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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

"Eu vejo um novo começo de era" (2)

Nem vou me estender no texto, só precisava registrar aqui mais um momento importante. Até porque meu blog me acompanhou em tantos momentos, se não tivesse tanta coisa escrita aqui, nem eu lembraria de certos detalhes.
Acabei de ler meu último post e vi o quanto estava receosa e feliz com a última mudança, o de trabalhar "somente" na clínica particular. A decisão foi super acertada e tive/estou tendo sucesso.


Mas a decisão está tomada: em 2013 acaba meu ciclo morando aqui em Natal. O ano de 2014 vem aí e com ele uma nova mudança, vou embora do meu amado Nordeste, do meu inspirador litoral. 

Medo, ansiedade, pânico, felicidade, expectativas (realistas, creiam) e novos desafios!

*preciso fazer um balanço desse ano... que ano, Gzuis!!!!! Mas prometo, para mim mesma, que farei daqui pro início do ano novo. ;)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Eu vejo um novo começo de era..."

Início de maio de 2013 marca uma das mudanças da minha vida.
E daí que daqui a uns anos pode ser que eu nem lembre o que aconteceu nesse mês e as implicações da decisão nem sejam tão importantes assim.
Mas, hoje, ela faz muito sentido na minha vida.

Agora, no final de maio, decidi que se encerra mais um ciclo.
Sou psicóloga em uma clínica que atende plano de saúde e decidi sair de lá. Calma, eu explico por que esse passo é importante:
ser psicóloga clínica não é das atividades mais simples e, hoje, nem vou falar da carga emocional diária. Acontece que trabalhar com plano de saúde me dá uma garantia que sempre terei quem atender, que sempre estarei trabalhando e recebendo financeiramente; lá sempre tem fila de espera, ou seja, nunca vai faltar pessoas que precisam de ajuda. Isso me dá um suporte financeiro importante, por pior me paguem (e, gente, sou muito mal paga mesmo).

Quando comecei lá foi uma felicidade sem tamanho, foi bem na época de um dos piores meses da minha vida. Um mês que sofri, achei que fosse morrer e hoje só consigo olhar pra trás e ver o quanto eu mesma me deixei ser maltratada.
Sair do emprego que eu estava, e odiava!, para voltar a atuar realmente na parte clínica da psicologia, voltar a morar na capital (eu passava a semana no interior), começar minha Especialização (sim, meus queridos, sou Especialista em Psicologia Clínica), cuidar de mim melhor, etc.
Fui do inferno pro céu em um mês.
Passei dois anos e meio, mas hoje não dá mais.

Não trabalho mais estimulada, não aguento mais a clínica, não aguento mais a maioria das pessoas de lá, não aguento mais trabalhar pra receber tão pouco (valorização e dinheiro).
Sabe quando a situação já deu? Pois é.

E aí que vou arriscar ficar só na clínica particular, arriscar ter poucos ou nenhum paciente, arriscar ser menos vista, ver o dinheiro sumir (lá é pouco, mas é certo).
Uma pitadinha de medo, de excitação, de ansiedade, de felicidade, de alívio, tudo junto.
E cá estou eu, no mês de Maio, encerrando mais um ciclo e doida pra que dê tudo certo no novo.

O que seria de nós sem novas possibilidades, sem novos sonhos, sem novos desejos?
"Vamo que vamo"!!!
Fé, força e foco. 

domingo, 21 de abril de 2013

Ei, psiu! vem me explicar aqui, vem

Quase um ano sem postar. Quase um ano em bloqueio criativo.
Não, não é desculpa. Ou talvez seja e, por favor, aceitem.
É até clichê dizer que muita coisa aconteceu nesse período, mas nem estou a fim de falar sobre isso.

A vida é tão estranha e pode dar tantas voltas que chego a, sinceramente, me perder nesses loops.
Acordei e passei esse dia de domingo com uma paz incomum no coração. Nada de ansiedade, angústia, aperreio, tristeza...sentimento nenhum, apenas paz e com a cabeça sem estar um turbilhão. Que delícia de sensação!

