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domingo, 19 de setembro de 2010

Vou sozinha...

Eu estava lá, pensando, me balançando, escutando uma suave melodia e vendo as fotos do nosso álbum, na minha cadeira da nossa casinhaquando avistei que ele estava chegando!
Dessa vez o Furacão não ameaçou chegar, nem ninguém previu, ele apenas chegou.
E, sim, me pegou de surpresa, eu não esperava nada disso. Ele veio vindo em minha direção, eu me apavorei, comecei a chorar e não sabia se corria pra me esconder ou se ia lá pro meio tentar salvar alguma coisa ou alguém.
Quando me levantei da minha amada cadeira e comecei a ir em sua direção, escutei um chamado, uma voz doce e Intensa que dizia que eu não precisa me jogar lá no meio, não precisava tentar salvar o mundo e me arranhar e me ferir novamente. Eu podia olhar, aprender como ele gira e que, principalmente, ele não era tão grande e furioso como eu havia visto.
E foi o que eu fiz: fiquei parada, olhando apreensiva. Ele olhou pra mim, gritou qualquer coisa ameaçadora e se foi. Foi como se nem tivesse vindo.
Foi nessa hora que você chegou lá fora trazendo meu casaco e dois copos de chocolate quente, sentou-se ao meu lado e segurou a minha mão.
Tudo parecia tão calmo e perfeito.
O Furacão não me levou, não me machuquei e continuei tranquilamente.
Fim...
Bem, não aceito a calmaria e a perfeição.
Não foi fim, foi início.Uma semana depois fui atrás do Furacão, o desafiei, gritei, xinguei e o chamei pra medir forças. E não fui sozinha, te levei junto e muito me arrependo.
Não somente voltei sangrando da guerra, como te vi,pela primeira vez, tão machucado assim.
E eu sei que fui a culpada. Não quero mais viver assim, não quero ser desafiadora, não quero ter que abandonar a calmaria, ir ao inferno e te levar comigo.
Desculpa, mas sigo sozinha agora.

3 comentários:

Anônimo disse...

O ser humano nasce só e morre só.
Nada de esperniar ou chorar , a realidade é nua e crua, sagrando...



Não se preocupa, a dor nos faz ficar dormentes.

;D


Bruna Melo.

Lívia Inácio disse...

hahaha

é isso aí!

Dora Casado disse...

Às vezes, a solidão traz muita força. Às vezes, vizinha!
Um cheiro grande.