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terça-feira, 31 de março de 2009

E fim.

Sabe aquele tipo de cena que você até já pensou, mas julgou totalmente improvável?
“Isso não acontece comigo”.
Já passei e repassei a história na minha cabeça e juro que ainda não entendo (ou não quero entender), nem consigo digerir.

Pensei em falar aqui de uma forma mais impessoal, misteriosa até. Mas não! Dessa vez eu quero escrever tintintin por tintintin. Quero, ao menos que por um segundo, falar sobre o que realmente aconteceu, sem máscaras, sem disfarces, sem armaduras e um sorriso de que nada me atinge. Não, eu não sou de pedra como as vezes tento mostrar.
Sou uma menina, mimada, pequena, um tanto indefesa, romântica e sonhadora.

Quem fala comigo além do blog ou quem acompanha aqui há mais tempo, já deve saber da história de um menino que eu conheci há mais de dois anos, em outra cidade (lembram que eu sempre reclamo da distância?) e que em pouco tempo virou meu xodó, meu ‘mow’. Costumo dizer que tenho muito que agradecê-lo porque até antes de ter realmente contato com ele, eu era muito fechada pro amor, cheia de desilusões e evitava qualquer aproximação. Reações de quem já apanhou um bocado na vida.
Enfim, vou encurtar um pouco a história pra poder falar do que realmente eu quero.

Esse ano eu já estava de malas prontas pra viajar até a cidade dele. Uma viagem que me custou dois meses de trabalho (eu, de férias, com mil festas me chamando, com dinheiro no bolso e não gastei um centavo porque estava de olho nessa viagem), brigas gigantescas em casa, horas de lábia para convencer minha irmã a ir comigo. Sem falar que abri mão de meninos bem legais por causa dessa história e desse amor que pensei que era verdadeiro.
Na semana da tão sonhada viagem, tive que desfazer as malas porque o tio dele havia falecido, “meu mow” estaria no interior com a família, etc. Ok. Entendi tudo perfeitamente apesar de ter ficado absolutamente arrasada.

Na época da minha formatura mandei meu convite mesmo sabendo que ele não poderia vir. Mandei porque ele faz parte desse momento e queria dividir com ele. Confesso que fiquei muito na dúvida se eu mandava ou não, era meu racional piscando a luz vermelha. Mas mesmo assim resolvi mandar, meu coração se sentia seguro com o amor que eu sei que sinto por ele e pelo o que eu sei que ele sente por mim (por favor coloquem a frase no passado).

Estamos começando abril, estou desempregada, sem fazer nada o dia todo, mas evito sair para não gastar o dinheiro que juntei pra ir vê-lo.
Combinei, enfim, uma data com minha irmã para a minha tão esperada viagem. Seria em determinado dia de maio. Pesquisei hotéis e já estava para reservar.
E, novamente, sei que enfrentaria uma guerra aqui em casa (por motivos que não vêm ao caso). Só que minha decisão já estava tomada: viajaria pra ver meu xodó, meu bebê, meu pequeno, meu mow.
Eis que, do nada, descubro um pequeno detalhe: ele começou a namorar e não teve sequer a decência de me contar.

Na hora que eu vi, fiquei sem acreditar. Depois veio um tsunami de lágrimas, uma revolta, um ódio, uma tristeza intensa, uma decepção sem tamanho.
Como você pode fazer isso comigo? Como?
Eu não consigo acreditar que você é tão safado, mau caráter e covarde a esse ponto. Não, eu não quero acreditar que todo esse tempo tudo não passou de uma farsa, de um passatempo.

Me senti tão burra, idiota, humilhada, enganada, pequena, estúpida. Uma típica ‘mulé burra’.

Eu queria tentar descrever a quantidade de lágrimas e a qualidade dos meus sentimentos, mas palavras não alcançam esse momento.
Apaguei os números de telefone, as SMS, excluí e bloqueei do Orkut, excluí do MSN, apaguei todos os e-mails mandados e recebidos. Infantil? Sem utilidade? Que seja! O que eu tenho plena certeza é que essa tristeza, raiva e decepção estão me matando e eu preciso de distância disso tudo. Distância dessa mentira, dessa sujeira, dessa falsidade. Distância.
E um pouco de conforto, ao menos um pouco.

Por favor, amigos, não comentem dizendo coisas do tipo “serviu para alguma coisa, Candy”, ou pior! Não me digam pra ir conversar com ele porque aí serei mal educada e mandarei o dono do comentário ir tomar no cu. Ok?