Eis que, antes de dormir, me aparece uma situação nova e que nem interessa agora, no momento.
É só que não sei nem como explicar, escrever (já pode ir embora, bloqueio), apontar para vocês. Nunca vou conseguir entender a facilidade com que as pessoas conseguem mentir. Sério.
Minto pácarai, mas geralmente com coisas bobas como não dizer que a roupa está horrível, ou aquele "estou ótima" com um sorriso no rosto, quando na verdade nem estou.
Prefiro até me isolar para evitar mentiras.
Só que tem gente que não: tem gente que mente, chora, olha nos seus olhos, faz juras e é tudo mentira.

Nem vou entrar pro mérito de mais um monte de coisa, mas só consigo me fazer UMA pergunta: pra quê?
Pra que tanta mentira? Coisas até pequenas, sabe? Pra que mentir?

E aí que eu queria uma explicação racional.
Nada de usar de emoção, nada de usar da fé (Deus, já estou me cansando desses seus sinais que ninguém entende, hein?), nada de qualquer outra ferramenta.
Só quero o racional.
Alguém pode me ajudar?!

Acabei de decidir que vou passar mais tempo em casa, voltar a ler sites/blogs e postar mais.
Só não sei ainda se é verdade.

*Será que as pessoas mentem achando que são verdades? Será que são verdades naquele ínfimo instante e só depois passa a ser mentira? Será que a jura é verdadeira enquanto pronunciada?


domingo, 24 de junho de 2012

Distraindo o coração


E aí que já faz um tempo que ando sempre cansada. Acordo cansada, passo o dia cansada, durmo cansada.
É um cansaço diferente, não é preguiça, não é sei lá o que. E aí seria algo natural para os meus padrões porque sempre estou fazendo mil coisas, sempre ocupada, correndo atrás, etc.
Mas daí parei e fiquei refletindo que nos últimos meses meus dias têm estado até mais tranquilos. Bem mais tranquilos mesmo. Trabalhando menos, estudando menos, tendo bem menos aulas e as faltando muito também.

Então, o que diabos eu tenho?
Fui a médicos, coisa que detesto, fiz exames e não deu nada.
Pensei, então, que poderia ser um sono pouco restaurador e poucas horas dormidas à noite.
Hum…vá que seja, mas hoje me ocorreu algo diferente. Ando desestimulada, sem ânimo, sem vontades. E isso não faz parte do meu quadro de depressão, mas “só” uma vontade de parar. Faço tanta coisa pra conseguir o que quero e, no final das contas, rodo, rodo, e sempre estou no mesmo canto. Grito e esperneio, bato no peito e continuo aqui, no mesmo lugar.
E aí me pergunto qual o intuito disso tudo, pra que trabalhar, pra que estudar tanto, pra que se dedicar, pra que se estressar? A troco de quê, sabe?

E aí  que, sinceramente, tenho vontade de desistir.
Não tenho mais vontade de nadar contra a corrente, de correr atrás.
Isso, claro, porque ainda não falei sobre minha vida afetiva-com-sexo-oposto.
Não, não! Nem vem me dizer sobre tudo ter seu tempo certo e qualquer ladainha dessa.

Pato Fu canta “distraindo a verdade, enganando o coração”, e é assim que sinto. É como se eu estivesse, no fim das contas, tentando enganar meu coração.  Trabalhando demais, estudando demais, saindo demais (coisa que nem vontade tenho mais), bebendo demais, conversando demais, comendo demais, amigos/colegas demais, compras demais.
E eu sei que tudo isso é vazio, nada disso vem preencher o que eu realmente necessito. E, pra putaquepariu, a raiva que me dar por saber que amar e fazer dar certo, não depende só de mim. Não posso ter o controle de nada disso e o que me resta é fazer as coisas de sempre e esperar, um dia, algo acontecer.

Não, não está muito colorido do lado de cá, não.


