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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Obrigada!

Obrigada, Deus.
E essa frase resume tudo.

Obrigada por não ter me levado mesmo quando eu implorava pra morrer; obrigada por Kari ter me ligado; obrigada pelas conversas com Antônio e Polly; obrigada pelos e-mails de Intense.
Obrigada por não ter uma faca perto de mim naquela hora. Obrigada por me dar a oportunidade de ter amigos que me ajudam, por eu ter uma boa saúde física, por me dar força para procurar ajuda profissional.
Obrigada por ter me feito sobreviver quando tudo que eu mais queria era morrer.

Obrigada por hoje, um dia depois do cruel desespero, eu ter planos pro meu futuro, por eu ser a nova psicóloga da Unimed, por me fazer sorrir, por ter uma casa com uma família que me ama, por ser inteligente e ter um sorriso lindo (cof cof).
Sério, Deus, obrigada! Nunca confiei tanto em você como nessas últimas horas, você foi meu último refúgio e não me abandonou um segundo sequer, mesmo eu pensando ao contrário.

Obrigada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E aqui dentro não para de sangrar

Não sei se alguém ainda me lê aqui, mas foi o único lugar que eu achei no momento.
Acabei de chegar do trabalho e aproveitei que minha família não está pra chorar tudo o que eu tenho reprimido nos últimos dias.
Os amigos mais próximos já sabem que o inevitável aconteceu: meu namoro acabou.
Já não estava dando mais certo, eu andava muito infeliz e irritadiça, não o amava mais e só brigávamos. Eu sei que o melhor foi o término mesmo.
Mas, agora, eu me sinto tão sozinha, tão perdida, tão triste. E tem sido assim, tenho oscilado entre momentos de alegria e planos para as próximas festas, e os momentos tristes, desesperadores. Desespero daquele de deitar, chorar e não saber o que fazer, pra onde ir.

É uma dor tão grande que não consigo explicar pra vocês. Eu sei, eu sei que eu também não estava mais feliz com ele, mas eu estou mal por ter terminado.
Fico mexendo na minha agenda telefônica e não existe ninguém para quem eu possa ligar a qualquer hora, para falar qualquer assunto. Aquela super novidade e não o tenho mais para dividir o momento.


Mas da saudade eu tenho medo
Você não sabe eu vou contar todo segredo
Esses caminhos eu conheço
Andar sozinho eu não mereço

Eu já vivi tanto tempo na solidão. Não era sozinha, era solitária mesmo. E eu sofri demais nessa época, não quero passar por isso novamente.
Meu Deus, me ouve, por favor! Me ouve! Não me deixa mais sofrer assim, aqui dentro ta doendo, ta sangrando.
Tira essa dor, me faz voltar a ser feliz, mesmo sem ele.
Doi saber o quanto me doei, o quanto posso ter sido feita de idiota, o quanto eu merecia e não tive.
Doi não saber onde você está agora, com quem, o que está fazendo, o que está pensando, comendo, se ta cuidando da saúde, se está procurando emprego, se já o achou.
Doi, sério. Doi.


*meu muito obrigado a Kari, Polly e Antonio por escutarem toda essa minha ladainha esses dias.

domingo, 19 de setembro de 2010

Vou sozinha...

Eu estava lá, pensando, me balançando, escutando uma suave melodia e vendo as fotos do nosso álbum, na minha cadeira da nossa casinhaquando avistei que ele estava chegando!
Dessa vez o Furacão não ameaçou chegar, nem ninguém previu, ele apenas chegou.
E, sim, me pegou de surpresa, eu não esperava nada disso. Ele veio vindo em minha direção, eu me apavorei, comecei a chorar e não sabia se corria pra me esconder ou se ia lá pro meio tentar salvar alguma coisa ou alguém.
Quando me levantei da minha amada cadeira e comecei a ir em sua direção, escutei um chamado, uma voz doce e Intensa que dizia que eu não precisa me jogar lá no meio, não precisava tentar salvar o mundo e me arranhar e me ferir novamente. Eu podia olhar, aprender como ele gira e que, principalmente, ele não era tão grande e furioso como eu havia visto.
E foi o que eu fiz: fiquei parada, olhando apreensiva. Ele olhou pra mim, gritou qualquer coisa ameaçadora e se foi. Foi como se nem tivesse vindo.
Foi nessa hora que você chegou lá fora trazendo meu casaco e dois copos de chocolate quente, sentou-se ao meu lado e segurou a minha mão.
Tudo parecia tão calmo e perfeito.
O Furacão não me levou, não me machuquei e continuei tranquilamente.
Fim...
Bem, não aceito a calmaria e a perfeição.
Não foi fim, foi início.Uma semana depois fui atrás do Furacão, o desafiei, gritei, xinguei e o chamei pra medir forças. E não fui sozinha, te levei junto e muito me arrependo.
Não somente voltei sangrando da guerra, como te vi,pela primeira vez, tão machucado assim.
E eu sei que fui a culpada. Não quero mais viver assim, não quero ser desafiadora, não quero ter que abandonar a calmaria, ir ao inferno e te levar comigo.
Desculpa, mas sigo sozinha agora.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

(sem título)

Eu me pego em plena crise, chorando, soluçando, esperneando, gritando, arrancando os cabelos, jurando pra mim mesma que não sei o que faço com você, tendo tantas dúvidas sobre o que quero e sobre o dia de amanhã.
Chego a ficar parada no parapeito do meu apartamento, olhando aquele trânsito todo lá embaixo, imaginando como seria se eu me jogasse, em cima de que carro eu cairia, qual carro acabaria de esmagar meus ossos e passaria por cima do meu corpo já morto; desligo os celulares, coloco a música no volume mais alto pra que os vizinhos não me flagrem em pleno surto. Quero desistir de tudo, fugir, morrer, desaparecer.

