Início de maio de 2013 marca uma das mudanças da minha vida.
E daí que daqui a uns anos pode ser que eu nem lembre o que aconteceu nesse mês e as implicações da decisão nem sejam tão importantes assim.
Mas, hoje, ela faz muito sentido na minha vida.
Agora, no final de maio, decidi que se encerra mais um ciclo.
Sou psicóloga em uma clínica que atende plano de saúde e decidi sair de lá. Calma, eu explico por que esse passo é importante:
ser psicóloga clínica não é das atividades mais simples e, hoje, nem vou falar da carga emocional diária. Acontece que trabalhar com plano de saúde me dá uma garantia que sempre terei quem atender, que sempre estarei trabalhando e recebendo financeiramente; lá sempre tem fila de espera, ou seja, nunca vai faltar pessoas que precisam de ajuda. Isso me dá um suporte financeiro importante, por pior me paguem (e, gente, sou muito mal paga mesmo).
Quando comecei lá foi uma felicidade sem tamanho, foi bem na época de um dos piores meses da minha vida. Um mês que sofri, achei que fosse morrer e hoje só consigo olhar pra trás e ver o quanto eu mesma me deixei ser maltratada.
Sair do emprego que eu estava, e odiava!, para voltar a atuar realmente na parte clínica da psicologia, voltar a morar na capital (eu passava a semana no interior), começar minha Especialização (sim, meus queridos, sou Especialista em Psicologia Clínica), cuidar de mim melhor, etc.
Fui do inferno pro céu em um mês.
Passei dois anos e meio, mas hoje não dá mais.
Não trabalho mais estimulada, não aguento mais a clínica, não aguento mais a maioria das pessoas de lá, não aguento mais trabalhar pra receber tão pouco (valorização e dinheiro).
Sabe quando a situação já deu? Pois é.
E aí que vou arriscar ficar só na clínica particular, arriscar ter poucos ou nenhum paciente, arriscar ser menos vista, ver o dinheiro sumir (lá é pouco, mas é certo).
Uma pitadinha de medo, de excitação, de ansiedade, de felicidade, de alívio, tudo junto.
E cá estou eu, no mês de Maio, encerrando mais um ciclo e doida pra que dê tudo certo no novo.
O que seria de nós sem novas possibilidades, sem novos sonhos, sem novos desejos?
"Vamo que vamo"!!!
Fé, força e foco.


3 comentários:
Toda sorte e sucesso do mundo pra ti, Branquela. A vida carece de mudanças de rumo, de desafios e fôlegos novos. Confio de olhos fechados nas tuas capacidades e, mesmo à distância, tu já me provou várias vezes que é capaz de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Como tu bem disse, "vamo que vamo"!
Aqui no RS costumamos dizer que "não tá morto quem peleia". =D
Beijão!
Não sei se te serve de consolo, mas a conclusão que todos nós - a turma do tarja preta - chegou nos últimos tempos é que: tem muito louco no mundo, em vista da dificuldade que se está para agendar psicológo ou psiquiatra.
Em outras palavras: bons ventos soprarão.
Se vc não estava se sentindo feliz, nada mais lógico do que mudar.
;)
Bom, parece que cheguei aqui em um final de ciclo... um blog de alguém que entende de psicologia..rsrs. Mudanças sempre devem vir para o melhor, é o que a gente pensa e ai recomeça o velho ciclo, somos seres humanos e uns eternos insatisfeitos, nessa busca constante da tal felicidade.
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