Post desabafo, queria colocar pra fora um pouco dessa dor que está me consumindo hoje, que fez tirar um pouco do brilho que vem dos meus olhos e quase toda a credibilidade que eu tinha nos seres humanos.
E, mais uma vez, me declaro fechada pra balanço, sem um pingo de vontade de ter algum relacionamento amoroso pelas três próximas décadas.


“Como assim?
você disse que me amava tanto ontem,
eu juro que ouvi(...)”.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Música e Pensamento da Semana

Acredito que todos nós, em algum momento, já paramos pra nos perguntar: “o que estou fazendo”, “onde isso vai me levar?”, “por que e pra quê?”.
Já tentei teorizar, pensar, filosofar, debater e até aqui, escrever. Mas nada muda, tenho nenhuma e todas as conclusões.
Como sempre, eu costumo dividir meus pensamentos em racionais e emocionais. Sei exatamente o que o meu racional e o meu sentimental pensam a respeito. O problema é que eles têm pensamentos opostos.
Um lado diz uma coisa. O outro, outra.

Eis, que o Orkut me dá um conselho. Sim, meus caros, o Orkut novamente.
*pausa para um pensamento*
A pessoa ‘escutar’ conselho do Orkut? A coisa está feia, hein?
*fim da pausa*

Sorte de hoje: Se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor, é porque nunca correu riscos

Taí, o risco existe e cabe a cada um de nós escolhermos de que lado do muro quer ficar. Em cima do muro até pode, mas não dura. Em algum momento você vai ter que se jogar, se tiver a intenção de viver e não apenas existir.
Como se não bastasse a minha Sorte de Hoje, vem Cazuza e me da uma tapa na cara.

O que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo, queridos, tudo. Acreditem.
Fiquem com ele e seu Blues da Piedade.

Agora eu vou cantar pros miseráveis/ Que vagam pelo mundo derrotados/ Pra essas sementes mal plantadas/ Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena/ Remoendo pequenos problemas/ Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz/ Mas não ilumina suas minicertezas/ Vive contando dinheiro/ E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar/ Fica esperando alguém que caiba no seu sonho/ Como varizes que vão aumentando/ Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade/ Senhor, piedade/ Pra essa gente careta e covarde/ Vamos pedir piedade/ Senhor, piedade/ Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas/ Que tão no mundo e perderam a viagem/ Quero cantar o blues/ Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade/ Pois há um incêndio sob a chuva rala/ Somos iguais em desgraça/ Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade/ Senhor, piedade/ Pra essa gente careta e covarde/ Vamos pedir piedade/ Senhor, piedade/ Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

*música desconfigurada, mas tá valendo...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Os pensamentos de Carlos

Carlos passou a semana como todas as outras: faculdade, trabalho, cervejinha no bar, brigas com seu irmão mais novo e filmes de aventura.
Só havia uma diferença: aqueles pensamentos que teimavam em não sair de sua cabeça.

E não eram apenas pensamentos simplórios, eram obsessivos, compulsivos, deprimentes, desesperadores.
Às vezes ele tinha vontade de arrancar sua cabeça e jogar fora.
Era como se duas pessoas falassem na sua cabeça.
“E eu, não tenho voz? Não posso decidir nada?”, perguntava-se.

Os pensamentos se agravavam, se misturavam, o confundiam e o desesperavam minuto após minuto. Os temas eram os mais diversos!
As vozes berravam em sua cabeça:
Sai desse emprego, seu mané!
Ela não te quer mais. Aliás, ninguém te quer.
Olhe-se no espelho e veja esse horror.
Sua vida é uma merda.
Você se acha realmente capaz? Você é um ridículo.
Seus amigos não te amam, apenas te usam.
Você odeia sua família e não agüenta mais ter que aturá-la todos os dias.
Burro, idiota, mal amado, incompetente, solitário, emo. Quando você vai se tocar que não faz diferença no mundo? Você é mais um infeliz nesse mundo. Se manda, cara.

Naquele quinta-feira Carlos levantou de mais uma noite de pura insônia, lavou o rosto, tomou um copo de suco de laranja, colocou sua calça jeans surrada, camisa preta que o deixava mais magro do que já é e seu all star preto.
Pegou sua chave, saiu de casa decidido que essa angústia tinha que passar. Pegou o ônibus que pegava todos os dias, chegou à estação e esperou o trem. Demorou mais do que o de costume.