*ah, TNC pra Lucas, noivo, feliz e eu triste por não poder fazer parte de nada disso e, mesmo assim, não conseguir sentir raiva dele.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Um Luto


Essa semana que passou eu levei um baque. Um baque mesmo, sabe? Daqueles que você fica de olhos arregalados, sem acreditar.

Uma pessoa MUITO querida e especial, que eu tenho um carinho enorme, faleceu. E, tipo, faleceu há 3 meses e eu não tinha noção disso. Estávamos di
stantes, esse tipo de distância que a vida se encarrega de proporcionar...
Fiquei tão triste por não ter podido ajudá-lo nesse momento, de não ter podido enxugar suas lágrimas (mesmo que fosse a distância), por ter ficado pendente aquele abraço apertado, por você ter ido sem eu conhecer o cheiro do seu cabelo, sem poder ter apertado suas gordurinhas...
Eu não sei explicar como isso mexeu comigo, mas eu sei que m
exeu.
(pausa para um jorro fodão de lágrimas)
(pausa2 para ouvir JJ que você tanto gostava, Xande).

Diante disso tudo, me veio à cabeça uma outra pessoa do passado que eu gostaria de saber caso estivesse doente e/ou viesse a falecer. Não sei ao certo o porquê, mas gostaria.
Daí que fui mandar e-mail, depois de 3 anos sem contato, pra ele d
izendo isso, que gostaria de saber e blablablá.
Ele pediu pra voltar a ter contato comigo, disse que gostaria que eu soubesse sobre a vida dele e não sobre a morte.

Acho que o deixei entrar na minha vida de novo e não sei, porra, não sei mesmo, se fiz e estou fazendo a coisa certa.

Não sei se tô pronta pra deixá-lo voltar a fazer parte da minha vida, não sei se já lambi o suficiente minhas feridas da época que deixamos de nos falar.
Não sei se vai dar merda e eu vou sofrer de novo.
Não sei se quero a amizade dele.
Mas, ao mesmo tempo, por que, então, o adicionei no Facebook e troquei algumas frases com ele?
Será que eu quero passar a limpo o passado? Ou sou apenas masoquista?

Sei que vou deixar lá e ver no que dá.
Só peço, Deus, que isso não dê merda novamente.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Eu, o cogumelo!


Alguém ainda me lê aqui? Manda sinal de fumaça porque eu fico mais estimulada e volto a postar (mentira, sou carente e gosto que as pessoas sintam minha falta e me encham de mimos...).

Não sei não, mas acho que sempre fui meio sequelada... meio distante, talvez diferente da maioria, principalmente emocionalmente falando. Eu sinto tanto, com tanta intensidade e frequencia, que não acredito que eu saiba o que fazer com isso, como lidar com tanto jorro de emoção.
Daí, que, sempre fui um fiasco em relacionamentos amorosos, inclusive com uns virtuais - bem sem futuro, diga-se de passagem - eram mais fáceis de levar, sabe?

E me vem o baque todo de 2010 (não, não vou ficar mais me lamentando por ele, fiquem aliviados), eu achando que estava vivendo realmente-e-e-e o amor, o que soa bem brega, eu sei.
E, pluft!, acabou de uma forma bem mal. Será que amar é isso mesmo?
Oi, alguém pode me responder?

Hoje o PP (Pequeno Príncipe) apareceu de novo pra mim - ou eu procurei, vai saber... -, e fui agraciada com dois pensamentos do Antoine, um do PP e outro da Terra dos Homens.

"Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!"

Acho que eu tenho sido meio cogumelo durante um bom tempo. Sempre tão preocupada com estudar, trabalhar, realizar meus sonhos, estudar e trabalhar de novo. Às vezes sinto a necessidade de ser tão eficiente, de dar conta de tanta coisa que talvez eu esteja esquecendo as coisas mais essenciais.

