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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Em um reino nem um pouco distante

Essa história tem algumas partes e por ser pesada e importante para mim, resolvi dividí-la. Pode ser que eu continue a contar ou não.

Parte I


Era uma vez duas garotinhas. Bobas, inocentes, inexperientes e calouras de uma faculdade. Elas se conheceram por acaso (acaso que elas não acreditam existir) e começaram a conversar e aos poucos foram descobrindo que tinham muita coisa em comum. Mas ambas eram muito defensivas e tentavam manter uma certa distância. Elas eram muito desconfiadas com tudo e com todos.
O que será que teria acontecido na vida delas para agirem assim?

Uma delas deixou escapar que adorava um certo grau etílico no fim de semana. A outra abriu um sorrisão e elas passaram a se entender cada dia mais e melhor. Certo dia elas se encontram fora da faculdade e foram confirmar que realmente gostavam do álcool tanto assim. Elas eram ‘igualzinhas’!
A parceria delas só crescia cada dia mais. Além da adoração ao álcool começaram a surgir histórias cada dia mais engraçadas e divertidas.
Passaram a sair juntas, sempre. Para qualquer canto.
Onde uma estava com certeza a outra também estaria.

Passaram não somente a sair juntas como a fazer besteiras juntas. E junto com essas besteiras vieram as muitas mentiras contadas em casa. E aquilo se tornava cada dia mais divertido e a parceria continuava crescendo.
Chegou um tempo que as duas só saíam juntas e mesmo sem perceber se distanciaram de todos e se excluíam. Um grupo deixava de ser um grupo e só existia uma dupla. “A” dupla.

Elas conheceram juntas um porre atrás do outro com pitadas de mentira. O cigarro. A mistura de cigarro e álcool. O contato com traficantes .O primeiro ‘bécker’. A vida sempre ficando mais emocionante.

E a proximidade era cada dia maior. Os apelidos entre elas eram muitos.
Candy e Mallukinha, Lili e Lulu, B2 e B1 (sim, sim... elas desenterraram os bananas de pijama), Arroz e Feijão.
Elas já se consideravam Almas ‘Gêmulas’.

E existiriam pessoas mais amigas no mundo?
Não, claro que não!
Elas já nem eram mais tão defensivas entre si.

Até que...
(continua no próximo post)

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