Levantou-se, saiu andando em direção a plataforma e continuou andando. Não deu ouvidos à multidão que gritava desesperada.
Caiu nos trilhos e, então, viu seu trem chegando. Só deu tempo de pensar “É, agora minha dor acaba”.
Foi pra não mais voltar.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Nosso passado colorido

Estava escutando alguma rádio e, ao acabar determinada música, o locutor comentou que essa música era da época na qual era mais importante ser que ter.
Fiquei me perguntando se esse tempo realmente existiu ou se não é uma vã e nostálgica tentativa de imaginar o passado como algo mais iluminado e melhor, como se pudéssemos nos convencer que, um dia, o mundo já foi um bom lugar pra se viver.

Qual a real razão de pintarmos de rosa as situações pretéritas? Por que, por tantas vezes, fazemos questão de dizer que “na minha época não era assim...”, “aquilo sim era um tempo bom”? Por quê? Pra quê?

Talvez uma forma de nos persuadir de que, se a felicidade não existe hoje, ela já existiu em algum momento. Ou seria uma pontinha de esperança de que, se o passado já foi bom e saudável, ele pode ser novamente?
É... acho que é isso mesmo.
No tempo da música que o locutor tocou, o mundo era bom e as pessoas se preocupavam com o ser e não apenas com o ter. Já aconteceu uma vez, o mundo já foi assim... então, ele pode ser novamente!

“Seja otimista, rapaz”.
Já diria a campanha de uma cerveja.

sábado, 14 de março de 2009

Psicóloga!


Pois é, como citei em algum outro post, sou PSICÓLOGA!
As duas últimas semanas foram em função dos eventos da formatura. Por mais que todos estivessem super nervosos e ansiosos, não sei por que, mas eu me mantive calma do começo ao fim. Encarei com muita naturalidade, acredito que tenha sido porque há umas boas semanas que estou dividida entre dois empregos, então, isso da formatura foi apenas um ritual, uma passagem mesmo pro que já estava de fato acontecendo, eu virando psicóloga.

A colação foi bem legal e com a presença de amigas muito queridas minhas, amigas do tempo do colégio. E também com muitas desculpas esfarrapadas justificando ausências, enfim...

O próximo evento foi a Aula da Saudade. Gargalhei horrores! Foi ótimo!
No momento final, pediram para que abraçássemos e pedisse desculpa a quem achássemos que deveríamos e agradecesse a quem considerássemos merecedores. Só nesse momento eu realmente me dei conta de tudo que estava acontecendo ali, passou aquele filme na cabeça. Cinco anos que se passaram, cinco anos de alegrias, tristezas, amizades, brigas, crescimento etc. Chorei e pedi desculpas, sinceramente, a uma amiga.
Após esse ‘momento final’, teve ainda DJ e bebidinhas. Dancei horrores e deixei todo mundo bobo porque ninguém sabia que eu dançava. Haha

Quarta foi o culto e quinta, a missa.
Tranquilos.

E sexta, ah sexta... sexta foi o tão falado baile!
Eu não estava ansiosa também, até fiquei com preguiça de ir porque estava morta de cansada, o dia foi bem corrido.
De tardezinha fui ao salão e só voltei quase 21:00. Só tomei banho, coloquei o vestido, os brincos, pulseira, sandália e estampei o meu sorrisão característico.
Passei na casa de uma amiga e fomos, nós quatro (eu, Erica e mais duas amigas), bombando no carro. Cantando, contando histórias e rindo muito.

Quase que eu perco a descida da escadaria. Não escutei o cantor anunciando que entraríamos em cinco minutos com o padrinho.
Enfim, depois disso, abriu o bar e foi só felicidade. Kkkkk
Barman: você vai querer qual drink?
Candy: Qualquer um, vou beber todos mesmo! :D

Dancei na boquinha da garrafa (ainda espero essas fotos), cantei, gargalhei, dancei mais, bebi um bocado (e na frente da minha família! Entendem o grande passo que isso significa?), beijei (porque ninguém é de ferro), sorri para milhares de câmeras, passei vergonha (afinal, baile é pra isso, não?).
Foi MARA!!!!!!!!!!!

No finalzinho, já de manhã, tive uma crise de choro abraçada com uma amiga. Essa amiga está junto comigo desde o primeiro dia de aula, eu a considero minha segunda mãe, uma menina queridíssima e que eu amo aos montes!
E ela está voltando pro interior dela. Foi ali que me dei conta de tudo que estava acontecendo e do quanto nossa vida vai mudar daqui pra frente, bateu uma inevitável nostalgia e as lágrimas vieram fáceis e abundantes.

