Naquele quinta-feira Carlos levantou de mais uma noite de pura insônia, lavou o rosto, tomou um copo de suco de laranja, colocou sua calça jeans surrada, camisa preta que o deixava mais magro do que já é e seu all star preto.
Pegou sua chave, saiu de casa decidido que essa angústia tinha que passar. Pegou o ônibus que pegava todos os dias, chegou à estação e esperou o trem. Demorou mais do que o de costume.
Só havia uma diferença: aqueles pensamentos que teimavam em não sair de sua cabeça.
E não eram apenas pensamentos simplórios, eram obsessivos, compulsivos, deprimentes, desesperadores.
Às vezes ele tinha vontade de arrancar sua cabeça e jogar fora.
Era como se duas pessoas falassem na sua cabeça.
“E eu, não tenho voz? Não posso decidir nada?”, perguntava-se.
Os pensamentos se agravavam, se misturavam, o confundiam e o desesperavam minuto após minuto. Os temas eram os mais diversos!
As vozes berravam em sua cabeça:
Sai desse emprego, seu mané!
Ela não te quer mais. Aliás, ninguém te quer.
Olhe-se no espelho e veja esse horror.
Sua vida é uma merda.
Você se acha realmente capaz? Você é um ridículo.
Seus amigos não te amam, apenas te usam.
Você odeia sua família e não agüenta mais ter que aturá-la todos os dias.
Burro, idiota, mal amado, incompetente, solitário, emo. Quando você vai se tocar que não faz diferença no mundo? Você é mais um infeliz nesse mundo. Se manda, cara.
Naquele quinta-feira Carlos levantou de mais uma noite de pura insônia, lavou o rosto, tomou um copo de suco de laranja, colocou sua calça jeans surrada, camisa preta que o deixava mais magro do que já é e seu all star preto.

Pegou sua chave, saiu de casa decidido que essa angústia tinha que passar. Pegou o ônibus que pegava todos os dias, chegou à estação e esperou o trem. Demorou mais do que o de costume.
Levantou-se, saiu andando em direção a plataforma e continuou andando. Não deu ouvidos à multidão que gritava desesperada.
Caiu nos trilhos e, então, viu seu trem chegando. Só deu tempo de pensar “É, agora minha dor acaba”.
Foi pra não mais voltar.
Caiu nos trilhos e, então, viu seu trem chegando. Só deu tempo de pensar “É, agora minha dor acaba”.
Foi pra não mais voltar.

7 comentários:
bem legal o seu texto apesar de nao ter um final feliz foi bem desenvolvido...
estou começando um blog e estou procurano novas amizades www.mafiadospapagaios.blogspot.com depois ve la... xau bjos fik na paz
fuiii
Oi Candy =)
Acho que todos nós temos um pouco de 'Carlos'. Cabe a cada um ter o controle e o discernimento. Mudança começa dentro da gente, e há enes possibilidades, né não?!
beeijos =*
:S
Que triste... acho que muitas pessoas passaram por momentos assim, com esses pensamentos atormentando a mente. São pessoas fracas? Talvez. Pessoas fortes? Sim, porque não.
Eu sei que às vezes as pessoas realmente caem nos trilhos de uma vida sem graça, inerte, sem liberdade, pra nunca mais voltar....
Beijos! ;**
"E viu seu trem chegando", pena que ele não tava no lugar certo, né? hehehe
Eu devo ser muito malvado mesmo, eu cheguei a rir no final, hehehe. Sem falar na mente dele chamando ele de emo, rsrsrs.
Beijão, minha psicologazinha predileta!
Pena que a dor não acabou...
Essas vozes atormentam e faz qualquer um procurar soluções diversas. Talvez a grande sacada seja falar mais alto do que elas. Mas da onde sai a força?
Gostei, mesmo trágico, é mto bom.
Bjos e td de bom
Estou comedo de ser a única que achou tudo isso meio cômico. hahahahahaha
É que relacionei tudo com o EMO, então, bom, eu vi humor no seu texto.
Texto ótimo gostoso de se ler e tem um final que não decepciona.
=)
Beijooo.
Ai Candy! É uma situação meio complicada, mas acredito que muito comum, infelizmente. O que leva alguém a agir assim, na verdade não compreendo. Não acredito que seja fraqueza. Cada um enfrenta a vida e vê as coisas de forma diferenciada. A gente nunca sabe o impacto de certas coisas em algumas pessoas...
Um cheiro grande e uma ótima semana.
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