E tu, quando menos espero, chega do trabalho, abre a porta de casa e diz "cheguei, amor", com um lindo sorriso no rosto, com aquela barroquinha que só você tem, agarra minha cintura, da um beijo molhado na minha boca, um abraço carinhoso... eu encosto meu rosto no seu peito e sinto aquele cheiro tao familiar e toda minha loucura desvanece.
Com uma brincadeira qualquer você me arranca um sorriso e eu tenho certeza de onde eu quero estar e quem pode me fazer feliz.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Qual sua real idade?

Hoje conheci uma velhinha bem velhinha na aula do inglês, daquelas que tem dificuldade de caminhar e precisa de ajuda pra (quase) tudo.
Uma senhora enérgica, cheia de alegria e carisma. Fiquei na cadeira do lado, olhando-a com inveja.
Eu, nos meus 23 anos, sou reclamona, me chateio com tudo, vejo sempre as dificuldades primeiro, estou constantemente preocupada, angustiada, pensando como vai ser meu amanhã, apressada e, ufa, envelhecendo 5 anos a cada aniversário.
Como assim? Por que isso? Por que tanta chatice e idade numa pessoa tão nova?
E aí, qual sua idade? ;)
_____
Estou aqui com um probleminha que tem me rendido muitas lágrimas, uma baita queda de cabelo e REALMENTE vou precisar da ajuda de vocês, preciso arrumar um tempo pra postar com calma e visitar todos vocês. Sorry =/

domingo, 11 de julho de 2010

O dia em que acaba

Esse dia é tão ruim e dói tanto que nem sei.
Quando toda essa crise começou, eu sabia, juro que sabia, que esse fim era inevitável. E que a única saída coerente era essa mesmo.
Nós dois tentamos adiar, remediar e nos esforçamos para que isso não se concretizasse. Eu sei que demos o nosso máximo, mas lá em Abril algo se quebrou e sem ele não podíamos continuar juntos. Foram (quase) três meses muito difíceis, de dor, mágoa, lágrimas, tristeza, força de vontade e tentativas. Muitas tentativas, de ambas as partes.

As lágrimas não param de escorrer um segundo sequer, queria tanto voltar a ser feliz como estava antes.
Não sei ao certo por que eu choro... se é porque perdemos um ao outro, se é saudade daquela felicidade de outrora, se é de saber que assinamos nossa separação, se é tristeza pelos sonhos e planos que não se realizarão – ao menos não como queríamos.

Não contei a ninguém ainda, nem ao meu travesseiro. Não quero responder perguntas, não quero tornar esse fim concreto, não quero ter que encontrar motivos pra tudo e revirar novamente esse baú de recordações.
Por hoje eu só quero minha cama e uma caixa de lenço para enxugar esse rosto tão molhado.

*caralho, dói demais!
"Me fez feliz por muito tempo,
O bastante tempo que durou
Mas veio a chuva e essa chama logo se apagou
Derretendo a chama do meu coração..."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pra sempre, né? Sei...

Se tem algo que me assusta mais do que o “nunca mais”, é o tal do “pra sempre”.

A vida me ensinou que não há contos-de-fada e que tudo, absolutamente tudo, sempre acaba. Eu cresci cantarolando o trecho de uma música do Renato Russo e não me dava conta do quanto tudo aquilo é verdade...

Lembra daquela amizade com a Carlinha que vocês escreviam juntas no diário que seria pra sempre? Acabou. Aquela canetinha colorida que você jurou que ia guardar pra sempre porque era linda? Perdeu-se por aí. E Ricardinho, o menino mais lindo da escola que você tanto amava? Hoje em dia ele é barrigudo, feio e pai de 5 filhos, e você? Bem, você nem se lembrava mais dele. E sua avó do coração? Faleceu faz cinco anos, por mais que você tenha pedido a Deus para que ela fosse viva pra sempre. O sonho de ser atriz de Malhação? Oi? Sério que eu já quis isso? Pois é, passou. E aquele namorado que, entre tantas juras de amor, te confessou que você era o amor da vida dele e que te queria pra sempre? É... esse amor também acabou e com ele o seu relacionamento.

(...)

Então, se tem algo que me faz arrepiar e querer sair correndo em fuga, é alguém me prometer que é pra sempre. Não, cara, não vai ser pra sempre. Vai acabar e no fim, talvez, não faça mais sentido sair repetindo isso por aí. Você aprende que o pra sempre é somente para o momento atual e não ao pé da letra, entende?

Hoje, depois de descobrir na pele que tudo realmente chega a um fim, só posso suspirar e, no fim, alegrar-me ao saber que tudo pode acabar mesmo, mas que as lembranças e o crescimento que isso te traz... ah, isso perdura!

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...