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domingo, 30 de março de 2008

Repeteco

Eu me vejo agindo igual, tantas vezes, em situação que já aprendi, na pele, que não dá certo, que não vai para frente, que não está correto e não é sensato.

Repito, repito, repito.
Não sei se sou boba, boa e esperançosa, e ajo assim esperando que, um dia quem sabe (!), isso vá dar certo.
Ou se sou burra mesmo. Daquela Burra com “b” maiúsculo e não aprendo nunca.

Sinceramente não sei.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Só de Sacanagem

Só de Sacanagem
Ana Carolina
Composição: Elisa Lucinda



Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Tudo isso que está aí no ar,
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós,
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Qquantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear:
Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão:
“Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:
"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
Desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo, mas

se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.



Vamos ser honestos só de sacanagem?!



"É só vc chegar de mansinho
que eu te levo com carinho(...)"

terça-feira, 25 de março de 2008

O que você faria?


Depois de rodar meu computador para apagar eventuais besteiras, cheguei a um arquivo que despertou minha curiosidade e fui ler. A conversa (o texto era uma conversa colada do MSN) me fez pensar em bastante coisa, sobre o que eu quero ou não, se tenho esperanças ou não. Enfim, pensei em um monte de coisa.

Isso diz respeito aos meus desejos (lê-se vontade) mais atuais.

Trago, então, a questão para vocês: O que você faria se ganhasse quatro mil reais?



Meme recebido pelo Branquelo.

Página 161 - Quinta frase - Livro: Teorias da Personalidade. James Fadiman e Robert Frager.

"O efeito da convicção é trazer à tona os próprios fatos que vão verificá-la... "

Pessoinhas pra fazer o meme:

Quem quiser fazer

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Depois de alguns ocorridos ontem comprovei uma característica minha que tem atrapalhado, sempre, minha vida.

Bem, amanhã tem terapia e eu levo isso.

Boa semana!!!!

sábado, 22 de março de 2008

É hora de fechar a Gestalt

Eu andei pensando hoje, depois de uma passadela no orkut (é, meu caros, orkut suscita reflexões), no quanto eu deixo as ‘coisas’ mal-acabadas.

Eu tenho necessidade de fechar uma porta para, aí sim, abrir uma outra ou mesmo uma janela. O que acontece é que eu tenho deixado as portas e janelas abertas, pegadas e pedacinhos de mim no meio do caminho. Vou passando pelas situações, seguindo e deixando tudo mal-acabado por trás. E os fantasmas vêm me assolar. Meus fantasmas. Coisas da minha cabeça.

“Ah, Candy, fecha tuas portas, janelas (etc), então. É simples”.
Chegamos no ponto que eu queria. Fechar a Gestalt (conceito psi) não é tão simples assim. Pelo menos não para mim. Há situações que eu não fecho porque não depende unicamente de mim (afinal, eu não sou absoluta nas situações) e eu ao invés de ir atrás e resolver, deixo passar para evitar sofrimento e poupar a mim e as pessoas.

Outra situação é quando eu me entusiasmo com a situação dois e abandono a um. Quase uma criança que cansa de um brinquedo e vai para outro.

No entanto, a terceira ‘hipótese’ é a que tem ocupado minha nem tão vazia cabeça. Ela acontece quando eu não tenho coragem realmente de dizer “Não quero mais e ponto final”, não tenho coragem de fechar a situação. Covardia? Talvez sim. Mas também pode ser uma forma de precaução, caso eu mude de idéia, caso eu considere a situação passada melhor que a atual eu possa voltar. O que eu não tenho levado em conta é que bem as pessoas, nem as situações podem ser congeladas, ficar em stand by, só porque eu não tomei a decisão final. E aí eu não fico plenamente nem na situação um, nem na dois. Novamente os fantasmas aparecem.

Antes que vocês me digam isso, eu repito para mim: “É hora de criar vergonha na cara e ser totalmente responsável por seus atos”.


“Lave bem as suas mãos
antes de se decidir(...)”


