Parte III
Só que essa amizade não contava com uma coisa...
E quem esperava que as duas fossem se distanciar e se tratar praticamente como estranhas? Pois é, foi isso que aconteceu com elas.
Março de 2007 e as atividades da faculdade ficavam cada vez mais intensas e as duas garotinhas faziam parte de grupos de trabalho diferentes. E então veio a monografia. Ah, a monografia...
Candy nunca escondeu de ninguém que, de fato, não é uma pessoa muito fácil de se conviver no dia-a-dia. E a monografia veio para confirmar isso: enquanto os alunos procuravam uma dupla para fazer este longo trabalho (sim, sim... a faculdade aceita monografia em dupla), a Candy preferia fazê-lo individual. E esse era um tema que não se entrava nem em discussão, ela ia fazer sozinha e ponto final.
“É um trabalho que leva o ano todo. Não tenho paciência de conviver com alguém tanto tempo colado/pregado junto comigo. E outra, quero fazer um ótimo trabalho e esse será um mérito meu. Só meu”.
E quem discutiria com esse jeito decidido, arrogante, presunçoso e inflexível da Candy?
Mallukinha já sabia de tudo isso e não levou pelo lado pessoal. Pelo menos era o que se achava e até hoje ninguém pode ter certeza de nada.
Talvez ela não tenha tido confiança suficiente em si para fazer sozinha, então, procurou uma amiga para formar a dupla de monografia.
Isso em nada mudaria a amizade entre ambas. Isso era o que Malukinha pensava. Mas Candy, com a intuição aguçada que só ela, sabia que isso traria grandes modificações em pouquíssimo tempo.
Os dias foram passando, as semanas foram correndo e o inevitável foi se revelando: as duas já estavam mais distantes. Mallukinha precisava dividir seu tempo entre faculdade, família, monografia e o namorado. Sim, sim, ela começou a namorar.
Já a Candy dividia-se entre faculdade, monografia, livros e novas amigas.
O tempo de conversa no celular diminuiu, as saídas juntas diminuíram. Só o que aumentou foi a distância.
Porém, por mais que a amizade não fosse a mesma, existia uma cumplicidade entre ambas que não poderia ser esquecida jamais.
A má influência voltou a rondá-las: “ei, arranjei um pozinho... sobrou lá em casa... vocês querem?”
As duas garotinhas se olharam e sabiam da promessa que tinham feito de nunca mais se envolver em nada desse tipo, e logo responderam que não queriam.
Fatos como esse mostravam que a amizade podia até não mais existir, mas tinha tido todo um significado na vida de ambas.
Se antes de começar a aula elas matavam o tempo nas escadas rindo e conversando, agora esse tempo era ocioso e as conversas estavam resumidas em: “bom dia! E aí, como você está?”.
Todos perceberam essas mudanças e questionavam o porquê. Elas não sabiam o que responder e apenas diziam que estava a mesma coisa, que era impressão das pessoas. Talvez as garotinhas não quisessem assumir para si mesmas que tudo que elas achavam que existia ficou preso no passado e que a amizade nem sempre é para sempre.
No começo da distância Candy se sentia sozinha, abandonada. Tentava contato, mas Mallukinha parecia não perceber. Aos poucos aquela Candy defensiva voltava e tinha decidido que se distanciaria mesmo.
“É melhor... a gente estava muito junta já e isso ‘né’ bom não”. (cara de ressentida)
E assim os meses foram se passando e a vida aos poucos foi voltando ao seu rumo. Candy e Mallukinha totalmente entretida nas suas respectivas vidas. O vazio deixado na vida das garotinhas parecia já ter sido preenchido.
E as duas seguiram uma sem a outra.
Mas, como se sabe, a vida não é estática e um fato novo as fez reaver essa antiga amizade...
(continua)

11 comentários:
Oi Cnady, nossa impressionante como essa sua história é parecida com a minha, eu me minha amiga tb nos afastamos mto, e a nossas diversões juntas ficou só na memória, as vezes nos falamos, mas é raro...
Bjus
Ô Candy, muito interessante essa tua história.
Será que eu me enganei e o final não será tão ruim quanto eu pensei? Espero de verdade que não...
Um beijão pra tu
Sua histótia tá cada vez mais interessante.
quero ver o próximo capitulo.
bjs
aizáá
a coisa ta "miorando"...
pois eh, como tinha dito estou um pouco distante de meus amigos, os cúmplices de várias "armadas". Aquele tipo de amigo que xega na tua casa e abre a geladeira sem se preocupar. Mas a distância eh quilométrica!
lol
bj
postei pensando em tal pessoa "T". mas como não tem jeito. Será q um dia vou deixar de gostar de jeito?
Oi amiga! :)
Sabe que até hoje eu me pergunto, por que minhas amizades não duram muito? No começo, parecemos chicletes que grudam e permanecem grudados por um tempo, mas depois, o chiclete se solta e cada parte vai para o seu lado... :/
Sempre foi assim desde de pequena e continua assim até hoje... Estranho né?
A gente sente uma baita falta da pessoa no começo, mas depois, acaba sabendo conviver com isso, eu acho... :|
Pelo visto, a sua amizade não seguiu o mesmo rumo das minhas... E fico feliz que vocês tenham podido reatar um relacionamento tão bacana como esse!... :)
Ah amiga... Se vc souber me informar a data do seu post que se refere àquela frase do Orlando, eu gostaria de saber para poder ler e me inteirar um pouquinho das coisas que se passaram com vc, enquanto estive ausente... ;)
Beijos
estou morto de curiosidade!!!!!!!
Engraçado...estou me vendo na sua estória...a diferença é q minha amiga mora muito longe de mim...continua plissssssssssss...to curiosa pra saber o que aconteceu!!
Bjs
Oiiiiiiii candy....
Vixe monografia é msmo uma maldição tenebrosa q recai sobre os infelizes do ultimo ano universitário, ne???huahuahuahuhau
Mas essa história aqui tem mais suspense do q os livros de stephen king!!!!!!!!!
kkkkk
To adorando...
Bjossssssssssssssssssssssssssss
Bom, estou acompanhando a historinha. É claro, só vejo um lado da moeda, pois seria preciso ouvir a versão da Malukinha também. Mas deixa vc terminar para comentar melhor.
Beijos.
olá querida obrigadíssima pela, visita, amigos são assim mesmo, o carinha ainda tô de olho nele, mas se for de ser será ñ vou me desesperar ainda tenho muita vida pela frente..
bjinhso volte sempre...
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