E, o segundo trecho, que me chegou hoje:

"Você compreende, sem alimento, depois de três dias de marcha, meu coração não devia estar batendo com muita força... Pois em certo momento, quando eu progredia ao longo de uma encosta vertical, cavando buracos para enfiar as mãos, o coração me caiu em pane... Hesitou, deu mais uma batida... Uma batida estranha... Senti que se ele hesitasse um segundo mais seria o fim.
Fiquei imóvel, escutando...nunca - está ouvindo? - nunca, num avião, me senti tão preso ao ruído do motor como, naquele momento, às batidas do meu próprio coração.
E eu lhe dizia: Vamos, força! Veja se bate mais... Hesitava mas depois recomeçava, sempre...
Se você soubesse como tive orgulho do meu coração!"
(Terra dos Homens)

Talvez meu coração tenha querido parar de bater, tenha desistido de tanta coisa... tenha desistido de tantos sonhos, de achar que o mundo, por pior que possa parecer, pode ser sim colorido, com músicas alegres, com pessoas boas que têm o mesmo objetivo que você: ser feliz.
Descobri, à duras penas, que o que eu, inocentemente busquei (e ainda busco), não existe. Pelo menos não assim, de uma forma tão bela e inocente.
Apesar de tudo, de tudo mesmo, gente, eu não quero desistir. Não quero deixar que meu coração pare de bater.
Aliás, que saudade putaquepariu de me apaixonar, viu?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Quando não me preencheu mais

Um belo dia acordei e simplesmente:

Ler livros não me preenchia mais;
estudar também não.

Sair, beber, rir, faxinar até a mão doer, academia, ouvir música, assistir seriado, ver o mar, ficar horas conectada, assistir seriado, comprar, fazer dieta...
nada me preenchia mais.
Nada me preenche mais.

E aí?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O 'enquadradamento' do que eu vi

Nunca me considerei uma pessoa tradicional, sempre me achei meio moderninha mesmo. Talvez fosse por causa da minha geração, dos meus amigos ou por evitar ter preconceitos e por evitar aceitar estereótipos.


Mas aí que os dias vão passando e seu senso de autocrítica vai aumentando.


Descobri que sou um tanto quadradona, de uma puta tradicionalidade que eu me espanto e me envergonho, algumas vezes. Sim, minha geração mais metida a moderna e que acha-tudo-super-normal se faz presente em mim, mas a verdade é que o quadradismo dos meus pais está bastante presente em como eu vejo e encaro as coisas.

Ainda somos os mesmos

E vivemos Como os nossos pais...


E o que desencadeou esse texto de hoje – depois de séculos sem escrever?

Bem, tenho saído e visto cenas que me chocam. Ok, não chegam a me chocar, mas me fazer refletir que mundo é esse que estamos vivendo. E, dessa vez, me refiro às mulheres. Por que elas se rebaixam tanto, gente?

Não pretendo pagar de santa e virgem, não se preocupem.

Não sei se as coisas sempre foram assim e eu estava muito bêbada para perceber ou se tudo tem… ahn, se agravado.


Dia desses eu estava numa boate da cidade (aqueeeela que o menino quebrou o braço da menina. Vocês

viram isso?) e tinha uma menina muito bêbada (e brega!) que tinha acabado de conhecer um menino, os dois começaram a ficar e a mão dele estava por todo corpo dela, na frente de todo mundo. Até que uma meia hora depois eles estavam combinando de esticarem a noite, quando estavam saindo da boate, ele encontrou com mais 2 amigos e foram os 4 pro motel (essa parte da conversa eu escutei porque já era no corredor que leva à saída do local, só tem os resquícios do barulho).


Fiquei pensando nessa menina acordando no outro dia, arrodeada de 3 homens que ela não sabe quem são e provavelmente nem lembrará como chegou ali e o que fez com eles.


Tipo, pra que passar por isso?


Alguém ainda argumentará: “anos lutando para a liberdade sexual e lá vem você retroceder com esse discurso machista”.


Sinceramente? Não sei se é machista, mas é algo que definitivamente não apoio, não pretendo viver e não irei ensinar para minha filha – se eu um dia eu tiver uma.


Ainda presenciei outras cenas, em outras noites, mas já escrevi demais por hoje.


E aí, o que vocês acham? Enquadradei demais?

domingo, 11 de setembro de 2011

Dias de sol

E aí que é noite e eu só penso em sol.