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*Diálogo no MSN:
Candy: Amiga, me dá um ovo. De chocolate, claro. Anos que eu não ganho um. ¬¬
Amiga: Arruma um namorado, Candy! \o/
Candy: É mais fácil ir ao supermercado e comprar. Hahaaha
(É... a coisa ta feia)
Feliz Páscoa!!!

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**Selinhos recebidos:
do Branquelo:

Eu sempre estou em:
Kari (botandopra-fora.blogspot.com)
Xande (motoserra.weblogger.net)
Marquinhos (masahh.blogspot.com)
Kya (kyaya.blogspot.com)


E da Little Angel. Sim, meu blog tem a força!

Eles também têm:
Antônio (massquemomento.blogspot.com)
Intense (excessointenso.blogpsot.com)
Marcela (contapramarcela.blogspot.com)
Marina (princessmarina.weblogger.net)








Beijooocas!

=********

quarta-feira, 19 de março de 2008

Mais um ponto para nos afastar

Dia 07/03/08, véspera do Dia Internacional da Mulher. Papai, mamãe e eu almoçando. Estava acontecendo perto aqui de casa um manifestação em prol da mulher. Lá de casa dava para ouvir, mas não para entender. Enquanto almoçávamos papai ficava brincando dizendo que ele ia lá mandar as mulheres irem “lavar uma trouxa de roupa” e nós duas dizendo que ele ia ser linchado. Tudo na brincadeira até que meu pai fez o infeliz comentário que aquela mulher que estava falando (no momento ela estava aos berros, parecia até uma briga) era “sapatão”. Sim, ele falou com essas palavras. Eu que na hora estava rindo, fiquei séria, fechei a cara e perguntei o que tinha a ver e qual seria o problema se ela fosse homossexual. Ninguém me escutou, como sempre, e acabamos o almoço.

Como eu gosto de cutucar onça, fui dizer ao meu pai em tom de brincadeira (lê-se provocação) que iria arrumar uma namorada mulher. Ele que estava sorrindo fechou a cara na mesma hora e se enfezou. Eu aproveitei para reavivar a discussão e disse que caso eu fizesse isso não haveria problema, pois eu não estaria roubando, matando, traficando, ou seja, não estaria praticando crime algum. Eis que ele me vem com essa “É crime sim! Conta o céu e a terra!”.
Eu fiquei abismada com tamanho preconceito e estupidez, mas ele não me deixou revidar.

Passadas algumas horas ele veio falar sobre um DVD que tinha assistido que abordava o racismo. Completou dizendo que é horrível, que negros não são menos que brancos, fez uma crítica sensata à sociedade. Eu completei dizendo que QUALQUER preconceito é ruim. Ele ou não captou a mensagem ou se fez de doido. Fico com a segunda opção.

Não satisfeita eu levei o assunto para outro dia. Segue o diálogo:
Eu: Erica, tu já sabe que vou namorar uma mulher?
Erica: Namora ué! Só assim você desencalha!
(risada de ambas)
Eu (provocando): E papai adorou a idéia, não foi, papai?
Papai: Idéia de que? Não ouvi.
Erica: Candy arrumar uma namorada mulher.
Papai: Você nem venha com essa história! Vá para lá com essas suas idéias!!!
Erica: Agora deu! O que tem a ver?! Deixa Candy ser feliz!
Papai (louco de raiva): E você não fique incentivando não! Deus me livre que ela me dê um desgosto desse!
Eu: Você é muito preconceituoso! Isso é um absurdo!
Papai: Absurdo é você vir com essas idéias! E vocês parem de falar disso, senão eu vou pensar coisa errada de vocês!
Erica: Errado?! É errado ser homossexual?
Papai: é sim, está na Bíblia!
(clima pegando fogo)
Eu: Não me venha com isso de bíblia não. Deus quer que sejamos felizes!
Papai: pra mim esse assunto acabou!
(ele sai da sala e nos deixa falando sozinhas.
Erica e eu abismadas).

