Nunca me considerei uma pessoa tradicional, sempre me achei meio moderninha mesmo. Talvez fosse por causa da minha geração, dos meus amigos ou por evitar ter preconceitos e por evitar aceitar estereótipos.
Mas aí que os dias vão passando e seu senso de autocrítica vai aumentando.
Descobri que sou um tanto quadradona, de uma puta tradicionalidade que eu me espanto e me envergonho, algumas vezes. Sim, minha geração mais metida a moderna e que acha-tudo-super-normal se faz presente em mim, mas a verdade é que o quadradismo dos meus pais está bastante presente em como eu vejo e encaro as coisas.
Ainda somos os mesmos
E vivemos Como os nossos pais...
E o que desencadeou esse texto de hoje – depois de séculos sem escrever?
Bem, tenho saído e visto cenas que me chocam. Ok, não chegam a me chocar, mas me fazer refletir que mundo é esse que estamos vivendo. E, dessa vez, me refiro às mulheres. Por que elas se rebaixam tanto, gente?
Não pretendo pagar de santa e virgem, não se preocupem.
Não sei se as coisas sempre foram assim e eu estava muito bêbada para perceber ou se tudo tem… ahn, se agravado.
Dia desses eu estava numa boate da cidade (aqueeeela que o menino quebrou o braço da menina. Vocês

viram isso?) e tinha uma menina muito bêbada (e brega!) que tinha acabado de conhecer um menino, os dois começaram a ficar e a mão dele estava por todo corpo dela, na frente de todo mundo. Até que uma meia hora depois eles estavam combinando de esticarem a noite, quando estavam saindo da boate, ele encontrou com mais 2 amigos e foram os 4 pro motel (essa parte da conversa eu escutei porque já era no corredor que leva à saída do local, só tem os resquícios do barulho).
Fiquei pensando nessa menina acordando no outro dia, arrodeada de 3 homens que ela não sabe quem são e provavelmente nem lembrará como chegou ali e o que fez com eles.
Tipo, pra que passar por isso?
Alguém ainda argumentará: “anos lutando para a liberdade sexual e lá vem você retroceder com esse discurso machista”.
Sinceramente? Não sei se é machista, mas é algo que definitivamente não apoio, não pretendo viver e não irei ensinar para minha filha – se eu um dia eu tiver uma.
Ainda presenciei outras cenas, em outras noites, mas já escrevi demais por hoje.
E aí, o que vocês acham? Enquadradei demais?

Um comentário:
Acho que agora tu está começando a delimitar tua moral, e definir o que é ter liberdade sexual e o que é não dar-se o respeito.
No caso da menina, os buracos são dela, né, talvez ela esteja passando uma fase na vida em que é exatamente isso que ela quer. Talvez esteja sendo paga.
Provavelmente só é muito idiota, mas isso não é definitivo.
Bom retorno, guria!
Beijão!
PS: faz tanto tempo que perdeu a prática no copiar-colar, hehehe. O primeiro parágrafo se repete no segundo, dá uma olhada.
Postar um comentário