Sabe o Sol que deixa o mar mais verde, o céu mais azul, o sorriso mais aberto, o sovaco mais suado ...?
É perceber que, apesar de você não ter conquistado tudo a que se propôs, sua vida é linda. Você tem um emprego que adora, estuda o que gosta, tem uma família e amigos lindos, um cabelo de um loiro lindo (cof cof).

Meus dias são de sol, entendem?
É saber que tenho forças, que tenho vencido dia após dia.
É chegar a uma simples conclusão: sou feliz pra caralho.





Não adianta eu dizer que vou voltar a postar e visitar com frequência porque é mentira... mas to viva, sérião.
;)

sábado, 28 de maio de 2011

Entre o amor e o coração.

Não poucas vezes tive que escolher entre o Amor por mim mesma e o que eu achava que meu Coração queria.
Chegaram a ficar misturados, eu correspondia ao Coração porque, me fazendo bem, eu estava me amando também.

Porém, chega um momento que é preciso escolher entre esses dois caminhos. E, por tantas vezes na minha curta vida, eu escolhi.
Demorei, sofri, chorei, me despedacei, mas escolhi.
Escolhi o Amor. O Amor por mim mesma, pelo o que me faz bem, o que me faz sorrir, o que me faz sentir confortável, leve como pluma.


E aí quando eu aprendi a diferenciar o amor por mim mesma e o que eu considerava o amor pelo outro, eu aprendi que sou muito feliz, que minha família me faz feliz, que minha profissão me completa, que meus amigos são uma das minhas bases, que meu sorriso é lindo, que meus olhos brilham quando vejo meu reflexo no espelho, quando leio um livro que me faz viajar, quando visto uma roupa e me acho linda e gostosa, quando durmo e mato meu cansaço.

Hoje eu escolhi meu amor e só ele.

domingo, 1 de maio de 2011

Eu torço daqui

Nem sou mãe ainda e imagino como deve ser difícil querer decidir o futuro de uma pessoa que você ama. Querer puxá-la de volta para o trilho que VOCÊ acha que é o certo, o melhor.

E aí é difícil demais deixar essa pessoa decidir seu caminho e você só poder assistir.

Desejo, de todo coração, que o seu caminho seja realmente o melhor, que você seja feliz demais e que nós possamos continuar dividindo nossas vidas uma com a outra, gargalhando das desgraças passadas, comendo camarão e sendo as amigas que nos tornamos.

Te amo demais!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Amar é cuidar

Essa semana eu estava imersa em meus devaneios e aí veio algo à tona novamente: o quão necessário é nos fazermos presentes na vida daqueles que amamos.

Bem, poucas pessoas sabem que faço tratamento para Depressão e o Transtorno do Pânico - e outro dia eu falo disso com mais detalhes.
E, como eu já disse, pouquíssimas pessoas sabem e, poxa, se eu te contei é porque gostaria de compartilhar isso com você é porque eu considerava que você fazia parte da minha vida.

O mínimo que se pode tentar fazer para ajudar uma pessoa que tem doença/transtorno é pesquisar. Tentar entender o que é, o que a pessoa sente, como as pessoas convivem com tal doença, o que pode ser feito, etc.
Não se envolver, definitivamente, não é ajuda, muito pelo contrário: você pode está ignorando alguém que pode estar precisando de você.


Isso é amor?
Amar é cuidar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aponta pra fé e rema

Pode ser que o que busquemos nunca chegue. Pode ser que a ventania faça nosso barco voltar ou até virar. E quem irá saber?

A mesma bolha de sabão que te mostra tantas cores pode respingar e arder seus olhos. Sua amiga que esqueceu do seu aniversário um ano é a mesma que estava lá quando você mais precisou.

São pequenas bobagens que fazem com que nos questionemos sobre saber o dia de amanhã. Vou acordar? Vou ter emprego? Terei saúde? Quando vou morrer?


E aí nem eu nem você temos resposta para nada disso. Mas se tem algo que não sai da minha cabeça é continuar remando.

