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terça-feira, 15 de abril de 2008

Não é mais um simples hábito...

O costume leva ao hábito.

Costume
S. m.
1. Uso, hábito ou prática ger. observada: &
2. Particularidade, característica: 2

Hábito
S. m.
1. Disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato, uso, costume

Me acostumei a falar todo dia, de manter contato o dia todo, de brincar, mexer, encher o saco, tirar onda, rir, fazer rir, trocar informações, confidências, chamar por apelidos, mandar músicas boas e ruins, receber músicas boas e ruins.
Ah a reciprocidade...

O costume leva ao hábito.
Me habituei à ter próximo (mesmo que esse ‘próximo’ não seja tão próximo assim) de mim, à sempre que eu precisar ter alguém pra mim, à escutar, à trocar.
Foi quando percebi que não era mais um simples hábito.
Era sentimento.
Era?! Não, não. Ainda é e como é!
Ah a reciprocidade...

Eita que esses três dias parece que não passam não! Arrastam-se.
Mas sei que daqui a pouco o tenho de volta.
\o/

Amo!

domingo, 13 de abril de 2008

Cadê o sentido?

Sinceramente há ‘coisas’ que eu não entendo para que existem. Há situações sem um pingo de bom senso que acontecem e que eu tenho plena consciência que eu não mereço.
Não sou santa, não sou perfeita, mas sei que sou uma boa pessoa e mereço sempre o melhor.

Mas por que isso cisma em acontecer justo comigo?
Tento repetir algo para mim o tempo todo: “Calma, paciência”. Mas não sou só eu que preciso de calma...
Tudo tem seu tempo e às vezes o que queremos demora a acontecer e por agirmos sem paciência, atropelando o tempo, terminamos atropelando a nós mesmos, aos outros e à momentos que poderiam ser positivos.

E vou além: é preciso tempo para reconquistar as pessoas. O problema é que mesmo tendo muita paciência possa ser que você não consiga isso nunca mais, tem vezes que a chance é única e não se deve desperdiçá-la. Mas uma vez que já o fez, o que resta a fazer é dar tempo para a pessoa se recuperar e ver o que vai acontecer no futuro.
Afobação e pressa desmedida nunca levaram ninguém para canto nenhum.

Então, paciência e cautela.
Vamos ver como vai ser daqui pra frente, afinal o que foi feito já passou.
Não sei se consigo, juro que não sei. Mas vou me esforçar e torcer para que o rio volte ao seu curso normal.


"Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez".


Boa semana!!!!!!

sábado, 12 de abril de 2008

Agora adiantou bastante

O que aconteceu? O que mudou? Ganhei na mega-sena? Consegui um emprego com um super-salário? Estou grávida?
Não, meus caros. Nenhuma mudança tão séria, mas algo muito bom e que muda muita coisa ao meu redor.
Minha pretensão não é escrever muito porque vem uma música que vai falar mais do que eu mesma conseguiria me assumir aqui.
Então, qual foi a mudança?

Bem, desde 2006 tenho como um dos pequenos projetos do ano (aquele pequeno que ao longo do tempo traz grandes benefícios) ser uma pessoa mais calma, menos agressiva nas palavras e atitudes. Em 2007 tive, de novo, esse objetivo. A diferença foi que realmente do ano passado para esse ano muita coisa melhorou (MUITA mesmo). Consigo ser mais calma, respirar antes de me estressar com alguém, ter palavras menos ácidas e cortantes, etc. Devo muito à muitas pessoas, mas esse post não vem com esse objetivo.
Essa semana uma amiga do grupo de estágio agiu com total irresponsabilidade, falta de consideração, respeito, espírito de grupo. Enfim, motivos suficientes para me tirar do sério com extrema facilidade. O que eu fiz? Respirei fundo, contei até um milhão, meditei, invoquei o mantra “sou uma pessoa calma”. Confesso que não foi fácil não explodir, precisei de muita força de vontade, tanto ao longo de 2007, quanto nesse caso dessa semana. Mas sei que tem valido muito a pena.
Saldo: Uma briga a menos, uma amiga que continua na minha vida e eu não a expulsei. Satisfatório para mim saber que meu esforço tem valido a pena.
Sem mais o que falar, a música:

Perdendo Dentes
(Pato Fu)

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Bom fim-de-semana!

