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quarta-feira, 3 de março de 2010

A dor desse bolinho


Hoje estou aqui na frente do computador, no trabalho... fiz pela manhã tudo que havia pra ser feito e até agora não apareceu ninguém para atendimento. E, sinceramente, estou achando bom.
Amo ser psicóloga e isso nem é novidade, mas com o que estou sentindo acho que não faria um bom atendimento.
É um bolo entre a garganta e o peito. Bebi água pensando que poderia ser o biscoito que acabei de comer, mas sabia desde o princípio que não era isso.
Eu, enquanto psi, falaria que isso é algo que tive que colocar pra dentro e não consegui engolir ainda. E, por mais loucura que isso possa parecer, faz todo sentido do mundo.

Foi exatamente isso que aconteceu. Tive que colocar uma história para dentro só que eu não consigo engoli-la de maneira nenhuma. Forma esse bolo, esse peso, esse aperto e sufocamento, essas lágrimas duramente contidas.
Sei lá, as vezes fico pensando que é loucura da cabeça de uma pessoa que é absurdamente desconfiada. Eu criei a história, ela não tem pé nem cabeça, isso é pura imaginação, sou eu querendo me autossabotar novamente.
Porém, por outro lado, essa história não surgiria do nada, né? Ela deve ter um quê para existir.
E enquanto eu fico me questionando se sou uma louca, neurótica, ciumenta e masoquista ou se sou uma pessoa ligada e sensitiva, esse bolo não consegue descer.
E não, não consigo engolir isso.

*não, não diminuiu nada em escrever sobre.

8 comentários:

Desabafando disse...

Se escrever não ajuda, porque não experimenta conversar sobre o que te incomoda com alguém da sua confiança?

nay disse...

hum... sei como é.. histórias daquelas que se a gente descobre depois, de ter jogado tudo para o alto, que era uma nóia... ou daquelas que tentamos esquecer até quebrar a cara.. e dizer para si: "eu não disse?"... sei sim como é..
não faça nada precipitado, e não se julgue por agir um pouco com cautela... é a vida é assim.. nos faz ficar ariscos..
qualquer coisa estou por aqui ^^
boa semana!

Dani Pedroza disse...

Eu não sou psicóloga, então vou dar um palpite de leiga, tá? Acho que não vai mesmo engolir, nem vai melhorar escrevendo. O único jeito é confrontando. E isso, nem de longe, quer dizer briga. Às vezes, a gente tem que bater de frente com o que nos aflige. O grande lance é responder a pergunta que você mesma se fez. O "inimigo" está dentro ou fora de você? Espero que seja só coisa da sua cabeça. Bjs.

Michele disse...

Candy, é tão difícil para mim comentar esse post! Isso porque também sou ciumenta, desconfiada, um tantinho neurótica (haha) e muito sensitiva. Pesco as mentiras e a falsidade no ar. Por outro lado, também me sabotei demais. E sempre fiquei naquele impasse (o mesmo que o seu) de até quando a sensação ruim é real ou fruto da minha imaginação. Falo por mim: sempre dou ouvidos à minha intuição. Por mais que eu possa aumentar algumas coisas dentro de mim, elas não aparecem ali do nada! Acho que cabe a você rever os últimos acontecimentos que te levaram a esse bolo no estômago e, de repente, tentar colocar as cartas na mesa sobre o que você sente com a pessoa em questão!

Um beijo, querida!

Nathy disse...

Pelo menos vc sabe explicar o motivo de certos sentimentos.E há quem diga que psicólogas são bem resolvidas e sem problemas....=/

CiNDeReLa CoMpUlSiVa disse...

vomita ele em cima de quem te enfiou isso goela abaixo!
se não esse bolo não desce nunca mais.
bjo

Caféína disse...

Que bom que escreveu...
FELIZ DIA DAS MULHERES

paula disse...

engraçado isso... como a gente pode saber o que é, enquanto profissional, no seu caso, sabe como indicaria a um paciente a resolver o "bolinho", e, ao mesmo tempo, se autossabota, se deixando machucar...
espero que vc já tenha se curado!

PS. achei você no blog "o diário de Marin Jones" e adorei!