A cada dia que passa sinto que estou cada vez mais próxima do que eu quero. Meu barco já virou, meu remo se perdeu, eu me debati em meio a tanta água, algumas pessoas se afogaram... No entanto minha vida continua e ainda me reconheço como aquela menina pequena, bochechuda, com ideias mirabolantes e tantos ideais, tímida e quieta, porém decidida.

Decida a continuar.

A andar, nadar, correr, ver flores e sentir espinhos. Olhar para frente e conseguir ver aquela pessoa que sei que ainda vou me tornar e terei ainda mais orgulho de todo meu caminho.

"Quem bater primeira dobra do mar

Dá de lá bandeira qualquer

Aponta pra fé e rema"

(LH)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Preguiça, sabe?

Post inspirado em uma conversa com Intense.

Se existe algo que eu sei que eu passei em 2009 e 2010 foram maus bocados. Chorei, sofri, me fez doer e sangrar.
E daí hoje eu tenho preguiça. Preguiça de pessoas má intencionadas, preguiça de sofrer de novo, preguiça de dar atenção ao que não me faz bem.
Não fico com raiva, não me irrito, não olho com canto de olho, não faço biquinho. Só preguiça, muita preguiça.

E, ei, senti muita preguiça dele esse fim-de-semana.
Estar namorando outra e estar comigo sem eu saber de nada já é repeteco na minha vida, já passei por isso e fiquei péssima.
Ontem não.

Gente, sério, que preguiça disso tudo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Bye-Bye e Vem-Vem.

Mais um fim de ano chegando e, como comentei no Twitter, por mais que eu não tenha espírito natalino, tenho o espírito da virada.
Sabe aquele clichezão de que ano novo vida nova? Acredito demais nisso.
Acredito que o ano que bate na porta será melhor, que serei uma pessoa melhor, que as pessoas serão melhores, que o sol brilhará forte, que os nossos sorrisos serão mais verdadeiros, nossas ações mais puras.

Esse ano de 2010 foi um ano bem intenso, vide post passado, mas que, meu Deus, que ano maravilhoso!
Agradeço demais tudo que vivi, por pior que possa ter parecido na época. Ainda não cheguei ao ponto de rir de alguns acontecimentos, mas consigo olhar com mais calma.
Quem gosta de ficar sofrendo, né? Bem, eu não.
As lágrimas que derramei, o desespero que passei, as crises de ansiedade, foram terríveis.
Mas e daí? O ano está terminando e eu só tenho a agradecer.

Trabalhei o ano todo, juntei uns trocados, solidifiquei algumas amizades, conheci pessoas maravilhosas, fui a ótimas festas, fiquei mais amiga da minha irmãzinha, fiz viagens MARAVILHOSAS, vivi experiências completamente novas, me diverti, cresci demais, senti que eu posso ser cada vez mais e melhor.
E, o principal, aprendi a não ficar em histórias que me fazem mal, que minha felicidade é mais importante, que o medo não pode nos paralisar, que a vida é linda... basta saber olhar.

Nada mais justo que agradecer alguns blogueiros – sei que vou ser injusta porque sempre acabo esquecendo alguém: Antônio, Intense e Polly que me acudiram quando eu mais precisei; Kari que me convidou para passar uns dias na casa dela, me tirando do furacão que eu estava vivendo em Natal e que me ligava quando eu estava mais desesperada

Ano de troca de ‘namorado’, de emprego, de visual, de alguns comportamentos, de sexo...ops, de sexo não.
=P
Ano de mudanças mesmo!

Em 2011 quero continuar crescendo profissionalmente, juntar mais dinheirinho, estudar mais, me dedicar ao ballet, cuidar do meu corpo e dar conta de todos os meus amigos.
Sim, eu acredito que vai ser um ano maravilhoso e cheio de coisas boas!
Vem, quem vem, 2011!
\o/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Entre dois Novembros

Ideia do texto copiada totalmente do post de Intense.

