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domingo, 30 de agosto de 2009

Cristal na Veia

“Cristal na veia é um relato emocionante, em primeira pessoa, de Nic Sheff sobre sua entrada no mundo das drogas, o auge do vício, suas violentas recaídas e a necessidade de tratamento.
Com 11 anos, ele experimentou sua primeira droga: o álcool. Depois vieram maconha, cocaína, ectasy, heroína, crack e principalmente a metanfetamina ou cristal.
Foi mais de uma década de dependência, durante boa parte deste tempo morou nas ruas, prostituiu-se, vendeu drogas e tirou seu próprio alimento do lixo.
Nic não poupa detalhes, conta seus encontros com a lei, as várias tentativas de tratamento fracassadas, a vez em que quase morreu de overdose e o episódio no qual quase perdeu o braço devido uma agulha infectada”.


Foi esse contato que, inicialmente, eu tive com o livro e desde aí me despertou grande interesse.

Cristal na Veia é escrito na forma que se fala, com gírias e alguns vícios de linguagem e, em alguns momentos, isso me aborrecia. Queria algo que acrescentasse no meu vocabulário.

Mas, se não aprendi palavras novas, com certeza aprendi um pouco mais do mundo das drogas. Aliás, acho que é isso que faz com que o livro nos envolva tanto!

Eu entrei de cabeça na história e parecia que eu estava vivendo um pouquinho a vida de Nic. Fez com que eu ficasse feliz com suas evoluções, revoltada com uma de suas recaídas (nessa hora, soltei um palavrão, fechei o livro e só voltei a olhar pra ‘cara’ do autor, dois dias depois, tamanha era minha raiva dele e de sua recaída), que xingasse seus pais e me perguntasse como alguém pode ter sido tão precoce e ninguém ter colocado um freio nisso tudo.


Esse assunto de drogas sempre me chamou a atenção, mesmo antes de ser psicóloga. É algo que, querendo ou não, está ao nosso redor, consome vidas, desperdiçam-se oportunidades e talentos, levam famílias inteiras à ruína, em troca de alguns segundos/minutos/horas (dependendo da droga) de alucinação e bem-estar.

Não há dúvidas de que, na hora do uso, as sensações são indescritivelmente maravilhosas, mas o livro nos leva a questionar “realmente é assim que vou viver?”.

Nos leva não só a esse questionamento como a muitos outros.


O livro mostra que largar as drogas não é somente parar de consumi-la, vai muito além. Enquanto o dependente (palavrinha estigmatizada, hein?) não resolver os ‘buracos’ da sua vida, enquanto não deixar de se autodestruir e enquanto não achar felicidade e sentido em sua recuperação, nada irá funcionar.

E isso dói. Dói em quem quer ajudar e em quem está sendo ajudado.

Um misto de sentimentos que envolvem vergonha, humilhação, derrota, desesperança, desespero, raiva... de ambos os lados.


Realmente Cristal na Veia é um livro que me envolveu do começo ao fim, me fez torcer, reclamar, me emocionar, com Nic e sua história de vida.

Indico e indico mil vezes.


Cristal na Veia, o livro.

14 comentários:

Kari disse...

Acho que a intenção era essa mesmo. Usar gírias, para fazer o leitor se identificar e envolver com a história.

Indicadíssimo.

E ei... Essa semana te respondo. È que esses dias foram bem corridos, mas deu tudo certo e já está mais calmo.

Beijão pra tu

Alguém disse...

Amigaaaaaaaaa!

Ameiiiiiiiii o novo layout! Que chique!!! :D

Quanto ao livro, eu acho que não conseguiria ler um com uma linguagem informal, digamos assim.
Mas acredito que toda leitura seja válida!

Agora, estou lendo o livro O CORPO FALA. Estou amando!!! Na verdade, essa é a segunda vez que leio este livro. Mas a diferença, é que eu posso ler com calma, porque ele é meu! risos O Jones o comprou pra mim. Então, sempre que eu precisar, poderei consultar nele.
Resolvi montar uma mini biblioteca aqui em casa, sobre a minha área (Pedagogia e RH).

Se você não tiver lido ainda O CORPO FALA, eu recomendo, viu?

Beijos!!! :D

Michelle Louzeiro Nazar disse...

Nossa..quanto tempo..lindo layout novo! Sim, você conseguiu me fazer ter muita sede de ler este livro, até o título é impactante..é como se fosse um "Capitães de areia" mais arraigado ainda à realidade? Bjs e apareça quando quiser.

Camila disse...

Olha, livros interessantes são sempre bem vindos!
Anotado aqui, amiga!

Um beijO

Ps. Deixei um meme bem legal pra tu, é uma idéia bacana de criar um texto terminando um relacionamento.
Se puder participar ficarei muito feliz. ;)

Carolina Augusta disse...

ahhh gostei de saber. tava louca por uma boa indicação.

vc me convenceu!!!
=)

beijinhos

Dani Pedroza disse...

Gosto de ler livros indicados por outras pessoas. Além do prazer de ler, ainda há o de conhecer um pouco do que toca a pessoa que indicou. O assunto é sempre atual e concordo plenamente quando vc diz que deixar de ser dependente não é só deixar de depender de drogas, é deixar de depender de algo externo pra ficar em paz, "tapar alguns buracos", como vc bem disse. Bjs !!!

nay disse...

Já leu o "Eu Cristiane F. 13 anos..." outro relato até interessante.. "me convenceu realmente" a nunca entrar neste mundo... tem um selinho para vc lá no blog, e um meme também.. ^^ um abraço boa semana..

Xavier disse...

Eba! Adoro indicação de livros!

Bjus e td de bom!

Xavier disse...

Ah sim, e respondendo ao seu coments lá no Necas:

Estou adentrando na fase do TCC, e o meu acabei escolhendo algo complexo o suficiente pra me enervar por um ano, rs...

Saio de casa mega cedo, pra ir pro trampo. Vou correndo pro meu treino, e correndo pra faculdade depois. Não sobra tempo pra ócio =/

Bjus e td de bom!

Dora disse...

Ei, Vizinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Parece interessante, esse livro. E acho coerente ele ter os vícios de linguagem e gírias. Acho que faz parte do "cenário"...
Cheiro grande e bom dia. ^^

@millafersan disse...

to lendo ki nem um a louca, vestibular chegando preciso ler.. bjs

Mariana disse...

Não sei se eu teria coragem de ler esse livro, por amsi que acabe bem eu acabo me sentindo mal pela pessoa... Já leu "Eu, Christiane F."? Acho que você iria gostar, é antigo e já virou até filme. Por mais que eu tenha me sentido mal lendo, eu recomendo. É um mergulho absurdo dentro do mundo das drogas. ;)

Lay Santana disse...

E logo eu que leio "entrando" na história, imaginando o cenário, os rostos, as vozes as emoções...

Creio que realmente ia ficar abalada com tudo isso...
Mas ainda assim, com a minha curiosidade e fome de leitura, quero lê-lo.

Beijos Candy.

Yumi disse...

na minha escola quase 80% dos estudantes do ensino médio são drogados
é tão comum pra mim que tinha esquecido de que é uma coisa tão perigosa e destrutiva