Beijooos

=******

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uva, menta... chupar, sentar...

Eu já falei exaustivamente sobre o nível musical da minha cidade, mas sabe como é... não vou aturar coisa ruim sozinha, vou dividir com vocês!
Hehehehe
Porque desgraça compartilhada é muito melhor!

Tem uma música (?!), de forró claro, que ouvi pela primeira vez em janeiro. A primeira vez que escutei achei o fim, o cúmulo da baixaria. Naturalmente, virou febre na minha cidade. E era inevitável não escutar porque toca em todo canto e todo mundo canta junto, terminei aprendendo a música e até me divertindo com ela (mas isso é resenha interna).

Trechinho da tosqueira para vocês:
“Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva”.

Perceberam o nível de baixaria né?
Mas claro que não é tudo! Quando a gente acha que já ouviu de tudo, se depara com outras coisas piores. E como eu sou muito altruísta vou dividir essa pérola musical com vocês

Música dois (tem basicamente o mesmo ritmo da outra, é como se fosse a resposta):
“Mas e o outro jogo adiado eu não quero mais
Por que só a pré-eliminar não me satisfaz
Chupei sua uva e gostei só que não rolou
E eu na vontade fiquei sem fazer amor

Já que você me provocou, agora experimenta
Senta que é de menta, Senta que é de menta
Tchaca-Tchaca, Vuco-Vuco será que você aguenta?
Senta que é de menta, Senta que é de menta”

Por isso que eu digo: Nada é tão ruim que não possa piorar!

*Desculpa, gente, mas não resisti em mostrar isso pra vocês. Hehehe
**Pra vocês não acharem que eu inventei essas tranqueiras, aí vai:
http://letras.terra.com.br/avioes-do-forro-musicas/1186715/
http://letras.terra.com.br/cavaleiros-do-forro/1227071/

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A estranha

Eu venho há um tempo pensando no quanto eu sou estranha. Pelo menos aos olhos alheios. Não é essa a definição que tenho de mim, mas sei que sou diferente da maioria.
Calma, eu explico.

Acho que já falei um pouco sobre minha cidade e do gosto e manias das pessoas daqui. Definitivamente eu não me encaixo aqui, meu lugar é outro. Ainda não descobri onde, mas sei que aqui não é, com certeza.

Enumerando:
1. Pessoas daqui gostam de “forró, cachaça e gaia” (lê-se chifre). Eu sou muito mais da linha “sexo, drogas e rock and roll”, claro que não ao pé da letra.
2. Preocupam-se com nome, sobrenome, dinheiro, posição social. Acho tudo isso um tédio e ao mesmo tempo, absurdamente irritante!
3. Apesar de a cidade ter 800 mil habitantes, parece cidade provinciana. Todo mundo sabe da vida de todo mundo, as pessoas julgam o que você faz, a hora que chega, com quem sai e com quem volta. E como toda cidade metida a moralista, tem muita hipocrisia e mentira.
4. Não assisto BBB, nem novela, nem seriado. Na verdade, mal assisto televisão e mesmo assim, só reportagens.
5. Leio, leio um bocado. Gosto de ler. As pessoas não.
6. Escrevo. As pessoas não.
7. Troco facilmente um fim de semana de farra por um em casa, lendo um livro e escutando música.

8. Acredito que as mulheres podem tudo que os homens podem. Isso inclui, sim, eu tomar a iniciativa com um garoto.
9. Por outro lado, não sou uma qualquer que fica por aí com qualquer um. Me dou o respeito. E como dou. É saber dosar, coisa que as pessoas, no geral, não sabem.
10. Não gosto de falar da minha vida, minha vida não é um livro aberto. E sou muito criticada por isso. Eu penso que a vida é minha e dela cuido eu.
11. Não ando na moda. Eu vou à loja, olho o que gostei, provo. Caso fique boa e estiver com um bom preço, compro. Usar qualquer coisa só porque está na moda não faz meu estilo.
12. Personalidade forte e não volúvel.