Amiga: Por que você ta chorando, Candy?
Eu: Porque todo mundo vai morrer!

Hein?!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, algumas fotinhas pra vocês dividirem esse momento comigo.
\o/




*Formatura = Mais de R$ 2.000
Vestido = R$ 300,00
Anel = R$ 500,00
Brincos e Pulseira = R$ 70,00 e pouco
Sandália = R$ 100,00
Salão = R$ 150,00
(...)
Se formar, ser psicóloga, estar com os amigos e ver seus pais com os olhos brilhando de orgulho = NÃO TEM PREÇO!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Pura sensatez!

Imagino que todos já estejam cheios de ler/ouvir/assistir sobre a menina de 9 anos que estava grávida de gêmeos, engravidada pelo próprio padastro, mas não posso deixar de falar ao menos um pouco sobre o assunto.

Poderia ficar aqui citando as consequências de um abuso sexual para uma criança, uma gravidez, um aborto etc, faria minha parte como psicóloga (sim, meus caros, eu me formei!).
Porém, definitivamente, hoje vou falar como pessoa (psicólogo não é pessoa?) que está a par dos acontecimentos.

Revoltante, dá nojo e vontade de maltratar esse padrasto infeliz!
Vontade de torturar mesmo! Que vá às favas os Direitos Humanos, a Justiça e o diabo que seja! Uma pessoa desse tipo não merece nem simplesmente morrer, merece sofrer muito antes!

Equiparado ao traste do padrasto, está a Igreja Católica.
Excomungar a equipe médica que está protegendo (fisicamente!) a coitada da criança? A mãe? E o pior, a criança que já sofreu todo tipo de violência?
Meu Deus, uma criança?!

Sei que aborto é um tema polêmico (tenho minha opinião, igualmente polêmica), que a Igreja considera um crime (na Justiça o processo ainda corre) e blá blá blá, mas espere aí! Excomungar uma criança?!

Nesta sexta-feira (6), o arcebispo disse que o padrasto, suspeito de violentar a menina e ser pai dos bebês, não pode ser excomungado. "Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão", afirmou Sobrinho. "Esse padrasto cometeu um pecado gravíssimo. Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente."

Sim, me considero católica, mas sou absolutamente contra algumas de suas posturas e essa do aborto/excomungar, é uma delas!
Isso é o amor e compaixão que a Igreja prega?
Vá se catar!

Só tomara que essa criança tenha apoio familiar, social e profissional para que, com resiliência, consiga ultrapassar esse momento com o menor sofrimento possível.
E que o padrasto... ah, bem... que esse morra e vá pro inferno!
Sobre o padre eu prefiro nem comentar mais.

domingo, 1 de março de 2009

Viva o Brasil e seu carnaval!

Candy em pleno sábado a noite em casa.
E quem disse que todos esperam algo de um sábado a noite?
Ela resolve ligar a televisão para ver se algo prende sua atenção e a distrai. Passa uns canais de vendas, tem vontade de comprar tudo, mesmo sabendo que é picaretagem.
Até que para na Band. Pra quê?!
Indignação!

Meus caros, podem me chamar de careta, moralista, do que quiser, mas não venham me dizer que andar nu por aí é normal, bonito e aceitável!
Na Band estava passando o desfile das campeãs do RJ (acredito eu) e a primeira cena que eu vi foi uma mulher com TUDO de fora.
Ah, tenha dó, né?

Gosta de andar seminua? Beleza. Anda em casa.
Não sou obrigada a ver ninguém com tudo balançando por aí.
“Ah, Candy, a opção de ligar a televisão ou ir assistir ao vivo o desfile, é sua”.
Sei, concordo. A opção é minha.
Mas será que sou eu vejo coisa errada nisso?

Suponhamos que amanhã com o carnaval já findo, eu resolva sair nua pelas ruas, coberta apenas com uma pluminha.
O tratamento dado a mim será o mesmo?
Am ham....

Ah, então deixa ver se eu entendi: o carnaval é a época que se pode fazer tudo que se tem vontade o ano todo e não é feito, no carnaval TUDO é permitido.
Ok, entendi.
¬¬

E ainda reclamam que o Brasil só tem fama de futebol, carnaval e mulher.
Vitrine da prostituição.
Tenha dó![2]