Um ano atrás eu tava esperando fazer meus 23 e com meus dramas de sempre: to velha e AINDA não consegui o que quero.
Nesse um ano eu tive sentimentos que não sabia que podiam existir; amei demais, fui feliz demais, senti minha vida fazer sentido, fiz planos de alugar uma casinha com ele – não pra morar, mas pra ter um canto nosso.
Acordava cantando, ligava pra dar Bom Dia e escutar aquela voz tão familiar. Sério, amei mais que eu julgava ser capaz, fui a melhor pessoa que consegui ser.
Era nesse amor que eu encontrava forças pra conseguir seguir mesmo quando eu queria sumir. Era esse amor que me dava apoio pra continuar no emprego que eu detestava, que segurava a barra quando eu era doentemente estressada, ansiosa e depressiva.

Nesse um ano eu fui ao céu e ao inferno.
Senti o gostinho de nuvem, de maçã do amor, passei por dias claros e surpreendentemente felizes. Fui ao fundo do poço, pedi pra morrer, tomei vários comprimidos pra essa dor diminuir.
Passei por amor-de-novela-da-seis, decepção que me arrasou, mentiras, traições, tristeza infinita, noites em claro chorando.

E aí como nada é pra sempre, os dias de sol voltaram.
Veio um emprego novo, a volta aos estudos, a oportunidade de um considerável crescimento profissional, amigos maravilhosos que estavam segurando a minha mão, mudança no visual – daquele de você se olhar e pensar “putaquepario, sou bonita pra caralho!” – comecei meu tratamento pra depressão que eu adiava há tanto tempo e fez com que eu me sentisse, agora, no caminho certo.

Um ano de viagens inesquecíveis, risadas de doer a barriga, choro de doer na alma e, sem dúvida, um ano que entrou pra história desses meus (quase) 24 anos!
Obrigada, Deus!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Obrigada!

Obrigada, Deus.
E essa frase resume tudo.

Obrigada por não ter me levado mesmo quando eu implorava pra morrer; obrigada por Kari ter me ligado; obrigada pelas conversas com Antônio e Polly; obrigada pelos e-mails de Intense.
Obrigada por não ter uma faca perto de mim naquela hora. Obrigada por me dar a oportunidade de ter amigos que me ajudam, por eu ter uma boa saúde física, por me dar força para procurar ajuda profissional.
Obrigada por ter me feito sobreviver quando tudo que eu mais queria era morrer.

Obrigada por hoje, um dia depois do cruel desespero, eu ter planos pro meu futuro, por eu ser a nova psicóloga da Unimed, por me fazer sorrir, por ter uma casa com uma família que me ama, por ser inteligente e ter um sorriso lindo (cof cof).
Sério, Deus, obrigada! Nunca confiei tanto em você como nessas últimas horas, você foi meu último refúgio e não me abandonou um segundo sequer, mesmo eu pensando ao contrário.

Obrigada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E aqui dentro não para de sangrar

Não sei se alguém ainda me lê aqui, mas foi o único lugar que eu achei no momento.
Acabei de chegar do trabalho e aproveitei que minha família não está pra chorar tudo o que eu tenho reprimido nos últimos dias.
Os amigos mais próximos já sabem que o inevitável aconteceu: meu namoro acabou.
Já não estava dando mais certo, eu andava muito infeliz e irritadiça, não o amava mais e só brigávamos. Eu sei que o melhor foi o término mesmo.
Mas, agora, eu me sinto tão sozinha, tão perdida, tão triste. E tem sido assim, tenho oscilado entre momentos de alegria e planos para as próximas festas, e os momentos tristes, desesperadores. Desespero daquele de deitar, chorar e não saber o que fazer, pra onde ir.

É uma dor tão grande que não consigo explicar pra vocês. Eu sei, eu sei que eu também não estava mais feliz com ele, mas eu estou mal por ter terminado.
Fico mexendo na minha agenda telefônica e não existe ninguém para quem eu possa ligar a qualquer hora, para falar qualquer assunto. Aquela super novidade e não o tenho mais para dividir o momento.