13. Sempre exponho minha opinião por mais polêmica que possa causar. Isso inclui ser a favor de aborto, pena de morte, pesquisa com célula tronco. Contra a maioria das idéias da Igreja Católica.
14. Não digo “sim” só para agradar terceiros.
15. Não leio revistas como Caras, Quem, Marie Claire etc. Não adianta me mostrar isso.
16. Não levo a minha vida como alguém que tem por único objetivo ser rica; ou mesmo casar e ter filhos.
17. Não acho o fim do mundo pegar ônibus. Quase todo mundo que conheço se recusa a subir em um.
18. Como e gosto de legumes, frutas e verduras. As pessoas dizem que é comida de pinto. ¬¬
19. Não tomo refrigerante. Sou a ET.


Eu sou melhor que a maioria? Não, sou diferente.
O ruim é que essa diferença assusta as pessoas que estão acostumadas com a homogeneidade.

sábado, 5 de abril de 2008

Onde tenho andado?


Ao ficar falando do show do Nando Reis na minha cidade, fiquei cantarolando uma música para irritar minhas amigas, brincando com elas. Mas aí fiquei pensando no que significa esse trecho para mim.

“Por onde andei enquanto você

me procurava...
e o que eu te dei
foi muito pouco ou quase nada (...)”.

Será que eu andei por onde eu achei que andava? Ou fiquei, mais uma vez, vagando por aí, sem rumo, como quem quer encontrar o pote de ouro, mas eu passo por ele sem ver?

Eu acho que dei muito de mim, por outro lado termino achando que não dei nada de mim, eu não permito que as pessoas entrem verdadeiramente na minha vida
e nem me permito entra na de ninguém.
Engana-se quem acha que falo de relacionamento (ou a falta dele) com o sexo oposto. Falo sobre todo tipo de interação.

Sentimento de vazio.
E ele eu vou tentar, em vão, preencher essa noite na farra.


terça-feira, 1 de abril de 2008

A bailarina e o soldado de chumbo


Era uma vez uma bailarina e um soldadinho de chumbo. Por incrível que possa parecer foi ele quem a mostrou como a vida podia ser graciosa, leve, cor-de-rosa. Pois a pobre bailariana “permanecia tão rígida quanto de costume, sobre a ponta de um pé e com os braços estendidos”. Ela meio que sem entender o que acontecia, foi-se deixando embalar pela nova música que ecoava em seus ouvidos e então, voltou a dançar e espalhar seu brilho por aí.

Aos poucos ela foi aprendendo a sorrir para o soldado e não podia entender como alguém tão cheio de luz podia ser apenas um duro, desengonçado e sem graça soldado de chumbo. Então, ela passou a desconfiar que ele fosse diferente e quando viu-se encantada por ele, soube que ele era de um reino distante. A vida para ela, quando deparad
a com o real, tinha ficado acinzentada, mas conseguiu sentir o arco-íris no seu caminho.

Ela, sem opção e já feliz com seu novo jeito de ser, continuou a espalhar sua felicidade por aí e junto com sua Companhia levava graça e ternura para outras terras, mas não a do seu soldadinho. Talvez ela passe pela terra dele, talvez não. Mas a bailarina no auge de seu mundo encantado acredita que a mágica não acabou e que suas preces ainda não chegaram ao céu.

Para a bailarina o balé continua...

“Ele lembrou a bonita bailarina a quem não veria mais, e em seus ouvidos ressoou um antigo estribilho:
Adiante, adiante, soldado, que não podes à morte te entregar”.

Caso queiram entender melhor minha viagem:

http://members.fortunecity.com/gafanhota/chumbo.htm

http://muuzik.net/letras/o-teatro-magico/bailarina-e-o-soldado-de-chumbo/