Aí eu volto à vida de uma amiga próxima que é homossexual e enfrenta essa barra em casa porque os pais não a aceitam. Chegaram ao ponto de cortar a comida dela, aliás, só não cortaram a faculdade. Ela ganha um salário mínimo do estágio e é todo dinheiro para comprar a própria comida, artigos de higiene pessoal, tickets, xerox, saídas com as amigas (...), ou seja, tudo! (não entremos no mérito que uma família vive com um salário, o.k.?). Eles não têm diálogo, nada!
E quando a gente (eu e minha amiga) conversa sobre isso eu sempre penso (ops... pensava!) que isso não aconteceria lá em casa, que meus pais me apoiariam e me amariam da mesma forma. Mas é como dizem por aí: nós não conhecemos de verdade as pessoas. Nossas realidades são parecidas. Como as pessoas que amamos podem agir assim? E, principalmente, para que esse preconceito? Qual o motivo disso tudo? Por que as pessoas às vezes conseguem ser tão cruéis? Aonde nosso preconceito do dia-a-dia tem nos levado?

*Pois é... abordei o mesmo assunto novamente. Repetitivo, mas considerei importante.
**Eu não tenho interesse no mesmo sexo (sexualmente falando), somente no oposto. Disse isso em casa apenas para suscitar um ponto de discussão.

domingo, 16 de março de 2008

Vida, Vida, Vida!

Uma idiota, é assim que me sinto!
Meu deus, foi um ano e tanto em vão! Um ano e tanto jogado no lixo! Quanta idiotice! Quanta idiotice, quanta mentira, quanta ilusão, quanto sonho, quantos planos, quantas discussões em vão.


“Eu to apaixonada... amando de verdade!”
“Ah, Candy, isso é fogo de palha”.
“Não, não é! É amor, ta?!”.

Uns meses depois:
“Eu tava errada, quero voltar a ser a Candy que me faz feliz”.
Welcome to life, amiga!”.

Eu sabia que devia ficar em casa estudando, mas meu corpo pedia pela rua. Eu aceitei e fui. Diverti-me, ri, gargalhei, bebi, saí da promessa. Enfim, me diverti aos montes! Como eu não fazia há tempos!
De volta à vida, é assim que me sinto!
Sinto que tenho feito tudo certo! Viver hoje e deixar o que vivi e senti no passado.
O passado ao passado pertence! E é lá que eu pretendo deixar, se eu vou sentir falta ou não, faz parte, mas sei que hoje, mais do que nunca, sei que tomei a decisão mais acertada e sensata!
Minha vida segue daqui pra frente. Chega de imaginação, ilusão, suspiros pelo canto da casa, decepção, vontade unilateral, sofrimento, dor. Agora eu voltei a ser a Candy de sempre: animada, feliz, divertida, festeira, sentimentos embutidos, egoísta sentimentalmente. O prazer é só meu, o outro que se f.!
Cansei de suspirar pelos cantos, eu vivo o hoje! O que o futuro me espera só ele pode me desvendar. Enquanto isso eu fico por aqui, fazendo e aproveitando minha vida!
Dá licença, mas eu só tenho 21 anos e tenho muito que conhecer e aproveitar. Vida intensa, aí vou eu!

Eu vivo, sei que vivo.
A vida é minha
E ela sou eu quem faço.
Cabe a mim sofrer calada
Ou seguir em frente e levar minha vida.
Tudo que quero é ser feliz.
Por isso vou experimentando.

Procuro algo que me satisfaça.
Sei o que quero... tudo que espero é ser feliz...
E realizada!
O passado eu posso contornar.
O futuro cabe a mim viver!
E assim caminho: procurando o que me dá prazer.

*Até que o post ficou bonzinho para quem estava em elevado estado etílico quando escreveu.

Boa semana!!!!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Como me explicar isso?!

Cássia Eller -

Socorro


Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada


Essa música diz exatamente o contrário do que tenho sentido. Tenho sentido muita ‘coisa’, muita mesmo. Só não sei o que, porque, como explicar isso para mim, para meu coração, para meu corpo...
Bom fim-de-semana e prometo voltar em breve (apesar do escasso tempo livre) com um post de verdade.

Beijooos