Mas da saudade eu tenho medo
Você não sabe eu vou contar todo segredo
Esses caminhos eu conheço
Andar sozinho eu não mereço

Eu já vivi tanto tempo na solidão. Não era sozinha, era solitária mesmo. E eu sofri demais nessa época, não quero passar por isso novamente.
Meu Deus, me ouve, por favor! Me ouve! Não me deixa mais sofrer assim, aqui dentro ta doendo, ta sangrando.
Tira essa dor, me faz voltar a ser feliz, mesmo sem ele.
Doi saber o quanto me doei, o quanto posso ter sido feita de idiota, o quanto eu merecia e não tive.
Doi não saber onde você está agora, com quem, o que está fazendo, o que está pensando, comendo, se ta cuidando da saúde, se está procurando emprego, se já o achou.
Doi, sério. Doi.


*meu muito obrigado a Kari, Polly e Antonio por escutarem toda essa minha ladainha esses dias.

domingo, 19 de setembro de 2010

Vou sozinha...

Eu estava lá, pensando, me balançando, escutando uma suave melodia e vendo as fotos do nosso álbum, na minha cadeira da nossa casinhaquando avistei que ele estava chegando!
Dessa vez o Furacão não ameaçou chegar, nem ninguém previu, ele apenas chegou.
E, sim, me pegou de surpresa, eu não esperava nada disso. Ele veio vindo em minha direção, eu me apavorei, comecei a chorar e não sabia se corria pra me esconder ou se ia lá pro meio tentar salvar alguma coisa ou alguém.
Quando me levantei da minha amada cadeira e comecei a ir em sua direção, escutei um chamado, uma voz doce e Intensa que dizia que eu não precisa me jogar lá no meio, não precisava tentar salvar o mundo e me arranhar e me ferir novamente. Eu podia olhar, aprender como ele gira e que, principalmente, ele não era tão grande e furioso como eu havia visto.
E foi o que eu fiz: fiquei parada, olhando apreensiva. Ele olhou pra mim, gritou qualquer coisa ameaçadora e se foi. Foi como se nem tivesse vindo.
Foi nessa hora que você chegou lá fora trazendo meu casaco e dois copos de chocolate quente, sentou-se ao meu lado e segurou a minha mão.
Tudo parecia tão calmo e perfeito.
O Furacão não me levou, não me machuquei e continuei tranquilamente.
Fim...
Bem, não aceito a calmaria e a perfeição.
Não foi fim, foi início.Uma semana depois fui atrás do Furacão, o desafiei, gritei, xinguei e o chamei pra medir forças. E não fui sozinha, te levei junto e muito me arrependo.
Não somente voltei sangrando da guerra, como te vi,pela primeira vez, tão machucado assim.
E eu sei que fui a culpada. Não quero mais viver assim, não quero ser desafiadora, não quero ter que abandonar a calmaria, ir ao inferno e te levar comigo.
Desculpa, mas sigo sozinha agora.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

(sem título)

Eu me pego em plena crise, chorando, soluçando, esperneando, gritando, arrancando os cabelos, jurando pra mim mesma que não sei o que faço com você, tendo tantas dúvidas sobre o que quero e sobre o dia de amanhã.
Chego a ficar parada no parapeito do meu apartamento, olhando aquele trânsito todo lá embaixo, imaginando como seria se eu me jogasse, em cima de que carro eu cairia, qual carro acabaria de esmagar meus ossos e passaria por cima do meu corpo já morto; desligo os celulares, coloco a música no volume mais alto pra que os vizinhos não me flagrem em pleno surto. Quero desistir de tudo, fugir, morrer, desaparecer.

E tu, quando menos espero, chega do trabalho, abre a porta de casa e diz "cheguei, amor", com um lindo sorriso no rosto, com aquela barroquinha que só você tem, agarra minha cintura, da um beijo molhado na minha boca, um abraço carinhoso... eu encosto meu rosto no seu peito e sinto aquele cheiro tao familiar e toda minha loucura desvanece.
Com uma brincadeira qualquer você me arranca um sorriso e eu tenho certeza de onde eu quero estar e quem pode me fazer feliz.